Provamos e aprovamos… Vinho Verde Quinta de Covela Edição Nacional Avesso 2015

Idas e Vinhas

A temporada de calor escaldante no Rio de Janeiro acabou de começar! Chegou a hora dos brancos, rosés e espumantes…

Um branco que é excelente para amenizar o calor é o Vinho Verde. Produzido na D.O. Vinhos Verdes, entre os rios Douro e Minho, no noroeste de Portugal, é leve e com acidez refrescante. Esses atributos fazem com que seja ideal para ser bebido como aperitivo ou para harmonizar com pratos leves – saladas, frutos do mar, carnes brancas…

Fizemos nossa tradicional bacalhoada e harmonizou muito bem com esse vinho!

Idas e Vinhas

Conheça mais sobre a D.O. Vinhos Verdes aqui.

Já escrevemos sobre a Quinta de Covela, safra 2013 neste post.

Dessa vez, provamos a safra 2015. 

Vamos ao vinho?

100% Avesso, fermentação com leveduras indígenas, 12,5% de álcool. Sem passagem em carvalho.
Cor amarelo palha claro. Com aromas persistentes de frutas cítricas (maçã verde e pêssego), flor de laranjeira, lírio e notas minerais. Em boca é de corpo leve, acidez fresca, maciez e álcool equilibrado. As frutas cítricas e a mineralidade se destacam. Final de média persistência com retrogosto cítrico e refrescante.

Vale a pena provar!

Nota IV: 87
Nota WS: 88
Importadora: Winebrands


Idas e Vinhas


Idas e Vinhas® Wine Club / Campanha de 13 a 21 de Março – Portugal & França

Idas e Vinhas Wine Club

Idas e Vinhas Wine Club

Está disponível com exclusividade para os membros do Idas e Vinhas® Wine Club a campanha Portugal & França. Os vinhos, selecionados do portfólio da importadora Everest, estão prontos para serem degustados e certamente garantirão bons momentos.


Elegantes, bastante aromáticos e bem feitos, são vinhos ótimos para o dia a dia e que também guardam certa complexidade.

O Duo traz a tradicional região portuguesa do Tejo (Quinta da Alorna) de um lado e o Sudoeste da França de outro, apelação Fronton, do Château La Colombière.
Acesse AQUI o link da campanha para adquirir os seus exemplares. Tem desconto para quem levar os dois!!
Leia mais sobre os vinhos:

Quinta da Alorna Casual 2008, Tejo

Château La Colombiére – Vinum Négrette 2012, AOP Fronton

E ainda dá tempo de garantir os vinhos da campanha Duo Bordeaux & Bourgogne, também com vinhos da Everest. AQUI.
Os vinhos são:
Château Le Monge 2011 (AOC Médoc) 

Provamos e aprovamos… Vinho Verde Quinta de Covela Edição Nacional Avesso 2013

Idas e Vinhas

A Quinta de Covela já foi propriedade do famoso cineasta europeu Manoel
Oliveira
(falecido em 2015 aos 106 anos). Ao final da década de 80 foi
comprada pelo empresário Nuno Araújo que fez altos investimentos nos
vinhedos e em tecnologia para tornar a vinícola competitiva, criando a marca
Covela. Atualmente a propriedade está sob o comando do grupo
Lima Smith LDA que, além da Covela, são proprietários da Quinta
da Boavista
e Quinta das Tecedeiras.

Idas e Vinhas
Com o passar dos anos os vinhos começaram a ganhar
notoriedade tanto em Portugal como em outros países (inclusive no Brasil). O
design dos rótulos é moderno e o enólogo Rui Cunha aposta na elaboração
de vinhos com cortes utilizando castas portuguesas e internacionais. Em 2007 a Covela
conquistou o status de produtor biodinâmico ajudando a se firmar como vinícola
de ponta no país.
 

Idas e Vinhas
Foto: Ana Paula Carvalho
A localização é privilegiada, na fronteira
entre a zona granítica da Região dos Vinhos Verdes e a região de xisto dos
Vinhos do Porto. A vista dos vinhedos e do vale do Douro é cinematográfica.
Conta com 49 hectares, dos quais 18 com vinhedos, distribuídos por duas regiões
do Baixo Douro, São Tomé de Covelas e Santa Cruz do Douro, reconhecidas pela
extraordinária beleza natural e pela sua rica história cultural.
 

