Aconteceu… O excelente chileno VIK chega ao Brasil


Foi uma grata surpresa receber o convite para a etapa de abertura
da apresentação do VIK ao mercado brasileiro. World Wine e Wine.com.br
programaram ações aqui no Rio, em São Paulo e Brasília. A apresentação do vinho
e da vinícola nesse tour pelo Brasil está a cargo de Gonzague de Lambert
(enólogo e Vice-presidente de Marketing e Vendas) e Julia Parapugna (Diretora
de vendas).

 Idas e Vinhas

Provamos o VIK pela primeira vez em 2012, em nossa maratona enológica pelo Chile. Das vinícolas que visitamos, a VIK foi sem dúvida uma das
experiências mais marcantes (leia mais aqui). Difícil dizer se foi pela
recepção impecável (que incluiu uma degustação especialíssima e uma noite de
hospedagem), pela beleza estonteante da paisagem ou pela alta qualidade do
vinho, o fato é que sempre comentamos com amigos o quanto vale a pena conhecer
a VIK.
A apresentação no Rio de Janeiro aconteceu na última terça-feira,
25 de Agosto, em um coquetel na loja Porto di Vino. Foi ótimo reencontrar o
Gonzague (foi ele quem conduziu a nossa visita em 2012), que está cada vez mais
entusiasmado com o projeto e se encarregou pessoalmente de servir os convidados
(e de trazer do Chile preciosas 36 garrafas de VIK).

Idas e Vinhas

Assim que cheguei, fui recepcionada com o VIK 2010 (a mesma safra
que provamos em 2012 e que temos em casa). Muitas vezes provamos um vinho em
determinada ocasião e ficamos com uma impressão que acaba não se confirmando
nas outras vezes. Por isso estava mesmo um pouco receosa de provar novamente,
querendo preservar a experiência anterior. E o que tenho a dizer é que….o
vinho é realmente excepcional. Aos cinco anos preserva a cor viva, os aromas
intensos e os taninos redondos. Tudo indica que tem um grande potencial de
guarda.

Idas e Vinhas
Gonzague e Ana Cristina

Gonzague fez uma breve apresentação da vinícola e do projeto VIK
(que inclui um outro rótulo, o VIK A) e Julia apresentou o hotel (dedicado ao
turismo de alto luxo) e o restaurante recentemente inaugurado. Em 2012 passamos
uma noite no lodge (o hotel estava em construção) que hoje é utilizado pela
família de Alexander VIK e o que hoje é a linda bodega estava nos primeiros
estágios do projeto.

Idas e Vinhas

Ao longo da noite, passamos ao VIK 2011 (e de volta ao 2010…). Em
2012, nossa degustação foi composta por 9 taças guardavam amostras do que seria
o VIK 2011. Ou seja, tivemos o privilégio de provar os diferentes lotes que
estavam repousando nas barricas antes que os enólogos decidissem o blend do
vinho. E, bem, acertaram! É tão bom quanto a safra 2010, mantém a identidade
aromática e traz sutis diferenças: é menos amadeirado e com taninos mais
marcantes.
Vamos aos vinhos?
VIK 2010
Cabernet Sauvignon 56%, Carménère 32%, Cabernet Franc 5%, Merlot
4%, Syrah 3%.
13.9 % de álcool.
Uvas colhidas manualmente e fermentadas com leveduras nativas. A
fermentação malolática foi feita em barricas novas de carvalho francês seguida
por 23 meses de envelhecimento. Envasado em 3 de Abril de 2010.
De cor rubi muito vivo e brilhante. No nariz, impressionou pela
intensidade e persistência dos aromas florais (rosas e violetas), de frutas
negras, cassis e baunilha. Em boca, as frutas negras e a baunilha se destacam.
Encorpado, com taninos marcantes e ainda assim redondos. Final longo, intenso e
muito agradável.

