Aconteceu…Winebar com Brunello da Casanova de Neri

Idas e Vinhas

Winebar de 18 de Agosto de 2015  propiciou uma ótima experiência para
os apreciadores de vinhos italianos em geral e da afamada Sangiovese em
particular.

Idas e Vinhas
Em
conversa animada, Daniel Perches recebeu Giacomo Neri, proprietário da Vinícola Casanova di Neri, produtor da região de Montalcino
e cujos vinhos degustados são trazidos com exclusividade ao Brasil pela Expand.
Giacomo assumiu o negócio da família
a partir de 1991, 20 anos após a fundação. Todos os vinhos são feitos a partir
de uvas de vinhedos próprios. São 7 rótulos no total, cuja produção foi
planejada em função dos diferentes solos e microclimas da propriedade.
A vinícola fica na aclamada
região italiana de Montalcino, na Toscana, cujo expoente é o Brunello di Montalcino.
Idas e Vinhas

O Brunello di Montalcino, feito exclusivamente a
partir de um clone da Sangiovese (a Brunello), é um vinho DOCG. Para tanto, além
de outras exigências, deve passar por pelo menos 5 anos de maturação sendo 2
anos em barricas de carvalho para a versão Rosso. Os Riserva devem permanecer
no mínimo 6 anos em maturação e 6 meses adicionais em garrafa.
O vinho que provamos durante o
Winebar não tem a denominação Brunello di Montalcino DOCG. É um Sant’Antimo DOC, denominação criada
para abrigar os supertoscanos locais. Ou seja, são vinhos que podem utilizar
outras castas além da Sangiovese.
Os
vinhos degustados por Daniel e Giacomo foram:
Rosso di
Casanova di Neri
– IrRosso 2012 (esse foi o vinho que
recebemos)

Vamos ao
vinho?

IrRosso 2012

Sangiovese e Colorino. 13,5% de álcool.
O IrRosso (expressão
toscana para Rosso, tinto) tem como proposta ser um vinho menos complexo e de preço
menor em relação aos demais vinhos da Casanova di Neri. Pronto para beber ainda
jovem e versátil para acompanhar diferentes estilos de comida (queijos, massas,
carnes…). A primeira safra foi lançada em 2006.
Colheita manual e fermentação com leveduras nativas,
em cubas de aço. Estagia entre 12 e 15 meses em barricas de carvalho não novas.
A ideia aqui é “arredondar” o vinho preservando os aromas frutados.
Vermelho rubi escuro, com reflexos granada. Aromas
intensos e persistentes, destacando-se rosas e violetas, frutas vermelhas
maduras, cerejas (em calda), baunilha, chocolate e pimenta do reino. De corpo
médio e taninos bastante presentes mas ainda assim agradáveis. Final longo,
muito intenso e persistente, sobressaindo em boca aromas florais e terrosos.
Idas e Vinhas
Nota IV: 87.
Importadora: Expand
Preço informado: R$ 180,00

Veja como foi a degustação e saiba mais sobre os vinhos assistindo ao video: Winebar com Casanova di Neri

Aconteceu… O excelente chileno VIK chega ao Brasil


Foi uma grata surpresa receber o convite para a etapa de abertura
da apresentação do VIK ao mercado brasileiro. World Wine e Wine.com.br
programaram ações aqui no Rio, em São Paulo e Brasília. A apresentação do vinho
e da vinícola nesse tour pelo Brasil está a cargo de Gonzague de Lambert
(enólogo e Vice-presidente de Marketing e Vendas) e Julia Parapugna (Diretora
de vendas).

 Idas e Vinhas

Provamos o VIK pela primeira vez em 2012, em nossa maratona enológica pelo Chile. Das vinícolas que visitamos, a VIK foi sem dúvida uma das
experiências mais marcantes (leia mais aqui). Difícil dizer se foi pela
recepção impecável (que incluiu uma degustação especialíssima e uma noite de
hospedagem), pela beleza estonteante da paisagem ou pela alta qualidade do
vinho, o fato é que sempre comentamos com amigos o quanto vale a pena conhecer
a VIK.
A apresentação no Rio de Janeiro aconteceu na última terça-feira,
25 de Agosto, em um coquetel na loja Porto di Vino. Foi ótimo reencontrar o
Gonzague (foi ele quem conduziu a nossa visita em 2012), que está cada vez mais
entusiasmado com o projeto e se encarregou pessoalmente de servir os convidados
(e de trazer do Chile preciosas 36 garrafas de VIK).

