Aconteceu… Apresentação das novas linhas da Bodega Garzón

Idas e Vinhas

Na última quinta feira, 11 de maio
de 2017, fomos convidados para um dos eventos de divulgação das novas linhas da
vinícola uruguaia Bodega Garzón.

Idas e Vinhas

Nessa
ação, que aconteceu na Gero Tratoria
(Shopping Leblon), foram apresentados 12 dos 13 novos rótulos, que chegam ao Brasil
pela importadora World Wine.
Os vinhos degustados são divididos nas linhas Estate, Reserva e Single Vineyard. Todos elaborados sob a consultoria de Alberto Antonini.
Idas e Vinhas
Ana Paula  (World Wine) e os representantes da Bodega Garzón
A
vinícola produz em média entre 1,5 a 2,5 milhões de garrafas/ano. A maior parte
da produção é destinada ao mercado interno e o Brasil desponta como o 2° maior
mercado, representando entre 15 e 20%. Possui ainda 700ha de oliveiras das quais elabora duas variedades de azeite de oliva (muito bons).
Idas e Vinhas
Fundada
pela família Bulgheroni, a Garzón
possui 220 hectares de vinhedos plantados em 2008. Um aspecto interessante é a
adoção do conceito de microparcelas. São nada menos que 1300, acompanhando a
topografia original e os microclimas. A maior parte deles se destina ao cultivo
da Tannat (65 hectares) e da Albariño (35 hectares).
Localizados
na região Sudeste do Uruguai, a mais jovem região vinícola do país, os vinhedos
da Garzón estão a apenas 18 km da costa. Por isso, a influência oceânica é muito
forte, e, aliada aos solos graníticos de excelente drenagem, confere aos vinhos
mineralidade, boa acidez e concentração de aromas.
Idas e Vinhas

Vamos à degustação?
A
apresentação dos vinhos iniciou pela linha Estate.
Ao longo da degustação nossa mesa foi guiada pelo agrônomo Eduardo Felix, que não apenas explicou cada rótulo como respondeu nossas
perguntas.
Os
vinhos da Estate são feitos com 100%
de uvas de produção própria. Degustamos os brancos Pinot Grigio 2016 e Sauvignon
Blanc 2016
, o rosé Pinot Noir 2016,
e os tintos Cabernet de Corte 2015 e
Tannat de Corte 2015.
Em
seguida passamos à linha Reserva,
feitos com uvas colhidas manualmente. Degustamos o branco Albariño 2016 e os tintos Cabernet
Franc 2015
e Tannat 2015. Estava
programado mais um vinho, o Marselan 2015. Mas segundo Eduardo, todo o lote
destinado ao Brasil foi vendido assim que chegou a Porto Alegre.
Os
vinhos da linha Single Vineyard, a mais cara, encerraram a noite.
Degustamos o branco Albariño 2016 e
os tintos Pinot Noir 2015, Tannat 2015 e Petit Verdot 2015.
Nossa impressão geral foi muito boa. Os vinhos
são bem feitos, muito aromáticos e de ótima acidez. 
Nosso top 3 ficou assim:
Aromas muito intensos de pêssego, capim limão e flores brancas. Em boca também
é intenso, com ótima acidez e destaque para os aromas cítricos.
Aromas e sabores intensos de lima e flores brancas, com notada mineralidade.
20% do vinho estagia em barris de carvalho francês de 5000 litros entre 3 e 6
meses, e o restante estagia em tanques de cimento. Muito equilibrado e
agradável em boca.

A Petit Verdot normalmente entra como casta minoritária em vinhos de corte, aos
quais confere acidez e intensidade na cor. Mas algumas vinícolas vêm investindo
em varietais, e esse é um dos bons. Equilibrado, encorpado, com taninos
elegantes e boa intensidade de aromas e sabores.

Agradecemos à Garzón e
à World Wine pelo convite.

Aconteceu… Happy Wine Hour com vinhos Odfjell e Bisquertt

Idas e Vinhas

A temporada 2017 da Happy Wine Hour começou!! E o primeiro
encontro foi super bacana. Os vinhos, que impressionaram, propiciaram o clima
perfeito para uma noite descontraída na qual alguns laços se fortaleceram e
novos foram criados.

O encontro da última
quarta-feira, 15 de fevereiro/2017, aconteceu no Restaurante Ícaro do Shopping Rio Sul. 
Idas e Vinhas

Iniciamos a noite recepcionando os convidados com dois
espumantes que em nossa opinião estão entre os destaques da produção nacional,
e com preços bastante corretos. Foram o Abreu Garcia Brut Festividad e o Hermann Lírica Brut, ambos feitos pelo
método tradicional – com a segunda fermentação em garrafa.
Idas e Vinhas
A reação inicial, de alegria e satisfação, já nos
deixou confiantes no sucesso da noite!
Iniciamos a sequência de tintos com dois rótulos da
linha Crazy Rows, da tradicional
vinícola chilena Bisquertt.
Depois vieram quatro rótulos da Viña Odfjell, também
do Chile, propriedade que leva o nome da família de armadores noruegueses. Os vinhos são feitos a
partir de uvas orgânicas, de vinhedos centenários em regiões que vêm sendo
redescobertas no Chile.
Ao longo da degustação, foram servidos antepastos e,
para acompanhar os dois últimos tintos, penne
ao molho de gorgonzola.
Idas e Vinhas

