Provamos e aprovamos… Masseria Tagaro Pignataro Primitivo di Manduria 2015

Idas e Vinhas

A Masseria
Tagaro
está localizada no coração da Puglia
(sudeste da Itália), no Valle de Itria (450 metros acima do nível do mar),
região cercada por plantações de oliveiras centenárias e vinícolas.

A
vinícola é familiar e está na terceira geração. Possui 40 hectares de vinhedos orgânicos
onde cultiva a branca Verdeca e as tintas Primitivo di Manduria, Nero d’Ávola,
Nero di Troia, Negroamaro, Susumaniello e Merlot.
A região
A Puglia
abrange uma área de 19.000 km². A capital, Bari, é banhada ao sul pelo Mar
Jônico e a oeste e norte pelo Mar Adriático. O clima mediterrâneo, os solos
calcários e a topografia praticamente plana favorecem o cultivo das parreiras e
a maturação das uvas.
Responde
por cerca de 17% de toda a produção de vinho da Itália. O sistema de
cooperativas prevalece e a maior parte da produção é comercializada a granel localmente
e no norte da Itália. Um percentual é exportado a França e o restante
engarrafado como Vino da Tavola.
As
principais castas cultivadas são: Bombino Nero, Montepulciano, Sangiovese,
Verdeca, Malvasia, Trebbiano, Bianco d’Alessano, Bombino Bianco, Negroamaro,
Primitivo e Uva di Troia.
Se a
maioria dos vinhos é mais simples, a Puglia também produz vinhos de prestígio,
classificados pelo sistema de denominações de origem.
Idas e Vinhas


As denominações
4 DOCG
Primitivo
di Manduria Dolce Naturale, Castel del Monte Bombino Nero, Castel del Monte
Nero di Troia Riserva e Castel del Monte Rosso Riserva
29 DOC
Aleatico
di Puglia, Alezio, Barletta, Brindisi, Cacc’e mmitte di Lucera, Castel del
Monte, Colline Joniche Tarantine, Copertino, Galatina, Gioia del Colle,
Gravina, Leverano, Lizzano, Locorotondo, Martina or Martina Franca, Matino,
Moscato di Trani, Nardò, Negroamaro di Terra d’Otranto, Orta Nova, Ostuni,
Primitivo di Manduria, Rosso Canosa or Canasium, Rosso di Cerignola, Salice
Salentino, San Severo, Squinzano, Tavoliere delle Puglie ou Tavoliere e Terre
d’Otranto
6 IGT
Daunia,
Murgia, Puglia, Salento, Tarantino e Valle d’Itria
Vamos ao vinho?
Pignataro Primitivo di Manduria 2015
100%
Primitivo di Manduria, 6 meses em carvalho francês e 4 meses em garrafa antes
de ser comercializado. 14,5% de álcool.
Cor
vermelho rubi. Com ampla gama de aromas bastante finos, intensos e persistentes
de geleia de frutas negras, rosas, figo seco, uva passa, cassis, baunilha,
canela, tabaco, hortelã e chocolate. Em boca é encorpado, com muito bom
equilíbrio entre acidez, álcool e taninos, que são de ótima qualidade. Confirmam-se
os sabores do cassis e do figo, e o leve tostado da madeira. De final muito
longo e persistente com retrogosto frutado e adocicado.
Depois de
um tempo na taça foi ficando cada vez melhor, liberando novos aromas e sabores.
Embora adocicado, não é enjoativo, e o álcool está na medida certa.
Nota IV:
89
Importadora:
Dominio Cassis
Vendas no
RJ: contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas

Veja o que achamos dos outros vinhos da Masseria Tagaro
Pignataro Nero di Troia 2014

Aconteceu… Apresentação das novas linhas da Bodega Garzón

Idas e Vinhas

Na última quinta feira, 11 de maio
de 2017, fomos convidados para um dos eventos de divulgação das novas linhas da
vinícola uruguaia Bodega Garzón.