Idas e Vinhas

Assim que cheguei, fui recepcionada com o VIK 2010 (a mesma safra
que provamos em 2012 e que temos em casa). Muitas vezes provamos um vinho em
determinada ocasião e ficamos com uma impressão que acaba não se confirmando
nas outras vezes. Por isso estava mesmo um pouco receosa de provar novamente,
querendo preservar a experiência anterior. E o que tenho a dizer é que….o
vinho é realmente excepcional. Aos cinco anos preserva a cor viva, os aromas
intensos e os taninos redondos. Tudo indica que tem um grande potencial de
guarda.

Idas e Vinhas
Gonzague e Ana Cristina

Gonzague fez uma breve apresentação da vinícola e do projeto VIK
(que inclui um outro rótulo, o VIK A) e Julia apresentou o hotel (dedicado ao
turismo de alto luxo) e o restaurante recentemente inaugurado. Em 2012 passamos
uma noite no lodge (o hotel estava em construção) que hoje é utilizado pela
família de Alexander VIK e o que hoje é a linda bodega estava nos primeiros
estágios do projeto.

Idas e Vinhas

Ao longo da noite, passamos ao VIK 2011 (e de volta ao 2010…). Em
2012, nossa degustação foi composta por 9 taças guardavam amostras do que seria
o VIK 2011. Ou seja, tivemos o privilégio de provar os diferentes lotes que
estavam repousando nas barricas antes que os enólogos decidissem o blend do
vinho. E, bem, acertaram! É tão bom quanto a safra 2010, mantém a identidade
aromática e traz sutis diferenças: é menos amadeirado e com taninos mais
marcantes.
Vamos aos vinhos?
VIK 2010
Cabernet Sauvignon 56%, Carménère 32%, Cabernet Franc 5%, Merlot
4%, Syrah 3%.
13.9 % de álcool.
Uvas colhidas manualmente e fermentadas com leveduras nativas. A
fermentação malolática foi feita em barricas novas de carvalho francês seguida
por 23 meses de envelhecimento. Envasado em 3 de Abril de 2010.
De cor rubi muito vivo e brilhante. No nariz, impressionou pela
intensidade e persistência dos aromas florais (rosas e violetas), de frutas
negras, cassis e baunilha. Em boca, as frutas negras e a baunilha se destacam.
Encorpado, com taninos marcantes e ainda assim redondos. Final longo, intenso e
muito agradável.

Idas e Vinhas

VIK 2011
Cabernet Sauvignon 55%, Carménère 29%, Cabernet Franc 7%, Merlot
5%, Syrah 4%.
13.9 % de álcool.
Uvas colhidas manualmente e fermentadas com leveduras nativas. A
fermentação malolática foi feita em barricas novas de carvalho francês seguida
por 23 meses de envelhecimento. Envasado em 5 de Abril de 2013.
Também de cor rubi muito vivo e brilhante, o VIK 2011 tem perfil
aromático bastante similar ao 2010. A madeira aqui é mais sutil e os taninos
são ainda mais marcantes sem perder a elegância. Final longo, intenso e
muitíssimo agradável
.
Idas e Vinhas

A Wine.com.br já está comercializando tanto o VIK (R$ 590,00 para
não membros) quanto o VIK A (R$ 170,00 para não membros).
Em 2012 adquirimos o VIK 2010 na própria vinícola, e pagamos 135
dólares.
Idas e Vinhas
Rodrigo Oliveira da World Wine (ao centro), com os sócios da Porto di Vino Bernardo Larreta e Bernardo Murgel

Leia sobre a nossa viagem ao Chile:

Provamos e aprovamos… Parra Family Project – Pencopolitano 2013

Idas e Vinhas

Conhecemos o Pedro Parra durante um
evento de divulgação dos vinhos Alto Las Hormigas, no ano de 2014 (veja
aqui o post). Desde então não perdemos mais contato
com esse que é um dos mais requisitados consultores não apenas para a
fabricação de vinhos, mas pelo estudo de solos e climas. Não é à toa que Parra
é conhecido como o “caçador de terroir”.

Parra é um dos grandes peritos em estudo do
solo para a vitivinicultura. De origem chilena e com cursos
de formação na França, Parra atuou como consultor em dezenas de projetos não
apenas no Chile (Viña
Montes, Concha y Toro, Lapostolle, William Fèvre…), mas Argentina (Renacer, Alto Las Hormigas,
Cobos…), Espanha (Bodegas Santana), Estados Unidos (Benzinger), e por aí vai…
Devido ao sucesso dos seus projetos, Parra decidiu que é hora de
construir um legado para seus filhos e acaba de lançar o Parra Family Project –
Pencopolitano.
Corte de  49% Carignan, 37% Pais, 9% Carmenère e 4% Cinsault, oriundas de
vinhedos dos Vales do Maule e
Itata
, respectivamente cerca de 200 e 400 km ao Sul de Santiago.
A produção é pequena: 3.000 garrafas. Vieram para o Brasil apenas 720!
Vamos ao vinho?
Pencopolitano 2013
49% Carignan, 37% Pais, 9% Carmenère e 4%
Cinsault.
O mosto foi fermentado de forma artesanal,
utilizando leveduras indígenas. Lotes de Carignan e Carmenère estagiaram em
carvalho francês de segundo uso por 14 meses. 13,5% de álcool.
Cor vermelho púrpura escuro. No nariz mostrou
boa variedade de intensos aromas tais como cassis, cereja, violeta, tabaco,
café, baunilha e algo de vegetal e terroso. Em boca se destacam o cassis, a
violeta e alguma erva fina (alecrim). De médio corpo, bom equilíbrio entre
acidez, álcool e taninos, final de boca adocicado, intenso e persistente.

Nota IV: 87
Importadora: Domínio Cassis
Distribuído exclusivamente pelo Idas e Vinhas no Rio de Janeiro.
R$125 (consumidor final). Sócios do Wine Club Idas e Vinhas têm 7% de desconto.*
Garanta a sua garrafa: contato@idasevinhas.com.br

* Promoção por tempo limitado.
Idas e Vinhas

Aconteceu… Degustação Casa Flora – Borgonha x Bordeaux

Idas e Vinhas

A noite da última quarta-feira,
29 de Julho, na Casa Flora
foi dedicada a um desafio clássico em se tratando de degustações: Borgonha x
Bordeaux
. Uma das (muitas) coisas boas em se tratando de vinho é que nesses
desafios todos ganham.

 Idas e Vinhas
E quando falamos então de
Borgonha e Bordeaux, a gama de excelentes produtores é tão grande que as
possibilidades de interessantes comparações são vastíssimas.
Borgonha e Bordeaux, símbolos daquilo
que torna a França a maior personificação do modelo do que se consideraria a “perfeição
vínica”, encenam complexo embate porque os vinhos são distintos na essência.
De um lado a Borgonha com sublimes
varietais – brancos de Chardonnay e tintos de Pinot Noir (com
licença para a Gammay em algumas AOC) – que exibem equilíbrio, elegância
e frescor.
De outro, vem Bordeaux, cujo
famoso “corte bordalês” é a receita mais copiada ao longo das fronteiras
vitivinícolas mundo afora. Estrutura, complexidade e longevidade é o que trazem
a Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot (as castas
mais empregadas) a esses vinhos.
Idas e Vinhas

A seleção de vinhos feita por Abel Mendes contemplou alguns
dos melhores rótulos de cada região que fazem parte do portfólio da Casa
Flora
.
Ao longo da
degustação, antepastos e risoto de gorgonzola preparado com esmero pela chef Vilma.
Idas e Vinhas
Vamos à sequência?
1.    Clos Floridene Graves Blanc 2011
Bordeaux. 51% Semillon, 47% Sauvignon
Blanc, 2% Muscadelle. 12,5% de álcool.
Idas e Vinhas

2.   
Chauvot-Labaume Pouilly
Fuissé Les Clos 2012
Bourgogne. Chardonnay. 13% de
álcool.
Idas e Vinhas

3.   
Abel Pinchard Beaujolais
Villages Rouge 2011
Borgonha. Gamay. 12,5% de álcool.
Idas e Vinhas

4.   
Chauvot-Labaume Mercurey
Premier Cru Clos L´Eveque 2012
Borgonha.
Pinot Noir. 13% de álcool.
Idas e Vinhas

5.   
Domaine du Préau Côte de
Nuits Villages 2012
Borgonha.
Pinot Noir. 13% de álcool.
Idas e Vinhas

6.   
Domaine du Préau Gevrey
Chambertin 2011
Borgonha. Pinot Noir. 13% de álcool.
Idas e Vinhas

7.   
Chateau La Croix de Marbuzet
Saint-Estèphe 2011
Bordeaux.
60% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon (vinhedos de 35 anos). 13% de álcool.
Idas e Vinhas

8.   
Chateau La Commanderie de
Mayzeres Pomerol 2006
Bordeaux. 55% Merlot, 45% Cabernet
Franc. 14% de álcool.
Idas e Vinhas

9.   
Chateau Marquis de Lalande
Saint-Julien 2009
Bordeaux. 53% Cabernet Sauvignon, 47%
Merlot. 13% de álcool.
Idas e Vinhas

10.
Confidences de Prieuré
Lichine Margaux 2008
Bordeaux. 50% Cabernet Sauvignon, 45%
Merlot, 5% Petit Verdot. 13% de álcool.
Idas e Vinhas
Como
prevíamos, empate técnico! Pois em essência Bordeaux e Borgonha podem até ser diferentes,
mas ambas produzem indiscutivelmente vinhos de primeira grandeza. Alegria em
estado líquido!