Idas e Vinhas

VIK 2011
Cabernet Sauvignon 55%, Carménère 29%, Cabernet Franc 7%, Merlot
5%, Syrah 4%.
13.9 % de álcool.
Uvas colhidas manualmente e fermentadas com leveduras nativas. A
fermentação malolática foi feita em barricas novas de carvalho francês seguida
por 23 meses de envelhecimento. Envasado em 5 de Abril de 2013.
Também de cor rubi muito vivo e brilhante, o VIK 2011 tem perfil
aromático bastante similar ao 2010. A madeira aqui é mais sutil e os taninos
são ainda mais marcantes sem perder a elegância. Final longo, intenso e
muitíssimo agradável
.
Idas e Vinhas

A Wine.com.br já está comercializando tanto o VIK (R$ 590,00 para
não membros) quanto o VIK A (R$ 170,00 para não membros).
Em 2012 adquirimos o VIK 2010 na própria vinícola, e pagamos 135
dólares.
Idas e Vinhas
Rodrigo Oliveira da World Wine (ao centro), com os sócios da Porto di Vino Bernardo Larreta e Bernardo Murgel

Leia sobre a nossa viagem ao Chile:

Enocuriosos… Viñas de Chile – Cousiño Macul

Foto
do acervo particular da vinícola, exposta no museu – “foto da foto”.
Depois de dois dias e meio muito
bem aproveitados em Santa Cruz, no Vale de Colchagua, voltamos a Santiago, onde visitaríamos mais duas viñas no entorno
da capital chilena, numa região denominada Vale do Maipo (que
abrange parte da “grande Santiago”, digamos assim), e começamos
pela Cousiño Macul
.
Para chegar à vinícola, tomamos o metrô até a Estación Quilín e de lá seguimos de táxi até a propriedade.
Se você fizer o mesmo, utilize a saída que dá acesso ao Mall
Paseo Quilin
porque isso facilita a tarefa de encontrar um táxi e evita que
o carro tenha que fazer um retorno para pegar a via da bodega. Ao todo, o
trajeto percorrido desde a Estación Santa Lucía, em Santiago, durou cerca de 35 minutos…
(o trecho de táxi é relativamente curto e não chega a pesar no bolso).
Na Cousiño Macul  tivemos um problema de fácil
solução mas que se revelou muito desagradável. Fizemos a reserva por e-mail (para o tour com degustação premium) e obtivemos a
confirmação da mesma – também via e-mail.
Ocorre que, chegando à vinícola, o atendente/guia nos disse que só poderíamos
fazer a visita comum, pois ele não encontrava a nossa reserva. Argumentamos que
a reserva havia sido confirmada por eles, que ficara faltando apenas indicar o
idioma, e solicitamos que ele fizesse a gentileza de verificar o equívoco,
checando em sua caixa de mensagens. Um procedimento, em princípio, muito
simples. No entanto, longos minutos se
passaram sem que ninguém nos desse qualquer informação e passamos a presenciar
um deselegante jogo de “empurra” entre os funcionários da casa. 
Decidimos sair de perto para
deixá-los “à vontade” para resolver a questão entre eles e ficamos
aguardando na sala de estar, anexa à recepção (já estávamos cansados de
apreciar a lojinha – muito tempo já havia se passado). Como estávamos dentro da
nossa razão e já tínhamos nos deslocado até lá, decidimos não “arredar
pé” e aguardar até que nos apresentassem uma solução. 

A solução veio em tom de
“favor” e com 40 minutos de tempo transcorrido. Estávamos (como é de
se imaginar) bastante aborrecidos com toda essa situação… Fomos agregados a
um pequeno grupo que começaria uma visita naquele exato momento e ficamos todo
o tempo sem saber, de fato, qual solução havia sido dada, pois nada mais foi
dito além das seguintes palavras: “Vamos abrir uma exceção para vocês.
Vocês podem acompanhar esse grupo que vai começar o tour agora”…

