Enocuriosos… Viñas de Chile – Cousiño Macul

Foto
do acervo particular da vinícola, exposta no museu – “foto da foto”.
Depois de dois dias e meio muito
bem aproveitados em Santa Cruz, no Vale de Colchagua, voltamos a Santiago, onde visitaríamos mais duas viñas no entorno
da capital chilena, numa região denominada Vale do Maipo (que
abrange parte da “grande Santiago”, digamos assim), e começamos
pela Cousiño Macul
.
Para chegar à vinícola, tomamos o metrô até a Estación Quilín e de lá seguimos de táxi até a propriedade.
Se você fizer o mesmo, utilize a saída que dá acesso ao Mall
Paseo Quilin
porque isso facilita a tarefa de encontrar um táxi e evita que
o carro tenha que fazer um retorno para pegar a via da bodega. Ao todo, o
trajeto percorrido desde a Estación Santa Lucía, em Santiago, durou cerca de 35 minutos…
(o trecho de táxi é relativamente curto e não chega a pesar no bolso).
Na Cousiño Macul  tivemos um problema de fácil
solução mas que se revelou muito desagradável. Fizemos a reserva por e-mail (para o tour com degustação premium) e obtivemos a
confirmação da mesma – também via e-mail.
Ocorre que, chegando à vinícola, o atendente/guia nos disse que só poderíamos
fazer a visita comum, pois ele não encontrava a nossa reserva. Argumentamos que
a reserva havia sido confirmada por eles, que ficara faltando apenas indicar o
idioma, e solicitamos que ele fizesse a gentileza de verificar o equívoco,
checando em sua caixa de mensagens. Um procedimento, em princípio, muito
simples. No entanto, longos minutos se
passaram sem que ninguém nos desse qualquer informação e passamos a presenciar
um deselegante jogo de “empurra” entre os funcionários da casa. 
Decidimos sair de perto para
deixá-los “à vontade” para resolver a questão entre eles e ficamos
aguardando na sala de estar, anexa à recepção (já estávamos cansados de
apreciar a lojinha – muito tempo já havia se passado). Como estávamos dentro da
nossa razão e já tínhamos nos deslocado até lá, decidimos não “arredar
pé” e aguardar até que nos apresentassem uma solução. 

A solução veio em tom de
“favor” e com 40 minutos de tempo transcorrido. Estávamos (como é de
se imaginar) bastante aborrecidos com toda essa situação… Fomos agregados a
um pequeno grupo que começaria uma visita naquele exato momento e ficamos todo
o tempo sem saber, de fato, qual solução havia sido dada, pois nada mais foi
dito além das seguintes palavras: “Vamos abrir uma exceção para vocês.
Vocês podem acompanhar esse grupo que vai começar o tour agora”…

Idas e Vinhas
Tanques
de fermentação onde se faz o ícone Lota.
Durante a visita, nosso guia (o mesmo que nos recepcionou e
“cuidou” do impasse da reserva) se mostrou muito
simpático… O tour foi bacana
(embora muito simples se comparado às visitas que havíamos feito até então
– especialmente em Santa Cruz, onde, em cada vinícola, um novo conhecimento nos
era agregado – veja aquiaqui e aqui). As instalações são bonitas e
rústicas, além de apresentarem uma certa aura de antiguidade, tanto na cave
como na grande sala onde é processado o ícone da casa, o Lota (aliás, o único rótulo produzido ali). Há ainda uma
“salinha-museu” onde são expostos maquinários e utensílios antigos
como a máquina de arrolhar garrafas (uma a uma e “no muque”), as
placas antigas de destinos para exportação, além de fotos muito bonitas e
ilustrativas do cotidiano dos trabalhadores na linha de produção, bem como
outras engenhocas e traquitanas interessantes e pitorescas. Este nos pareceu,
realmente, o momento mais interessante – e até bonito – do passeio: um
“museu” bastante representativo, ainda que simples e pequeno.
Sentimos falta, nesse tour, de
visitar os vinhedos na área externa.
Idas e Vinhas
Ao fim da visita, do lado de fora
(e de pé), provamos 3 vinhos da casa. Nesse momento, um outro funcionário fazia
vários sinais negativos para o nosso guia e apontava para o grupo (na nossa
direção). Quando viu que nós havíamos percebido, desistiu de fazer os sinais (que
o guia sequer notou). Ficamos com a forte impressão de que o moço tentava
avisar que nós dois (os agregados àquele grupo) não deveríamos provar daqueles
vinhos mas, como estávamos neste grupo todo o tempo sem entender direito qual a
proposta, seguimos com a prova que nos foi oferecida.
De fato, ao que tudo indica, não
deveríamos ter provado daqueles vinhos mesmo. Ao que parece, “pegamos carona” no tour comum. Isso porque, acabada a breve
degustação, o pessoal do grupo foi encaminhado à lojinha para comprar seus
vinhos e efetuar os pagamentos (ou seja: fim do passeio para eles) e nós fomos orientados
a aguardar enquanto começavam a preparar (só então) a sala para a degustação
que havíamos reservado.
Devemos confessar que o desgaste
causado pela maneira como foi conduzido o “mal-entendido” em relação
a nossa reserva (a nosso ver, uma simples falha na comunicação e que poderia
ter sido sanada de forma igualmente simples) e a falta de clareza no trato com
o cliente quanto à “solução” dada (outra falha na comunicação – ou
indiferença…) ficou repercutindo na nossa disposição por quase toda a visita
– incluindo o final, quando deduzimos estar no tour comum… 
Idas e Vinhas
Sabe aquele ditado popular que
diz: “a primeira impressão é a que fica”? Neste caso, a
“primeira impressão” foi sendo reiterada repetidas vezes e…
“ficou”!
Ficou mas passou. E nós
oferecemos um doce (uma receita de bolo) a quem adivinhar em qual
momento passou. (Alguém?)… Passou no momento exato em que, acabada a visita
guiada (e após provar dos vinhos que não eram destinados para nós) nos sentamos
na sala de degustação para provar os (ótimos) vinhos das linhas Finis Terrae e Antiguas Reservas! Passou tudo, toda “mágoa” e aborrecimento. A
partir daquele momento ficamos alegres e com o coração cada vez mais leve!
A degustação foi ótima – pelo
simples fato de que os vinhos eram muito bons. A orientação da degustação é que
não agregou valor. Embora o nosso guia continuasse nos tratando com grande
simpatia, a apresentação dos vinhos foi demasiado apressada (e não poderíamos
esperar nada diferente, afinal, eles estavam “abrindo uma exceção”
para nós) e, após apresentar brevemente os vinhos, o guia simpático saiu da
sala e pediu que ficássemos à vontade para degustar… 
A verdade é que, a essa altura –
… três… com cinco … Oito vinhos (!) – a essa altura a gente não estava “ligando
a mínima” para buscar uma percepção apurada na nossa degustação! Se os vinhos
apresentavam notas “disso” ou “daquilo”, se eram frutados ou amadeirados, se o
álcool equilibrava com a acidez; se tinham retro gosto “assim” ou “assado”… a
gente não estava “nem aí”! Mas… uma coisa podemos garantir: os
vinhos eram realmente bons! 
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
É mais vinho, sem sombra de dúvida. A visita é bacaninha, mas está longe
de ser um atrativo (entenda-se que fizemos, ao que tudo indica, a visita
comum). Há uma nítida sensação de que o tour
ocorre em uma vinícola desativada (com cara de museu) e sem grandes atrativos. Revisitando
a página da Cousiño, verificamos que há agora um outro tipo de visita, com “maridaje”,
que não estava disponível em set/2014, quando lá estivemos. Para nós, o bom da
casa é que ela também oferece a degustação por taça, com preços atraentes,
e desvinculada da visita e, o melhor: sem necessidade de reserva (e livre de eventuais
mal-entendidos ou falhas na comunicação). Ah, não deixe de aproveitar a
oportunidade de adquirir bom vinho por excelente preço!

Enocuriosos 
*Fotos de Dagô e Simone 
(exceto foto 1 – a “foto da foto” – de propriedade da Cousiño Macul)

Pedro Parra Family Project – exclusividade Idas e Vinhas no Rio de Janeiro

Idas e Vinhas

Em parceria com
a Importadora Domínio Cassis, apresentamos com exclusividade aqui no Rio
de Janeiro o Pencopolitano, projeto familiar do renomado winemaker e caçador de terroirs Pedro Parra

Os enoentusiastas sabem que o solo onde as uvas crescem contribui muito para os aromas e sabores do vinho produzido. E Pedro Parra vai fundo nessa ideia. Um dos mais conceituados consultores sobre o tema, ele já escavou pelo menos 20.000 locais para estudar os solos de vinhedos de boa parte do mundo.

Mas a paixão de Parra pelo vinho vai muito além do solo e do terroir. De origem chilena e com cursos de formação na França, Parra atuou como consultor em dezenas de projetos não apenas no Chile (Viña Montes, Concha y Toro, Lapostolle, William Fèvre…), mas Argentina (Renacer, Alto Las Hormigas, Cobos…), Espanha (Bodegas Santana), Estados Unidos (Benzinger), e por aí vai…

Tendo sido tão bem sucedido Parra decidiu que é hora de construir um legado para seus filhos e acaba de lançar o Parra Family Project. É um corte de  49% Carignan, 37% Pais, 9% Carmenére e 4% Cinsault, oriundas de vinhedos dos Vales do Maule e Itata, respectivamente cerca de 200 e 400 km ao Sul de Santiago.

A produção é limitadíssima, apenas 3.000 garrafas. Vieram para o Brasil apenas 720. Garanta já a sua!

Pedidos: contato@idasevinhas.com.br
Preço: R$ 125,00 + taxa de entrega

Aconteceu… Degustação Emilia – Frescor e Elegância

Idas e Vinhas


A última sexta-feira, 24 de Julho, foi noite de casa cheia na Bardot – Vinhos e Artes. A convite do amigo Abel Mendes, apresentamos aos convidados 5 rótulos que compõem a linha Emilia, da vinícola argentina Nieto Senetiner.

A Nieto Senetiner é uma das vinícolas de ponta da Argentina, com grande variedade de linhas (desde a de entrada, Benjamin, ao ícone Cadus) presente em mais de 15 países.

Idas e Vinhas

Os vinhos da linha Emília são muito bem feitos, para o dia a dia, e contam com preços atrativos. Aqui a valorização da fruta é o ponto alto, e por isso os tintos passam em madeira apenas o suficiente para o afinamento dos taninos.

O branco que abriu os trabalhos foi o Emília Chardonnay – Viognier (casta originária do Vale do Rhone – França). Mesmo com poucos vinhedos pelo mundo, é considerada por críticos conceituados uma das grandes castas brancas. No Emília ela contribuiu com intensos aromas frutados e florais. Por não passar em madeira, o vinho é bastante fresco e mineral.
Idas e Vinhas

Em seguida foram apresentados o Malbec Rosé e a sequência de tintos Malbec, Malbec/Bonarda e Cabernet Sauvignon. Todos com bom equilíbrio, boa acidez e taninos agradáveis.
Com relação aos tintos, destaque para o corte Malbec/Bonarda, que exibiu aromas intensos de flores, frutas negras e tabaco. O Cabernet Sauvignon encerrou a sequência com elegância, agradando a todos.
Os vinhos:
Emilia Chardonnay Viognier 2012
Emilia Malbec Rosé 2013
Emilia Malbec 2012
Emilia Malbec Bonarda 2012
Emilia Cabernet Sauvignon 2013

Uma grata surpresa foi a presença da presidente nacional – Maria Lúcia Rodrigues – e amigas confreiras da Amigas do Vinho, a maior confraria feminina do Brasil. 

Idas e Vinhas
Da esquerda para direita: Mara, Maria Lúcia, Ana, Fátima, Patrícia e Luciana – Amigas do Vinho.

E para encerrar a noite, os convidados brindaram com o espumante Abreu Garcia Brut RoséProduzido no Planalto Catarinense pelo método charmat. Elaborado com Cabernet Sauvignon e Merlot, tem uma bela cor salmão, aromas de frutas vermelhas (morangos, cereja), frescor e equilíbrio.

Idas e Vinhas

Você encontra o portfólio completo da Nieto Senetiner na Bardot – Vinhos e Artes.

Provamos e aprovamos… Vinho Verde Quinta de Covela Edição Nacional Avesso 2013

Idas e Vinhas

A Quinta de Covela já foi propriedade do famoso cineasta europeu Manoel
Oliveira
(falecido em 2015 aos 106 anos). Ao final da década de 80 foi
comprada pelo empresário Nuno Araújo que fez altos investimentos nos
vinhedos e em tecnologia para tornar a vinícola competitiva, criando a marca
Covela. Atualmente a propriedade está sob o comando do grupo
Lima Smith LDA que, além da Covela, são proprietários da Quinta
da Boavista
e Quinta das Tecedeiras.

