Enocuriosos no Velho Mundo… Itália: Castello di Verrazzano

Idas e Vinhas

Após
finalizar os relatos sobre nossa primeira visita ao Chile (em Setembro de 2014)
faremos agora um salto de 11 meses para escrever sobre outra experiência
igualmente rica e talvez mais desafiadora. Fomos ao Velho Mundo do Vinho e nos
propusemos a conhecer (e degustar) vinhos da Toscana.

Na
verdade, a proposta inicial era uma viagem turística à Itália com a
possibilidade de visitar algumas vinícolas – sem grandes pretensões. No curso de
nosso planejamento surgiu a possibilidade de compartilharmos a viagem com Alexandre Follador e pensamos: por quê
não? Afinal, nosso comparsa poderia aproveitar nossa expertise em viagens de baixo custo e focadas em turismo cultural e
nós poderíamos aproveitar seu conhecimento e credenciais para dar um
substancial upgrade em nossos
passeios enológicos. Sem pestanejar, ajustamos alguns aspectos de logística e
mergulhamos nesta aventura.

Montamos
nossa base em Florença e partimos para o primeiro desafio – a região dos vinhos
Chianti.
Nossa primeira parada foi na vinícola Castello di Verrazzano. É bastante fácil encontrar os
rótulos desta vinha em toda a Toscana e ao visitar sua página web percebe-se que se trata de um
produtor com um esquema comercial e turístico bem estruturado. Como não havia
um interesse especial pelo vinho da casa e também porque dispúnhamos de
bastante tempo livre, optamos pelo passeio Sabato Special e é sobre ele que comentaremos aqui.

A
vinícola está situada no povoado de Greti,
acessível pela Strada Provinciale 33
(SP 33). É possível utilizar o transporte público (a partir de Florença) até a
loja da vinícola (que fica na via Citille) e de lá subir a pé por 2 quilômetros
até o castelo (eles até explicam em detalhes como fazer em dove siamo, na aba
“com mezzi pubblici da firenze”). Porém, em função do tamanho da “ladeira”, não
recomendamos esta experiência.
Idas e Vinhas

A visita
começou com uma recepção acalorada em uma área externa em frente à construção
principal. Após alguns minutos, fomos entregues ao jovem Ezra Zipper que iria
guiar-nos até o interior da bodega. Durante esta curta caminhada, o guia
aproveitou para já iniciar a narrativa sobre o início da tradição viticultora
no castelo e comentou algumas características da região do Chianti.