Os Vinhos:
Espumantes de boas vindas: Abreu Garcia Festividad e Hermann Lírica
Brut
Viña Bisquertt – Crazy Rows
Cinsault 2013
Viña Bisquertt – Crazy Rows Tempranillo 2013
Viña Odfjell – Orzada Cabernet Franc 2012
Viña Odfjell – Orzada Carignan 2013 (90 pontos Descorchados
e Wine Spectator)
Viña Odfjell – Capítulo 2014 (91 pontos Descorchados)
Viña Odfjell – Aliara 2011 (91 pontos Descorchados)
Top 3
A disputa foi acirrada, mas conseguimos chegar a um
resultado:
1° lugar: Odfjell Orzada Carignan 2013
2° lugar: Odfjell Aliara 2011 e Orzada Cabernet Franc 2012
3° lugar: Odfjell Capítulo 2014
Idas e Vinhas

Não deixe de participar das nossas Happy Wine Hour! É
sempre uma ótima oportunidade para degustar excelentes vinhos, apreciar boa
comida e fazer novos amigos.
Venha fazer parte do Idas e Vinhas Wine Club aqui (não requer
investimento).
Aguardamos vocês na nossa próxima Happy Wine Hour

Agenda… Happy Wine Hour Idas e Vinhas com os vinhos da Viña Odfjell e Viña Bisquertt

Idas e Vinhas

Prepare-se para a temporada 2017 da Wine Experience que amamos!

Nada melhor que apreciar ótimos vinhos para descontrair depois de um dia estressante ou apenas pelo puro prazer de explorar o lúdico universo vínico.  Por isso, o Idas e Vinhas® os convida para a Happy Wine Hour, em parceria com o Restaurante Ícaro do Shopping Rio Sul, no próximo dia 15 de Fevereiro de 2017, quarta-feira.

O que faz nossos encontros tão prazerosos e concorridos é que selecionamos vinhos que fogem do lugar comum e que são de alta qualidade. Afinal, trata-se de ter a melhor Wine Experience! Certeza de bons momentos em excelente companhia.

No próximo dia 15 de Fevereiro, trazemos rótulos de duas vinícolas chilenas que se destacam no cenário do vinho, muito bem conceituadas pela crítica especializada e pela nossa tribo, os enófilos! 

A viña Odfjell traz vinhos feitos a partir de uvas orgânicas, de vinhedos centenários em regiões que vêm sendo redescobertas no Chile. Teremos 4 rótulos Odffjell nesta noite.
A Bisquertt é pioneira e grande responsável por lançar o Vale de Colchagua no cenário vinícola. Sua marca são os vinhos suculentos, vibrantes! Trazemos para essa noite dois rótulos do novo projeto, o Crazy Rows.

E tem mais! A recepção dos convidados contará com excelentes espumantes e durante a degustação dos vinhos serão servidas as delícias preparadas pela equipe do Ícaro especialmente para o nosso grupo.

Garanta já sua inscrição, são poucas vagas e costumam ser preenchidas rapidamente!

Os Vinhos:
Espumantes de boas vindas: Abreu Garcia Festividad e Lirica Brut
1. Viña Odfjell – Orzada Cabernet Franc 2012
2. Viña Odfjell – Orzada Carignan 2013 (90 pontos Descorchados e Wine Spectator)
3. Viña Odfjell – Capítulo 2014 (91 pontos Descorchados)
4. Viña Odfjell – Aliara 2011 (91 pontos Descorchados)
5. Viña Bisquertt – Crazy Rows Cinsault 2013
6. Viña Bisquertt – Crazy Rows Tempranillo 2013

Serviço:
Data: 15 de fevereiro (inscrições até o dia 14 de fevereiro)

Local: Restaurante Ícaro do Shopping Rio Sul
As boas vindas aos participantes iniciam as 19h e a degustação começa pontualmente as 19h30. 

Investimento: R$170,00 por pessoa Membros do Idas e Vinhas Wine Club: R$160,00. Ainda não é membro? Se inscreva aqui, não há custo.

Formas de pagamento: Depósito identificado ou transferência bancária em parcela única em conta da Caixa Econômica

Importante: Não fazemos reserva! A vaga é garantida apenas após a confirmação do pagamento.

Inscrições e informações: contato@idasevinhas.com.br | 98218-0717

Abaixo está a arte da divulgação. Clique para ampliar.

Idas e Vinhas

Provamos e aprovamos… William Fèvre Chile The Franq Rouge 2010

Idas e Vinhas

Hoje é dia de ícone! O The
Franq Rouge 2010
produzido por William
Fèvre
no Chile, nos vinhedos que compõem o projeto de Vinhos de Montanha.

