Huaso de Sauzal Chilena 2014 – vinho revelação e melhor país chileno pelo Descorchados 2016

Idas e Vinhas
O Guia Descorchados 2016 foi
lançado no Brasil no dia 21 de Março, no Restaurante Praça São Lourenço, em São
Paulo. A edição 2016 é resultado de quase 3500 vinhos degustados de cerca de
400 vinícolas, abrangendo Chile, Argentina, Brasil e Uruguai.

A maior parte das provas são presenciais, ou seja, a equipe do
Descorchados se reúne com os produtores para conversar sobre os vinhos. Os que
são selecionados são então degustados às cegas para a eleição dos
melhores em cada categoria e em cada país. Todo esse processo leva de Agosto a
final de Novembro, quando os resultados das degustações e os ganhadores de cada
categoria são divulgados no site do Descorchados. O lançamento oficial ocorre em
Março do ano seguinte.
Idas e Vinhas
Um fato interessante é que embora o Guia seja apresentado em eventos especiais
em cada país, o lançamento oficial ocorre anualmente aqui no Brasil, em São
Paulo. Podemos concluir daí a importância do mercado brasileiro, mesmo com
todas as nossas dificuldades.
Patrício Tápia, idealizador e diretor geral do Descorchados, vem
construindo ao longo de 20 anos carreira e reputação sólidas quando o assunto é
avaliar vinhos, e ficamos contentes em ver que pelo 2º ano consecutivo um ótimo
vinho que representamos foi destaque.
Trata-se do Huaso de
Sauzal Chilena 2014
, um tinto chileno que é trazido ao Brasil pela importadora
Domínio Cassis. Foram dois prêmios em 2016: um dos vinhos revelação e o melhor
vinho chileno da casta país
, alcançando 94 pontos. Em 2015 a El Viejo Almacén
de Sauzal
foi eleita vinícola revelação e a safra 2013 recebeu 92 pontos.
Além de ser um vinho de alta qualidade, destaca-se pelo seu processo de fabricação.
A vinícola – El Viejo Almacén de Sauzal – é muito pequena (são apenas 4 hectares!)
e adota técnicas orgânicas de manejo e vinificação. Não faz uso de sulfitos ou
qualquer outro insumo que não seja orgânico. Outra curiosidade é que são vinhos
de secano, isto é, as vinhas não não irrigadas.
Além do Huaso de Sauzal Chilena, provamos e apresentamos em degustações
outro ótimo vinho da El Viejo Almacén, o VIGNO (100% Carignan). Confira:

Seguindo nossa política de proporcionar Wine Experiences especiais,
lançamos o Huaso de Sauzal Chilena 2014 em nosso Wine Club. Acesse o link da
campanha para garantir o seu, pois são poucas unidades!
Veja também o vídeo para saber mais:

Enocuriosos… Viñas de Chile – Undurraga

Idas e Vinhas



Minha-Nossa! Há quanto tempo não damos o ar da graça por aqui?!! Mas onde é
que estávamos mesmo? Ah, sim! Na nossa primeira visita ao
Chile! No finalzinho da viagem… Ok. “Bora” retomar, então!


Restando
apenas dois dias mais naquele país, ainda tínhamos tempo de fazer uma
última visita a alguma viña antes de voltar para o Brasil. Escolhemos a
Undurraga, uma vinícola que, até então, não havíamos ouvido falar
mas que, depois de conhecê-la no Chile, passamos a observar que vários
estabelecimentos dispõem dos vinhos da casa em suas cartas aqui no
Brasil.
Chegar à Undurraga é muito fácil: você tem a
opção (prática e barata) de ir de ônibus  (destino Talagante) a partir do Terminal San Borja e saltar na porta da vinícola (não deixe de confirmar se o itinerário inclui a vinícola, pois alguns ônibus com destino a Talagante fazem um caminho alternativo). Na volta, basta atravessar a estrada e
pegar o mesmo ônibus no sentido Santiago. Mais fácil que isso… só dois
disso!
A visita à Undurraga foi, de longe, a
mais completa e enriquecedora que fizemos naquela primeira viagem ao
Chile. Acreditamos que isso se deveu, em parte, por estarmos num tour
privado (o Tour Privado Founders – que
recomendamos muitíssimo, aliás), mas também porque o nosso guia/enólogo
era um profissional que ia muito além do protocolar. Simpaticíssimo e muito
curioso em descobrir qual tipo de interesse nos levava até ali,
conduziu todo o tour como se fosse uma boa prosa!
Como já tínhamos
visitado outras vinícolas e não estávamos tão “crus” no assunto (ou, por
outra: como já tínhamos algumas questões e “pulgas” atrás da orelha), foi
possível tirar várias dúvidas e assimilar mais conhecimento,
desmistificar algumas impressões (sobretudo sobre a presença, muitas vezes
incômoda, de “pimentão” num carménère…) e aprender coisas que não
podíamos imaginar até então (como, por exemplo, o fato intrigante de que
vinho não tem sabor (!) e sim sensações, e que é a soma dessas
sensações que faz você achar que um vinho tem sabor “disso ou daquilo”).