Idas e Vinhas
Tanques
de fermentação onde se faz o ícone Lota.
Durante a visita, nosso guia (o mesmo que nos recepcionou e
“cuidou” do impasse da reserva) se mostrou muito
simpático… O tour foi bacana
(embora muito simples se comparado às visitas que havíamos feito até então
– especialmente em Santa Cruz, onde, em cada vinícola, um novo conhecimento nos
era agregado – veja aquiaqui e aqui). As instalações são bonitas e
rústicas, além de apresentarem uma certa aura de antiguidade, tanto na cave
como na grande sala onde é processado o ícone da casa, o Lota (aliás, o único rótulo produzido ali). Há ainda uma
“salinha-museu” onde são expostos maquinários e utensílios antigos
como a máquina de arrolhar garrafas (uma a uma e “no muque”), as
placas antigas de destinos para exportação, além de fotos muito bonitas e
ilustrativas do cotidiano dos trabalhadores na linha de produção, bem como
outras engenhocas e traquitanas interessantes e pitorescas. Este nos pareceu,
realmente, o momento mais interessante – e até bonito – do passeio: um
“museu” bastante representativo, ainda que simples e pequeno.
Sentimos falta, nesse tour, de
visitar os vinhedos na área externa.
Idas e Vinhas
Ao fim da visita, do lado de fora
(e de pé), provamos 3 vinhos da casa. Nesse momento, um outro funcionário fazia
vários sinais negativos para o nosso guia e apontava para o grupo (na nossa
direção). Quando viu que nós havíamos percebido, desistiu de fazer os sinais (que
o guia sequer notou). Ficamos com a forte impressão de que o moço tentava
avisar que nós dois (os agregados àquele grupo) não deveríamos provar daqueles
vinhos mas, como estávamos neste grupo todo o tempo sem entender direito qual a
proposta, seguimos com a prova que nos foi oferecida.
De fato, ao que tudo indica, não
deveríamos ter provado daqueles vinhos mesmo. Ao que parece, “pegamos carona” no tour comum. Isso porque, acabada a breve
degustação, o pessoal do grupo foi encaminhado à lojinha para comprar seus
vinhos e efetuar os pagamentos (ou seja: fim do passeio para eles) e nós fomos orientados
a aguardar enquanto começavam a preparar (só então) a sala para a degustação
que havíamos reservado.
Devemos confessar que o desgaste
causado pela maneira como foi conduzido o “mal-entendido” em relação
a nossa reserva (a nosso ver, uma simples falha na comunicação e que poderia
ter sido sanada de forma igualmente simples) e a falta de clareza no trato com
o cliente quanto à “solução” dada (outra falha na comunicação – ou
indiferença…) ficou repercutindo na nossa disposição por quase toda a visita
– incluindo o final, quando deduzimos estar no tour comum… 
Idas e Vinhas
Sabe aquele ditado popular que
diz: “a primeira impressão é a que fica”? Neste caso, a
“primeira impressão” foi sendo reiterada repetidas vezes e…
“ficou”!
Ficou mas passou. E nós
oferecemos um doce (uma receita de bolo) a quem adivinhar em qual
momento passou. (Alguém?)… Passou no momento exato em que, acabada a visita
guiada (e após provar dos vinhos que não eram destinados para nós) nos sentamos
na sala de degustação para provar os (ótimos) vinhos das linhas Finis Terrae e Antiguas Reservas! Passou tudo, toda “mágoa” e aborrecimento. A
partir daquele momento ficamos alegres e com o coração cada vez mais leve!
A degustação foi ótima – pelo
simples fato de que os vinhos eram muito bons. A orientação da degustação é que
não agregou valor. Embora o nosso guia continuasse nos tratando com grande
simpatia, a apresentação dos vinhos foi demasiado apressada (e não poderíamos
esperar nada diferente, afinal, eles estavam “abrindo uma exceção”
para nós) e, após apresentar brevemente os vinhos, o guia simpático saiu da
sala e pediu que ficássemos à vontade para degustar… 
A verdade é que, a essa altura –
… três… com cinco … Oito vinhos (!) – a essa altura a gente não estava “ligando
a mínima” para buscar uma percepção apurada na nossa degustação! Se os vinhos
apresentavam notas “disso” ou “daquilo”, se eram frutados ou amadeirados, se o
álcool equilibrava com a acidez; se tinham retro gosto “assim” ou “assado”… a
gente não estava “nem aí”! Mas… uma coisa podemos garantir: os
vinhos eram realmente bons! 
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
É mais vinho, sem sombra de dúvida. A visita é bacaninha, mas está longe
de ser um atrativo (entenda-se que fizemos, ao que tudo indica, a visita
comum). Há uma nítida sensação de que o tour
ocorre em uma vinícola desativada (com cara de museu) e sem grandes atrativos. Revisitando
a página da Cousiño, verificamos que há agora um outro tipo de visita, com “maridaje”,
que não estava disponível em set/2014, quando lá estivemos. Para nós, o bom da
casa é que ela também oferece a degustação por taça, com preços atraentes,
e desvinculada da visita e, o melhor: sem necessidade de reserva (e livre de eventuais
mal-entendidos ou falhas na comunicação). Ah, não deixe de aproveitar a
oportunidade de adquirir bom vinho por excelente preço!