Idas e Vinhas
Foto: Pedro Sampayo Ribeiro
Os vinhedos estão plantados em terraços às
margens do Rio Douro. Os solos são graníticos e pobres, o que obriga as raízes
das vinhas a procurar água e nutrientes em camadas muito profundas.
Recentemente participamos de um jantar
harmonizado organizado pela CVRVV, no Rio de Janeiro. Veja aqui como
foi.
Também já escrevemos sobre a D.O. Vinhos Verdes
aqui.
Vamos ao vinho?
100% Avesso, fermentação com leveduras
indígenas, 12,5% de álcool.
Cor amarelo palha claro com reflexos verdeais.
Com aromas persistentes de frutas cítricas (laranja e limão), flor de
laranjeira e de mineralidade marcante. No paladar apresenta corpo leve, acidez
fresca, maciez e álcool equilibrado. As frutas cítricas e a mineralidade ganham
destaque. Final de média persistência com retrogosto cítrico e refrescante.
Ao mesmo tempo em que é agradável para ser
degustado sozinho, é bastante gastronômico devido a sua alta acidez e leveza. Acompanha
bem saladas, frutos do mar, peixes e carne de aves além de ser uma opção interessante
para harmonizar com a gastronomia oriental.
Só tem um problema: acaba rapidinho!!!
Nota IV: 87
Importadora: Magnum
Idas e Vinhas

Aconteceu… Apresentação de Vinhos Verdes pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV)

Idas e Vinhas

No dia 02 de Julho de 2015, fomos convidados
pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes a participar de um
jantar harmonizado no restaurante Casa Vieira Souto, na orla da Praia de
Ipanema.

Já escrevemos sobre a D.O. Vinhos Verdes aqui.
A CVRVV
e mais 27 produtores portugueses da região de Vinhos Verdes estiveram em São
Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 30 de Junho e 3 de Julho para a
realização de diversas ações de divulgação e promoção dos vinhos verdes. As
ações contaram com uma degustação no Hotel Pestana, treinamento e formação para
colaboradores da rede Pão de Açúcar e para a importadora Barrinhas, além do
jantar harmonizado do qual participamos.
As ações foram apresentadas por Bruno Castro
Almeida
, um dos principais representantes da CVRVV.
A proposta para a apresentação dos vinhos e o
jantar harmonizado na Casa Vieira Souto foi bastante informal. As 29 garrafas
de vinho estavam dispostas em uma mesa e cada participante era livre para
provar o que quisesse, na ordem da sua preferência. Em caso de dúvidas, Bruno
estava ali para saná-las.
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas

Terminada as provas fomos convidados a nos
sentar à mesa e os pratos começaram a ser servidos e também ficamos à vontade
para escolher qual vinho harmonizaria com os pratos.

Idas e Vinhas
O cardápio definido pela chef Luciana Plaas
foi acertado. Bem elaborado mas sem exageros, facilitando a harmonização com os
vinhos.
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Para nós, os melhores da noite foram: 
Covela Avesso
Soalheiro Alvarinho
Portal do Fidalgo Alvarinho
Foi uma ótima experiência!

Provamos e aprovamos:
Vinho Verde Quinta de Covela Edição Nacional Avesso 2013

Vinhos Verdes… uma outra face dos vinhos de Portugal

Idas e Vinhas

Em se tratando de vinhos portugueses, a maioria
de nós logo se lembra dos excelentes tintos das regiões do Douro, Dão, os
brancos do Alentejo…e costumamos parar por aí. Mas felizmente esse cenário
está mudando. De olho no promissor mercado consumidor brasileiro, especialmente
o carioca que é o maior apreciador de vinhos portugueses, temos tido várias
ações promovidas por entidades como a Vinhos de Portugal e a Vinho Verde que
visam apresentar outras faces da vinicultura da nossa antiga Metrópole.