De
acordo com o próprio William Fèvre, The Franq Rouge é o protagonista secreto de
seus melhores vinhos. O solista em meio ao coro. É produzido com uvas dos vinhedos
localizados em San Luis de Pirque,
no Alto Maipo. Próximo a Santiago, o
Alto Maipo fica nas terras altas do sopé dos Andes. No caso de San Luis de Pirque, cerca de 650 metros
acima do mar.
As
uvas para o The Franq Rouge passam por dupla seleção, garantindo que os
melhores frutos sejam encaminhados para a vinificação, que busca alta extração de
cor. Trata-se de um vinho estruturado, e a alta qualidade dos frutos aliada ao
processo de vinificação o tornam capaz de se beneficiar de longo estágio em
barricas novas. Lembrem-se, apenas bons vinhos ficam ainda melhores com o uso
da madeira!
The
Franq Rouge é um blend com 88% de Cabernet Franc e 12% de Cabernet
Sauvignon
. A Cabernet Franc, que brilha na França nas regiões do Loire e
nos cortes de Bordeaux, tem no Chile a maior área plantada na América do Sul. Sua
alta acidez traz equilíbrio aos blends e é bastante aromática*. Habilidade na
produção das uvas aqui é fundamental, pois a colheita efetuada no ponto ótimo
de maturação é que proporciona o desenvolvimento de intensos aromas florais e
frutados, evitando que os aromas vegetais (especialmente pimentão) sobressaiam.
Foram
produzidas apenas 1456 garrafas!
Já escrevemos sobre o
produtor aqui.
Vamos ao vinho?
The Franq Rouge 2010
D.O. Traiguén. Vale do
Maipo.
88% Cabernet Franc e 12%
Cabernet Sauvignon. 14,6% de álcool.
Passa 16 meses em barricas
novas de carvalho francês.
Cor vermelho granada muito
escuro. Muito rico e intenso em aromas, com surpreendente refrescância. Violetas
e rosas são os primeiros a serem liberados, seguidos de ameixas em calda, licor
de cassis, tabaco, café, baunilha, madeira (em pleno equilíbrio), pimenta do
reino e hortelã. Em boca é encorpado, muito equilibrado, a acidez se contrapõe
elegantemente aos taninos marcantes e finos. O álcool está muito bem integrado,
e os aromas de boca são intensos e agradáveis, com destaque para o café,
chocolate, aromas florais e de menta. Termina intenso, com boa persistência e
fundo de café e menta.
Vinho interessante e
envolvente. Gastronômico, harmoniza muito bem com carnes vermelhas grelhadas ou
boeuf bourguignon
Nota IV: 89
Descorchados 2014: 90
Vendas no RJ: contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas

*Jancis
Robinson. Wine Grapes, 2012.

Provamos e aprovamos… William Fèvre Espino Gran Cuvée Cabernet Sauvignon 2011

Idas e Vinhas

Cada vinho que abrimos do projeto chileno de William
Fèvre
vem se mostrando uma surpresa agradável. E como estamos em uma série de
provas, é uma ótima wine experience atrás da outra! E é isso que buscamos ao
selecionar os vinhos para o Wine Club, vinhos que sejam muito bem feitos, que
proporcionem alegria e prazer aos nossos membros.

A linha Espino Gran Cuvée é elaborada com uvas
provenientes de apenas um vinhedo (Las Majadas), no sopé dos Andes, com
rendimento de apenas 2kg por planta. São chamados vinhedos de altitude, o que
confere certas características aos vinhos. A alta insolação e a grande amplitude
térmica resultam em vinhos vivazes, concentrados em aromas e sabores.

escrevemos sobre o produtor aqui.
Vamos ao vinho?
85%
Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc, 13,3% de Álcool
Chile,
D.O. Pirque, Valle de Maipo
25% do
vinho afina em carvalho francês novo durante 11 a 13 meses e mais 8 meses em
garrafa antes de ser comercializado.
Cor
vermelho granada muito escuro. Apresentou um ampla gama de aromas bastante
finos, intensos e persistentes de violeta, ameixa madura, cassis, groselha,
tabaco, louro, pimenta do reino, pelica, café e chocolate. Em boca é harmônico,
com perfeito equilíbrio entre acidez e os taninos marcantes e finos. O álcool está
muito bem integrado, e com mais de tempo na taça são liberadas várias camadas
de aromas e sabores, prevalecendo as notas de frutas maduras, o tabaco e o
café. O aroma de boca é muito intenso e final muito persistente com retrogosto
frutado.
Excelente
exemplar de Cabernet Sauvignon chileno. Vale muito a pena provar!
Nota IV:
91
Descorchados
2015: 92
Idas e Vinhas


Leia sobre os outros rótulos que já provamos:

Volta à França em 40 Vinhos… Bordeaux, AOC Médoc, Château Le Monge 2011

Idas e Vinhas

Em 27 de Março do ano
passado iniciamos a série Volta à França em 40 vinhos. Os rótulos foram selecionados do portfólio da
importadora Everest, que representamos aqui
no Rio. Depois de muitas Idas e Vinhas
pelo mundo do vinho, chegou a hora da retomada dessa incrível maratona…