Começamos nosso tour pela área externa, onde nos foram explicadas e mostradas as diferenças entre as cepas (características das folhas de cada uma, quem brota antes, quem brota por último, quem amadurece primeiro, o tempo exato da colheita de acordo com cada característica que se pretenda ressaltar no vinho etc)… O jovem enólogo tinha muito conhecimento e nos dava detalhes muito interessantes de tudo. O passeio é todo muito interessante, mas gostamos especialmente deste contato “botânico” com as diversas espécies de parreiras. Vimos exemplares já com novos brotos após a poda de inverno e outros que continuavam “dormentes” àquela altura – estávamos no finalzinho da estação. 

Idas e Vinhas
Os primeiros brotos ainda no inverno. Tempranillo?

O contato mais próximo dos parreirais, com as explicações, as
comparações e as constatações “in loco”, foi realmente muito bacana e
bem diferente de tudo que havíamos conhecido até então. O jovem enólogo,
aliás, nos explicou que, no Chile, quem pretende ser enólogo deve ter
formação em agronomia e concluiu que não se pode elaborar bons vinhos
sem sujar as mãos de terra.

Idas e Vinhas
Amostra das peças do museu.

Passeamos pelos
parreirais, conhecemos a linha de produção, os tanques, os barris, a
sala de envelhecimento… Não faltou informação e conhecimento! Por fim, antes da
degustação, visitamos um museu ao estilo dos “precolombinos” tão comuns
em terras chilenas. Um museu muito interessante, sem dúvida, mas que
foi pouco aproveitado por nós – já que estávamos ansiosos pela
degustação!

Idas e Vinhas
Clássica foto dos barris repousando (e permitindo, ao tempo, trabalhar).

A degustação

A
degustação foi muitíssimo proveitosa! Além da ótima qualidade dos
vinhos oferecidos (o que, por si só, já faz uma degustação ser boa), a
orientação dada pelo enólogo foi muito bacana e nos ajudou a perceber e
desvendar muitos aspectos (de cor, olfato e “sabores”) naqueles vinhos. E não podemos esquecer de citar o acompanhamento composto de biscoitos, queijos deliciosos e uma pastinha idem, além de frutas secas (este último, um item raro de encontrar nas degustações por lá).

Idas e Vinhas
Mesa de degustação.

Após nossas primeiras experiências em degustações naquele país, onde começamos “engatinhando” e pudemos notar claramente um “crescendo” na nossa sensibilidade “em nariz” e “em boca”, passando a perceber aromas que nunca havíamos percebido e outras coisas mais “complicadas” como retrogosto e outras sensações…, a visita e degustação na Undurraga foi como fechar esse aprendizado inicial com chave de ouro. Foi uma verdadeira aula prática, mas sem nenhum caráter pedante ou “professoral”: o enólogo era um moço muito simpático e o tom de informalidade nos deixou muito à vontade.

Os vinhos 

Os vinhos oferecidos na degustação foram T.H. Sauvignon Blanc, T.H. Carménère, Founders Colection Cabernet Sauvignon e Altazor (um Blend das uvas Cabernet Sauvignon,  Syrah, Carménère e Merlot). Todos muito bons, mas o que nos arrebatou foi o T.H. Carménère, por ter desconstruído a visão de tínhamos do que fosse um carménère e por representar um ótimo custo-benefício! Trouxemos um exemplar para o Brasil e, depois, já aqui, achamos que deveríamos ter trazido mais…

Idas e Vinhas
Vinhos inclusos no tour privado.
À parte a degustação, compramos uma taça avulsa no balcão do Vigno, à época um varietal da uva Carignan – pela curiosidade que nos causaram os comentários super elogiosos do enólogo. Era um vinho… intrigante! Com perfume que lembrava vetiver ou… (para uma referência mais “nossa”) lembrava o cheiro da flor de uma árvore chamada “abricó de macaco”. Não era (ainda) um vinho para o nosso paladar, definitivamente.

É “mais passeio” ou é “mais vinho”?
Se você fizer o tour privado, é mais passeio – especialmente pelas informações a respeito das uvas, plantio, colheita etc, que tanto nos encantaram. Explicando melhor – achamos o tour privado tão bacana e completo que vale muito a pena pagar pelo passeio e conhecer um pouco mais a fundo uma vinícola bastante respeitável. Não podemos avaliar o tour Sibaris mas deixamos aqui uma dica – este tour é normalmente utilizado pelas empresas de turismo locais para alocar seus clientes e isso quer dizer que você estará acompanhado de muitos turistas que nem sempre terão o mesmo interesse pelo mundo dos vinhos. Se quiser fazer uma visita sem compromisso (leia-se, agendamento) também é possível – a vinícola possui o serviço de degustação por taça com preço justo no qual você poderá experimentar o que a casa tem de melhor. Ah, o pátio principal e a boutique da propriedade são de livre acesso e podem fazer parte de seu passeio alternativo e render boas fotos e compras.

¡Salud!

Enocuriosos

* Fotos de Dagô e Simone

Gostou
dessa postagem? Confira o post sobre
a visita anterior desta série
aqui.

Aconteceu… Degustação “Chile em Destaque” na ABS-RJ Flamengo

Idas e Vinhas



No dia 25 de Setembro de 2015 apresentamos a nossa primeira degustação na Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RJ), sede Flamengo.

Idas e Vinhas

O tema escolhido foi “Chile em Destaque” e todos os vinhos fazem parte do portfólio da importadora paulista Domínio Cassis, que representamos no Rio de Janeiro. Os rótulos foram escolhidos em função de suas peculiaridades, seja pela casta empregada, pela forma de vinificar…enfim, nossa intenção foi a de apresentar vinhos interessantes.
William Fèvre Quino 2012 – 92% Sauvignon Blanc e 8% Riesling, (Valle de Malleco), (Melhor mescla branca e 93 pontos Descorchados 2015)
El Viejo Almacén de Sauzal Vigno 2012 – 100% Carignan, (D.O. Valle del Maule), sem adição de sulfitos (92 pontos Descorchados 2015)
Huaso de Sauzal 2013 – 100% País, (D.O. Valle del Maule), sem adição de sulfitos, (Vinícola revelação do ano e 92 pontos Descorchados 2015)
Andes Plateau 700+ 2012 – 60 % Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Malbec, (Alcohuaz (Valle Elqui) e Cajón del Maipo (Valle de Maipo)), (93 pontos Descorchados 2015 e 93 pontos na revista Decanter Magazine)
Pedro Parra Pencopolitano 2013 – 49% Carignan, 37% Pais, 9% Carmenère e 4% Cinsault (Valle del Maule, Itata e Cauquenes. Projeto pessoal do renomado “caçador de terroirs”.

Para quem não pode comparecer, apresentaremos essa degustação na unidade Barra da Tijuca da ABS-RJ. Fiquem atentos pois será no dia 18 de Novembro de 2015

Serviço:

Av. Ayrton Senna, 3000 Via Parque Offices, Bl. 2 Sala 210 – CEP 22775-904 – Barra da Tijuca | Telefone (21)2421-9640 (após 13 horas)

R$ 50,00
Para compras no dia da degustação, os vinhos serão vendidos com excelente desconto.
** Associados da categoria profissional com a trimestralidade em dia têm gratuidade na inscrição.

Agenda… Degustação Idas e Vinhas na ABS-RJ, Flamengo – Chile em Destaque

Idas e Vinhas

No próximo dia 25 de Setembro, sexta-feira a partir das 19h30, apresentaremos aos associados da  ABS Rio (na sede Flamengo) 5 vinhos chilenos do portfólio da importadora Domínio Cassis. Somos representantes exclusivos da Domínio Cassis aqui no Rio de Janeiro, e escolhemos para a apresentação vinhos que se destacam tanto pelas críticas positivas quanto por suas peculiaridades.  
Idas e Vinhas



São eles!*



William Fèvre Quino 2012 – 92% Sauvignon Blanc e 8% Riesling, (Valle de
Malleco), (Melhor mescla branca e 93 pontos Descorchados 2015)
El Viejo Almacén de Sauzal Vigno 2012 – 100% Carignan, (D.O. Valle del Maule), sem
adição de sulfitos (92 pontos Descorchados 2015)
Huaso de Sauzal 2013 – 100% País, (D.O. Valle del Maule), sem
adição de sulfitos, (Vinícola revelação do ano e 92 pontos Descorchados 2015)
Andes Plateau 700+ 2012 – 60 % Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc,
Syrah e Malbec, (Alcohuaz (Valle Elqui) e Cajón del Maipo (Valle de Maipo)),
(93 pontos Descorchados 2015 e 93 pontos na revista Decanter Magazine)
Pedro Parra Pencopolitano 2013 – 49% Carignan, 37% Pais, 9% Carmenère e 4%
Cinsault (Valle del Maule, Itata e Cauquenes. Projeto pessoal do renomado “caçador de terroirs”.