Idas e Vinhas

Nessa
ação, que aconteceu na Gero Tratoria
(Shopping Leblon), foram apresentados 12 dos 13 novos rótulos, que chegam ao Brasil
pela importadora World Wine.
Os vinhos degustados são divididos nas linhas Estate, Reserva e Single Vineyard. Todos elaborados sob a consultoria de Alberto Antonini.
Idas e Vinhas
Ana Paula  (World Wine) e os representantes da Bodega Garzón
A
vinícola produz em média entre 1,5 a 2,5 milhões de garrafas/ano. A maior parte
da produção é destinada ao mercado interno e o Brasil desponta como o 2° maior
mercado, representando entre 15 e 20%. Possui ainda 700ha de oliveiras das quais elabora duas variedades de azeite de oliva (muito bons).
Idas e Vinhas
Fundada
pela família Bulgheroni, a Garzón
possui 220 hectares de vinhedos plantados em 2008. Um aspecto interessante é a
adoção do conceito de microparcelas. São nada menos que 1300, acompanhando a
topografia original e os microclimas. A maior parte deles se destina ao cultivo
da Tannat (65 hectares) e da Albariño (35 hectares).
Localizados
na região Sudeste do Uruguai, a mais jovem região vinícola do país, os vinhedos
da Garzón estão a apenas 18 km da costa. Por isso, a influência oceânica é muito
forte, e, aliada aos solos graníticos de excelente drenagem, confere aos vinhos
mineralidade, boa acidez e concentração de aromas.
Idas e Vinhas

Vamos à degustação?
A
apresentação dos vinhos iniciou pela linha Estate.
Ao longo da degustação nossa mesa foi guiada pelo agrônomo Eduardo Felix, que não apenas explicou cada rótulo como respondeu nossas
perguntas.
Os
vinhos da Estate são feitos com 100%
de uvas de produção própria. Degustamos os brancos Pinot Grigio 2016 e Sauvignon
Blanc 2016
, o rosé Pinot Noir 2016,
e os tintos Cabernet de Corte 2015 e
Tannat de Corte 2015.
Em
seguida passamos à linha Reserva,
feitos com uvas colhidas manualmente. Degustamos o branco Albariño 2016 e os tintos Cabernet
Franc 2015
e Tannat 2015. Estava
programado mais um vinho, o Marselan 2015. Mas segundo Eduardo, todo o lote
destinado ao Brasil foi vendido assim que chegou a Porto Alegre.
Os
vinhos da linha Single Vineyard, a mais cara, encerraram a noite.
Degustamos o branco Albariño 2016 e
os tintos Pinot Noir 2015, Tannat 2015 e Petit Verdot 2015.
Nossa impressão geral foi muito boa. Os vinhos
são bem feitos, muito aromáticos e de ótima acidez. 
Nosso top 3 ficou assim:
Aromas muito intensos de pêssego, capim limão e flores brancas. Em boca também
é intenso, com ótima acidez e destaque para os aromas cítricos.
Aromas e sabores intensos de lima e flores brancas, com notada mineralidade.
20% do vinho estagia em barris de carvalho francês de 5000 litros entre 3 e 6
meses, e o restante estagia em tanques de cimento. Muito equilibrado e
agradável em boca.

A Petit Verdot normalmente entra como casta minoritária em vinhos de corte, aos
quais confere acidez e intensidade na cor. Mas algumas vinícolas vêm investindo
em varietais, e esse é um dos bons. Equilibrado, encorpado, com taninos
elegantes e boa intensidade de aromas e sabores.

Agradecemos à Garzón e
à World Wine pelo convite.

Agenda… 24 de maio tem Como em Casa com Idas e Vinhas – La Bella Italia

Idas e Vinhas

Na próxima Wine Experience, dia 24 de maio, celebraremos a diversidade dos vinhos italianos. A Itália era chamada pelos gregos de Enotria (Terra do Vinho). E não é para menos: produz vinho em todas as 20 regiões administrativas, e em 2015 voltou a ser o maior produtor mundial de vinhos, batendo a antes campeã França. Os números impressionam! Foram produzidas em 2015 4,8 bilhões de garrafas, enquanto a França produziu 4,6 bilhões. (dados da edição eletrônica do Jornal Nacional, de 12/10/2015).

Para essa noite escolhemos vinhos de quatro regiões: Friuli – com os seus brancos vivos e aromáticos, Piemonte  região dos famosos e longevos Barolos, Toscana  onde reinam os tintos Sangiovese e os Supertoscanos, e Puglia – com seus tintos encorpados e perfumados.

O local dessa encantadora Wine Experience? Será no espaço exclusivo e acolhedor do ‘Como em Casa‘!!