E nada melhor do que
retomá-la pela mítica Bordeaux, a
região cujo estilo a maioria dos enólogos se espelha ao buscar a perfeição. O
corte bordalês (Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon constituem a tríade
principal, podendo ser complementadas pelas Petit Verdot, Malbec e Carmenère, em
variadas proporções) é reproduzido em praticamente todo país produtor, e não
estamos falando apenas no chamado “novo mundo” do vinho, mas de países também
tradicionais na arte de vinificar como Itália, Portugal…

Idas e Vinhas
De acordo com Amarante1,
Bordeaux pode ser dividida geograficamente em três grandes zonas:
        1.       Médoc e Graves – centrada na cidade de
Bordeaux. Essa zona é chamada de margem
esquerda
, uma vez que está localizada entre a margem esquerda do estuário
do Gironde e do rio Garonne.
       2.   
Libournais, Côtes de Bourg
e de Blaye
– centrada na cidade de Libourne. É chamada de margem direita, uma vez que está à direita do estuário do Gironde e
do rio Dordogne.
         3.   
Zona Central – situada entre os rios
Garonne e Dordogne, onde sobressai a AOC Entre-Deux-Mers.
O vinho que reabre a
Volta à França é o Château Le Monge 2011,
AOC Médoc (que abrange apenas vinhos
tintos). Bom, como o sistema de apelações francesas não pode ser chamado se
simples…o Médoc por sua vez é subdividido em apelações sub-regionais e
comunais. É no Haut-Médoc que são localizadas as estelares AOC comunais de
Saint Estéphe, Pauillac, Saint Julien, Margaux…
Os vinhos vendidos sob a
AOC Médoc vêm sobretudo da metade norte da região. Quanto ao corte, a Merlot aparece em maior proporção e é
complementada pela Cabernet Sauvignon,
menores quantidades de Cabernet Franc e pequenas porcentagens de Petit Verdot e
Malbec.
A Cave Saint Jean, produtora do Château Le Monge, faz parte de uma cooperativa de produtores do
Médoc. O cooperativismo é uma tendência da região, que congrega em sua maioria
pequenos produtores.
As videiras são plantadas
em Begadan, vila a noroeste de Bordeaux, entre o Oceano Atlântico e o estuário
do Gironde.
Vamos
ao vinho?

Château Le Monge 2011 AOC
Médoc
55% Merlot/43%Cabernet Sauvignon/2% Cabernet Franc. 13% de álcool.
20 meses de maturação, sendo 6 meses em barricas de carvalho francês.
Cor vermelho granada. No
nariz, os aromas são persistentes e muito intensos. Inicialmente sobressaem
aromas florais (rosas e violetas), e à medida que o vinho vai abrindo, revela
aromas de frutas vermelhas e negras (framboesas, cassis, amoras), café, pimenta
do reino e notas terrosas. Em boca tem corpo médio e é muito equilibrado. Os
taninos são de ótima qualidade e estão elegantemente integrados ao álcool e à
acidez. Os aromas florais e frutados são confirmados, e a pimenta do reino
adquire maior destaque. Final longo e com fundo frutado e picante. Ótimo vinho!
Nota IV: 90
Pedidos RJ: contato@idasevinhas.com.br
O
Chateau Le Monge 2011 está na campanha do Idas e Vinhas Wine Club! Acesse AQUI
e garanta o seu.


Idas e Vinhas

Fontes
consultadas para esse post:
Amarante, José Osvaldo Albano do. Os segredos do vinho para iniciantes e iniciados. Mescla Editoria.
2010.
Joseph, Robert. Vinhos
Franceses
. Zahar. 2008.

Acompanhe a Volta à França em 40 Vinhos

Enocuriosos no Velho Mundo… Itália: Vignamaggio

Idas e Vinhas



Após termos almoçado no Castello
de Verrazzano, chegamos à
Vignamaggio por indicação das placas (e por sugestão do Alexandre). Chegando de
supetão, não conseguimos mais do que ser bem atendidos pela simpaticíssima
Cristine naquele fim de tarde. A visita com degustação, no entanto, foi
agendada ali mesmo para o dia seguinte!

De
volta à vinha, na manhã de domingo, fomos recepcionados novamente por nossa
adorável anfitriã. Nosso grupo era bastante pequeno e isso propicia
experiências bem bacanas e mais intensas, na maioria das vezes. Ademais, Cristine,
além da simpatia que já havia demonstrado na tarde anterior, é muito
espirituosa, tem grande desenvoltura e explica as coisas sobre a vinícola como
quem bate um papo com o grupo, de forma muito natural e à vontade.

