Aconteceu… Degustação Casa Flora: Cabernet Sauvignon & Cia, 29 de Outubro de 2015

Idas e Vinhas
A sede da Casa Flora no Rio de Janeiro está com
novo endereço: Centro Empresarial do Shopping Città América, na Barra
da Tijuca
. Para apresentar a nova casa Abel Mendes convidou amigos e
clientes para uma degustação de vinhos onde a Cabernet Sauvignon reina absoluta
ou em maior proporção no blend.

 

Idas e Vinhas
O novo showroom
Idas e Vinhas
Abel Mendes
O endereço mudou mas a importadora manteve o estilo:
além de reproduzir o belo showroom da antiga sede em Botafogo agora conta com
uma ampla varanda.
 

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Mesa de frios cuidadosamente preparada pela chef Vilma
Idas e Vinhas
Chef Vilma

A seleção dos vinhos foi esmerada, explorando o
potencial da Cabernet Sauvignon de produzir vinhos estruturados, aromáticos e
ricos.

 

Idas e Vinhas
Os vinhos da noite
Como já é tradição, as boas vindas são dadas
com espumante, e o escolhido para essa noite foi o agradável Nieto Senetiner
Brut Nature Grand Cuvée (Mendoza, Argentina)
, 100% Pinot Noir
Os vinhos foram os seguintes:
Camigliano Poderuccio
Toscano 2013 (Montalcino, Itália)
Cabernet Sauvignon, Merlot e Sangiovese
Mitolo Jester Cabernet
Sauvignon 2010 (McLaren Vale, Austrália)
100% Cabernet Sauvignon
Santa Carolina Reserva de
Família Cabernet Sauvignon 2013 (Valle del Maipo, Chile)
100% Cabernet Sauvignon
Nederburg Manor House
Cabernet Sauvignon 2008 (Paarl Tukulu, África do Sul)
100% Cabernet Sauvignon
Ironstone Reserve Cabernet Sauvignon 2007 (Califórnia,
EUA)
85% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 5%
Merlot
Nieto Senetiner Cadus
Grand Vin 2008 (Mendoza, Argentina)
50% Malbec, 30% Cabernet
Sauvignon e 20% Bonarda
Poderi del Paradiso Mangiafoco
2011 (Toscana, Itália)
100% Cabernet Sauvignon
Chateau Marquis de Lalande
2009 (Saint Julien, França)
53% Cabernet Sauvignon e
47% Merlot
Confidences de Prieure
Lichine 2008 (Margaux, França)
50% Cabernet Sauvignon,
45% Merlot e 5% Petit Verdot 

Idas e Vinhas
Clientes e amigos da Casa Flora

Idas e Vinhas na Estrada… Itália 2015: Vinícola Biodinâmica Cosimo Maria Masini – 28/08

A vinícola Cosimo Maria Masini fica nas colinas de
San Miniato, uma antiga vila medieval no coração da Toscana, na
província de Pisa, ao longo do percurso da Via Francigena, terra do vinho e da trufa
branca (il pregiato tuber magnatum).

Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Entrada da vinícola

Nessa temporada na Toscana, fui em companhia dos
Enocuriosos (casal amigo, que colaboram com suas experiências no Idas e
Vinhas). A Cosimo Maria Masini foi a primeira vinícola visitada. Assim
que chegamos fomos atendidos por Nicoletta Lombardi, responsável pelos clientes
e pela loja da vinícola. Nos apresentamos e em seguida o enólogo Francesco
de Filippis
juntou-se ao grupo. Francesco nos contou a história da vinícola
e esclareceu sobre a produção de vinhos orgânicos e biodinâmicos. Salientou que
embora estejam “na moda”, são formas já tradicionais de cultivo, que
infelizmente vêm sendo utilizadas por alguns apenas como forma de autopromoção.
Idas e Vinhas
Antiga mansão
A propriedade é muito bonita, possui uma antiga
mansão que pertenceu à família Bonaparte e foi adquirida em meados do
século XIX pelo Marquês Cosimo Ridolfi, fundador da Faculdade de
Agricultura e responsável por implantar técnicas inovadoras de manejo orgânico
dos vinhedos.
No ano de 2000 a família Masini adquiriu
a vinícola de 40 hectares e logo em seguida começaram os estudos para implementar
o cultivo das videiras utilizando as técnicas e preceitos da biodinâmica.
Em 2007 recebeu a certificação pela Demeter.
Idas e Vinhas
Vinhedos

Dos 40ha, 14,5ha são cultivados com vinhedos
sendo: 6ha de Sangiovese, 3ha de Cabernet Sauvignon, 1ha de Cabernet
Franc
, 2ha de Chardonnay e Sauvignon Blanc, 2ha de castas
locais (Bonamico é uma delas) e 0,5ha de Trebbiano e Malvasia
para a elaboração do Orange Wine. Os vinhedos mais antigos possuem 50
anos e a média dos demais fica entre 15 e 20 anos.
Francesco de Filippis é o enólogo responsável pela condução dos
vinhedos aplicando as técnicas biodinâmicas e pela elaboração dos 7 rótulos da vinícola. Que produz apenas 40 mil garrafas anualmente.
Para Francesco a biodinâmica aplicada aos
vinhedos propicia a maturação uniforme das uvas e a preservação das
características particulares de cada casta, uma vez que são livres de produtos
químicos e/ou sintéticos.
A forma como os vinhos são elaborados é
bastante rústica. As uvas são colhidas manualmente, desengaçadas e
colocadas nos tanques para fermentar sem adição de leveduras, enzimas e/ou
outro produto químico. Também não há correções enológicas (acidez, taninos,
álcool…) e os vinhos não são clarificados nem filtrados. Apenas adiciona-se
uma pequena quantidade de SO2 ao vinho antes do envase, para evitar
a degradação precoce. Os vinhos mais simples são fermentados em tanques de
concreto e os demais em tanques de carvalho com capacidade de 10 hectolitros. Segundo
Francesco, ele não segue um protocolo de produção para criar um padrão em seus
vinhos: “Obedecemos o ciclo da natureza, pois as condições climáticas nunca são
as mesmas durante os anos.”
 

Idas e Vinhas
Cofermentação
Outro ponto interessante na elaboração dos
vinhos da Cosimo que a difere das demais é que Francesco aplica a cofermentação,
técnica que consiste na fermentação de duas ou mais castas ao mesmo tempo, em
um mesmo recipiente. Segundo Francesco, essa técnica ressalta os aromas
frutados e florais da uva, e intensifica a sua cor. Para aplicá-la o enólogo
tem que conhecer muito bem os seus vinhedos e as necessidades específicas de
cada casta pois, só para exemplificar, cada uma tem período de maturação
diferente.
Elaboração do Vinsanto
Nunca havia presenciado a elaboração do
Vinsanto e foi uma experiência muito interessante.
Francesco mostrou a sala onde as uvas Trebbiano
e Malvasia ficam em “Vinsantaia” – termo criado por ele e que
consiste no processo desidratação das uvas após os cachos passarem durante 4
meses pendurados por ganchos em uma sala bem ventilada. Depois os frutos são suavemente
prensados, originando um mosto altamente concentrado em açúcares, acidez,
aromas e sabores. Este mosto é transferido para barricas de carvalho com
capacidade para 100 litros onde fermentam naturalmente por um período de 5
anos.
 

Idas e Vinhas
A “Vinsantaia”
Após a visita à adega chegou a hora de provar
os vinhos, os quais foram perfeitamente harmonizados com os maravilhosos
embutidos italianos e queijos, finalizando com um belo prato de massa elaborado
pela Nicoletta, tudo isso ao ar livre, muito próximo dos vinhedos. Cenário
perfeito!

A conversa, os vinhos e os pratos estavam tão
bons que eu me esqueci completamente de tirar fotos… desculpem! Mas o vinho é
isso mesmo, nos proporciona momentos únicos e inesquecíveis, às vezes de
completo enlevo.