Espaço Como em Casa
Para celebrar
Azienda Agricola Dissegna – Pinot Grigio 2015 (Friuli Venezia Giulia)
I Giusti & Zanza – Belcore 2009 (Toscana)
Masseria Tagaro – Pignataro Primitivo di Manduria DOC  2015 (Puglia)
Masseria Tagaro – Passo del Sud Apassimento 2015 (Puglia)
Mario Marengo – Dolcetto D’Alba DOC 2015 (Piemonte)

Para comer
– Antepastos
– Penne ao funghi
– Sobremesa
– Água, licor e café

Serviço
Data: 24 de maio de 2017, quarta-feira – (inscrições até 22 de maio ou até as vagas serem preenchidas, o que ocorrer primeiro).

Local
Rua Tonelero, 25, cobertura. Copacabana – RJ
A degustação começa pontualmente às 19h30.

Investimento
R$160,00 por pessoa
Membros do Idas e Vinhas Wine Club: R$150,00. Não é membro? Inscreva-se AQUI!

Abaixo está a arte da divulgação (clique para ampliar).

Idas e Vinhas

Provamos e aprovamos… Santa Rita – Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Idas e Vinhas

A Santa Rita pertence ao grupo Claro (desde 1980), também conhecido
como
Santa Rita Estates que abrange mais quatro vinícolas: Carmen, Nativa, Terra Andina e Doña Paula, esta última na (Argentina). Fundada em 1880 (está entre as
mais antigas do chile) pelo empresário Domingo Fernández Concha, conta com 2860
hectares de terras em Alto Jahuel,
no Alto Maipo, onde há vinhedos de Cabernet Sauvignon que foram plantados
nas décadas de 70 e 90.

 

Vinhedos de Cabernet Sauvignon (foto do site da vinícola)
A
vinícola ficou mundialmente conhecida pelos seus Cabernet Sauvignon e hoje
possui escritórios em Londres, Miami e Shangai.
O
portfólio de vinhos é vasto, sendo o Casa Real
considerado o top. Já ganhou vários prêmios internacionais e esteve na lista dos top 100 da revista americana Wine Spectator.
Vamos ao vinho?
14 meses
em carvalho francês de 1º, 2º e 3º uso. 14% de álcool.
Cor vermelho rubi. Com aromas bastante finos, intensos e
persistentes de ameixa seca, figo rami, cassis, tabaco, baunilha e pimenta do
reino. Em boca é encorpado, com muito bom equilíbrio entre acidez, álcool e taninos,
que são de ótima qualidade. Confirmam-se os sabores adocicados da ameixa e do
figo, aos quais somam-se – bem integradas – notas de tostado da madeira. De
final muito longo e persistente com retrogosto frutado, adocicado e levemente tostado.
Para quem se incomoda
com o aroma de pimentão verde (pirazina) que sobressai em muitos cabernet,
fiquem tranquilos pois ele não aparece neste Medalla Real.
Nota IV: 88

Importadora: Winebrands

Idas e Vinhas

Em busca do Torrontés perfeito… Domingo Molina Torrontés 2015

Idas e Vinhas



Em dezembro de 2015
viajamos à Argentina para conhecer a promissora região de Salta (extremo Norte).
Uma das vinícolas que visitamos foi a Domingo Molina, localizada ao Norte de
Yacochuya, em Cafayate, no Valle de Calchaquíes (província de Salta).

Idas e Vinhas

A Domingo Molina pertence aos
irmãos Osvaldo, Gabriel e Rafael Domingo. Conta
com 60 hectares de vinhedos localizados entre 1600 e 2300 metros de altitude
acima do nível do mar. Essa região possui microclima especial pois recebe mais
de 300 dias de sol durante o ano, praticamente não chove e a amplitude térmica oferece
excelentes condições para desenvolver plenamente o potencial das uvas por lá cultivadas.