Serviço:
Inscrições somente para associados ABS com a trimestralidade em dia, e devem ser feitas diretamente com a Secretaria da ABS.**

Praia do Flamengo, 66 Bloco 2 Sala 311 – CEP 22210-903 – Flamengo
Telefone (21)2285-0497 / 3235-5576 ou 3495-2958
R$ 50,00 – (inscrições abertas).
* Para compras no dia da degustação, os vinhos serão vendidos com excelente desconto.
** Associados da categoria profissional com a trimestralidade em dia têm gratuidade na inscrição.

Provamos e aprovamos… El Viejo Almacén de Sauzal – Vigno 2012

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O Vale do Maule possui a maior extensão de vinhedos e é o
maior e mais antigo centro produtor de vinhos do Chile. Com pouco mais de 31
mil hectares de vinhedos plantados, menos de 1/3 são da casta tinta País,
trazida pelos espanhóis no século XVI, e que tem mostrado potencial para
produzir vinhos de qualidade.

Idas e Vinhas

Os melhores vinhedos de País estão localizados na Cordillera
de la Costa
, onde a irrigação é desnecessária. A outra casta que tem se
adaptado bem na região é a Carignan, embora a área plantada ainda seja
pequena – cerca de 800 hectares. O El Viejo
Almacén de Sauzal – Vigno 2012
, tema
desse post, é 100% Carignan.
As outras castas mais cultivadas são: Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot,
Cabernet Franc e a Carmenère.
O produtor
A El Viejo Almacén de Sauzal é pequena até mesmo para ser
chamada de boutique. Os 4 hectares de vinhedos de Renán Cancino Abarza,
localizados na zona de Sauzal na província de Cauquenes, foram
plantados pela sua família em 1950. A produção diminuta é de cerca de 6.500
garrafas/ano.
 

Idas e Vinhas
Renán Cancino Abarza, vinhedos centenários de Carignan e as Tinajas – Fotos de Enrique Rivera
A região foi duramente castigada durante o terremoto de 2010, ano
de fundação da vinícola, e ainda hoje são poucas as casas que permaneceram em
pé. A de Renán é uma delas.
A condução dos vinhedos é biodinâmica e bastante rústica. Renán não
faz o uso de toda a tecnologia que hoje se tornou indispensável em qualquer
vinícola. A cantina fica em uma casa velha e provisória. Não há tanques de aço
inoxidável, prensas mecânicas ou computadores.
Os vinhos são elaborados em velhas tinajas, de vários tamanhos. O
emprego da madeira é feito com parcimônia e não há adição do conservante SO2
(Dióxido de Enxofre ou Anidrido Sulfuroso).
O projeto nasceu em 27 de Fevereiro de 2010 com o objetivo de
promover o Vale do Maule e a casta Carignan. As vinícolas que fazem parte do
projeto são:
Alcance, Garcia Schwaderer, De Martino, El Viejo Almacén, Garage Wine Co., Gillmore, Lapostolle, Lomas de Cauquenes, Meli, Miguel Torres, Morande, Odfjell, Undurraga, Valdivieso, Viña Roja.
Há uma série de regras rígidas que devem ser seguidas durante a
elaboração dos vinhos. Para entender um pouco mais sobre o projeto acesse o
site oficial aqui.
Vamos ao vinho?
Vigno 2012
100% Carignan, 14,5% de álcool. Sem adição de sulfitos.
Cor vermelho rubi. Com aromas intensos e persistentes de cassis,
cereja, framboesa, groselha e morango, além de baunilha e hortelã. De médio
corpo e perfeito equilíbrio entre acidez taninos e álcool. As frutas vermelhas
e a acidez se destacam. Seu final é muito intenso e persistente, com fundo frutado
e refrescante. Convida a uma segunda taça.
Nota IV: 93
92 pontos no Descorchados 2015
Importadora: Domínio Cassis
Vendas no Rio de Janeiro: contato@idasevinhas.com.br

Idas e Vinhas


Veja mais um vinho deste mesmo produtor:
Huaso de Sauzal País 2013