 

Idas e Vinhas
Daphné, Sincero, Cosimo e Fedardo
Os vinhos degustados foram:
Daphné (100% Trebbiano Toscano), o vinho fica em contato com as lias (sur
lies
) em barris de carvalho novo com capacidade para 500 litros.
Orange wine diferente dos que conheço. Com a proposta de ser mais leve pois
fica menos tempo em contato com as cascas e consequentemente sentem-se menos os
taninos que elas transmitem ao vinho.
Com aromas cítricos de toranja, melão e notas
de mel. Em boca mostrou excelente acidez, bom corpo, com sabor de pêssego, mel
e especiarias. Final longo e levemente tostado. Vale a pena provar!!!
Sincero (85% Sangiovese e 15% de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc), 6
meses em carvalho
Vinho de entrada da vinícola, fermentado em
tanques de cimento. Muito frutado no nariz (morangos, amoras, cerejas). Em boca
é de médio corpo, taninos macios e boa acidez. Também frutado em boca com final
levemente adocicado. Muito bom para o dia a dia.
Cosimo 2013 (90% Sangiovese e 10% Bonamico), 24 meses em carvalho
A casta Bonamico é autóctone da Itália e foi
muito cultivada na Toscana até 1960. Hoje existe não mais de 100 hectares
plantados. Casta de maturação tardia que produz altos rendimentos, vinhos com
médio corpo, pouco álcool e alta acidez e muitas vezes com taninos rústicos.
Destaque para os aromas de frutas vermelhas
maduras, taninos aveludados, médio corpo, boa acidez, leve toque de tostado,
com final longo e adocicado.
Fedardo 2007 (90% Trebbiano e 10% Malvasia Bianca), vinhedos com mais de
50 anos. 5 anos fermentando e macerando em barris de carvalho de 100 litros
Com belos aromas de passas, ameixa seca,
avelãs, amêndoas, canela, flor e casca de laranja. Em boca é untuoso, com
acidez viva, complexo, final muito longo e tostado.
Belíssimo vinho!
Foi um belo início para a série de visitas. O
próximo destino… Vignamaggio!
Francesco, Nicolleta e Alexandre

Provamos e aprovamos… Château Lafargue 2008 – Bordeaux, Pessac-Léognan

Idas e Vinhas
Situada ao norte de Graves, a AOC Pessac-Léognan,
em Bordeaux, engloba alguns dos melhores vinhedos do mundo. Produz
tintos aromáticos, estruturados e aveludados.

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O Château Lafargue pertence à mesma família há três gerações. Inicialmente possuía
apenas 2 hectares de vinhedos e o foco principal da família era o cultivo de
leguminosas. Em 1983 Jean Pierre Leymarie assumiu a propriedade
adquiriu novos vinhedos e investiu em infraestrutura. Hoje a propriedade conta
com 18,5 hectares sendo 16 para as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet
Franc e Petit Verdot e 2,5 de Sauvignon Blanc e Sauvignon Gris. A média de
idade dos vinhedos é entre 20 e 25 anos.

O portfólio da vinícola é composto por apenas 3
rótulos sendo dois tintos e um branco:
Château Lafargue Prestige (produção média de 7mil
garrafas)
Château Lafargue (produção média de 120 mil
garrafas)
Château Lafargue (branco: Sauvignon Blanc e
Sauvignon Gris, produção média de 14 mil garrafas)
Vamos ao vinho?
60% Merlot, 26% Cabernet Sauvignon, 12%
Cabernet Franc, 2% Malbec e Petit Verdot. Afinamento durante 12 a 15 meses em
carvalho. 13,5% de álcool.
Cor vermelho granada. Impressionante variedade
de aromas, intensos e persistentes. Ameixa seca, uva passa, groselha, mirtilo,
cassis, cereja, morango, tabaco, baunilha, louro, madeira e rosas. Médio corpo
em boca, com boa acidez, álcool e taninos equilibrados. Confirmam-se as frutas
secas, o tabaco e a baunilha. Final de boca muito intenso e persistente, com
fundo mentolado e levemente tostado.
Vale a pena provar!!
A safra de 2011 recebeu 88 pontos na revista
Decanter. O vinho deste post (safra 2008) é o vinho da semana do nosso Wine Club.
Nota IV: 86
Importadora: Everest 
Vendas no Rio de Janeiro: contato@idasevinhas.com.br
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Provamos e aprovamos… Bodegas Verdúguez – Voraz Crianza 2010