Idas e Vinhas
Com o passar dos anos os vinhos começaram a ganhar
notoriedade tanto em Portugal como em outros países (inclusive no Brasil). O
design dos rótulos é moderno e o enólogo Rui Cunha aposta na elaboração
de vinhos com cortes utilizando castas portuguesas e internacionais. Em 2007 a Covela
conquistou o status de produtor biodinâmico ajudando a se firmar como vinícola
de ponta no país.
 

Idas e Vinhas
Foto: Ana Paula Carvalho
A localização é privilegiada, na fronteira
entre a zona granítica da Região dos Vinhos Verdes e a região de xisto dos
Vinhos do Porto. A vista dos vinhedos e do vale do Douro é cinematográfica.
Conta com 49 hectares, dos quais 18 com vinhedos, distribuídos por duas regiões
do Baixo Douro, São Tomé de Covelas e Santa Cruz do Douro, reconhecidas pela
extraordinária beleza natural e pela sua rica história cultural.
 

Idas e Vinhas
Foto: Pedro Sampayo Ribeiro
Os vinhedos estão plantados em terraços às
margens do Rio Douro. Os solos são graníticos e pobres, o que obriga as raízes
das vinhas a procurar água e nutrientes em camadas muito profundas.
Recentemente participamos de um jantar
harmonizado organizado pela CVRVV, no Rio de Janeiro. Veja aqui como
foi.
Também já escrevemos sobre a D.O. Vinhos Verdes
aqui.
Vamos ao vinho?
100% Avesso, fermentação com leveduras
indígenas, 12,5% de álcool.
Cor amarelo palha claro com reflexos verdeais.
Com aromas persistentes de frutas cítricas (laranja e limão), flor de
laranjeira e de mineralidade marcante. No paladar apresenta corpo leve, acidez
fresca, maciez e álcool equilibrado. As frutas cítricas e a mineralidade ganham
destaque. Final de média persistência com retrogosto cítrico e refrescante.
Ao mesmo tempo em que é agradável para ser
degustado sozinho, é bastante gastronômico devido a sua alta acidez e leveza. Acompanha
bem saladas, frutos do mar, peixes e carne de aves além de ser uma opção interessante
para harmonizar com a gastronomia oriental.
Só tem um problema: acaba rapidinho!!!
Nota IV: 87
Importadora: Magnum
Idas e Vinhas

Aconteceu… Apresentação de Vinhos Verdes pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV)

Idas e Vinhas

No dia 02 de Julho de 2015, fomos convidados
pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes a participar de um
jantar harmonizado no restaurante Casa Vieira Souto, na orla da Praia de
Ipanema.

Já escrevemos sobre a D.O. Vinhos Verdes aqui.
A CVRVV
e mais 27 produtores portugueses da região de Vinhos Verdes estiveram em São
Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 30 de Junho e 3 de Julho para a
realização de diversas ações de divulgação e promoção dos vinhos verdes. As
ações contaram com uma degustação no Hotel Pestana, treinamento e formação para
colaboradores da rede Pão de Açúcar e para a importadora Barrinhas, além do
jantar harmonizado do qual participamos.
As ações foram apresentadas por Bruno Castro
Almeida
, um dos principais representantes da CVRVV.
A proposta para a apresentação dos vinhos e o
jantar harmonizado na Casa Vieira Souto foi bastante informal. As 29 garrafas
de vinho estavam dispostas em uma mesa e cada participante era livre para
provar o que quisesse, na ordem da sua preferência. Em caso de dúvidas, Bruno
estava ali para saná-las.
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas

Terminada as provas fomos convidados a nos
sentar à mesa e os pratos começaram a ser servidos e também ficamos à vontade
para escolher qual vinho harmonizaria com os pratos.

Idas e Vinhas
O cardápio definido pela chef Luciana Plaas
foi acertado. Bem elaborado mas sem exageros, facilitando a harmonização com os
vinhos.
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Para nós, os melhores da noite foram: 
Covela Avesso
Soalheiro Alvarinho
Portal do Fidalgo Alvarinho
Foi uma ótima experiência!