Idas e Vinhas

O assunto desse post é uma exclusividade portuguesa:
O Vinho Verde. E não, ele não é verde e nem precisa amadurecer para ser
bebido…ao contrário! São tintos, brancos e rosés cujos aromas, frescor e
vivacidade são muito particulares.
Produzido unicamente na Região Demarcada
dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, é elaborado somente a partir das
castas autóctones da região, preservando a sua tipicidade de aromas e sabores
tão diferenciadores a nível mundial.
Idas e Vinhas
Amarante Rio Tâmega

Idas e Vinhas
Melgaço – Vale do Minho
A região foi oficializada em 18 de Setembro de 1908
e demarcada em 1 de Outubro do mesmo ano. É a maior (e uma das mais antigas) região
demarcada de Portugal, localizada a noroeste, faz fronteira com a Espanha, nas
províncias do Minho e do Douro Litoral. É dividida em nove sub-regiões:
Amarante, Ave, Baião, Basto, Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa.
Idas e Vinhas

O clima
Uma das particularidades da região é o clima,
extremamente chuvoso, com índice médio podendo chegar a 1200mm ano, se
concentrando no inverno e na primavera. Este fator se deve ao relevo bastante
irregular, recortado por vales e rios, se acentuando do litoral para o
interior. Os rios Minho, Lima, Cávado, Ave, Sousa, Tâmega e Douro também
influenciam a vitivinicultura da região.
Os solos
Na sua maioria são de origem granítica com
algumas faixas de origem xistosa.
A Denominação de Origem (D.O.) Vinho Verde
A D.O. Vinho Verde designa um produto
vitivinícola:
– Originário de uvas provenientes dessa região;
– Cuja qualidade ou características se devem
essencial ou exclusivamente ao meio geográfico, incluindo os fatores naturais e
humanos;
– E cuja vinificação e elaboração ocorrem no
interior da D.O.
Para ostentar o rótulo D.O. Vinho Verde,
o produtor está sujeito a um controle rigoroso que envolve todas as fases do
processo de produção do vinho, desde a vinha até o consumidor. As castas
utilizadas, os métodos de vinificação e as características organolépticas são apenas
alguns dos elementos cujo controle permite a atribuição da D.O. Cabe às
Comissões Vitivinícolas Regionais assegurar esse controle de forma a garantir a
genuinidade e qualidade dos produtos com D.O. dentro das suas regiões
demarcadas.
O Vinho Verde representa praticamente 90% do
total do vinho produzido na região.
A Indicação Geográfica (I.G.) Minho
Essa indicação geográfica localiza-se na mesma
área da D.O Vinho Verde. Para ostentar a denominação I.G. Minho, o vinho
deve obedecer as seguintes condições:
– Ser originário de uvas daí provenientes em
pelo menos 85%;
– Cuja reputação, determinada qualidade ou
outra característica podem ser atribuídas a essa origem geográfica;
– E cuja vinificação ocorra no interior da I.G.
O vinho regional Minho representa
aproximadamente 10% do total da produção da região. Para a sua produção são
autorizadas 23 castas, que não podem ser utilizadas na D.O. Vinho Verde.
Brancas:
Chardonnay, Chenin Blanc, Colombard, (Semilão), Gewürztraminer, Müller Thurgau,
Pinot Blanc, Rabo-de-Ovelha, Riesling, Sauvignon Blanc, Verdelho, Viognier e
Viosinho.
Tintas:
Alfrocheiro, Aragonez (Tinta Roriz), Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon,
Castelão, Jean (Mencia), Merlot, Pinot Noir, Syrah, Tinta Barroca e Pinot Gris.
Área de Produção da D.O. Vinho Verde e da I.G. Minho
Os vinhedos estão a aproximadamente 700 metros
acima do nível do mar, na zona tradicionalmente conhecida como “Entre-Douro-e-Minho”,
com cerca de 21 mil hectares de vinhedos, o equivalente a 15% da área vitícola
portuguesa.
Principais números da região:
7.000 km2
21.000 há de vinhedos
129.000 parcelas de vinha
45 castas (D.O. Vinho Verde)
68 castas (I.G. Minho)
19.000 viticultores
600 engarrafadores
80 milhões de litros de vinho produzidos
anualmente
2.000 marcas de vinho
As castas
Principais brancas:
Alvarinho
Arinto (Pedernã)
Avesso
Azal
Batoca (Alvaraça)
Loureiro
Trajadura (Treixadura)
Idas e Vinhas

Principais tintas:
Alvarelhão (Brancelho)
Amaral
Borraçal
Espadeiro
Padeiro
Pedral
Rabo-de-Anho
Vinhão (Sousão)

Outras permitidas:
Brancas: Cainho,
Cascal, Diagalves, Esganinho, Esganoso, Fernão Pires (Maria Gomes), Folgasão,
Gouveio, Lameiro, Malvasia-Fina, Malvasia-Rei, Pintosa, São-Mendes, Semillon,
Sercial (Esgana Cão) e Tália (Ugni Blanc, Trebbiano-Toscano).
Tintas: Alicante-Bouschet,
Bagal, Doçal, Doce, Espadeiro-Mole, Grand-Noir, Lambrusco, Mourisco, Pical
(Piquepoul-Noir), Sezão, Touriga-Nacional, Trincadeira, Tinta-Amarela,
Trincadeira Preta, Verdelho Tinto e Verdial Tinto.
Como dissemos, o Vinho Verde pode ser branco,
tinto e rosé. Na região também são produzidos vinhos de colheita tardia e espumantes,
além de aguardentes vínica e bagaceira.
Os tipos de Vinho Verde
Branco: de cor
citrina ou palha, com aromas frutados e florais, dependendo das castas que lhe
dão origem. Em boca são intensos e refrescantes.
Temperatura de serviço: 8 a 12ºC
Rosado: cor
levemente rosada ou carregada, apresenta aromas frescos de frutos vermelhos. Em
boca é refrescante e persistente.
Temperatura de serviço: 10 a 12ºC
Tinto: de cor
vermelha intensa e, em alguns casos, apresenta espuma rosada ou vermelha viva,
aroma vinoso, com destaque para os frutos silvestres. Na boca é fresco,
intenso, saboroso e gastronômico.
Temperatura de serviço: 12 a 15ºC
Colheita tardia: apresenta cor dourada e aromas de frutas
secas, mel, floral, com final de boca persistente e complexo.
Com açúcar residual mínimo de 45g/L e álcool
mínimo de 14% e máximo de 15% vol.
Deve ser servido bem gelado, como aperitivo, no
acompanhamento de foie gras, patés, queijos e sobremesas.
Espumantes
A região está ganhando destaque também na
produção de espumantes. Podem ser elaborados pelo método Charmat ou Champenoise,
e são classificados em “Vinho Espumante de Qualidade” e “Vinho Espumante”.
Espumantes com D.O. Vinho Verde, devem ser elaborados exclusivamente de
Alvarinho. Já nos D.O. Vinho Verde Varietais Alvarinho, a casta deve
representar percentual igual ou superior a 30% no produto obtido.
Os espumantes D.O. Vinho Verde Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço devem ser
100% provenientes de castas cultivadas e vinificadas nessa sub-região.
Classificação conforme a concentração de açúcar
residual (seguem as mesmas regras de Champagne) podem ser:
Bruto natural: < 3g/L (sem adição de açúcar
após a segunda fermentação)
Extra bruto: entre 0 e 6g/L
Bruto: < 12g/L
Extra seco: entre 12 e 17 g/L
Seco: entre 17 e 32g/L
Meio seco: entre 32 e 50g/L
Doce: > 50g/L
Classificação conforme o tempo de estágio em
garrafa:
Reserva: 12 a 24
meses.
Super reserva ou Extra reserva: 24 a 36 meses.
Velha reserva ou Grande reserva: mais de 36 meses.
Temperatura de serviço: 4 a 6ºC
Aguardente vínica de Vinho Verde
São incolores, elaboradas a partir da
destilação do vinho. Podem ser comercializadas apenas após o envelhecimento em
madeira. O estágio em madeira transmitindo certa coloração, aroma e sabor,
dando mais complexidade e suavizando o produto final. Mínimo de 37,5% vol.
Podem ser:
Velha/Reserva: envelhecimento mínimo de 2 anos em madeira.
Velhíssima: envelhecimento mínimo de 3 anos em madeira.
VSOP (Very Superior Old Pale): envelhecimento mínimo de 4 anos em madeira.
XO (Extra Old): envelhecimento mínimo de 6 anos em madeira.
Temperatura de serviço: 15 a 18ºC e 10 a 12º C,
se servida com sobremesas.
Aguardente bagaceira de Vinho Verde
Provém da destilação do bagaço das uvas. Incolor,
apresenta aroma e sabor acentuados, provenientes dos óleos essenciais
existentes nas cascas e grainhas das uvas. Mínimo de 40% vol.
São obtidas pela destilação em alambique de
caldeira ou pote e alambique de coluna.
Podem ser:
Velha:
envelhecimento mínimo de 1 ano em madeira.
Velhíssima: envelhecimento mínimo de 2 anos em madeira.
Temperatura de serviço: 12 a 15ºC e 5 a 7º C,
se servida com sobremesas.
Idas e Vinhas

Fontes consultadas para este post:
Os Segredos do Vinho
Grande Larousse do Vinho
Fotografias retiradas do site Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verde