Enocuriosos 
*Fotos de Dagô e Simone 
(exceto foto 1 – a “foto da foto” – de propriedade da Cousiño Macul)

Idas e Vinhas na Estrada – 12/12/2012 parte IV – Viña VIK – Valle de Colchagua

Após
o excelente almoço na Casa Silva (veja
post aqui) nos dirigimos à Viña VIK, o que levou quase duas horas.
 

A
essa altura, não sabíamos exatamente o que encontrar, pois é uma vinícola
bastante nova (o projeto iniciou em 2006 e a primeira safra lançada foi em
2009 com o propósito de produzir um dos melhores vinhos do mundo). Estávamos
ansiosos por conhecer a propriedade, famosa pela beleza de seu terroir e pela
exclusividade das acomodações (são apenas 4 suítes, enquanto o projeto do
hotel com 16 quartos não fica pronto) e também para degustar o misterioso VIK.

Idas e Vinhas
Entrada da vinícola
A região
A
VIK fica em uma microregião chamada Millahue Valley (Local de Ouro na língua indígena), ao norte do Valle de Apalta,
subregião do Valle de Colchagua, a cerca de 180 km ao sul de Santiago. Fica
próxima da Casa Lapostolle e da Viña Montes, só que do outro lado da montanha,
o que deixa a VIK um pouco isolada.
Idas e Vinhas
A
VIK, com seus impressionantes 4300 hectares (sendo 394 ha de vinhas) está
localizada no interior do Millahue, em um local recortado por vários
desfiladeiros. A vinícola se espalha por 12 pequenos vales, e essa condição
cria uma variedade muito grande de microclimas, pois as condições de exposição
ao sol e aos ventos são muito variadas. Essas peculiaridades foram
minuciosamente estudadas para a escolha das castas que seriam plantadas em cada
quartel. Afinal, o objetivo é produzir um vinho que esteja entre os grandes!
O
clima da região também favorece o crescimento de castas viníferas. Pouca chuva,
temperaturas moderadas e constantes durante o dia e noites muito frias. A
posição geográfica da VIK também se beneficia do vento frio (2 a 3ºC) que chega
na madrugada, vindo do Pacífico pelo caminho formado pela montanha Los Lazos e
atravessando a propriedade. Esse vento resfria os vales e previne a desidratação
das uvas, reduzindo o risco do aparecimento de fungos nos cachos.
A vinícola
Em
2004, o empreendedor norueguês Alexander Vik iniciou o projeto de formar um
vinhedo de qualidade excepcional, capaz de produzir um vinho único, especial.
Foram
dois anos de pesquisas pela América do Sul, até que a propriedade no Valle de
Millahue fosse escolhida. A primeira safra, lançada em 2009, foi um sucesso,
completamente vendida ainda nas barricas.
Idas e Vinhas
Nesses
três anos, a vinícola segue em franco desenvolvimento, com alta tecnologia e
técnicas sustentáveis. A nova bodega, super moderna, ainda está em construção,
assim como o hotel.
Em
nossa visita, pudemos degustar a safra 2010 e as parcelas que irão formar o blend do VIK 2011.
Passeio pelos
vinhedos e a degustação
Atravessamos
a entrada da vinícola e nos dirigimos ao lodge,
para deixar nossa bagagem e aguardar o enólogo que nos receberia. Foi só o
tempo de deixar as malas no quarto e ir ao encontro de Gonzague de Lambert, da
equipe de enólogos.
Bastante
simpático, Gonzague tem um currículo impressionante. Sua família é dona da
vinícola Château de Sales, no Pomerol (França), que produz cerca de 15000
garrafas por ano. Com apenas 36 anos, está há cerca de 8 anos no Chile e
trabalha no projeto da VIK desde o início. Ao ser perguntado porque resolveu
deixar a França, respondeu que o Chile representava um desafio, uma
oportunidade de aplicar novas técnicas. Na França não há espaço para inovações
significativas, praticamente tudo já foi inventado.
Idas e Vinhas
Gonzague
nos levou por um tour pelos vinhedos,
que durou cerca de 1 hora. Foi possível perceber os diferentes terroirs, examinamos as videiras das
diferentes castas, o princípio de irrigação…