Idas e Vinhas
A
vinícola está situada em uma das inúmeras e lindíssimas colinas da região –
aquele visual de filme romântico que você jura ser um cenário artificial. Pois
não é. Não há como não ficar entorpecido com a beleza dos jardins e toda a
natureza clássica do local. Aliás, a Vignamaggio
costuma organizar eventos e festas justamente explorando a área externa à casa principal.
Após dar uma “voltinha” no jardim só para nos ambientarmos, começamos a visita
pela parte externa, numa espécie de terraço que fica sobre as salas de
vinificação. Ali, Cristine nos apontou o sentido de outras regiões viníferas da
Toscana, os limites dos territórios Chianti
e como as uvas colhidas iniciam o processo de vinificação ao ser despejadas
dentro da bodega por escotilhas construídas naquela terrazza.
Em
seguida, entramos de fato na linha de produção, onde avistamos os tonéis de aço
inox e a máquina engarrafadora. Como ainda não estávamos na vindima, não foi
possível ver o todo o processo funcionando, mas foi possível identificar que a Vignamaggio é uma vinícola, diríamos, de
médio porte. Nossa guia fez questão de esclarecer em minúcias todo o processo
de fabricação e os cuidados com a temperatura e manejo do fruto e do mosto. As
fotos abaixo dão uma noção do tamanho das instalações.
Idas e Vinhas

O balé de Cristine: mais do que
um simples guia.

Idas e Vinhas
Linha
de engarrafamento.
Na
seção seguinte, adentramos os porões que guardam os tonéis e barris de
carvalho. Estes salões fazem parte da construção original que, segundo as
estimativas da própria vinícola, começaram a ser edificados no século XIV.
Neste momento a visita adquiriu uma característica única, pois a guia deixou de
falar apenas sobre a produção do vinho e começou a explicar detalhes sobre a história daquele pequeno burgo.
Idas e Vinhas
Mesmo
que nada fosse falado, seria muito fácil perceber que estávamos conhecendo uma
espécie de palácio que faz parte da história daquela região (e que já viveu
dias de glória em outra época), em vista do tipo da construção com suas paredes
grossas e envelhecidas, o pátio com o poço interno, a fachada imponente e algumas
insígnias. A cada novo ambiente era possível sentir (e imaginar) um pouco mais
sobre a história do local e como era curioso poder estar ali em pleno século
XXI, mesmo que por poucos minutos.
Idas e Vinhas
Em uma
das salas que abrigavam grandes tonéis de carvalho, Cristine deu detalhes sobre
uma das inúmeras invenções que Michelangelo deixou à humanidade
(sim, além de exímio artista plástico, este gênio foi também grande inventor):
explicou o que eram e qual a função dos artefatos de vidro colocados em cima
dos tonéis. O nome do equipamento é colmatore e sua função é impedir que
o ar se acumule nos tonéis em função da lenta e gradual reação gasosa e perda
de pequenos volumes permitida pela madeira do contendor. Como a reação
natural da perda de volume de líquido é o acréscimo de ar na parte de cima do
tonel (e este ar atuará para oxidar de forma indesejada o vinho), o colmatore atua para preencher
automaticamente (apenas com a força da gravidade) o volume de líquido que se
perdeu e evitar a oxidação. Além disso, serve também como um indicador para que
o responsável pela bodega preencha o equipamento com pequenas quantidades de
vinho de forma a garantir que continue a agir como desejado.
Cristine nos contou que todas as vinícolas do Chianti
Florentino utilizam este equipamento e se orgulham de fazê-lo. Visitamos outras
bodegas e pudemos confirmar o que ela disse. Em Montepulciano pudemos ver, inclusive, a reposição do vinho neste
curioso artefato.
Idas e Vinhas
Il
Colmatore
Bem,
a visita à Vignamaggio nos reservava outra particularidade: de uma das famílias
que já foram donas desta propriedade surgiu a famosa senhora – La Gioconda –
retratada por Leonardo da Vinci. O sítio virtual da vinícola explica
esta história em detalhes mas não há nada melhor do que ouvir as explicações do
guia lá na propriedade, podendo vislumbrar um pedaço da paisagem que faz parte
do célebre quadro. Ficamos alguns bons minutos apenas ouvindo o detalhado e, porque
não dizer, apaixonado relato de Cristine apontando sinais e correlações entre o
quadro e a paisagem local que nós, enocuriosos
e turistas, haveríamos de ignorar. Uma aula de história e delicadeza.
Idas e Vinhas
(Embora
Cristine não tenha comentado durante o tour,
gostaríamos de salientar que a Vignamaggio é também um agriturismo.
Imaginamos que desfrutar de um par de noites por lá seja um mergulho ainda mais
profundo na aura e história do lugar.)
Voltando
ao nosso passeio, vamos tratar do gran
finale
. Como estávamos na companhia do Alexandre, o tour seguiu o rito normal, mas a degustação recebeu alguns acréscimos
inesperados. Provamos mais vinhos do que teríamos direito numa simples visita.
Nossa degustação continha os seguintes rótulos: Chianti Classico (safras 2011 e 2013), Chianti Classico Gran Selezione, Obsession, Cabernet Franc
e, para encerrar, o Vinsanto. Neste link é possível
verificar a ficha técnica de todos os rótulos da casa. Para nós, o Gran Selezione se destacou e o Cabernet Franc não acertou nosso coração
(creio que por ainda não estarmos preparados para ele).
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
É mais empate.
O tour, Cristine e a propriedade são únicos. Sentimos falta, entretanto, de
visitar os parreirais e ouvir um pouco mais sobre os aspectos e peculiaridades
da forma de produzir (e cultivar) escolhida pela vinha. Os vinhos mostraram-se
corretos e… clássicos. É claro que isso não é um problema mas ficamos com uma
pequeníssima frustração por não provar um rótulo algo arrebatador. Por isso o
empate. Ainda assim, podemos afirmar que o diferencial é o passeio e a propriedade
histórica do local. Veramente imperdíveis.
Saímos de lá quase sem saber o que fazer durante
a tarde livre no Chianti – sorte nossa que todos os caminhos chiantigianos levam ao vinho, às vinhas
e a boas e inesquecíveis histórias. Próxima parada – Chianti.
Idas e vinhas

há um caminho no Chianti…
Salute!
Enocuriosos
*fotografias
de Dagô e Simone.
Gostou dessa
postagem? Nossa viagem à Itália começou
aqui.