Não
visitamos os parreirais (que estavam bastante carregados já que a vindima estava
prestes a começar) mas conhecemos a bodega principal, a sala de “passificação”
de uvas, a vinsantaia e a sala de envelhecimento dos vinhos tintos.
Visitamos também um grande terraço que permite avistar boa parte da zona
produtora do vinho que é um dos ícones da Itália, o Chianti. Embora o guia fosse bastante comunicativo, ficou claro que
havia um longo texto a ser falado e que seria difícil tornar a visita mais
personalizada sem ferir o script
programado. Além disso, éramos ao todo 20 pessoas (aproximadamente) e isso por
si só torna qualquer tipo de roteiro muito mais objetivo e pragmático.
Findo o
passeio guiado, fomos conduzidos ao restaurante da vinícola (fora das
instalações originais do castelo). Ainda assim era um salão muito bonito e com
excelente vista para um mar de vinhedos. Em poucos instantes o serviço do
almoço começou: foram servidos água e o vinho de entrada – o Il Rosé 2014
Idas e Vinhas
Na
sequência fomos surpreendidos por gigantescas tábuas de frios que foram
servidas como porção individual (!) – neste momento pensamos que aquele seria o
prato principal pois ainda não estávamos plenamente acostumados com os hábitos alimentares
do povo italiano. Ledo engano: havia um primo
piato
depois daquela pequena entrada. Junto com a pasta, digo, massa, foi servido o primeiro tinto – o Nuovetendenze Red Toscana IGT (que
estranhamente não encontrei na página web
da vinícola). Ainda durante o serviço da massa fomos apresentados ao Chianti Classico Riserva 2012 e, por fim, pudemos degustar o vinsanto Il Canonico Lodovico 2007 (também não consta mais no portfólio da
Verrazzano) acompanhado de cantuccini
(parte da tradição toscana).
Idas e Vinhas
Aproveitamos
cada minuto da estada e após “fecharmos” o restaurante fomos até um belíssimo
terraço que há defronte à saída para respirar ao ar livre sob um magnífico “céu
de cachos de uva”. Nesta pequena pausa, refletimos um pouco sobre a experiência
que acabávamos de vivenciar e, é claro, já estávamos buscando outra bodega para
visitar.
Idas e Vinhas
Como boa
parte das vinícolas da região do Chianti
não organiza roteiros turísticos aos finais de semana (muitas delas nem estão
abertas para visita nestes dias), achamos melhor passear de carro pelas
lindíssimas rodovias da região sem um destino determinado e deixando que o acaso
(ou melhor dizendo, as inúmeras placas com indicações de degustações) nos
guiassem. Deu certo: em pouco tempo (como por mágica!) nos encontrávamos na
sala de degustações da Vignamaggio.
Não conseguimos fazer a visita guiada sem o agendamento prévio mas esta é uma
outra história – e que será contada na próxima postagem desta série.
No
caminho de volta para Florença ainda fizemos uma pequena parada na vinícola Terreno
para (por que não?) degustar mais alguns vinhos e conhecer um pouquinho desta
bodega comandada por suecos. Não havia tempo para uma visita completa e por
isso não teremos um relato por aqui mas podemos afirmar que se trata de um
produtor com belas instalações e um estilo sóbrio com um “quê” de clássico
(ainda que não lembre em nada o jeito italiano de ser…) – serviu como um bom
encerramento para nosso primeiro dia no dadivoso e belíssimo território do Chianti.
Antes que
nos esqueçamos, é preciso dar aqui nosso veredicto…
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
É mais
passeio. Nenhum dos vinhos degustados na Castello
di Verrazzano
nos empolgou (mesmo o vinsanto
nos pareceu sem personalidade) e, sinceramente, não apresentam boa relação
custo x benefício. Por outro lado o passeio realizado, mesmo com algumas
ressalvas, é sim um diferencial a favor desta vinícola, pois se trata de um
passeio bem estruturado e que agrada bastante ao turista em busca de uma
refeição à italiana acompanhada de vinhos produzidos na região e em um lugar muito
bonito.
Salute!
Enocuriosos
*fotografias
de Dagô e Simone.

Enocuriosos… Bebericando por aí – Anuva Wines – Buenos Aires – Argentina

Idas e Vinhas
Se você
está em Buenos Aires e não pretende (ou não pode) dar uma “esticadinha”
até Mendoza ou Salta para conhecer, na fonte, os vinhos produzidos pelos “hermanos”,
mas ainda assim quer viver uma experiência “eno-platino-gastronômica”,
há uma boa opção no bairro mais boêmio da capital argentina.

