Provamos e aprovamos… William Fèvre La Misión del Clarillo Chardonnay Reserva 2013

Idas e Vinhas
A
linha La Misión (composta por um Cabernet Sauvignon e um Chardonnay)
faz parte do projeto chileno do renomado produtor francês
William Fèvre.

Bastante reconhecido pelos Chablis
Premier Crus
na Borgonha, William Fèvre vem se consolidando também
no Chile ao longo de 20 anos de dedicação em vinhedos nos Vales do Maipo e Malleco.

Com cuidado e sem pressa, o solo das
propriedades (nas terras altas do Vale do Maipo próximas a Santiago e bem mais ao
sul do país, em Malleco) foi cuidadosamente estudado para que os vinhedos
fossem plantados. Foram necessárias duas décadas para que os resultados
aparecessem, mas parece ter valido a pena. Na versão 2015 do guia Descorchados,
os vinhos foram muito bem avaliados.
A La Misión é uma das linhas produzidas
nos vinhedos do Vale do Maipo (mais precisamente na região de Pirque, no
Alto Maipo – D.O. Andes de acordo com a nova classificação). O Vale do Maipo é a região vinícola mais
conhecida do Chile, e também uma das mais antigas. Ainda se podem encontrar
muitas vinícolas originárias do Século XIX, com suas caves e belos casarões
coloniais. Foi no Maipo que as famílias de maior tradição, muitas das quais com
suas fortunas advindas da mineração, buscaram com as vinícolas uma posição
também de status social.
O La Misión del
Clarillo Chardonnay é um “vinho de montanha”, produzido a partir de vinhedos
entre 500 e 800 metros acima do nível do mar, aos pés da Cordilheira dos Andes.
Vamos
ao vinho?
La
Misión del Clarillo Chardonnay Reserva 2013
D.O.
Andes, Maipo Valley. 14%
de álcool. Amadurecimento em carvalho francês de segundo uso por 4 meses.
Cor amarelo palha com
reflexos dourados. No nariz é muito rico quanto à variedade de aromas. São intensos
e persistentes de flores brancas (lírio, laranjeira e jasmim), abacaxi e maracujá
frescos, camomila, capim limão, mel e leve tostado. Em boca, tem corpo leve
para médio, acidez média e em bom equilíbrio com o álcool. Sobressaem os aromas
florais, cítricos e de mel. Final bastante intenso e persistente, com fundo
cítrico e levemente tostado.
Nota IV: 88
Importadora: Domínio Cassis
Vendas no Rio de
Janeiro: contato@idasevinhas.com.br
Idas e Vinhas

Leia os demais posts
que escrevemos sobre os vinhos de William Fèvre:

Idas e Vinhas na Estrada… Itália 2015: Vinícola Biodinâmica Cosimo Maria Masini – 28/08

A vinícola Cosimo Maria Masini fica nas colinas de
San Miniato, uma antiga vila medieval no coração da Toscana, na
província de Pisa, ao longo do percurso da Via Francigena, terra do vinho e da trufa
branca (il pregiato tuber magnatum).

Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Entrada da vinícola

Nessa temporada na Toscana, fui em companhia dos
Enocuriosos (casal amigo, que colaboram com suas experiências no Idas e
Vinhas). A Cosimo Maria Masini foi a primeira vinícola visitada. Assim
que chegamos fomos atendidos por Nicoletta Lombardi, responsável pelos clientes
e pela loja da vinícola. Nos apresentamos e em seguida o enólogo Francesco
de Filippis
juntou-se ao grupo. Francesco nos contou a história da vinícola
e esclareceu sobre a produção de vinhos orgânicos e biodinâmicos. Salientou que
embora estejam “na moda”, são formas já tradicionais de cultivo, que
infelizmente vêm sendo utilizadas por alguns apenas como forma de autopromoção.
Idas e Vinhas
Antiga mansão
A propriedade é muito bonita, possui uma antiga
mansão que pertenceu à família Bonaparte e foi adquirida em meados do
século XIX pelo Marquês Cosimo Ridolfi, fundador da Faculdade de
Agricultura e responsável por implantar técnicas inovadoras de manejo orgânico
dos vinhedos.
No ano de 2000 a família Masini adquiriu
a vinícola de 40 hectares e logo em seguida começaram os estudos para implementar
o cultivo das videiras utilizando as técnicas e preceitos da biodinâmica.
Em 2007 recebeu a certificação pela Demeter.
Idas e Vinhas
Vinhedos

Dos 40ha, 14,5ha são cultivados com vinhedos
sendo: 6ha de Sangiovese, 3ha de Cabernet Sauvignon, 1ha de Cabernet
Franc
, 2ha de Chardonnay e Sauvignon Blanc, 2ha de castas
locais (Bonamico é uma delas) e 0,5ha de Trebbiano e Malvasia
para a elaboração do Orange Wine. Os vinhedos mais antigos possuem 50
anos e a média dos demais fica entre 15 e 20 anos.
Francesco de Filippis é o enólogo responsável pela condução dos
vinhedos aplicando as técnicas biodinâmicas e pela elaboração dos 7 rótulos da vinícola. Que produz apenas 40 mil garrafas anualmente.
Para Francesco a biodinâmica aplicada aos
vinhedos propicia a maturação uniforme das uvas e a preservação das
características particulares de cada casta, uma vez que são livres de produtos
químicos e/ou sintéticos.
A forma como os vinhos são elaborados é
bastante rústica. As uvas são colhidas manualmente, desengaçadas e
colocadas nos tanques para fermentar sem adição de leveduras, enzimas e/ou
outro produto químico. Também não há correções enológicas (acidez, taninos,
álcool…) e os vinhos não são clarificados nem filtrados. Apenas adiciona-se
uma pequena quantidade de SO2 ao vinho antes do envase, para evitar
a degradação precoce. Os vinhos mais simples são fermentados em tanques de
concreto e os demais em tanques de carvalho com capacidade de 10 hectolitros. Segundo
Francesco, ele não segue um protocolo de produção para criar um padrão em seus
vinhos: “Obedecemos o ciclo da natureza, pois as condições climáticas nunca são
as mesmas durante os anos.”
 

Idas e Vinhas
Cofermentação
Outro ponto interessante na elaboração dos
vinhos da Cosimo que a difere das demais é que Francesco aplica a cofermentação,
técnica que consiste na fermentação de duas ou mais castas ao mesmo tempo, em
um mesmo recipiente. Segundo Francesco, essa técnica ressalta os aromas
frutados e florais da uva, e intensifica a sua cor. Para aplicá-la o enólogo
tem que conhecer muito bem os seus vinhedos e as necessidades específicas de
cada casta pois, só para exemplificar, cada uma tem período de maturação
diferente.
Elaboração do Vinsanto
Nunca havia presenciado a elaboração do
Vinsanto e foi uma experiência muito interessante.
Francesco mostrou a sala onde as uvas Trebbiano
e Malvasia ficam em “Vinsantaia” – termo criado por ele e que
consiste no processo desidratação das uvas após os cachos passarem durante 4
meses pendurados por ganchos em uma sala bem ventilada. Depois os frutos são suavemente
prensados, originando um mosto altamente concentrado em açúcares, acidez,
aromas e sabores. Este mosto é transferido para barricas de carvalho com
capacidade para 100 litros onde fermentam naturalmente por um período de 5
anos.
 

Idas e Vinhas
A “Vinsantaia”
Após a visita à adega chegou a hora de provar
os vinhos, os quais foram perfeitamente harmonizados com os maravilhosos
embutidos italianos e queijos, finalizando com um belo prato de massa elaborado
pela Nicoletta, tudo isso ao ar livre, muito próximo dos vinhedos. Cenário
perfeito!

A conversa, os vinhos e os pratos estavam tão
bons que eu me esqueci completamente de tirar fotos… desculpem! Mas o vinho é
isso mesmo, nos proporciona momentos únicos e inesquecíveis, às vezes de
completo enlevo.

 

Idas e Vinhas
Daphné, Sincero, Cosimo e Fedardo
Os vinhos degustados foram:
Daphné (100% Trebbiano Toscano), o vinho fica em contato com as lias (sur
lies
) em barris de carvalho novo com capacidade para 500 litros.
Orange wine diferente dos que conheço. Com a proposta de ser mais leve pois
fica menos tempo em contato com as cascas e consequentemente sentem-se menos os
taninos que elas transmitem ao vinho.
Com aromas cítricos de toranja, melão e notas
de mel. Em boca mostrou excelente acidez, bom corpo, com sabor de pêssego, mel
e especiarias. Final longo e levemente tostado. Vale a pena provar!!!
Sincero (85% Sangiovese e 15% de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc), 6
meses em carvalho
Vinho de entrada da vinícola, fermentado em
tanques de cimento. Muito frutado no nariz (morangos, amoras, cerejas). Em boca
é de médio corpo, taninos macios e boa acidez. Também frutado em boca com final
levemente adocicado. Muito bom para o dia a dia.
Cosimo 2013 (90% Sangiovese e 10% Bonamico), 24 meses em carvalho
A casta Bonamico é autóctone da Itália e foi
muito cultivada na Toscana até 1960. Hoje existe não mais de 100 hectares
plantados. Casta de maturação tardia que produz altos rendimentos, vinhos com
médio corpo, pouco álcool e alta acidez e muitas vezes com taninos rústicos.
Destaque para os aromas de frutas vermelhas
maduras, taninos aveludados, médio corpo, boa acidez, leve toque de tostado,
com final longo e adocicado.
Fedardo 2007 (90% Trebbiano e 10% Malvasia Bianca), vinhedos com mais de
50 anos. 5 anos fermentando e macerando em barris de carvalho de 100 litros
Com belos aromas de passas, ameixa seca,
avelãs, amêndoas, canela, flor e casca de laranja. Em boca é untuoso, com
acidez viva, complexo, final muito longo e tostado.
Belíssimo vinho!
Foi um belo início para a série de visitas. O
próximo destino… Vignamaggio!
Francesco, Nicolleta e Alexandre

Maneiras de explorar o admirável mundo do vinho

Idas e Vinhas
O enófilo é antes de tudo um curioso. Mente aberta
para descobrir uma nova casta, um novo corte, uma nova região vinícola. Afinal,
o universo do vinho é um sem fim de novas sensações, novos conhecimentos. Uma
das formas de vivenciar tais descobertas é, claro, viajar. E não são poucos os
destinos! O enófilo mais aventureiro pode visitar as novas fronteiras vinícolas
(extremo norte do Chile, até mesmo a China…) e o mais conservador certamente
pode experimentar intensa felicidade ao explorar França, Portugal, Itália…


Mas em tempos de dólar e euro nas alturas essa
alternativa pode ficar cara. Além disso, nem todo enófilo tem tempo ou
disposição para se deslocar de vinícola em vinícola, de região em região. E há
ainda os que têm pressa, que buscam provar o maior número de rótulos possível
(seguindo a linha “1001 vinhos para beber antes de morrer”). Para esses, uma
solução empolgante são os eventos e feiras de vinho. São centenas de produtores
de vários países reunidos em um só local – o mundo ao alcance de uma taça!


Tais eventos também vêm se multiplicando, e iremos
mencionar apenas alguns deles. 
    1. Wine Spectator’s New York Wine Experience 2015. Prestigiado evento da
renomada revista, acontece agora em Outubro (22 a 24) nos salões do hotel New
York Marriott Marquis. Além de uma programação intensa durante o dia, nas
noites de 22 e 23 acontece a grande exposição. São 250 produtores oferecendo um de seus melhores rótulos (que tenha
recebido pontuação igual ou superior a 90)! Château Margaux, Lafite-Rothschild,
Mouton-Rothschild, Châteu d’Yquem, supertoscanos como Sassicaia, Ornelaia, os
grandes Portugueses (Quinta do Crasto, Ramos-Pinto), Almaviva e Seña entre os
chilenos….só para se ter uma ideia…
    2.
Vinitaly 2016.
Um dos maiores eventos europeus, acontece em Verona. A próxima edição será em
Abril de 2016 (10 a 13). Entre eventos paralelos (como o dedicado a vinhos
orgânicos), o evento principal contou com mais de 4000 expositores e recebeu
mais de 150 mil visitantes em 2015.
    3. Festivais na
França
. São incontáveis os eventos! O ano já começa
celebrando o vinho! Em Janeiro acontece o Festival de São Vicente em
praticamente todas as regiões. Borgonha e Bordeaux possuem um
calendário anual muito rico, com destaque para o leilão anual de vinhos do Hospices de Beaune, em Novembro na Borgonha. Veja aqui os vários eventos na
França.
    4. Alemanha. A ProWein, em Dusseldorf,
é a maior feira, destinada apenas ao público profissional. A edição de 2016
ocorrerá entre 13 e 15 de Março. Em 2015, o evento atraiu mais de 50 mil
visitantes de 120 países e quase 6000 expositores.
     5. O Brasil vem
também se aprimorando no campo das grandes feiras. A Expovinis (que acontece em São
Paulo em Abril) terá sua 20ª edição entre 05 e 07 de Abril de 2016 e já é
considerada a maior feira de vinhos da América Latina. Em 2015 foram mais de 10
mil visitantes, 430 marcas expositoras de nada menos que 5500 rótulos
apresentados.
No Brasil, o enófilo está cada vez mais bem atendido.
Além da Expovinis, de eventos conduzidos por importadoras e dos festivais no
Rio Grande do Sul, estamos atraindo cada vez mais a atenção de organizações
promotoras de vinhos de outros países, notadamente Portugal (Vinhos de
Portugal, Vinho Verde, Vinhos do Alentejo), Chile (Wines of Chile), Uruguai
(Wines of Uruguai), Argentina (Wines of Argentina). Por isso, fiquem atentos
que são muitas ações ocorrendo ao longo do ano!!

Agenda: Malas prontas para o Wine Spectator’s New York Wine Experience 2015

Idas e Vinhas
Tudo pronto! Amanhã, segunda feira 19 de Outubro,
seguimos para Nova Iorque para a terceira experiência no
Wine Spectator’s New York Wine Experience!! Estamos indo para as Grandes
Degustações que ocorrem nas noites de 22 e 23 de Outubro. A estratégia já está
definida…

…afinal são nada menos
que 267 expositores apresentando o que há de melhor no mundo do vinho e apenas
2 horas e meia para degustar! Claro que, sendo a revista americana, grande
parte são produtores nacionais (cerca de 74, quase 28%). São os melhores das
regiões da Califórnia, Oregon, Washington, Virginia…entre eles
cito o Caymus, Shafer, Black Kite, Carter
Mas muito além dos Estados
Unidos vai o evento. Os grandes (realmente grandes!) da Argentina, Chile,
Itália, Espanha, França, Grécia, Israel, Hungria, África do Sul, Canadá, Japão,
Alemanha e Portugal servirão à plateia aficconada um de seus rótulos premium que tenha recebido
90 pontos ou mais na avaliação da prestigiada revista Wine Spectator.
O (doce) dilema é difícil:
escolher aqueles que ainda não provamos ou revisitar pérolas como Château
Margaux
, Château de Beaucastel, Gaja, Ornellaia? Um
pouco dos dois!
A Ana corre o grande risco
de se perder pela ala dos Champagne, claro. Como resistir a um Krug, Bollinger,
Roederer, Taittinger….e depois suavemente passar para a ala dos
Borgonha brancos, seguidos dos Pinot Noir. É, começaremos por aí!
Como são duas noites,
haverá tempo para os Bordeaux e Chateauneuf du Pape, para os Supertoscanos,
Barolo, e os Rioja. E claro, terminar com a maravilha de Sauterne (Chateu
d’Yquem
) e o Tocaji Disznókõ.
Mas esse é só o plano
inicial. Vamos ver aonde o Vinho nos levará e depois contamos tudo aqui no
blog.
Todos os tickets já estão
vendidos. Foram mais de 6500 inscritos! Nessa edição o passaporte completo (3
dias de masterclasses, as Grand Tastings e o jantar de gala) custou USD 2195 e
cada noite de Grand Tasting saiu a USD 275. O evento mais uma vez acontece nos
salões do hotel New York Marriott Marquis.
Idas e Vinhas
Edição de 2014
Veja aqui como os todos os
expositores presentes às Grand Tastings: Expositores.
E aqui o site oficial do
evento: 35th Wine Spectator’s New York Wine Experience.
Posts dos
anos anteriores:

A Safra e o Vinho – Bordeaux de 2000 a 2013

Idas e Vinhas

Muitos enófilos se perguntam qual o significado
da indicação da safra nos rótulos. Que tipo de informação relevante ela traz?

Sendo a uva uma planta de ciclo vegetativo
anual, a influência do clima ao longo das diferentes fases é crucial para o
vinho resultante.

Em vinhos como o Porto e o Champagne, o direito
de estampar o ano da safra só é conferido em anos considerados excepcionais
pelas autoridades reguladoras.

Para os colecionadores, adquirir uma safra de
determinado Bordeaux pode significar o ganho de milhares de dólares em uma
venda futura caso tal safra tenha sido considerada de alta qualidade. E perda,
em caso contrário.
Para o consumidor médio, no entanto, a
indicação da safra não deixa de ser útil. Uma boa safra em determinado país
pode tornar mais fácil escolher um vinho nas prateleiras.
A revista inglesa Decanter, em edição especial
de Julho de 2015, publicou o ranking de qualidade das safras do século (2000 a
2013) para as principais regiões de Bordeaux.
 Médoc & Graves
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St-Emilion & Pomerol

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Sauternes & Barsac

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Provamos e aprovamos… Domaines Latrille-Bonnin – Château Chanteloiseau 2013 – Bordeaux, Graves

Idas e Vinhas
A AC Graves se estende ao Sul da cidade
de Bordeaux, à margem esquerda do Rio Garonne. É considerada a
melhor região para a produção de brancos em Bordeaux. O solo predominante é o
cascalho (Graves, em francês). As altas taxas de drenagem e propagação do calor
favorecem a maturação das cepas brancas, resultando em vinhos de aromas sutis, estruturados
e complexos.

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A família Bonnin é proprietária dos
vinhedos há 6 gerações. A propriedade possui 80 hectares sendo 33 de vinhedos
cultivados com castas tintas (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot) e 14
de brancas (Semillon e Sauvignon Blanc), todos com 32 anos de idade.
Idas e Vinhas
Graves: Cascalho

Vamos ao vinho?
Château Chanteloiseau 2013
60% Semillon e 40%
Sauvignon Blanc. 12,3% de álcool.
Cor amarelo ouro. Com aromas intensos e
persistentes de jasmim, melão, maracujá, tangerina, camomila, mel e mineral. Em
boca apresentou médio corpo, acidez fresca e álcool equilibrado. Destaque para
a mineralidade (sal) e as notas de mel e jasmim. Final de boca muito intenso e
persistente, com fundo mineral e floral.
Nota IV: 87
Importadora: Everest 
Vendas no Rio de Janeiro: contato@idasevinhas.com.br
 

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Provamos e aprovamos… Château Lafargue 2008 – Bordeaux, Pessac-Léognan

Idas e Vinhas
Situada ao norte de Graves, a AOC Pessac-Léognan,
em Bordeaux, engloba alguns dos melhores vinhedos do mundo. Produz
tintos aromáticos, estruturados e aveludados.

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O Château Lafargue pertence à mesma família há três gerações. Inicialmente possuía
apenas 2 hectares de vinhedos e o foco principal da família era o cultivo de
leguminosas. Em 1983 Jean Pierre Leymarie assumiu a propriedade
adquiriu novos vinhedos e investiu em infraestrutura. Hoje a propriedade conta
com 18,5 hectares sendo 16 para as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet
Franc e Petit Verdot e 2,5 de Sauvignon Blanc e Sauvignon Gris. A média de
idade dos vinhedos é entre 20 e 25 anos.

O portfólio da vinícola é composto por apenas 3
rótulos sendo dois tintos e um branco:
Château Lafargue Prestige (produção média de 7mil
garrafas)
Château Lafargue (produção média de 120 mil
garrafas)
Château Lafargue (branco: Sauvignon Blanc e
Sauvignon Gris, produção média de 14 mil garrafas)
Vamos ao vinho?
60% Merlot, 26% Cabernet Sauvignon, 12%
Cabernet Franc, 2% Malbec e Petit Verdot. Afinamento durante 12 a 15 meses em
carvalho. 13,5% de álcool.
Cor vermelho granada. Impressionante variedade
de aromas, intensos e persistentes. Ameixa seca, uva passa, groselha, mirtilo,
cassis, cereja, morango, tabaco, baunilha, louro, madeira e rosas. Médio corpo
em boca, com boa acidez, álcool e taninos equilibrados. Confirmam-se as frutas
secas, o tabaco e a baunilha. Final de boca muito intenso e persistente, com
fundo mentolado e levemente tostado.
Vale a pena provar!!
A safra de 2011 recebeu 88 pontos na revista
Decanter. O vinho deste post (safra 2008) é o vinho da semana do nosso Wine Club.
Nota IV: 86
Importadora: Everest 
Vendas no Rio de Janeiro: contato@idasevinhas.com.br
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