Idas e Vinhas na Estrada… Itália 2015: Vinícola Biodinâmica Cosimo Maria Masini – 28/08

A vinícola Cosimo Maria Masini fica nas colinas de
San Miniato, uma antiga vila medieval no coração da Toscana, na
província de Pisa, ao longo do percurso da Via Francigena, terra do vinho e da trufa
branca (il pregiato tuber magnatum).

Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Entrada da vinícola

Nessa temporada na Toscana, fui em companhia dos
Enocuriosos (casal amigo, que colaboram com suas experiências no Idas e
Vinhas). A Cosimo Maria Masini foi a primeira vinícola visitada. Assim
que chegamos fomos atendidos por Nicoletta Lombardi, responsável pelos clientes
e pela loja da vinícola. Nos apresentamos e em seguida o enólogo Francesco
de Filippis
juntou-se ao grupo. Francesco nos contou a história da vinícola
e esclareceu sobre a produção de vinhos orgânicos e biodinâmicos. Salientou que
embora estejam “na moda”, são formas já tradicionais de cultivo, que
infelizmente vêm sendo utilizadas por alguns apenas como forma de autopromoção.
Idas e Vinhas
Antiga mansão
A propriedade é muito bonita, possui uma antiga
mansão que pertenceu à família Bonaparte e foi adquirida em meados do
século XIX pelo Marquês Cosimo Ridolfi, fundador da Faculdade de
Agricultura e responsável por implantar técnicas inovadoras de manejo orgânico
dos vinhedos.
No ano de 2000 a família Masini adquiriu
a vinícola de 40 hectares e logo em seguida começaram os estudos para implementar
o cultivo das videiras utilizando as técnicas e preceitos da biodinâmica.
Em 2007 recebeu a certificação pela Demeter.
Idas e Vinhas
Vinhedos

Dos 40ha, 14,5ha são cultivados com vinhedos
sendo: 6ha de Sangiovese, 3ha de Cabernet Sauvignon, 1ha de Cabernet
Franc
, 2ha de Chardonnay e Sauvignon Blanc, 2ha de castas
locais (Bonamico é uma delas) e 0,5ha de Trebbiano e Malvasia
para a elaboração do Orange Wine. Os vinhedos mais antigos possuem 50
anos e a média dos demais fica entre 15 e 20 anos.
Francesco de Filippis é o enólogo responsável pela condução dos
vinhedos aplicando as técnicas biodinâmicas e pela elaboração dos 7 rótulos da vinícola. Que produz apenas 40 mil garrafas anualmente.
Para Francesco a biodinâmica aplicada aos
vinhedos propicia a maturação uniforme das uvas e a preservação das
características particulares de cada casta, uma vez que são livres de produtos
químicos e/ou sintéticos.
A forma como os vinhos são elaborados é
bastante rústica. As uvas são colhidas manualmente, desengaçadas e
colocadas nos tanques para fermentar sem adição de leveduras, enzimas e/ou
outro produto químico. Também não há correções enológicas (acidez, taninos,
álcool…) e os vinhos não são clarificados nem filtrados. Apenas adiciona-se
uma pequena quantidade de SO2 ao vinho antes do envase, para evitar
a degradação precoce. Os vinhos mais simples são fermentados em tanques de
concreto e os demais em tanques de carvalho com capacidade de 10 hectolitros. Segundo
Francesco, ele não segue um protocolo de produção para criar um padrão em seus
vinhos: “Obedecemos o ciclo da natureza, pois as condições climáticas nunca são
as mesmas durante os anos.”
 

Idas e Vinhas
Cofermentação
Outro ponto interessante na elaboração dos
vinhos da Cosimo que a difere das demais é que Francesco aplica a cofermentação,
técnica que consiste na fermentação de duas ou mais castas ao mesmo tempo, em
um mesmo recipiente. Segundo Francesco, essa técnica ressalta os aromas
frutados e florais da uva, e intensifica a sua cor. Para aplicá-la o enólogo
tem que conhecer muito bem os seus vinhedos e as necessidades específicas de
cada casta pois, só para exemplificar, cada uma tem período de maturação
diferente.
Elaboração do Vinsanto
Nunca havia presenciado a elaboração do
Vinsanto e foi uma experiência muito interessante.
Francesco mostrou a sala onde as uvas Trebbiano
e Malvasia ficam em “Vinsantaia” – termo criado por ele e que
consiste no processo desidratação das uvas após os cachos passarem durante 4
meses pendurados por ganchos em uma sala bem ventilada. Depois os frutos são suavemente
prensados, originando um mosto altamente concentrado em açúcares, acidez,
aromas e sabores. Este mosto é transferido para barricas de carvalho com
capacidade para 100 litros onde fermentam naturalmente por um período de 5
anos.
 