Idas e Vinhas
Enólogo Rafael

As castas cultivadas
são:

Valle de Cafayate
10 hectares de Torrontés Riojano, a 1700 metros acima do
nível do mar e os vinhedos tem mais de 40 anos.
Valle Rupestre (55km
de Cafayate)
25 hectares a 2300 metros acima do nível, os vinhedos tem
15 anos e são cultivadas as tintas Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot.
Yacochuya, Cafayate,
Salta
25 hectares a 2000 metros acima do nível do mar, vinhedos
com 30 onde cultivam Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot.
A nossa visita foi comandada pelo enólogo Rafael, que nos
deu uma verdadeira aula sobre a região, as características dos diversos tipos
de solo e principalmente sobre como a altitude influencia em todos os aspectos
no cultivo da videira e o resultado final dos vinhos. Durante o bate papo
tivemos a oportunidade de provar todos os rótulos da vinícola e alguns vinhos
diretamente das barricas.
O Torrontés 2015, de que se trata essa postagem, foi um dos
vinhos que trouxemos.

Idas e Vinhas

Vamos ao vinho?
Vinhedos localizados no Valle de Cafayate, Salta, entre
1650 e 1700 metros acima do nível do mar. 5% do vinho fermentou em barricas de
carvalho frances. 14% de álcool.
Cor amarelo palha de média intensidade. Com aromas bastante
finos, intensos e persistentes de rosas, lichia, maçã verde, camomila, gengibre
e notas minerais. De corpo leve, acidez fresca e álcool sobressaindo um pouco,
comprometendo o equilíbrio. Retrogosto cítrico, com toque de mel.

Notícias da enosfera… Vinicultores franceses enfrentam a pior geada em 25 anos

Idas e Vinhas

Produtores relatam
danos generalizados em Bordeaux, Borgonha e Champagne, com alguns perdendo toda
a safra de 2017.

 Idas e Vinhas
A última semana de abril está sendo dramática. Os vinhedos das regiões de Bordeaux, Borgonha e Champagne foram severamente castigados pelas
consecutivas noites de geada, sendo a pior a que aconteceu hoje (28/04/17). Somente os
vinhedos localizados nas encostas e platos se salvaram. Segundo os produtores, essa foi a pior geada desde 1991.
Nessa época do ano, na Europa, as videiras estão muito vulneráveis. É quando começam a liberar os seus primeiros brotos. Estão
despertando do estado de dormência. 
Idas e Vinhas

Segundo Xavier
Couman
, presidente do sindicato de vinhos e destilados de Bordeaux,
estima-se que praticamente 50% da safra de 2017 foi perdida.
Em Bordeaux, Pomerol e Saint-Emilion (margem direita) foram as regiões mais afetadas. Pessac-Léognan, Graves e parte do Médoc (margem
esquerda) foram poupadas.
Já na Borgonha
os produtores de Chablis fizeram o
que estava ao seu alcance para tentar amenizar os estragos da geada. Acender fogueiras
(conhecidas como velas) entre as parcelas de vinhedos foi a opção mais comum e
que trouxe os melhores resultados. As comunas mais atingidas foram Maligny, Lignorelles e Ligny-Le-Chatel
e algumas partes de Beines e Courgis.

Em Champagne, a estratégia foi pulverizar água nas vinhas quando a temperatura caiu o suficiente
para criar uma camada protetora de gelo, isolando os brotos vulneráveis da
planta.
Idas e Vinhas

Enquanto os produtores de Champagne ainda avaliam a
extensão dos danos em seus 81 mil hectares de vinhedos, o grupo de comércio
local CIVC
(Comité Interprofessionnel du Vin de Champagne) estima que 25% da safra foi
comprometida.
Embora seja muito cedo para relatórios oficiais, ainda levará
tempo para avaliar e contabilizar os danos.
*Fonte: Wine Spectator

Em busca do Torrontés perfeito… Terrazas de Los Andes – Torrontés Reserva 2015

Idas e Vinhas

A Terrazas está localizada no distrito de Luján de Cuyo, em Mendoza, com vinhedos em Las Compuertas, Licán, Altamira e em Salta (região ao Norte da Argentina e de onde vêm as uvas para o Reserva Torrontés). 

Conheça mais sobre a vinícola aqui.

Vamos ao vinho?