Idas e Vinhas

Localizada no Planalto Central da Península
Ibérica
, a região de La Mancha abrange as províncias de Albacete,
Ciudad Real, Cuenca e Toledo. O clima é continental
extremo
, com grandes variações de temperatura (oscilando de -15ºC no
inverno a 45ºC no verão) e pouca precipitação (300 a 400mm). Tais condições,
aliadas a alta taxa de exposição solar (cerca de 3000 horas/ano), favorece o
amadurecimento e a concentração de aromas e açúcares nas uvas.

Idas e Vinhas

Há registros de que La Mancha produz vinhos
desde 1932, o que faz com que ela seja a D.O. mais antiga da Espanha. Foi
oficialmente regulamentada em 1973.
É a mais extensa região espanhola e a maior
região vinícola do mundo, ocupando uma área de 30.700 quilômetros quadrados, o
que representa metade das quatro províncias que a formam (Albacete, Ciudad
Real
, Cuenca e Toledo).
As estatísticas de 2015 afirmam que a
superfície total de vinhedos na região é de 165.206 hectares, há 16.130
viticultores e o cultivo de castas brancas supera às tintas: 117.914 contra
47.040 hectares.
A vinícola
A Bodega Verdúguez é uma empresa familiar que está na quarta geração. Está localizada
na cidade de Villanueva de Alcardete, parte oriental da
província de Toledo na fronteira com a província de Cuenca,
fazendo parte da D.O. La Mancha.
Idas e Vinhas

Em 1994 a vinícola passou por reestruturação
nos vinhedos. Novas mudas de Tempranillo, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, Airén,
Macabeo, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Verdejo e Moscatel foram plantadas e foi
adotado o cultivo orgânico nos vinhedos de Tempranillo, Airén e Verdejo.
Os vinhedos encontram-se em altitude de 722
metros acima do nível do mar, plantados em solos onde predominam a argila e areia.
Vinho Crianza
O período mínimo de envelhecimento para os vinhos
Crianza tintos é de 24 meses, dos quais pelo menos 6 em barricas de carvalho
com capacidade de 330 litros. Para brancos e rosés o período mínimo de
envelhecimento é 18 meses, sendo ao menos 6 deles em barricas de carvalho de
mesma capacidade.
Vamos ao vinho?
70% Tempranillo e 30% Cabernet Sauvignon. 12
meses em carvalho e 12 meses em garrafa. 13% de álcool.
Cor vermelho rubi evoluindo para granada. Com
aromas bastante intensos e persistentes de ameixa, groselha, mirtilo, e violeta.
De médio corpo em boca, com boa acidez, álcool e taninos equilibrados. Se
destacam os sabores de ameixa madura, café e madeira (na medida certa). Final
de boca muito intenso e persistente, com fundo frutado e levemente tostado.
Nota IV: 88
Importadora: Domínio Cassis
Vendas no Rio de Janeiro: contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas

Literatura pesquisada para este post:
La Mancha
Wines
(site oficial da região)

Aconteceu… O excelente chileno VIK chega ao Brasil


Foi uma grata surpresa receber o convite para a etapa de abertura
da apresentação do VIK ao mercado brasileiro. World Wine e Wine.com.br
programaram ações aqui no Rio, em São Paulo e Brasília. A apresentação do vinho
e da vinícola nesse tour pelo Brasil está a cargo de Gonzague de Lambert
(enólogo e Vice-presidente de Marketing e Vendas) e Julia Parapugna (Diretora
de vendas).

 Idas e Vinhas

Provamos o VIK pela primeira vez em 2012, em nossa maratona enológica pelo Chile. Das vinícolas que visitamos, a VIK foi sem dúvida uma das
experiências mais marcantes (leia mais aqui). Difícil dizer se foi pela
recepção impecável (que incluiu uma degustação especialíssima e uma noite de
hospedagem), pela beleza estonteante da paisagem ou pela alta qualidade do
vinho, o fato é que sempre comentamos com amigos o quanto vale a pena conhecer
a VIK.
A apresentação no Rio de Janeiro aconteceu na última terça-feira,
25 de Agosto, em um coquetel na loja Porto di Vino. Foi ótimo reencontrar o
Gonzague (foi ele quem conduziu a nossa visita em 2012), que está cada vez mais
entusiasmado com o projeto e se encarregou pessoalmente de servir os convidados
(e de trazer do Chile preciosas 36 garrafas de VIK).

Idas e Vinhas

Assim que cheguei, fui recepcionada com o VIK 2010 (a mesma safra
que provamos em 2012 e que temos em casa). Muitas vezes provamos um vinho em
determinada ocasião e ficamos com uma impressão que acaba não se confirmando
nas outras vezes. Por isso estava mesmo um pouco receosa de provar novamente,
querendo preservar a experiência anterior. E o que tenho a dizer é que….o
vinho é realmente excepcional. Aos cinco anos preserva a cor viva, os aromas
intensos e os taninos redondos. Tudo indica que tem um grande potencial de
guarda.

Idas e Vinhas
Gonzague e Ana Cristina

Gonzague fez uma breve apresentação da vinícola e do projeto VIK
(que inclui um outro rótulo, o VIK A) e Julia apresentou o hotel (dedicado ao
turismo de alto luxo) e o restaurante recentemente inaugurado. Em 2012 passamos
uma noite no lodge (o hotel estava em construção) que hoje é utilizado pela
família de Alexander VIK e o que hoje é a linda bodega estava nos primeiros
estágios do projeto.

Idas e Vinhas

Ao longo da noite, passamos ao VIK 2011 (e de volta ao 2010…). Em
2012, nossa degustação foi composta por 9 taças guardavam amostras do que seria
o VIK 2011. Ou seja, tivemos o privilégio de provar os diferentes lotes que
estavam repousando nas barricas antes que os enólogos decidissem o blend do
vinho. E, bem, acertaram! É tão bom quanto a safra 2010, mantém a identidade
aromática e traz sutis diferenças: é menos amadeirado e com taninos mais
marcantes.
Vamos aos vinhos?
VIK 2010
Cabernet Sauvignon 56%, Carménère 32%, Cabernet Franc 5%, Merlot
4%, Syrah 3%.
13.9 % de álcool.
Uvas colhidas manualmente e fermentadas com leveduras nativas. A
fermentação malolática foi feita em barricas novas de carvalho francês seguida
por 23 meses de envelhecimento. Envasado em 3 de Abril de 2010.
De cor rubi muito vivo e brilhante. No nariz, impressionou pela
intensidade e persistência dos aromas florais (rosas e violetas), de frutas
negras, cassis e baunilha. Em boca, as frutas negras e a baunilha se destacam.
Encorpado, com taninos marcantes e ainda assim redondos. Final longo, intenso e
muito agradável.

Idas e Vinhas

VIK 2011
Cabernet Sauvignon 55%, Carménère 29%, Cabernet Franc 7%, Merlot
5%, Syrah 4%.
13.9 % de álcool.
Uvas colhidas manualmente e fermentadas com leveduras nativas. A
fermentação malolática foi feita em barricas novas de carvalho francês seguida
por 23 meses de envelhecimento. Envasado em 5 de Abril de 2013.
Também de cor rubi muito vivo e brilhante, o VIK 2011 tem perfil
aromático bastante similar ao 2010. A madeira aqui é mais sutil e os taninos
são ainda mais marcantes sem perder a elegância. Final longo, intenso e
muitíssimo agradável
.
Idas e Vinhas