Idas e Vinhas
A “Vinsantaia”
Após a visita à adega chegou a hora de provar
os vinhos, os quais foram perfeitamente harmonizados com os maravilhosos
embutidos italianos e queijos, finalizando com um belo prato de massa elaborado
pela Nicoletta, tudo isso ao ar livre, muito próximo dos vinhedos. Cenário
perfeito!

A conversa, os vinhos e os pratos estavam tão
bons que eu me esqueci completamente de tirar fotos… desculpem! Mas o vinho é
isso mesmo, nos proporciona momentos únicos e inesquecíveis, às vezes de
completo enlevo.

 

Idas e Vinhas
Daphné, Sincero, Cosimo e Fedardo
Os vinhos degustados foram:
Daphné (100% Trebbiano Toscano), o vinho fica em contato com as lias (sur
lies
) em barris de carvalho novo com capacidade para 500 litros.
Orange wine diferente dos que conheço. Com a proposta de ser mais leve pois
fica menos tempo em contato com as cascas e consequentemente sentem-se menos os
taninos que elas transmitem ao vinho.
Com aromas cítricos de toranja, melão e notas
de mel. Em boca mostrou excelente acidez, bom corpo, com sabor de pêssego, mel
e especiarias. Final longo e levemente tostado. Vale a pena provar!!!
Sincero (85% Sangiovese e 15% de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc), 6
meses em carvalho
Vinho de entrada da vinícola, fermentado em
tanques de cimento. Muito frutado no nariz (morangos, amoras, cerejas). Em boca
é de médio corpo, taninos macios e boa acidez. Também frutado em boca com final
levemente adocicado. Muito bom para o dia a dia.
Cosimo 2013 (90% Sangiovese e 10% Bonamico), 24 meses em carvalho
A casta Bonamico é autóctone da Itália e foi
muito cultivada na Toscana até 1960. Hoje existe não mais de 100 hectares
plantados. Casta de maturação tardia que produz altos rendimentos, vinhos com
médio corpo, pouco álcool e alta acidez e muitas vezes com taninos rústicos.
Destaque para os aromas de frutas vermelhas
maduras, taninos aveludados, médio corpo, boa acidez, leve toque de tostado,
com final longo e adocicado.
Fedardo 2007 (90% Trebbiano e 10% Malvasia Bianca), vinhedos com mais de
50 anos. 5 anos fermentando e macerando em barris de carvalho de 100 litros
Com belos aromas de passas, ameixa seca,
avelãs, amêndoas, canela, flor e casca de laranja. Em boca é untuoso, com
acidez viva, complexo, final muito longo e tostado.
Belíssimo vinho!
Foi um belo início para a série de visitas. O
próximo destino… Vignamaggio!
Francesco, Nicolleta e Alexandre

Provamos e aprovamos… Château Lafargue 2008 – Bordeaux, Pessac-Léognan

Idas e Vinhas
Situada ao norte de Graves, a AOC Pessac-Léognan,
em Bordeaux, engloba alguns dos melhores vinhedos do mundo. Produz
tintos aromáticos, estruturados e aveludados.

Idas e Vinhas
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O Château Lafargue pertence à mesma família há três gerações. Inicialmente possuía
apenas 2 hectares de vinhedos e o foco principal da família era o cultivo de
leguminosas. Em 1983 Jean Pierre Leymarie assumiu a propriedade
adquiriu novos vinhedos e investiu em infraestrutura. Hoje a propriedade conta
com 18,5 hectares sendo 16 para as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet
Franc e Petit Verdot e 2,5 de Sauvignon Blanc e Sauvignon Gris. A média de
idade dos vinhedos é entre 20 e 25 anos.

O portfólio da vinícola é composto por apenas 3
rótulos sendo dois tintos e um branco:
Château Lafargue Prestige (produção média de 7mil
garrafas)
Château Lafargue (produção média de 120 mil
garrafas)
Château Lafargue (branco: Sauvignon Blanc e
Sauvignon Gris, produção média de 14 mil garrafas)
Vamos ao vinho?
60% Merlot, 26% Cabernet Sauvignon, 12%
Cabernet Franc, 2% Malbec e Petit Verdot. Afinamento durante 12 a 15 meses em
carvalho. 13,5% de álcool.
Cor vermelho granada. Impressionante variedade
de aromas, intensos e persistentes. Ameixa seca, uva passa, groselha, mirtilo,
cassis, cereja, morango, tabaco, baunilha, louro, madeira e rosas. Médio corpo
em boca, com boa acidez, álcool e taninos equilibrados. Confirmam-se as frutas
secas, o tabaco e a baunilha. Final de boca muito intenso e persistente, com
fundo mentolado e levemente tostado.
Vale a pena provar!!
A safra de 2011 recebeu 88 pontos na revista
Decanter. O vinho deste post (safra 2008) é o vinho da semana do nosso Wine Club.
Nota IV: 86
Importadora: Everest 
Vendas no Rio de Janeiro: contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas

Aconteceu… O excelente chileno VIK chega ao Brasil


Foi uma grata surpresa receber o convite para a etapa de abertura
da apresentação do VIK ao mercado brasileiro. World Wine e Wine.com.br
programaram ações aqui no Rio, em São Paulo e Brasília. A apresentação do vinho
e da vinícola nesse tour pelo Brasil está a cargo de Gonzague de Lambert
(enólogo e Vice-presidente de Marketing e Vendas) e Julia Parapugna (Diretora
de vendas).