Vinhedos localizados em Salta, a 1200 metros acima do nível do mar. 13,5% de álcool.
Cor verdeal. Com aromas bastante finos, intensos e persistentes de rosas, limão, manga não muito madura, capim limão e notas minerais. De corpo leve, acidez fresca e álcool equilibrado. Retrogosto com notas florais e frutas cítricas de polpa branca.
Nota IV: 87
Importadora: Moët Hennessy do Brasil Vinhos e Destilados
Idas e Vinhas

Terrazas de Los Andes

Idas e Vinhas
A vinícola Terrazas de Los Andes é marca das Bodegas
Chandon
, Argentina. Pertence à holding francesa
LVMH, especializada em artigos de luxo e a
qual surgiu com a fusão da Moët et
Chandon
e Hennessy e,
posteriormente a Louis Vuitton. Além
desse pedigree, a Terrazas é uma linha muito apreciada aqui no Brasil, o que
foi ótimo pretexto para provarmos uma série de seus rótulos. Confira!

 Idas e Vinhas
A Terrazas está localizada no distrito de Luján de Cuyo, em Mendoza, com vinhedos em Las Compuertas, Licán, Altamira e em Salta
(região ao Norte da Argentina e de onde vêm as uvas para o Reserva Torrontés). Os vinhos são elaborados
pela dupla de enólogos Adrián Meyer e Hervé Birnie-Scott.
Fundada em 1999, em uma área na qual já existiam vinhas
plantadas em 1929, seu nome tem como inspiração os ‘terraços’, uma série de
platôs aos pés dos Andes, em altitudes que vão de 600 a 1500 metros. Para
escolher as castas e serem cultivadas em cada terraço, são realizados estudos
de solo e clima para otimizar as condições para a maturação das uvas – malbec, cabernet
sauvignon, torrontés e chardonnay.
A vinícola produz além da linha Terrazas de Los Andes as linhas
Altos del Plata, Reserva, Single Vineyard e Cheval des Andes.
Mendoza / Luján de
Cuyo
Mendoza é considerada o coração do vinho argentino. E não é
sem razão: responde por 80% da produção de vinho do país e pela absoluta
maioria das exportações.
Localizada na região central de Mendoza, Luján de Cuyo engloba
as subregiões de Las Compuertas, Vistalba, Mayor Drummond, Chacras de Rora,
Carrodilla, Perdriel, Agrelo e Ugarteche). Aos pés da Cordilheira dos Andes e a
mais de 1000 metros acima do nível do mar, é, segundo especialistas, uma das
melhores regiões para o cultivo da Malbec.
Nesta altitude os vinhedos se beneficiam do amadurecimento longo e regular
devido as brisas da montanha e dos mais de 300 dias de sol durante o ano.
Idas e Vinhas

Salta, norte extremo
Em se tratando de altitude, porém, os vinhedos da região
que vai de Salta a Cafayate estão
literalmente em outro patamar! A apenas um passo do céu, não é difícil
encontrar vinhedos a incríveis 3000 metros acima do nível do mar.
E o que isso traz aos vinhos? Concentração extrema de
aromas, cores e sabores que nos encantaram na viagem que fizemos pela região no
final de 2015.
Tudo em Salta remete ao extremo: possui uma das mais altas
exposições ao Sol da América do Sul, noites frias e chuvas que são raridade. Essas
condições tornaram o Torrontés o vinho de expressão da região. Mas a
criatividade da nova geração de vinicultores vai muito além dos brancos. Blends
tintos, varietais de Tannat, tudo isso envolto por paisagens deslumbrantes.
Vamos aos vinhos?
Vinhedos localizados em Salta, a 1200 metros acima do nível
do mar. 13,5% de álcool.
Cor verdeal. Com aromas bastante finos, intensos e
persistentes de rosas, limão, manga não muito madura, capim limão e notas
minerais. De corpo leve, acidez fresca e álcool equilibrado. Retrogosto com
notas florais e frutas cítricas de polpa branca.
Entrou para a lista do “Em busca do torrontés perfeito”!
Nota IV: 87
Importadora: Moët Hennessy do Brasil Vinhos e Destilados
Idas e Vinhas

Vinhedos localizados a 1200 metros acima do nível do mar. 8
meses em carvalho francês.14% de álcool.
Cor amarelo ouro de média intensidade. Com aromas bastante
finos, muito intensos e persistentes de flor de laranjeira, compota de abacaxi,
alecrim, baunilha, coco queimado, madeira e alguma mineralidade. Médio corpo em
boca, acidez fresca e álcool em perfeito equilíbrio. Final de boca muito
intenso e persistente com fundo amadeirado e levemente tostado.
Este Chardonnay mostra o uso correto da madeira, agregando
complexidade sem tornar o vinho pesado ou enjoativo.
Nota IV: 90
Importadora: Moët Hennessy do Brasil Vinhos e Destilados
Idas e Vinhas

Vinhedos localizados a 1067 metros acima do nível do mar.
12 meses em carvalho francês (80%) e americano (20%). 14,5% de álcool.
Cor vermelho rubi profundo. Com ampla variedade de aromas
bastante finos, muito intensos e persistentes. Destaque para violeta, ameixa, cassis
e morango, além de funcho, hortelã, tabaco, baunilha e pimenta do reino. Encorpado,
com perfeito equilíbrio entre acidez, taninos e álcool. Ainda em boca, os
taninos são aveludados e de boa qualidade. As frutas negras e o frescor da
hortelã se destacam e o final é muito intenso e persistente, com fundo condimentado
(pimenta do reino) e refrescante.
Nota IV: 89
91 pontos no Descorchados 2014
Importadora: Moët Hennessy do Brasil Vinhos e Destilados
Idas e Vinhas

Reserva Syrah 2011
Vinhedos localizados a 950 metros acima do nível do mar. 12
meses em carvalho francês (80%) e americano (20%), sendo 30% novos. 14% de
álcool.
Cor vermelho rubi muito escuro. Com aromas bastante finos,
intensos e persistentes de ameixa, cassis, baunilha, pimenta do reino, café,
chocolate e madeira. Em boca é encorpado e com bom equilíbrio entre acidez,
taninos e álcool. Final de boca muito intenso e persistente, com fundo frutado
e caramelado.
Nota IV: 89
Importadora: Moët Hennessy do Brasil Vinhos e Destilados
Idas e Vinhas

Vinhedos localizados a 980 metros acima do nível do mar. 12
meses em carvalho francês. 14% de álcool.
Cor vermelho rubi. Com aromas bastante finos,
intensos e persistentes de ameixa seca, tabaco, baunilha, café, chocolate e madeira. De médio corpo para encorpado, com boa acidez,
taninos finos e a sensação de que o álcool está sobressaindo (prejudicando o equilíbrio). De final longo com retrogosto frutado e apimentado.
Nota IV: 88
WS: 86
Importadora: Moët Hennessy do Brasil Vinhos e Destilados
Idas e Vinhas

Aconteceu… ‘Como em Casa’ com Idas e Vinhas® – 19 de abril, Noite da Malbec

Idas e Vinhas

A Wines of Argentina é a organização voltada à promoção do vinho argentino
no exterior, que desde 1993 vem auxiliando os produtores nacionais em suas
estratégias de marketing e exportação. Uma das principais ações é o Malbec World Day, celebrado em 17 de abril, que envolve vários eventos de
divulgação da casta tinta que elevou a Argentina a um patamar de destaque no
mercado vinícola mundial.

Inspirados na data e considerando
o quanto os vinhos argentinos feitos com Malbec agradam ao mercado brasileiro, conduzimos
no último dia 19 de abril uma degustação muito bacana em parceria com o ‘Como em Casa’.
Idas e Vinhas

A procura foi tanta que em menos de 72 horas após a
abertura das inscrições todos as vagas foram ocupadas e decidimos lançar mais
um evento, que ocorrerá no próximo dia 05 de maio de 2017. Quer participar? Acesse a campanha AQUI.
A noite foi muito divertida e os vinhos agradaram
bastante. Antes da série de tintos argentinos, iniciamos com um rosé de Malbec
feito pela vinícola catarinense Abreu
Garcia
.
Idas e Vinhas

Em seguida, dois rótulos Susana Balbo
(Crios e BenMarco) e o Cabal Gran Reserva, da San Carlos Sud,
para encerrar a noite.
Para acompanhar os vinhos, antepastos e as ótimas
empanadas no autêntico estilo argentino da Don
Santiago
.
Idas e Vinhas

Os vinhos
– Abreu Garcia Rosé Malbec 2015 (SC, Brasil)
– Susana Balbo – Crios Malbec 2015 (Mendoza,
Argentina)
– Susana Balbo – BenMarco 2013 (Mendoza, Argentina)
– Cabal Gran Reserva 2012 (Mendoza, Argentina)
Idas e Vinhas
O top da noite
Como sempre, pedimos que os participantes elegessem o
melhor vinho da noite. O eleito foi o Cabal
Gran Reserva.
Idas e Vinhas

Obrigado a todos, e até o próximo ‘Como em Casa’ com
Idas e Vinhas®!
Quer fazer um evento personalizado e exclusivo, está
em busca de excelentes vinhos? Fale
conosco! contato@idasevinhas.com.br

Aconteceu… Happy Wine Hour Desafio Almaviva

Idas e Vinhas

A Happy Wine Hour – Desafio Almaviva que aconteceu dia 05 de Abril foi um sucesso! Estávamos com muita expectativa para saber como os participantes reagiriam à sequência de vinhos que selecionamos e, ainda, se adivinhariam qual deles era o Almaviva 2005

Idas e Vinhas

E o resultado foi excelente. Os participantes interagiram bastante, apreciaram os vinhos e o menu especialmente preparado pela atenciosa e eficiente equipe do restaurante Cortés, no Shopping Leblon.
Idas e Vinhas
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Para fazer frente ao mítico Almaviva 2005, os demais rótulos também teriam que ser excelentes, além de ter a composição, safra e equilíbrios adequados para que os participantes pudessem comparar os vinhos. Ah, detalhe: a degustação foi às cegas!

Idas e Vinhas
Ainda do Chile havia dois vinhos de vinícolas boutiques de destaque na crítica especializada: Altaïr e Andes Plateau
Degustamos o Altaïr em nossa visita ao Chile em 2012 e ficamos muito impressionados. Já o Andes Plateau 700+ é um projeto de produção super limitada do enólogo Felipe Uribe que mostra como os vinhos de altitude chilenos alcançam qualidade, sabor e equilíbrio. Saiba um pouco mais sobre o Andes Plateau aqui.
Da Argentina, Catena Zapata Estiba Reservada 2007. Produzidos apenas em anos cuja colheita tenha sido considerada excelente, os Estiba Reservada vêm sendo cada vez mais cobiçados.
Almaviva é fruto da união da gigante Concha Y Toro com a prestigiada casa francesa Baron de Rothschild. Raízes chilenas e alma francesa, é o que dizem desse vinho que adquiriu fama internacional. Sendo assim, não poderiam faltar em nossa seleção rótulos do velho continente! E assim escolhemos nada menos que dois Bordeaux! E são ambos “crus”: o Chateau Jean Voisin é um “grand cru” da sub-região Fagouet e o Grand Puy Ducasse é um “cru classé” da estelar appellation Pauillac.
Os vinhos
Abreu Garcia – Brut Rosé 2015 (Brasil)
Viña Almaviva – Almaviva
2005 (Chile) – 95 pontos na Wine
Spectator
Catena
Zapata – Estiba Reservada 2007 (Argentina) – 90 pontos na Wine Spectator
Bodega Altaïr –
Altaïr 2007 (Chile)
Chateau Jean
Voisin Fagouet Grand Cru 2011 (França)
Andes
Plateau – 700+ 2013 (Chile) – 94 pontos no guia
Descorchados
Chateau
Grand Puy Ducasse 2002 (França) – 89
pontos na Wine Spectator
Idas e Vinhas

Mas será que o Almaviva foi o melhor vinho da noite? 
A safra 2005 do Almaviva é realmente excelente e o vinho se destacou. Mas o desafio foi difícil!! O Estiba Reservada 2007 se mostrou estar no auge, e para complicar ainda mais, o grand cru bordalês Grand Puy Ducasse 2002 demonstrou juventude e frescor, acirrando a disputa.
O Top 3 ficou assim:
1º Catena Zapata – Estiba Reservada 2007
2º Viña Almaviva – Almaviva 2005 e Chateau Grand Puy Ducasse 2002
3º Viña Altaïr – Altaïr 2007 (Chile)
No final, quem ganhou fomos todos nós! Os participantes foram incríveis e o serviço do restaurante Cortés estava impecável.
Idas e Vinhas
Obrigado a todos, e até a próxima Happy Wine Hour com Idas e Vinhas!
Quer fazer um evento personalizado e exclusivo, está em busca de excelentes vinhos? Fale conosco! contato@idasevinhas.com.br
Leia mais sobre alguns vinhos da noite:

Celebração da 15ª Safra de Almaviva – Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2013 aqui.

Visitamos a Bodega Altaïr aqui.
Visitamos a Almaviva aqui.