Provamos e aprovamos… Masseria Tagaro Pignataro Nero di Troia 2014

Idas e Vinhas
Engana-se quem pensa que a uva Nero di Troia tem alguma relação com a cidade histórica de Tróia,
da Grécia antiga. A origem provável é a da Vila
de Troia
, que fica na província de Foggia,
na Puglia.

Os vinhos elaborados com
essa casta costumam ser tânicos e conseguem manter o seu frescor somente quando
jovens. Por isso é mais comum encontrá-la em cortes. No entanto, devido ao
constante aperfeiçoamento nas técnicas de condução das parreiras e também do
conhecimento e talento do enólogo na cantina, já é comum encontrar varietais de
alta qualidade.
Já escrevemos sobre a
vinícola e a região aqui.
Vamos ao vinho?
Nero di Troia 2014
100% Nero di Troia, 4 meses
em carvalho francês e 4 meses em garrafa antes de ser comercializado. 13% de
álcool.
Cor vermelho rubi. Com
aromas finos, intensos e persistentes de amora, cassis e baunilha. De médio corpo,
com bom equilíbrio entre acidez, álcool e taninos. Fácil de beber, mantém o
caráter frutado com final de boca persistente e retrogosto refrescante,
levemente mentolado.
Nota IV: 87
Importadora: Dominio Cassis
Vendas no RJ:
contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas
Veja o que achamos dos outros vinhos da Masseria Tagaro

Provamos e aprovamos… Masseria Tagaro Pignataro Primitivo di Manduria 2015

Idas e Vinhas

A Masseria
Tagaro
está localizada no coração da Puglia
(sudeste da Itália), no Valle de Itria (450 metros acima do nível do mar),
região cercada por plantações de oliveiras centenárias e vinícolas.

A
vinícola é familiar e está na terceira geração. Possui 40 hectares de vinhedos orgânicos
onde cultiva a branca Verdeca e as tintas Primitivo di Manduria, Nero d’Ávola,
Nero di Troia, Negroamaro, Susumaniello e Merlot.
A região
A Puglia
abrange uma área de 19.000 km². A capital, Bari, é banhada ao sul pelo Mar
Jônico e a oeste e norte pelo Mar Adriático. O clima mediterrâneo, os solos
calcários e a topografia praticamente plana favorecem o cultivo das parreiras e
a maturação das uvas.
Responde
por cerca de 17% de toda a produção de vinho da Itália. O sistema de
cooperativas prevalece e a maior parte da produção é comercializada a granel localmente
e no norte da Itália. Um percentual é exportado a França e o restante
engarrafado como Vino da Tavola.
As
principais castas cultivadas são: Bombino Nero, Montepulciano, Sangiovese,
Verdeca, Malvasia, Trebbiano, Bianco d’Alessano, Bombino Bianco, Negroamaro,
Primitivo e Uva di Troia.
Se a
maioria dos vinhos é mais simples, a Puglia também produz vinhos de prestígio,
classificados pelo sistema de denominações de origem.
Idas e Vinhas


As denominações
4 DOCG
Primitivo
di Manduria Dolce Naturale, Castel del Monte Bombino Nero, Castel del Monte
Nero di Troia Riserva e Castel del Monte Rosso Riserva
29 DOC
Aleatico
di Puglia, Alezio, Barletta, Brindisi, Cacc’e mmitte di Lucera, Castel del
Monte, Colline Joniche Tarantine, Copertino, Galatina, Gioia del Colle,
Gravina, Leverano, Lizzano, Locorotondo, Martina or Martina Franca, Matino,
Moscato di Trani, Nardò, Negroamaro di Terra d’Otranto, Orta Nova, Ostuni,
Primitivo di Manduria, Rosso Canosa or Canasium, Rosso di Cerignola, Salice
Salentino, San Severo, Squinzano, Tavoliere delle Puglie ou Tavoliere e Terre
d’Otranto
6 IGT
Daunia,
Murgia, Puglia, Salento, Tarantino e Valle d’Itria
Vamos ao vinho?
Pignataro Primitivo di Manduria 2015
100%
Primitivo di Manduria, 6 meses em carvalho francês e 4 meses em garrafa antes
de ser comercializado. 14,5% de álcool.
Cor
vermelho rubi. Com ampla gama de aromas bastante finos, intensos e persistentes
de geleia de frutas negras, rosas, figo seco, uva passa, cassis, baunilha,
canela, tabaco, hortelã e chocolate. Em boca é encorpado, com muito bom
equilíbrio entre acidez, álcool e taninos, que são de ótima qualidade. Confirmam-se
os sabores do cassis e do figo, e o leve tostado da madeira. De final muito
longo e persistente com retrogosto frutado e adocicado.
Depois de
um tempo na taça foi ficando cada vez melhor, liberando novos aromas e sabores.
Embora adocicado, não é enjoativo, e o álcool está na medida certa.
Nota IV:
89
Importadora:
Dominio Cassis
Vendas no
RJ: contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas

Veja o que achamos dos outros vinhos da Masseria Tagaro
Pignataro Nero di Troia 2014

Aconteceu… Apresentação das novas linhas da Bodega Garzón

Idas e Vinhas

Na última quinta feira, 11 de maio
de 2017, fomos convidados para um dos eventos de divulgação das novas linhas da
vinícola uruguaia Bodega Garzón.

Idas e Vinhas

Nessa
ação, que aconteceu na Gero Tratoria
(Shopping Leblon), foram apresentados 12 dos 13 novos rótulos, que chegam ao Brasil
pela importadora World Wine.
Os vinhos degustados são divididos nas linhas Estate, Reserva e Single Vineyard. Todos elaborados sob a consultoria de Alberto Antonini.
Idas e Vinhas
Ana Paula  (World Wine) e os representantes da Bodega Garzón
A
vinícola produz em média entre 1,5 a 2,5 milhões de garrafas/ano. A maior parte
da produção é destinada ao mercado interno e o Brasil desponta como o 2° maior
mercado, representando entre 15 e 20%. Possui ainda 700ha de oliveiras das quais elabora duas variedades de azeite de oliva (muito bons).
Idas e Vinhas
Fundada
pela família Bulgheroni, a Garzón
possui 220 hectares de vinhedos plantados em 2008. Um aspecto interessante é a
adoção do conceito de microparcelas. São nada menos que 1300, acompanhando a
topografia original e os microclimas. A maior parte deles se destina ao cultivo
da Tannat (65 hectares) e da Albariño (35 hectares).
Localizados
na região Sudeste do Uruguai, a mais jovem região vinícola do país, os vinhedos
da Garzón estão a apenas 18 km da costa. Por isso, a influência oceânica é muito
forte, e, aliada aos solos graníticos de excelente drenagem, confere aos vinhos
mineralidade, boa acidez e concentração de aromas.
Idas e Vinhas

Vamos à degustação?
A
apresentação dos vinhos iniciou pela linha Estate.
Ao longo da degustação nossa mesa foi guiada pelo agrônomo Eduardo Felix, que não apenas explicou cada rótulo como respondeu nossas
perguntas.
Os
vinhos da Estate são feitos com 100%
de uvas de produção própria. Degustamos os brancos Pinot Grigio 2016 e Sauvignon
Blanc 2016
, o rosé Pinot Noir 2016,
e os tintos Cabernet de Corte 2015 e
Tannat de Corte 2015.
Em
seguida passamos à linha Reserva,
feitos com uvas colhidas manualmente. Degustamos o branco Albariño 2016 e os tintos Cabernet
Franc 2015
e Tannat 2015. Estava
programado mais um vinho, o Marselan 2015. Mas segundo Eduardo, todo o lote
destinado ao Brasil foi vendido assim que chegou a Porto Alegre.
Os
vinhos da linha Single Vineyard, a mais cara, encerraram a noite.
Degustamos o branco Albariño 2016 e
os tintos Pinot Noir 2015, Tannat 2015 e Petit Verdot 2015.
Nossa impressão geral foi muito boa. Os vinhos
são bem feitos, muito aromáticos e de ótima acidez. 
Nosso top 3 ficou assim:
Aromas muito intensos de pêssego, capim limão e flores brancas. Em boca também
é intenso, com ótima acidez e destaque para os aromas cítricos.
Aromas e sabores intensos de lima e flores brancas, com notada mineralidade.
20% do vinho estagia em barris de carvalho francês de 5000 litros entre 3 e 6
meses, e o restante estagia em tanques de cimento. Muito equilibrado e
agradável em boca.

A Petit Verdot normalmente entra como casta minoritária em vinhos de corte, aos
quais confere acidez e intensidade na cor. Mas algumas vinícolas vêm investindo
em varietais, e esse é um dos bons. Equilibrado, encorpado, com taninos
elegantes e boa intensidade de aromas e sabores.

Agradecemos à Garzón e
à World Wine pelo convite.

Agenda… 24 de maio tem Como em Casa com Idas e Vinhas – La Bella Italia

Idas e Vinhas

Na próxima Wine Experience, dia 24 de maio, celebraremos a diversidade dos vinhos italianos. A Itália era chamada pelos gregos de Enotria (Terra do Vinho). E não é para menos: produz vinho em todas as 20 regiões administrativas, e em 2015 voltou a ser o maior produtor mundial de vinhos, batendo a antes campeã França. Os números impressionam! Foram produzidas em 2015 4,8 bilhões de garrafas, enquanto a França produziu 4,6 bilhões. (dados da edição eletrônica do Jornal Nacional, de 12/10/2015).

Para essa noite escolhemos vinhos de quatro regiões: Friuli – com os seus brancos vivos e aromáticos, Piemonte  região dos famosos e longevos Barolos, Toscana  onde reinam os tintos Sangiovese e os Supertoscanos, e Puglia – com seus tintos encorpados e perfumados.

O local dessa encantadora Wine Experience? Será no espaço exclusivo e acolhedor do ‘Como em Casa‘!!

Espaço Como em Casa
Para celebrar
Azienda Agricola Dissegna – Pinot Grigio 2015 (Friuli Venezia Giulia)
I Giusti & Zanza – Belcore 2009 (Toscana)
Masseria Tagaro – Pignataro Primitivo di Manduria DOC  2015 (Puglia)
Masseria Tagaro – Passo del Sud Apassimento 2015 (Puglia)
Mario Marengo – Dolcetto D’Alba DOC 2015 (Piemonte)

Para comer
– Antepastos
– Penne ao funghi
– Sobremesa
– Água, licor e café

Serviço
Data: 24 de maio de 2017, quarta-feira – (inscrições até 22 de maio ou até as vagas serem preenchidas, o que ocorrer primeiro).

Local
Rua Tonelero, 25, cobertura. Copacabana – RJ
A degustação começa pontualmente às 19h30.

Investimento
R$160,00 por pessoa
Membros do Idas e Vinhas Wine Club: R$150,00. Não é membro? Inscreva-se AQUI!

Abaixo está a arte da divulgação (clique para ampliar).

Idas e Vinhas

Provamos e aprovamos… Santa Rita – Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Idas e Vinhas

A Santa Rita pertence ao grupo Claro (desde 1980), também conhecido
como
Santa Rita Estates que abrange mais quatro vinícolas: Carmen, Nativa, Terra Andina e Doña Paula, esta última na (Argentina). Fundada em 1880 (está entre as
mais antigas do chile) pelo empresário Domingo Fernández Concha, conta com 2860
hectares de terras em Alto Jahuel,
no Alto Maipo, onde há vinhedos de Cabernet Sauvignon que foram plantados
nas décadas de 70 e 90.

 

Vinhedos de Cabernet Sauvignon (foto do site da vinícola)
A
vinícola ficou mundialmente conhecida pelos seus Cabernet Sauvignon e hoje
possui escritórios em Londres, Miami e Shangai.
O
portfólio de vinhos é vasto, sendo o Casa Real
considerado o top. Já ganhou vários prêmios internacionais e esteve na lista dos top 100 da revista americana Wine Spectator.
Vamos ao vinho?
14 meses
em carvalho francês de 1º, 2º e 3º uso. 14% de álcool.
Cor vermelho rubi. Com aromas bastante finos, intensos e
persistentes de ameixa seca, figo rami, cassis, tabaco, baunilha e pimenta do
reino. Em boca é encorpado, com muito bom equilíbrio entre acidez, álcool e taninos,
que são de ótima qualidade. Confirmam-se os sabores adocicados da ameixa e do
figo, aos quais somam-se – bem integradas – notas de tostado da madeira. De
final muito longo e persistente com retrogosto frutado, adocicado e levemente tostado.
Para quem se incomoda
com o aroma de pimentão verde (pirazina) que sobressai em muitos cabernet,
fiquem tranquilos pois ele não aparece neste Medalla Real.
Nota IV: 88

Importadora: Winebrands

Idas e Vinhas