A Anuva Wines é uma espécie de
representante e boutique de vinhos argentinos que oferece degustações e harmonização
com agendamento prévio (não se trata de uma loja com acesso livre). Gostamos da
proposta e achamos que valia à pena tentar esta experiência fora de uma
vinícola (vocês sabem que o nosso “barato” é degustar “in loco”).
Todo o
contato para reserva é feito pela internet, pelo sítio virtual. Há cobrança de
metade do valor (feito pelo número do cartão de crédito – que você deverá
fornecer nessa ocasião). Feito isso, eles te mandam um e-mail confirmando a
reserva e informando o endereço (que é meio “secreto”). Apesar do
“segredo”, é bem fácil chegar à Anuva, que fica a poucas quadras da Plaza Serrano, no emblemático e “descolado”
bairro do Palermo Soho.
Ao
chegarmos lá, fomos recepcionados pelo simpático Diego e apresentados aos
demais brasileiros que participariam daquela experiência à mesa conosco: uma
família de São Paulo e um casal de Pernambuco, todos muito simpáticos (para a data
e o horário pretendidos, só havia a possibilidade do tour em português).
No
programa são oferecidos 5 vinhos nacionais com harmonização de pratos/quitutes
(a maioria típicos) preparados ali mesmo e, na ocasião da nossa visita, criados
pelo próprio Diego, que se inspirou na culinária regional para fazer as
harmonizações com os vinhos que nos seriam apresentados. À propósito (e muito
interessante): há opções para celíacos – basta avisar essa condição no momento
da sua reserva. Na ocasião em que lá estivemos, Diego havia preparado pães e
massas especiais para uma das participantes que, como ele, tinha restrições à
ingestão de derivados de trigo.
Os vinhos
são apresentados: o guia explica a origem de cada um, mostra no mapa onde foi
produzido, informa algumas características climáticas, geológicas e culturais
da região, fala do produtor etc… E cada vinho é acompanhado de um
“comes” específico. Queijos, pães, embutidos e patês, depois uns
canapés, uma empanada de carne (que não poderia faltar, claro), um prato
picante à base de milho (muito saboroso) e, por fim, trufas de chocolate meio
amargo – tudo adequado a cada vinho. E tudo muito bom!
O melhor
(ou não…) dessa história toda é que você acaba “trocando figurinha” também
com os demais participantes sentados à mesa e, como éramos todos brasileiros (e
o brasileiro tem um jeitinho todo especial de ficar à vontade), houve momentos
em que o pobre do Diego “sobrou” na conversa (especialmente a partir
do 3º ou 4º vinho, quando já estávamos mais “soltinhos”)… Mas o
rapaz levou tudo na maior fineza e, com muito jogo de cintura, conduziu a
apresentação até o final.
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
É mais
passeio.
Dos
vinhos degustados, nenhum chegou a nos surpreender ou nos agradar “em cheio”. Os
vinhos eram corretos mas não apresentavam bom custo x benefício – para os
nossos padrões. Trouxemos apenas o espumante Las Perdices Extra Brut, porque o
achamos “especial” (bem diferente de outros que já havíamos provado)
e, como não encontramos outro espumante com o qual compará-lo (dentro do nosso
parco rol de conhecimento a respeito de espumantes), consideramos que valia o
investimento pelo quesito “diferencial”.
Agora…
A oportunidade de provar vinhos com “comidinhas” típicas, de ouvir
dicas de harmonização e informações sobre os vinhos, os pratos e suas regiões,
poder conversar sobre o que estávamos degustando e comparar com a produção no
Brasil (já que éramos todos enocuriosos brasileiros à mesa), poder “jogar
conversa fora” sobre dicas de atrações na cidade portenha (o que, aliás, o
pessoal da Anuva também adora fazer)… Enfim, tudo isso “junto e
misturado” tornou a nossa tarde muito agradável e especial! É sem dúvida,
um bom passeio!
 ¡Salud!
 Enocuriosos

*foto do Dagô.

Agenda… Happy Wine Hour Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
Idas e Vinhas os convida para a 1a Happy Wine Hour, em parceria com o Restaurante Ícaro do Shopping Rio Sul, no próximo dia 02 de Dezembro (quarta-feira).
Nesse encontro, Espanha e Chile estão muito bem representados. A Espanha dá o tom, com 4 rótulos de 2 excelentes produtores. Será uma oportunidade de descobrir em 3 versões os encantos da Garnacha, casta tinta que origina os melhores vinhos da região de Navarra, além de um poderoso blend da emblemática Tempranillo com Cabernet Sauvignon.
Do Chile trazemos o Pencopolitano, um blend que reflete todo o talento e criatividade do renomado Pedro Parra.
Além dos vinhos, espumante de boas vindas e antepastos no melhor estilo contemporâneo.
Os Vinhos
Espumante Abreu Garcia
La Calandria – Sonrojo Rosé 2014
La Calandria – Volandera 2013
La Calandria – Cientruenos 2012 (Entre os 50 melhores na Revista Decanter com 98 Pontos – 2015)
Bodegas Verdúguez – Voraz Crianza 2010
Parra Family Project – Pencopolitano 2013
Idas e Vinhas
Clique para ampliar
Serviço
São apenas 14 vagas!
Data: 02 de Dezembro de 2015 (inscrições até o dia 30 de Novembro)
Local: Restaurante Ícaro do Shopping Rio Sul
As boas vindas aos participantes iniciam às 19h e a degustação começa pontualmente as 19h30.
Investimento
R$145,00 por pessoa
Membros do Idas e Vinhas Wine Club: R$133,00
Formas de pagamento
Depósito identificado ou transferência bancária
em parcela única em conta da Caixa Econômica
Inscrições e informações
contato@idasevinhas.com.br
Veja abaixo a arte da divulgação (clique para ampliar)

Idas e Vinhas


Wine Spectator Top 100 2015

Idas e VInhas

Todos os anos a revista americana Wine Spectator lança a lista dos 100 melhores vinhos degustados pela equipe da revista – a Wine Spectator Top 100. A lista completou 27 anos em 2015.


A primeira foi lançada em 1988. Naquela época, o mundo do vinho era muito diferente do que é hoje. Não havia essa infinidade de rótulos e a quantidade de vinícolas era bem menor.
Em 2015 foram analisados mais de 5.700 vinhos obedecendo os critérios abaixo:
A escolha dos vinhos é baseada em 4 itens:
1. Qualidade: representada pela nota dada ao vinho.
2. Valor: preço do vinho quando lançado (não pode ser muito caro). A média dos valores dos Top 100 foi de $47 e a nota WS 93, ou seja, uma razão custo/benefício bastante favorável.
3. Disponibilidade: quantidade de caixas produzidas ou importadas pelos EUA.
4. X-factor: “the excitement”, as sensações transmitidas pelo vinho quando provado. Em 2013 foi dada maior ênfase a fator, valorizando singularidade ou autenticidade.
Idas e Vinhas
 Idas e Vinhas
Idas e Vinhas

Enocuriosos… Viñas de Chile – Undurraga

Idas e Vinhas



Minha-Nossa! Há quanto tempo não damos o ar da graça por aqui?!! Mas onde é
que estávamos mesmo? Ah, sim! Na nossa primeira visita ao
Chile! No finalzinho da viagem… Ok. “Bora” retomar, então!


Restando
apenas dois dias mais naquele país, ainda tínhamos tempo de fazer uma
última visita a alguma viña antes de voltar para o Brasil. Escolhemos a
Undurraga, uma vinícola que, até então, não havíamos ouvido falar
mas que, depois de conhecê-la no Chile, passamos a observar que vários
estabelecimentos dispõem dos vinhos da casa em suas cartas aqui no
Brasil.
Chegar à Undurraga é muito fácil: você tem a
opção (prática e barata) de ir de ônibus  (destino Talagante) a partir do Terminal San Borja e saltar na porta da vinícola (não deixe de confirmar se o itinerário inclui a vinícola, pois alguns ônibus com destino a Talagante fazem um caminho alternativo). Na volta, basta atravessar a estrada e
pegar o mesmo ônibus no sentido Santiago. Mais fácil que isso… só dois
disso!
A visita à Undurraga foi, de longe, a
mais completa e enriquecedora que fizemos naquela primeira viagem ao
Chile. Acreditamos que isso se deveu, em parte, por estarmos num tour
privado (o Tour Privado Founders – que
recomendamos muitíssimo, aliás), mas também porque o nosso guia/enólogo
era um profissional que ia muito além do protocolar. Simpaticíssimo e muito
curioso em descobrir qual tipo de interesse nos levava até ali,
conduziu todo o tour como se fosse uma boa prosa!
Como já tínhamos
visitado outras vinícolas e não estávamos tão “crus” no assunto (ou, por
outra: como já tínhamos algumas questões e “pulgas” atrás da orelha), foi
possível tirar várias dúvidas e assimilar mais conhecimento,
desmistificar algumas impressões (sobretudo sobre a presença, muitas vezes
incômoda, de “pimentão” num carménère…) e aprender coisas que não
podíamos imaginar até então (como, por exemplo, o fato intrigante de que
vinho não tem sabor (!) e sim sensações, e que é a soma dessas
sensações que faz você achar que um vinho tem sabor “disso ou daquilo”).

Começamos nosso tour pela área externa, onde nos foram explicadas e mostradas as diferenças entre as cepas (características das folhas de cada uma, quem brota antes, quem brota por último, quem amadurece primeiro, o tempo exato da colheita de acordo com cada característica que se pretenda ressaltar no vinho etc)… O jovem enólogo tinha muito conhecimento e nos dava detalhes muito interessantes de tudo. O passeio é todo muito interessante, mas gostamos especialmente deste contato “botânico” com as diversas espécies de parreiras. Vimos exemplares já com novos brotos após a poda de inverno e outros que continuavam “dormentes” àquela altura – estávamos no finalzinho da estação. 

Idas e Vinhas
Os primeiros brotos ainda no inverno. Tempranillo?

O contato mais próximo dos parreirais, com as explicações, as
comparações e as constatações “in loco”, foi realmente muito bacana e
bem diferente de tudo que havíamos conhecido até então. O jovem enólogo,
aliás, nos explicou que, no Chile, quem pretende ser enólogo deve ter
formação em agronomia e concluiu que não se pode elaborar bons vinhos
sem sujar as mãos de terra.

Idas e Vinhas
Amostra das peças do museu.

Passeamos pelos
parreirais, conhecemos a linha de produção, os tanques, os barris, a
sala de envelhecimento… Não faltou informação e conhecimento! Por fim, antes da
degustação, visitamos um museu ao estilo dos “precolombinos” tão comuns
em terras chilenas. Um museu muito interessante, sem dúvida, mas que
foi pouco aproveitado por nós – já que estávamos ansiosos pela
degustação!

Idas e Vinhas
Clássica foto dos barris repousando (e permitindo, ao tempo, trabalhar).

A degustação

A
degustação foi muitíssimo proveitosa! Além da ótima qualidade dos
vinhos oferecidos (o que, por si só, já faz uma degustação ser boa), a
orientação dada pelo enólogo foi muito bacana e nos ajudou a perceber e
desvendar muitos aspectos (de cor, olfato e “sabores”) naqueles vinhos. E não podemos esquecer de citar o acompanhamento composto de biscoitos, queijos deliciosos e uma pastinha idem, além de frutas secas (este último, um item raro de encontrar nas degustações por lá).

Idas e Vinhas
Mesa de degustação.

Após nossas primeiras experiências em degustações naquele país, onde começamos “engatinhando” e pudemos notar claramente um “crescendo” na nossa sensibilidade “em nariz” e “em boca”, passando a perceber aromas que nunca havíamos percebido e outras coisas mais “complicadas” como retrogosto e outras sensações…, a visita e degustação na Undurraga foi como fechar esse aprendizado inicial com chave de ouro. Foi uma verdadeira aula prática, mas sem nenhum caráter pedante ou “professoral”: o enólogo era um moço muito simpático e o tom de informalidade nos deixou muito à vontade.

Os vinhos 

Os vinhos oferecidos na degustação foram T.H. Sauvignon Blanc, T.H. Carménère, Founders Colection Cabernet Sauvignon e Altazor (um Blend das uvas Cabernet Sauvignon,  Syrah, Carménère e Merlot). Todos muito bons, mas o que nos arrebatou foi o T.H. Carménère, por ter desconstruído a visão de tínhamos do que fosse um carménère e por representar um ótimo custo-benefício! Trouxemos um exemplar para o Brasil e, depois, já aqui, achamos que deveríamos ter trazido mais…

Idas e Vinhas
Vinhos inclusos no tour privado.
À parte a degustação, compramos uma taça avulsa no balcão do Vigno, à época um varietal da uva Carignan – pela curiosidade que nos causaram os comentários super elogiosos do enólogo. Era um vinho… intrigante! Com perfume que lembrava vetiver ou… (para uma referência mais “nossa”) lembrava o cheiro da flor de uma árvore chamada “abricó de macaco”. Não era (ainda) um vinho para o nosso paladar, definitivamente.

É “mais passeio” ou é “mais vinho”?
Se você fizer o tour privado, é mais passeio – especialmente pelas informações a respeito das uvas, plantio, colheita etc, que tanto nos encantaram. Explicando melhor – achamos o tour privado tão bacana e completo que vale muito a pena pagar pelo passeio e conhecer um pouco mais a fundo uma vinícola bastante respeitável. Não podemos avaliar o tour Sibaris mas deixamos aqui uma dica – este tour é normalmente utilizado pelas empresas de turismo locais para alocar seus clientes e isso quer dizer que você estará acompanhado de muitos turistas que nem sempre terão o mesmo interesse pelo mundo dos vinhos. Se quiser fazer uma visita sem compromisso (leia-se, agendamento) também é possível – a vinícola possui o serviço de degustação por taça com preço justo no qual você poderá experimentar o que a casa tem de melhor. Ah, o pátio principal e a boutique da propriedade são de livre acesso e podem fazer parte de seu passeio alternativo e render boas fotos e compras.

¡Salud!

Enocuriosos

* Fotos de Dagô e Simone

Gostou
dessa postagem? Confira o post sobre
a visita anterior desta série
aqui.

Provamos e aprovamos… William Fèvre La Misión del Clarillo Cabernet Sauvignon Reserva 2012

Idas e Vinhas

A linha La
Misión
(composta por um Cabernet Sauvignon e um Chardonnay)
faz parte do projeto chileno do renomado produtor francês William Fèvre

Hoje abrimos o Cabernet Sauvignon e confirmamos
nossa impressão de que é um projeto muito consistente, de vinhos muito
agradáveis.

Vamos ao vinho?

La
Misión del Clarillo Cabernet Sauvignon Reserva 2012
D.O. Andes, Maipo Valley.
13,4% de álcool. Amadurecimento em carvalho francês de segundo uso por 6 meses.
Cor vermelho rubi com
reflexos granada. No nariz apresentou uma grande variedade de aromas intensos e
persistentes de violetas, ameixas maduras, cassis, groselha e mirtilo,
especiarias (pimenta do reino e canela) e madeira (bem integrada). Médio corpo
em boca, boa acidez, taninos leves e álcool em equilíbrio. Destaque para os aromas
de frutas negras maduras, a pimenta e o leve tostado da madeira. Final bastante
intenso e persistente, com fundo frutado.
Nota IV: 89
Importadora: Domínio Cassis
Vendas no Rio de
Janeiro: contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas

Leia os demais posts
que escrevemos sobre os vinhos de William Fèvre:

Aconteceu… Degustação Casa Flora: Cabernet Sauvignon & Cia, 29 de Outubro de 2015

Idas e Vinhas
A sede da Casa Flora no Rio de Janeiro está com
novo endereço: Centro Empresarial do Shopping Città América, na Barra
da Tijuca
. Para apresentar a nova casa Abel Mendes convidou amigos e
clientes para uma degustação de vinhos onde a Cabernet Sauvignon reina absoluta
ou em maior proporção no blend.

 

Idas e Vinhas
O novo showroom
Idas e Vinhas
Abel Mendes
O endereço mudou mas a importadora manteve o estilo:
além de reproduzir o belo showroom da antiga sede em Botafogo agora conta com
uma ampla varanda.
 

Idas e Vinhas
Mesa de frios cuidadosamente preparada pela chef Vilma
Idas e Vinhas
Chef Vilma

A seleção dos vinhos foi esmerada, explorando o
potencial da Cabernet Sauvignon de produzir vinhos estruturados, aromáticos e
ricos.

 

Idas e Vinhas
Os vinhos da noite
Como já é tradição, as boas vindas são dadas
com espumante, e o escolhido para essa noite foi o agradável Nieto Senetiner
Brut Nature Grand Cuvée (Mendoza, Argentina)
, 100% Pinot Noir
Os vinhos foram os seguintes:
Camigliano Poderuccio
Toscano 2013 (Montalcino, Itália)
Cabernet Sauvignon, Merlot e Sangiovese
Mitolo Jester Cabernet
Sauvignon 2010 (McLaren Vale, Austrália)
100% Cabernet Sauvignon
Santa Carolina Reserva de
Família Cabernet Sauvignon 2013 (Valle del Maipo, Chile)
100% Cabernet Sauvignon
Nederburg Manor House
Cabernet Sauvignon 2008 (Paarl Tukulu, África do Sul)
100% Cabernet Sauvignon
Ironstone Reserve Cabernet Sauvignon 2007 (Califórnia,
EUA)
85% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc e 5%
Merlot
Nieto Senetiner Cadus
Grand Vin 2008 (Mendoza, Argentina)
50% Malbec, 30% Cabernet
Sauvignon e 20% Bonarda
Poderi del Paradiso Mangiafoco
2011 (Toscana, Itália)
100% Cabernet Sauvignon
Chateau Marquis de Lalande
2009 (Saint Julien, França)
53% Cabernet Sauvignon e
47% Merlot
Confidences de Prieure
Lichine 2008 (Margaux, França)
50% Cabernet Sauvignon,
45% Merlot e 5% Petit Verdot 

Idas e Vinhas
Clientes e amigos da Casa Flora