A Wine.com.br já está comercializando tanto o VIK (R$ 590,00 para
não membros) quanto o VIK A (R$ 170,00 para não membros).
Em 2012 adquirimos o VIK 2010 na própria vinícola, e pagamos 135
dólares.
Idas e Vinhas
Rodrigo Oliveira da World Wine (ao centro), com os sócios da Porto di Vino Bernardo Larreta e Bernardo Murgel

Leia sobre a nossa viagem ao Chile:

Aconteceu… Degustação Casa Flora – Borgonha x Bordeaux

Idas e Vinhas

A noite da última quarta-feira,
29 de Julho, na Casa Flora
foi dedicada a um desafio clássico em se tratando de degustações: Borgonha x
Bordeaux
. Uma das (muitas) coisas boas em se tratando de vinho é que nesses
desafios todos ganham.

 Idas e Vinhas
E quando falamos então de
Borgonha e Bordeaux, a gama de excelentes produtores é tão grande que as
possibilidades de interessantes comparações são vastíssimas.
Borgonha e Bordeaux, símbolos daquilo
que torna a França a maior personificação do modelo do que se consideraria a “perfeição
vínica”, encenam complexo embate porque os vinhos são distintos na essência.
De um lado a Borgonha com sublimes
varietais – brancos de Chardonnay e tintos de Pinot Noir (com
licença para a Gammay em algumas AOC) – que exibem equilíbrio, elegância
e frescor.
De outro, vem Bordeaux, cujo
famoso “corte bordalês” é a receita mais copiada ao longo das fronteiras
vitivinícolas mundo afora. Estrutura, complexidade e longevidade é o que trazem
a Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot (as castas
mais empregadas) a esses vinhos.
Idas e Vinhas

A seleção de vinhos feita por Abel Mendes contemplou alguns
dos melhores rótulos de cada região que fazem parte do portfólio da Casa
Flora
.
Ao longo da
degustação, antepastos e risoto de gorgonzola preparado com esmero pela chef Vilma.
Idas e Vinhas
Vamos à sequência?
1.    Clos Floridene Graves Blanc 2011
Bordeaux. 51% Semillon, 47% Sauvignon
Blanc, 2% Muscadelle. 12,5% de álcool.
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2.   
Chauvot-Labaume Pouilly
Fuissé Les Clos 2012
Bourgogne. Chardonnay. 13% de
álcool.
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3.   
Abel Pinchard Beaujolais
Villages Rouge 2011
Borgonha. Gamay. 12,5% de álcool.
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4.   
Chauvot-Labaume Mercurey
Premier Cru Clos L´Eveque 2012
Borgonha.
Pinot Noir. 13% de álcool.
Idas e Vinhas

5.   
Domaine du Préau Côte de
Nuits Villages 2012
Borgonha.
Pinot Noir. 13% de álcool.
Idas e Vinhas

6.   
Domaine du Préau Gevrey
Chambertin 2011
Borgonha. Pinot Noir. 13% de álcool.
Idas e Vinhas

7.   
Chateau La Croix de Marbuzet
Saint-Estèphe 2011
Bordeaux.
60% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon (vinhedos de 35 anos). 13% de álcool.
Idas e Vinhas

8.   
Chateau La Commanderie de
Mayzeres Pomerol 2006
Bordeaux. 55% Merlot, 45% Cabernet
Franc. 14% de álcool.
Idas e Vinhas

9.   
Chateau Marquis de Lalande
Saint-Julien 2009
Bordeaux. 53% Cabernet Sauvignon, 47%
Merlot. 13% de álcool.
Idas e Vinhas

10.
Confidences de Prieuré
Lichine Margaux 2008
Bordeaux. 50% Cabernet Sauvignon, 45%
Merlot, 5% Petit Verdot. 13% de álcool.
Idas e Vinhas
Como
prevíamos, empate técnico! Pois em essência Bordeaux e Borgonha podem até ser diferentes,
mas ambas produzem indiscutivelmente vinhos de primeira grandeza. Alegria em
estado líquido!