Idas e Vinhas
A
VIK utiliza o sistema de plantio por porta-enxerto, são vários tipos,
dependendo de cada microterroir. As videiras são plantadas em sistema adensado
( 8 a 10 mil plantas por hectare), pois dessa forma a competição entre as
plantas faz com que desenvolvam raízes mais profundas. Para que isso aconteça,
as plantas são irrigadas por 3 a 4 anos.
Após
o belo passeio, nos dirigimos à bodega para a degustação. Podemos dizer que foi
uma das melhores experiências nesse sentido. Embora a VIK produza apenas um
único vinho, a degustação que foi preparada foi realmente especial.
Antes
da degustação, Gonzague nos mostrou a maquete da nova bodega, com todos os detalhes,
onde belos espelhos d’água, além da beleza, irão auxiliar no controle da
temperatura. Também foi apresentado um breve vídeo promocional sobre o projeto
VIK.
Vamos à degustação?


Idas e Vinhas


Como
referência tínhamos o VIK 2010, que está no mercado. Em seguida, cuidadosamente
dispostas ao seu redor, 9 taças guardavam amostras do que será o VIK 2011. Ou
seja, tivemos o privilégio de provar os diferentes lotes que estavam repousando
nas barricas antes que os enólogos decidam o blend do vinho que será lançado.
 Idas e Vinhas
Cada
taça representava um lote diferente. Ou seja, mesmo se as taças fossem de uma
mesma casta, o quartel era distinto, pois as uvas de cada quartel são
vinificadas e estagiam separadamente nas barricas.
Das
9 taças, 3 eram de Cabernet Sauvignon, 1 de Cabernet Franc, 1 de Merlot, 1 de
Syrah e 3 Carmenère.
Foi
uma verdadeira aula!! Foi possível distinguir as características de cada casta,
bem como dos diferentes quartéis.
O
vinho é realmente excelente. Encorpado, complexo, com destaque para as frutas
vermelhas, notas florais e minerais. É um vinho que tem potencial de guarda,
mas já está pronto e é bastante agradável quando jovem.
A hospedagem no lodge
Após
a degustação, nos dirigimos ao lodge,
onde passaríamos a noite.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
O
local é de uma beleza impressionante, e o lodge
é muito aconchegante. Rústico e sofisticado ao mesmo tempo, com muito conforto.
Às
20h em ponto, nosso jantar foi servido. Comida preparada com esmero,
acompanhada do belo VIK 2010.
Idas e Vinhas
Na
manhã seguinte, após um delicioso café da manhã, a relações públicas Sabrina
Fière
veio nos desejar boa viagem. Muito gentil e simpática!
Muito
obrigada à equipe VIK, que nos recebeu com tanta delicadeza e atenção. Foi uma
experiência inesquecível!!

Idas e Vinhas na Estrada – 12/12/2012 parte II – Santa Helena – Valle de Colchagua

Idas e Vinhas

Nossa
visita à Altaïr (veja aqui) demorou mais do que o previsto, e tivemos que nos dirigir
rapidamente à segunda vinícola do dia, a Santa Helena, no Valle de Colchagua.
Felizmente, as vinícolas são bastante próximas, e em menos de meia hora
estávamos diante da imponente construção estilo colonial desta que é uma das
maiores vinícolas chilenas.

O
Valle de Colchagua é o território chileno que mais recebe investimentos para
plantar parreiras e adegas. Situa-se na zona sul da região da DO Valle de
Rapel, na latitude 34ºS. O clima é mediterrâneo, porém mais frio que o de
Cachapoal, a região norte do Rapel. No Colchagua as plantações são mais orientais, recebendo,
portanto, maior influência marítima. O regime de chuvas é de 450 a 560 mm
anuais. A suplementação de água vem do sistema fluvial Tinguiririca-Rapel.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
Clique para ampliar – A Santa Helena é a de nº 4 em San Fernando

Com
23.368 hectares cultivados, só fica atrás do Maule. Desses, mais de 90% são de
cepas tintas. O destaque é a Cabernet Sauvignon com cerca de metade de todas as
plantações, depois vem a Merlot, a Carmenère, a Syrah e a Malbec.

Para
nós a Santa Helena tem um significado muito especial. Embora aqui no Brasil
muitos enófilos considerem seus vinhos apenas regulares, foi com ela que
começamos a apreciar o mundo do vinho. Tomamos muito dos seus vinhos base
(Reserva e Selección del Directorio), que são bons e honestos. E agora que
tivemos a oportunidade de conhecer seus vinhos super premium, nossa admiração
aumentou. São vinhos realmente excelentes, e de preços muito mais acessíveis
que outros rótulos de nível similar.
Em
2012 a vinícola completou 70 anos e é uma das 10 maiores exportadoras do Chile.
Segundo a tradição cristã, Santa Helena – também conhecida como Helena de
Constantinopla, mãe do imperador Constantino – foi quem descobriu o local de
crucificação de Cristo. Foi ela quem, após uma peregrinação pela Palestina,
teria ordenado a construção de importantes igrejas, como a da Natividade, em
Belém, e a do Santo Sepulcro, em Jerusalé.

na tradição grega, Santa Helena é o nome da mulher mais bela do mundo – filha de
Zeus, esposa de Menelau, rei de Esparta, também conhecida como Helena de Troia
(cuja fuga com Páris deu origem à famosa guerra mitológica). Helena é o símbolo
maior da beleza, do encanto.
A
Viña Santa Helena (que possui como símbolo a imagem de uma mulher, como se
fosse uma deusa) vale-se muito mais da parte grega, apesar do “Santa” no nome,
pois, desde o começo sua vocação foi ir para além dos limites do Chile, já que
foi fundada como uma cooperativa exportadora em 1942. Não à toa, o VSPT Wine
Group (Viña San Pedro Tarapacá) adquiriu-a em 1994, tornando-se a primeira
subsidiária do grupo – que conta com outras 10 vinícolas, constituindo a
segunda maior holding de vinhos do Chile.

Idas e Vinhas

A
vinícola conta com com 334 hectares e o enólogo chefe é o Matías Rivera.
Para
celebrar os 70 anos a vinícola resolveu lançar um vinho especial. Contudo,
diferentemente de outros que lançam séries limitadas de vinhos caríssimos, a
vinícola decidiu abrir um novo campo, algo que não é especialidade do Chile e
que tem requerido muito investimento de quem se aventura por aí: produzir
espumantes.

Idas e Vinhas

Rivera
e sua equipe prepararam o Santa Helena Premium Brut, um Charmat, corte de Pinot
Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc com uvas que vieram do Valle de Casablanca.
A vinícola
A
bodega que visitamos, localizada em San Fernando, sub-região do Valle de Colchagua,
vinifica as linhas superiores da Santa Helena (D.o.n., Parras Viejas, Notas de
Guarda e Vernus). As outras linhas são produzidas na bodega situada em Curicó.
A
beleza da vinícola é ímpar. Da entrada da vinícola até a chegada à adega o percurso
é ladeado por rosas de todas as cores e logo à frente está a bonita adega.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Logo
à frente da vinícola está um vinhedo de aproximadamente 30 hectares, com mais
de 100 anos – próximo à Cordilheira dos Andes – e, segundo Rívera o terroir é tão
excepcional que motivou o lançamento do rótulo Parras Viejas.

Em
San Fernando são 80 hectares somente de Cabernet Sauvignon e dentre os quartéis
há vinhas velhas plantadas em 1910 e em 1960.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Foi
a primeira vinícola que vimos a irrigação sendo feita por inundação.

A
nossa visita foi conduzida pela simpática e experiente Catalina Aubert. Iniciamos
a visita com uma breve caminhada pelo vinhedo, enquanto Catalina nos explicava todo
o processo de fabricação do vinho, desde o manejo sustentável das parreiras até
o envase.
A
colheita é iniciada na segunda semana de Abril e todo o processo de vinificação
termina em Junho. A maceração acontece em 10 dias e então as leveduras são
adicionadas e a fermentação leva entre 10 a 12 dias. A próxima etapa é a 2ª
maceração pós fermentativa – apenas para o Don e o Notas de Guarda. Depois o
vinho realiza a fermentação malolática em barricas durante 30 a 50 dias. Feito
isso o vinho estagia em carvalho por 15 meses e só então é feita a mescla.
Durante
a visita à sala dos tanques tivemos a oportunidade de provar uma amostra de
Cabernet Sauvignon direto do tanque de inox. O vinho é bastante fresco e
frutado mas ainda requer certo acabamento, que será dado pela passagem em
barricas de carvalho.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Feito
isso fomos provar outra amostra, diretamente da barrica de carvalho, de um novo
projeto de Pinot Noir, e o vinho já mostrava muito bom potencial, bom corpo,
aromas agradáveis e as notas características da passagem em madeira.

Idas e Vinhas

A degustação
A
degustação foi excepcional, incluindo exemplares dos rótulos premium e
superpremium da Santa Helena. O local escolhido não poderia ter sido melhor: a
própria sala de barricas, que por sinal é muito bonita.

Idas e Vinhas

Os
vinhos que degustamos foram os seguintes:
Bastante
fresco e levemente mineral. Muito agradável e fácil de tomar. Com notas de abacaxi,
flor de laranjeira e um leve toque de alecrim. Excelente para abrir os
trabalhos!
Do
latim, significa “relacionado com a primavera”, Vernus é uma homenagem da
vinícola aos ciclos naturais da terra, à importância das estações do ano, a
magia de nascer, renascer e se renovar.
Mescla
de Malbec 90% e Petit Verdot 10%. Estagia por 12 meses em barricas de carvalho
de 2º uso.
Bastante
aromático, na boca é adocicado, mas não enjoativo, e fino. Final bastante
agradável.
Carmenère
85%, Syrah 7%, Petit Verdot 5% e Malbec 3%.
Sou
apreciador de Carmenère e ,este para mim, entrou para a lista dos melhores
chilenos.
Bastante
concentrado, as notas picantes do pimentão e da pimenta do reino estão
evidentes, além de um leve toque de canela e tostado.
À
medida que avançamos nessa viagem, percebemos que o enólogo conseguiu produzir
um vinho que representa à perfeição o que se pode chamar de Carmenère do Chile.
As
vinhas foram plantadas em 1910 e o seu rendimento é muito baixo, dando origem a
vinhos concentrados e aromáticos.
O
vinho passa por 14 meses em barricas francesas de 2º uso.
Vinho
equilibrado tanto na acidez quanto nos taninos. De final longo e adocicado. Com
certeza um exuberante exemplar de Cabernet Sauvignon.
O
D.o.n. (De Orígen Noble) é uma mescla de Cabernet Sauvignon 80%, Petit Verdot
15% e Syrah 5%.
Ícone
da vinícola. Estagia durante 15 meses em barricas novas de carvalho francês 70%
e 30% segundo uso.
Vinho
potente e complexo. Ao agitar a taça sobressaem os aromas das frutas vermelhas
e negras maduras e concentradas, algumas notas florais e de especiarias e um
leve mentolado e tostado da madeira.
Na
boca mostra o equiilíbrio entre taninos redondos e acidez e os seus 14,5% de
álcool estão perfeitos. Excelente vinho de guarda.

Vernus Malbec 2009 e Vernus Sauvignon Blanc 2012
D.o.n. 2009 / Notas De Guarda Carmenère 2011 e Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2010
E
assim encerramos uma das visitas que consideramos um dos ponto altos da viagem.
Seguimos então para o almoço na Casa Silva, há apenas alguns minutos de
distância.

Hoje, 20 de Outubro de 2013 abrimos o Notas de Guarda que adquirimos na vinícola. Leiam aqui o post.
Literaturas
consultadas para este post:
Os
Segredos do Vinho
Adega