 Idas e Vinhas

Provamos o VIK pela primeira vez em 2012, em nossa maratona enológica pelo Chile. Das vinícolas que visitamos, a VIK foi sem dúvida uma das
experiências mais marcantes (leia mais aqui). Difícil dizer se foi pela
recepção impecável (que incluiu uma degustação especialíssima e uma noite de
hospedagem), pela beleza estonteante da paisagem ou pela alta qualidade do
vinho, o fato é que sempre comentamos com amigos o quanto vale a pena conhecer
a VIK.
A apresentação no Rio de Janeiro aconteceu na última terça-feira,
25 de Agosto, em um coquetel na loja Porto di Vino. Foi ótimo reencontrar o
Gonzague (foi ele quem conduziu a nossa visita em 2012), que está cada vez mais
entusiasmado com o projeto e se encarregou pessoalmente de servir os convidados
(e de trazer do Chile preciosas 36 garrafas de VIK).

Idas e Vinhas

Assim que cheguei, fui recepcionada com o VIK 2010 (a mesma safra
que provamos em 2012 e que temos em casa). Muitas vezes provamos um vinho em
determinada ocasião e ficamos com uma impressão que acaba não se confirmando
nas outras vezes. Por isso estava mesmo um pouco receosa de provar novamente,
querendo preservar a experiência anterior. E o que tenho a dizer é que….o
vinho é realmente excepcional. Aos cinco anos preserva a cor viva, os aromas
intensos e os taninos redondos. Tudo indica que tem um grande potencial de
guarda.

Idas e Vinhas
Gonzague e Ana Cristina

Gonzague fez uma breve apresentação da vinícola e do projeto VIK
(que inclui um outro rótulo, o VIK A) e Julia apresentou o hotel (dedicado ao
turismo de alto luxo) e o restaurante recentemente inaugurado. Em 2012 passamos
uma noite no lodge (o hotel estava em construção) que hoje é utilizado pela
família de Alexander VIK e o que hoje é a linda bodega estava nos primeiros
estágios do projeto.

Idas e Vinhas

Ao longo da noite, passamos ao VIK 2011 (e de volta ao 2010…). Em
2012, nossa degustação foi composta por 9 taças guardavam amostras do que seria
o VIK 2011. Ou seja, tivemos o privilégio de provar os diferentes lotes que
estavam repousando nas barricas antes que os enólogos decidissem o blend do
vinho. E, bem, acertaram! É tão bom quanto a safra 2010, mantém a identidade
aromática e traz sutis diferenças: é menos amadeirado e com taninos mais
marcantes.
Vamos aos vinhos?
VIK 2010
Cabernet Sauvignon 56%, Carménère 32%, Cabernet Franc 5%, Merlot
4%, Syrah 3%.
13.9 % de álcool.
Uvas colhidas manualmente e fermentadas com leveduras nativas. A
fermentação malolática foi feita em barricas novas de carvalho francês seguida
por 23 meses de envelhecimento. Envasado em 3 de Abril de 2010.
De cor rubi muito vivo e brilhante. No nariz, impressionou pela
intensidade e persistência dos aromas florais (rosas e violetas), de frutas
negras, cassis e baunilha. Em boca, as frutas negras e a baunilha se destacam.
Encorpado, com taninos marcantes e ainda assim redondos. Final longo, intenso e
muito agradável.

Idas e Vinhas

VIK 2011
Cabernet Sauvignon 55%, Carménère 29%, Cabernet Franc 7%, Merlot
5%, Syrah 4%.
13.9 % de álcool.
Uvas colhidas manualmente e fermentadas com leveduras nativas. A
fermentação malolática foi feita em barricas novas de carvalho francês seguida
por 23 meses de envelhecimento. Envasado em 5 de Abril de 2013.
Também de cor rubi muito vivo e brilhante, o VIK 2011 tem perfil
aromático bastante similar ao 2010. A madeira aqui é mais sutil e os taninos
são ainda mais marcantes sem perder a elegância. Final longo, intenso e
muitíssimo agradável
.
Idas e Vinhas

A Wine.com.br já está comercializando tanto o VIK (R$ 590,00 para
não membros) quanto o VIK A (R$ 170,00 para não membros).
Em 2012 adquirimos o VIK 2010 na própria vinícola, e pagamos 135
dólares.
Idas e Vinhas
Rodrigo Oliveira da World Wine (ao centro), com os sócios da Porto di Vino Bernardo Larreta e Bernardo Murgel

Leia sobre a nossa viagem ao Chile: