Provamos e aprovamos… Andes Plateau Cota 500 2015

Idas e Vinhas

Felipe Uribe confirma seu talento com esse novo rótulo. Com a proposta
de ser um vinho mais acessível em relação ao ícone Andes Plateau 700+, o Cota
500 impressiona pela ótima estrutura e equilíbrio. O irmão caçula já chega com
ares de gente grande!

As uvas para este vinho são da comuna de Requínoa, localizada
no Valle de Cachapoal, no Chile.
Próximos à Cordilheira dos Andes, os vinhedos estão a 500m de altitude, os
solos são aluviais predominando cascalho, areia e limo.
 

Idas e Vinhas
Localização dos vinhedos
Já falamos sobre o produtor e o 700+ aqui.
Vamos ao vinho?
Cota 500 2015
95% Cabernet Sauvignon, 3% Syrah e 2% Carignan. 13,6% de
álcool.
Amadurecimento em carvalho francês de 3º e 4º uso e
posteriormente 20% em fudre (grandes tonéis
de 20 a 30 mil litros) de carvalho francês de 2º uso e sem tosta. Após ser
engarrafado permanece na adega por 3 meses antes de ser comercializado.
De coloração vermelho rubi. No nariz mostrou uma boa
diversidade de aromas, muito intensos e persistentes de rosa, violeta, ameixa,
cereja, framboesa, morango, especiarias (pimenta do reino) e hortelã. Em boca mostra ótimo equilíbrio entre acidez, álcool e taninos de excelente
qualidade. Encorpado, com acidez perfeita e aroma de boca bastante intenso,
muito persistente e refrescante.
Convida a uma segunda taça, vale a pena conhecer!
Nota IV: 92
Importadora: Domínio Cassis

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas na Estrada – 12/12/2012 parte I – Altaïr – Valle de Cachapoal

Idas e Vinhas
No
terceiro dia da nossa maratona, Santiago amanheceu fria e parcialmente nublada.
Saímos mais cedo do hotel, pois visitaríamos as regiões dos Valles Cachapoal e
Colchagua, as mais distantes de Santiago previstas no nosso programa, seguindo
a Rota 5 na direção Sul. Seriam 3 vinícolas, com almoço na Casa Silva e o
pernoite na moderna VIK. Estávamos ansiosos, pois este dia prometia grandes
emoções.

A
nossa primeira parada a vinícola Altaïr, a 128 km ao sul de Santiago, no Valle
Cachapoal, na região do Alto Cachapoal. Os vales Cachapoal e Colchagua são duas
regiões que formam a DO Valle de Rapel. O Cachapoal, mais ao norte, sofre muito
pouca influência marítima, e suas três maiores subregiões – Rancagua, Peumo e Alto
Cachapoal – são conhecidas principalmente pela produção de vinhos tintos ricos
(cerca de 85% da produção), com destaque para o Cabernet Sauvignon cujas uvas
crescem próximas aos Andes e o Carmenère oriundo da parte central do vale.
A vinícola
A
Altaïr faz parte do mesmo grupo ao qual pertence a Santa Helena, o VSPT Wine
Group (Viña San Pedro Tarapacá), e seu papel é ser a vinícola boutique do
grupo. E que boutique! Construída em 2001, produz dois rótulos, Altaïr e
Sideral, em uma das localizações mais belas que já vimos.
O nome da vinícola evoca os céus, pois Altaïr é
a estrela mais brilhante da Constelação da Águia. Essa constelação pode ser
vista nos hemisférios Norte e Sul, simbolizando a união entre o Novo e o Velho
Mundo.
Ao
chegarmos nos portões da vinícola, localizados na base da colina onde fica a
bodega, a bandeira do Brasil hasteada indicava que éramos esperados.
Idas e Vinhas
Ao
descermos do carro, a vista era de tirar o fôlego. O dia, antes nublado, estava
ensolarado e o céu muito límpido. Nossa guia, Danitza Olivares, e mais dois
funcionários da vinícola nos aguardavam no terraço em frente à bodega, com
café, água e petitfours. Ali mesmo começamos a conversar sobre a origem da
vinícola, seu conceito de boutique, enquanto admirávamos o vale. De onde
estávamos era possível identificar os quartéis de Cabernet Sauvignon nas áreas
mais baixas, que são as vinhas mais antigas da propriedade de 150 ha (72 ha
compostos pelos vinhedos), enquanto Carmenère, Syrah, Cabernet Franc e Petit
Verdot se distribuem harmoniosamente pelas bases das encostas.
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A recepção com Danitza

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Bela vista dos quartéis
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Segundo
Danitza, a conformação geológica da propriedade é muito particular. O solo
rochoso compacto mais próximo da Cordilheira dos Andes confere um caráter mais
forte ao vinho Altaïr. À medida que se desce em direção ao vale, o solo
torna-se mais descompactado, e é desse solo que são provenientes as uvas para
compor o Sideral.
Em
seguida passamos à bodega, uma bela construção perfeitamente encaixada na
montanha. Na área de vinificação há cubas de aço inoxidável (onde é vinificado
o Sideral) e carvalho (para o Altair).
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Na
sala das barricas, cada micro unidade de terroir é vinificada em separado. Os
enólogos então vão realizando provas às cegas onde se definem os lotes e as
variedades que irão formar a mescla definitiva para o Altaïr e o Sideral.
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Outra
particularidade da vinícola é a enoteca, que guarda todas as safras produzidas
dos dois vinhos. É possível também comprar qualquer uma das safras, pelo mesmo
preço.
A degustação
A
vinícola não distingue seus dois rótulos pela qualidade. Ambos são considerados
ultrapremium com características distintas.
A
mesa de degustação estava preparada com elegância, os vinhos convenientemente
repousando em belos decanters. Vamos a eles!
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Idas e Vinhas
Sideral 2008
Cabernet
Sauvignon 78%, Carmenère 13%, Syrah 5% e Cabernet Franc 4%. Estagia 10 meses em
barricas de carvalho francês de 225 litros (20% novas e 80% de segundo uso).
De bela cor rubi, o Sideral é um vinho complexo, encorpado, com aromas
característicos de frutas vermelhas, violetas e leve amadeirado. Muito
agradável na boca, taninos equilibrados e final longo.
Altaïr 2008
Cabernet
Sauvignon 82%, Syrah 13%, Carmenère 3% e Petit Verdot 2%. Estagia 10 meses em
barricas de carvalho francês de 225 litros (50% novas e 50% de segundo uso).
Se
o Sideral já havia impressionado, o Altaïr elevou o nível da
degustação. Mais encorpado, apresentou maior complexidade de aromas (foi
possível identificar notas de cacau e pimenta, além das frutas vermelhas e
notas florais). Um vinho muito equilibrado.
Idas e Vinhas
Depois
dessa excelente degustação, agradecemos a bela acolhida e seguimos rumo ao
próximo destino: Viña Santa Helena.

Acompanhe a nossa maratona abaixo: