Agenda… Happy Wine Hour 06 de dezembro de 2017 – Orgânicos e Biodinâmicos

O próximo dia 06 de Dezembro é dia de Happy Wine Hour! E o tema são vinhos orgânicos e biodinâmicos produzidos pela vinícola chilena Huaso de Sauzal, destaque do prestigiado Guia Descorchados.

Processos
de produção mais naturais – essa é a proposta dos vinhos orgânicos e biodinâmicos.
E um de seus expoentes no Chile é Renán
Cancino
, da Huaso
de Sauzal
. Nessa Wine
Experience
, descubra porque esses vinhos são destaque no
prestigiado Guia
Descorchados.

A vitivinicultura orgânica segue regras bastante rígidas para utilização de produtos químicos e fertilizantes sintéticos nas vinhas, além de buscar práticas eco sustentáveis. 
Mas a biodinâmica eleva a outro patamar tal preocupação. As práticas agrícolas biodinâmicas  fazem parte de uma filosofia maior – a Antroposofia – cujo patriarca foi o austríaco Rudolf Steiner (1861 – 1925). De acordo com Steiner, o homem deve desenvolver seu espírito, afastando-se do excesso de materialismo tornando-se uno com a Natureza. Daí o emprego de técnicas agrícolas que fortaleçam uma “relação espiritual–ética com o solo, com as plantas e os animais e com os coirmãos humanos.” 
Atualmente muitas vinícolas de regiões tradicionais vêm adotando as vitiviniculturas orgânica e biodinâmica. Mas tais práticas produzem vinhos melhores?
Venha conferir conosco!! No mínimo, são vinhos mais interessantes! E quando produzidos em limitadíssima escala como os Huaso de Sauzal, é garantia de uma experiência exclusiva.

Garnacha 2013,
Carignan 2014,
Vigno Carignan 2013
e Chilena (País) 2014
são os rótulos escolhidos para essa noite especial. O trabalho de Renán retoma
a “velha enologia do campo”, pura intuição e mínima intervenção,
resultando em vinhos autênticos,  que são reflexo do seu terroir.

E tudo isso acontece no belo espaço Como em Casa, onde Fany Beigler garante as comidinhas que tornam  a noite ainda mais especial.

Os Vinhos para celebrar
Espumante orgânico Jasmine Monet rosé (Aregentina)
Vigno – Huaso de Sauzal Cariñena 2013 (Chile)
Huaso de Sauzal Cariñena 2014 (Chile)
Huaso de Sauzal País (Chilena) 2014 (Chile)
Huaso de Sauzal Garnacha 2013 (Chile)
Para comerAntepastos
Prato quente
Sobremesa

Água, licor e café


Serviço
Data: 06 de dezembro de 2017 (inscrições até o dia 04 de Dezembro)
Local: Rua Tonelero, 25, cobertura. Copacabana – RJ

Investimento
R$165,00 por pessoa
Membros do Idas e Vinhas Wine Club: R$155,00. 
Não é membro? Inscreva-se aqui!
As boas vindas iniciam as 19h30 e por respeito aos demais participantes a degustação começará pontualmente às 20h.

Forma de pagamento
Depósito identificado ou transferência bancária em parcela única em conta da Caixa Econômica.

Inscrições e informações
contato@idasevinhas.com.br

*Atenção: não fazemos reserva, as inscrições são confirmadas mediante a comprovação do pagamento.

Abaixo está a arte da divulgação (clique para ampliar).

Enocuriosos… Viñas de Chile – Emiliana

Idas e Vinhas


Falta muito?
– 10
minutos.
– Quero
saber a distância, não o tempo. Aliás, vai dar tempo?

Com certeza não. A menos que passasse alguém de carro e nos desse uma carona…

Aqui?! No meio do parreiral?! Um carro?!
– É.
Eu sei que é improvável…

– Peraí, você está ouvindo isso?
Que barulho é esse?

– Parece um furgão… Estamos salvos!
– Não deixa ele passar! Quero dizer… será que a gente tem
coragem de pará-lo?
– Vamos descobrir agora…
Quando não há opção as escolhas já estão feitas. Poderíamos
mentir e dizer que pedimos carona com a maior desfaçatez, mas a verdade é que o
motorista da caminhonete da vinícola é que teve dó de nós e gentilmente ofereceu
ajuda. Nossa expressão de cansaço, as mochilas que carregávamos e o caminho a
perder de vista devem ter causado comoção. Agradecidos, nos apinhamos na cabine e demos graças aos céus por ter o passeio
salvo com aquela ajuda providencial.
Dando sequência a nossa narrativa, o relato de hoje é sobre a
visita à viña Emiliana.
Nossa ida à Emiliana
estava cercada de bastante expectativa por se tratar de uma vinícola que produz
exclusivamente vinhos orgânicos e biodinâmicos. Além disso, seria a
primeira vinícola que visitávamos com a possibilidade de realizar degustações
acompanhadas de chocolate – o que, além de incomum, soou para nós como algo
bastante instigante.
Não vamos nos aprofundar em conceituações porque não
possuímos conhecimento estruturado sobre enologia, mas podemos dizer que vinhos
orgânicos são aqueles que não se utilizam de agroquímicos durante as diversas
etapas de produção; já o conceito de biodinâmico pode ser entendido como o
respeito aos princípios da natureza, propondo a produção de artigos agrícolas
em alinhamento aos ciclos do sol, lua, planetas e a integração entre os reinos
animal, vegetal e mineral (para informações mais detalhadas visite as páginas
da vinícola aqui e aqui).
Voltando a nossa narrativa, chegamos à recepção meio que
esbaforidos (ou como se tivéssemos caído de um caminhão de mudanças). Olhamos o
relógio do salão e finalmente relaxamos – conseguimos
chegar a tempo!
Fomos muito bem recebidos pelo staff – de forma gentil e descontraída – o que ajudou a nos
sentirmos acolhidos. Após deixar nossa bagagem no escritório e recuperarmos as
energias com um bom copo de água, fomos a campo.
Nosso guia passeou conosco pelo parreiral e explicou alguns detalhes da
agricultura biodinâmica. Aproveitou para apresentar pequenos exemplos tais como
a criação de algumas alpacas (vide a foto de capa) que são utilizadas para
limpar o terreno de plantas daninhas, porém sem o efeito colateral produzido
pelas vacas (pois o peso da alpaca é muito menor e o solo não fica compactado
como ocorreria com o caminhar dos bovídeos). Em seguida fomos apresentados
também ao conceito dos galinheiros móveis que são utilizados para fazer com que
as galinhas d’angola da vinícola possam cuidar de toda a propriedade. Funciona
assim: estas aves são predadoras de diversos tipos de insetos potencialmente
nocivos ao parreiral. Como elas dificilmente se afastam de sua “vizinhança”, a
solução encontrada foi movimentar o galinheiro que está instalado sobre rodas (tal
como um reboque) por toda a propriedade de forma que as galinhas possam
“trabalhar” em todo o terreno sem se afastar de sua “casa”.
Idas e Vinhas
Ainda no campo, nos intrigou a
presença de hélices gigantescas ao longo de todo o vinhedo – muito semelhantes
a geradores de energia eólica. Questionamos nosso guia que prontamente nos
explicou que aqueles equipamentos eram, na verdade, ventiladores e que são
utilizados para impedir a formação de geadas (comuns no Valle de Casablanca em
função da entrada de massas de ar muito geladas por conta da proximidade com o
mar, entre outras causas). O uso dos ventiladores mostrou-se uma alternativa
mais eficiente do que cobrir todo o parreiral com telas (um recurso utilizado
em alguns tipos de cultivo).
Idas e Vinhas
Outro ponto que chamou nossa atenção foi a presença de
algumas oliveiras junto aos vinhedos. O guia informou que os trabalhadores da viña têm liberdade para produzir azeite
e vendem esta produção de forma independente à Emiliana (tanto na loja da vinícola quanto na cidade de Casablanca). Outro destaque do tour foi a visita à horta (orgânica e
biodinâmica) que é administrada também de forma independente por todos os
funcionários da vinícola – fomos (inclusive) apresentados a uma pequena seção que
estava sob responsabilidade do nosso guia. Ah, para ajudar a entender um pouco
mais sobre como pode ser aplicado o conceito de biodinâmico, veja esta tabela:
Idas e Vinhas
Trata-se de um calendário de colheita de produtos hortícolas
que foi criado tendo como base as fases da lua e as estações do ano (entre
outras referências). Cabe aqui uma reflexão: muitas vezes é mais fácil seguir
os caminhos da natureza e colher aquilo o que ela nos oferece – entendendo os
ciclos da vida e se adaptando a eles – do que “brigar” contra o fluxo e forçar
artificialmente uma dominância do homem sobre o meio. Pareceu-nos que seguir
essa lógica natural é um dos pilares da agricultura biodinâmica – um princípio
de harmonia, respeito e coexistência. Permitir que os trabalhadores usufruam da
terra a seu modo é também uma manifestação de respeito e harmonia e um sinal de
que a Emiliana deseja se manter
alinhada a iniciativas relacionadas à responsabilidade social.

Antes que alguém pense que estamos esquecendo que este é um blog de
vinhos, vamos falar da degustação. Após o passeio à pé pelo campo, fomos
conduzidos novamente ao edifício principal – mais precisamente a um balcão de
degustações com uma grande vista para a área externa. Havíamos agendado o Tour
e teríamos apenas que escolher se nossos acompanhamentos seriam queijos
ou chocolates orgânicos. O guia sugeriu que cada um de nós escolhesse um
acompanhamento distinto, pois assim poderíamos aproveitar os dois tipos. E desta
forma fizemos. (Sábia sugestão). Os vinhos degustados seguiram uma “crescente” quanto
a leveza e complexidade: Adobe Reserva Sauvignon Blanc, Novas Gran Reserva Sauvignon Blanc, Signos de Origen Carmenere, Coyam e . Os queijos não se destacaram, mas os chocolates orgânicos combinados
aos vinhos tintos… sem dúvida foram o ponto alto! Quanto aos vinhos, o Sauvignon Blanc da linha Novas e o Coyam foram o destaque. Curiosamente (não sabemos se em função da
safra ou pelo estágio de amadurecimento) o
pareceu-nos menos interessante que o Coyam.

Idas e Vinhas
Acreditem ou não, neste mesmo dia ainda teríamos que almoçar
em um restaurante próximo e seguir para nossa terceira e derradeira visita.
Sendo assim, nos municiamos de uma garrafa de Coyam e outra de Signos de Origen Syrah
(temos uma preferência assumida por esta casta) e partimos novamente a pé para
nosso próximo destino ainda no Valle de
Casablanca
.
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
É mais vinho.
Embora seja possível visitar boa parte dos vinhedos e conhecer o conceito de
equilíbrio ambiental da propriedade (o que foi, para nós, uma experiência
enriquecedora), o fato é que a linha de produção da Emiliana não está instalada nesta propriedade e isso limita a
possibilidade de focar um pouco mais nos aspectos da produção pós-colheita.
Fomos muito bem atendidos e a degustação foi conduzida de forma muito
profissional, mas ficou aquele gostinho de “quero mais”. Dos vinhos provados
guardamos uma boa impressão do e
do Coyam – algo que já seria
esperado. Tendo como referência o custo X benefício, recomendamos a aquisição
de ao menos uma garrafa de Coyam.
¡Salud!
Enocuriosos
*fotografias
de Dagô e Simone.
Para
entender melhor o começo desta história, veja o relato de nossa visita à
Veramonte
aqui.
Obs.: Se você pretende visitar a Emiliana, mas não tem
interesse em passar antes na Veramonte, pode pegar um ônibus para Casablanca no 
Terminal San Borja (Santiago) e, ao ingressar no veículo, pedir ao motorista para
descer na estrada, em frente à vinícola (logo após o pedágio da Ruta 68). Como não há uma
parada de ônibus “oficial” neste local, pode ser necessário ir até Casablanca e
de lá retornar em um táxi – não é tão longe assim.
Gostou
dessa postagem? Nossa segunda viagem ao Chile começou
aqui.

Se quiser conhecer um
pouco mais sobre a Emiliana, não deixe de ler o
relato sobre a degustação conduzida por Ana Cristina e Alexandre na
Bardot – Vinhos e Arte.

Enocuriosos… Viñas de Chile – Cavas del Valle

Idas e Vinhas

Como enocuriosos que somos, ficamos com certo gosto de “quero mais”
assim que retornamos de nossa primeira viagem ao Chile. Havíamos visitado, naquela ocasião, apenas 6 vinícolas, mas
com esta pequena amostra foi possível perceber que este simpático país poderia
contribuir (e muito) para nossas aventuras enológicas e ratificar o gosto por
um bom vinho e por uma bela visita guiada. Pois bem, não havia por que esperar
melhor oportunidade e, transcorridos apenas 6 meses, retornávamos aos encantos
chilenos.

É
possível que vocês se perguntem: “– ora, os Enocuriosos não começaram há pouco
tempo nova série sobre vinícolas italianas?” Sim, é vero. O ponto é que viajamos ao Chile pela segunda vez antes de
nossa ida (a vinhas) ao velho mundo. Aí pensamos que poderia ser interessante
embaralhar tudo e postar um pouco de cada e intercalar as postagens para
retratar os dois mundos sem se preocupar em fechar uma porta antes de abrir a
outra.
Voltamos
ao Chile em março de 2015 para, em 9 dias, conhecer um pouco mais do país e das
regiões produtoras. Escolhemos como início o Valle del Elqui, localizado a aproximadamente
470 quilômetros ao norte de Santiago. Trata-se de uma região semiárida e mais
conhecida pela Ruta de las Estrellas – roteiro turístico com diversos observatórios
astronômicos e um céu de cair o queixo. (Esta região tornou-se célebre em função
da pouca umidade do ar – o que diminui a distorção das imagens vistas através
das lentes de aumento macroscópicas – e também porque suas montanhas são boas
barreiras à iluminação artificial proveniente das cidades – que contribui para
atrapalhar a observação de corpos celestes).
Descobrimos
que o Vale do Elqui é também conhecido pela produção de pisco – um tipo de bebida destilada feita a partir da uva (vários
subtipos da moscatel e algumas outras
espécies tal como Pedro Jiménez e Torontel – isso mesmo, a Torrontés, da busca incessante do Alexandre!).
O vale é coberto de parreirais em um volume espantoso para um território quase
desértico. O segredo é a existência de grandes represas que ajudam a reter a
água de alguns rios e afluentes e assim prover todo o recurso hídrico para sustentar
o desenvolvimento da região. Visitamos o Vale do Elqui no verão – que é o
período sem chuvas por lá e, por isso, havia algumas restrições quanto ao consumo de
água pois as represas estavam com o estoque muito abaixo do limite máximo (como
pode ser observado abaixo).
Idas e Vinhas
Duas paisagens: mar de parreiras e reservatório em baixa.
O vale
é conhecido pela qualidade de sua bebida típica (o pisco) e também pelos
passeios às pisquerias. Como não somos “piscuriosos”, começamos a buscar por viñas
na região, pois já havíamos escutado algo sobre a existência de vinhedos de
altitude nesta parte do Chile. Realmente não há muitas bodegas a visitar embora
haja produção de vitis vinifera para
alguns famosos produtores de vinhos da região central do país. Encontramos 3
vinícolas com bodegas instaladas dentro do vale e apenas uma delas aceitava
visitantes no período de nossa viagem (estávamos em plena vendimia). Esta pequena bodega é nossa estrela de hoje: a Cavas del Valle.
Idas e Vinhas
A Cavas
del Valle
se encontra a uma distância considerável de Santiago e por
isso optamos por voar até a aprazível cidade de La Serena e de lá alugamos um carro – já que não há transporte
público tão frequente assim para o Vale. São apenas 90 quilômetros a partir do aeroporto seguindo a Ruta 41 até Rivadavia
e depois a Ruta 485 até o destino final. A viña
fica entre os distritos de Paihuano e Monte Grande.
Para
visitar esta bodega não é necessário fazer reserva – a vinícola recebe
visitantes em todos os dias da semana e apenas para grupos a partir de
10 pessoas é aconselhável um contato prévio. Não há cobrança de ingresso, pois
a visita é bastante simples, tal como a vinícola. O foco é a produção do vinho
e a manutenção de um estilo sóbrio, simples e natural. Aliás, é importante
destacar que toda a produção é de vinhos orgânicos.
Como não há esquema de agendamento, basta que o
visitante se apresente para que tenha início o passeio. Os vinhedos não são visitados
e tudo se resume a conhecer os diversos ambientes de um grande barracão que
comporta o espaço para degustações, a loja, a sala de processamento do vinho
(com todo o maquinário) e a sala de barricas. Como a produção é muito pequena,
o engarrafamento não é automatizado e a rotulagem e o tamponamento são totalmente
manuais – não deixe de ver as fotos do processo produtivo no sítio virtual da viña. Em nossa visita não tivemos a
sorte de ver todo o processamento, pois a colheita ainda não havia ocorrido.
Idas e Vinhas
Sala de produção
Idas e Vinhas
O vinho a descansar

Ao
fim da visita há uma descompromissada degustação em um ambiente externo que
permite a visão para as lindíssimas montanhas que guarnecem o vale.

Idas e Vinhas
É
importante destacar que a simplicidade da degustação não está à altura da
qualidade da produção: foram servidos quatro vinhos – um varietal de Moscatel
Rosada – Rosa Pastilla, um moscatel de colheita tardia – Cosecha Otoñal Moscatel e dois tintos – o Syrah Reserva e o Syrah Gran Reserva. Com
exceção do “late harvest” os vinhos mostraram uma identidade própria, diferente
do padrão chileno. Gostaríamos de ter provado também o Alto del Silencio mas como
a produção deste ícone é limitadíssima ele não faz parte das degustações. Assim
sendo, antes de ir embora, fizemos a tradicional visita à “lojinha” e compramos
nosso exemplar do Alto del Silencio 2011 por um preço bastante acessível – é
claro que não aguardamos sequer um mês para desarrolhar e nos deliciar com o
ícone da casa.
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
É mais vinho.
A visita, embora simpática e simples, não chega a ser um passeio turístico (e
nem pretende sê-lo). Ainda assim, consideramos um bom ponto de parada no Vale do
Elqui, pois lá é possível fugir um pouco do script
das visitas guiadas e até emendar uma conversa com o pessoal da bodega –
afinal, o tempo transcorre de forma diferente quando não há horário marcado e
duração do tour pré-determinada. Caso
não tenha muito tempo para conversa, visite mesmo assim, pois o ponto forte é,
sem dúvida, o vinho. Toda a produção é orgânica, com excelentes exemplares de
Syrah e em tiragem bastante reduzida, e não é possível encontra-los em outro
lugar – não há importadoras ou distribuidoras credenciadas justamente em função
da baixa produção.
Nossa
viagem ao Chile estava apenas começando e já tínhamos 3 garrafas na bagagem!
¡Salud!
Enocuriosos
*fotografias de Dagô e Simone.

Provamos e aprovamos… Bodegas Verdúguez – Voraz Crianza 2010

Idas e Vinhas

Localizada no Planalto Central da Península
Ibérica
, a região de La Mancha abrange as províncias de Albacete,
Ciudad Real, Cuenca e Toledo. O clima é continental
extremo
, com grandes variações de temperatura (oscilando de -15ºC no
inverno a 45ºC no verão) e pouca precipitação (300 a 400mm). Tais condições,
aliadas a alta taxa de exposição solar (cerca de 3000 horas/ano), favorece o
amadurecimento e a concentração de aromas e açúcares nas uvas.

Idas e Vinhas

Há registros de que La Mancha produz vinhos
desde 1932, o que faz com que ela seja a D.O. mais antiga da Espanha. Foi
oficialmente regulamentada em 1973.
É a mais extensa região espanhola e a maior
região vinícola do mundo, ocupando uma área de 30.700 quilômetros quadrados, o
que representa metade das quatro províncias que a formam (Albacete, Ciudad
Real
, Cuenca e Toledo).
As estatísticas de 2015 afirmam que a
superfície total de vinhedos na região é de 165.206 hectares, há 16.130
viticultores e o cultivo de castas brancas supera às tintas: 117.914 contra
47.040 hectares.
A vinícola
A Bodega Verdúguez é uma empresa familiar que está na quarta geração. Está localizada
na cidade de Villanueva de Alcardete, parte oriental da
província de Toledo na fronteira com a província de Cuenca,
fazendo parte da D.O. La Mancha.
Idas e Vinhas

Em 1994 a vinícola passou por reestruturação
nos vinhedos. Novas mudas de Tempranillo, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, Airén,
Macabeo, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Verdejo e Moscatel foram plantadas e foi
adotado o cultivo orgânico nos vinhedos de Tempranillo, Airén e Verdejo.
Os vinhedos encontram-se em altitude de 722
metros acima do nível do mar, plantados em solos onde predominam a argila e areia.
Vinho Crianza
O período mínimo de envelhecimento para os vinhos
Crianza tintos é de 24 meses, dos quais pelo menos 6 em barricas de carvalho
com capacidade de 330 litros. Para brancos e rosés o período mínimo de
envelhecimento é 18 meses, sendo ao menos 6 deles em barricas de carvalho de
mesma capacidade.
Vamos ao vinho?
70% Tempranillo e 30% Cabernet Sauvignon. 12
meses em carvalho e 12 meses em garrafa. 13% de álcool.
Cor vermelho rubi evoluindo para granada. Com
aromas bastante intensos e persistentes de ameixa, groselha, mirtilo, e violeta.
De médio corpo em boca, com boa acidez, álcool e taninos equilibrados. Se
destacam os sabores de ameixa madura, café e madeira (na medida certa). Final
de boca muito intenso e persistente, com fundo frutado e levemente tostado.
Nota IV: 88
Importadora: Domínio Cassis
Vendas no Rio de Janeiro: contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas

Literatura pesquisada para este post:
La Mancha
Wines
(site oficial da região)