Provamos e aprovamos:
Vinho Verde Quinta de Covela Edição Nacional Avesso 2013

Vinhos Verdes… uma outra face dos vinhos de Portugal

Idas e Vinhas

Em se tratando de vinhos portugueses, a maioria
de nós logo se lembra dos excelentes tintos das regiões do Douro, Dão, os
brancos do Alentejo…e costumamos parar por aí. Mas felizmente esse cenário
está mudando. De olho no promissor mercado consumidor brasileiro, especialmente
o carioca que é o maior apreciador de vinhos portugueses, temos tido várias
ações promovidas por entidades como a Vinhos de Portugal e a Vinho Verde que
visam apresentar outras faces da vinicultura da nossa antiga Metrópole.

Idas e Vinhas

O assunto desse post é uma exclusividade portuguesa:
O Vinho Verde. E não, ele não é verde e nem precisa amadurecer para ser
bebido…ao contrário! São tintos, brancos e rosés cujos aromas, frescor e
vivacidade são muito particulares.
Produzido unicamente na Região Demarcada
dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, é elaborado somente a partir das
castas autóctones da região, preservando a sua tipicidade de aromas e sabores
tão diferenciadores a nível mundial.
Idas e Vinhas
Amarante Rio Tâmega

Idas e Vinhas
Melgaço – Vale do Minho
A região foi oficializada em 18 de Setembro de 1908
e demarcada em 1 de Outubro do mesmo ano. É a maior (e uma das mais antigas) região
demarcada de Portugal, localizada a noroeste, faz fronteira com a Espanha, nas
províncias do Minho e do Douro Litoral. É dividida em nove sub-regiões:
Amarante, Ave, Baião, Basto, Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa.
Idas e Vinhas

O clima
Uma das particularidades da região é o clima,
extremamente chuvoso, com índice médio podendo chegar a 1200mm ano, se
concentrando no inverno e na primavera. Este fator se deve ao relevo bastante
irregular, recortado por vales e rios, se acentuando do litoral para o
interior. Os rios Minho, Lima, Cávado, Ave, Sousa, Tâmega e Douro também
influenciam a vitivinicultura da região.
Os solos
Na sua maioria são de origem granítica com
algumas faixas de origem xistosa.
A Denominação de Origem (D.O.) Vinho Verde
A D.O. Vinho Verde designa um produto
vitivinícola:
– Originário de uvas provenientes dessa região;
– Cuja qualidade ou características se devem
essencial ou exclusivamente ao meio geográfico, incluindo os fatores naturais e
humanos;
– E cuja vinificação e elaboração ocorrem no
interior da D.O.
Para ostentar o rótulo D.O. Vinho Verde,
o produtor está sujeito a um controle rigoroso que envolve todas as fases do
processo de produção do vinho, desde a vinha até o consumidor. As castas
utilizadas, os métodos de vinificação e as características organolépticas são apenas
alguns dos elementos cujo controle permite a atribuição da D.O. Cabe às
Comissões Vitivinícolas Regionais assegurar esse controle de forma a garantir a
genuinidade e qualidade dos produtos com D.O. dentro das suas regiões
demarcadas.
O Vinho Verde representa praticamente 90% do
total do vinho produzido na região.
A Indicação Geográfica (I.G.) Minho
Essa indicação geográfica localiza-se na mesma
área da D.O Vinho Verde. Para ostentar a denominação I.G. Minho, o vinho
deve obedecer as seguintes condições:
– Ser originário de uvas daí provenientes em
pelo menos 85%;
– Cuja reputação, determinada qualidade ou
outra característica podem ser atribuídas a essa origem geográfica;
– E cuja vinificação ocorra no interior da I.G.
O vinho regional Minho representa
aproximadamente 10% do total da produção da região. Para a sua produção são
autorizadas 23 castas, que não podem ser utilizadas na D.O. Vinho Verde.
Brancas:
Chardonnay, Chenin Blanc, Colombard, (Semilão), Gewürztraminer, Müller Thurgau,
Pinot Blanc, Rabo-de-Ovelha, Riesling, Sauvignon Blanc, Verdelho, Viognier e
Viosinho.
Tintas:
Alfrocheiro, Aragonez (Tinta Roriz), Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon,
Castelão, Jean (Mencia), Merlot, Pinot Noir, Syrah, Tinta Barroca e Pinot Gris.
Área de Produção da D.O. Vinho Verde e da I.G. Minho
Os vinhedos estão a aproximadamente 700 metros
acima do nível do mar, na zona tradicionalmente conhecida como “Entre-Douro-e-Minho”,
com cerca de 21 mil hectares de vinhedos, o equivalente a 15% da área vitícola
portuguesa.
Principais números da região:
7.000 km2
21.000 há de vinhedos
129.000 parcelas de vinha
45 castas (D.O. Vinho Verde)
68 castas (I.G. Minho)
19.000 viticultores
600 engarrafadores
80 milhões de litros de vinho produzidos
anualmente
2.000 marcas de vinho
As castas
Principais brancas:
Alvarinho
Arinto (Pedernã)
Avesso
Azal
Batoca (Alvaraça)
Loureiro
Trajadura (Treixadura)
Idas e Vinhas

Principais tintas:
Alvarelhão (Brancelho)
Amaral
Borraçal
Espadeiro
Padeiro
Pedral
Rabo-de-Anho
Vinhão (Sousão)

Outras permitidas:
Brancas: Cainho,
Cascal, Diagalves, Esganinho, Esganoso, Fernão Pires (Maria Gomes), Folgasão,
Gouveio, Lameiro, Malvasia-Fina, Malvasia-Rei, Pintosa, São-Mendes, Semillon,
Sercial (Esgana Cão) e Tália (Ugni Blanc, Trebbiano-Toscano).
Tintas: Alicante-Bouschet,
Bagal, Doçal, Doce, Espadeiro-Mole, Grand-Noir, Lambrusco, Mourisco, Pical
(Piquepoul-Noir), Sezão, Touriga-Nacional, Trincadeira, Tinta-Amarela,
Trincadeira Preta, Verdelho Tinto e Verdial Tinto.
Como dissemos, o Vinho Verde pode ser branco,
tinto e rosé. Na região também são produzidos vinhos de colheita tardia e espumantes,
além de aguardentes vínica e bagaceira.
Os tipos de Vinho Verde
Branco: de cor
citrina ou palha, com aromas frutados e florais, dependendo das castas que lhe
dão origem. Em boca são intensos e refrescantes.
Temperatura de serviço: 8 a 12ºC
Rosado: cor
levemente rosada ou carregada, apresenta aromas frescos de frutos vermelhos. Em
boca é refrescante e persistente.
Temperatura de serviço: 10 a 12ºC
Tinto: de cor
vermelha intensa e, em alguns casos, apresenta espuma rosada ou vermelha viva,
aroma vinoso, com destaque para os frutos silvestres. Na boca é fresco,
intenso, saboroso e gastronômico.
Temperatura de serviço: 12 a 15ºC
Colheita tardia: apresenta cor dourada e aromas de frutas
secas, mel, floral, com final de boca persistente e complexo.
Com açúcar residual mínimo de 45g/L e álcool
mínimo de 14% e máximo de 15% vol.
Deve ser servido bem gelado, como aperitivo, no
acompanhamento de foie gras, patés, queijos e sobremesas.
Espumantes
A região está ganhando destaque também na
produção de espumantes. Podem ser elaborados pelo método Charmat ou Champenoise,
e são classificados em “Vinho Espumante de Qualidade” e “Vinho Espumante”.
Espumantes com D.O. Vinho Verde, devem ser elaborados exclusivamente de
Alvarinho. Já nos D.O. Vinho Verde Varietais Alvarinho, a casta deve
representar percentual igual ou superior a 30% no produto obtido.
Os espumantes D.O. Vinho Verde Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço devem ser
100% provenientes de castas cultivadas e vinificadas nessa sub-região.
Classificação conforme a concentração de açúcar
residual (seguem as mesmas regras de Champagne) podem ser:
Bruto natural: < 3g/L (sem adição de açúcar
após a segunda fermentação)
Extra bruto: entre 0 e 6g/L
Bruto: < 12g/L
Extra seco: entre 12 e 17 g/L
Seco: entre 17 e 32g/L
Meio seco: entre 32 e 50g/L
Doce: > 50g/L
Classificação conforme o tempo de estágio em
garrafa:
Reserva: 12 a 24
meses.
Super reserva ou Extra reserva: 24 a 36 meses.
Velha reserva ou Grande reserva: mais de 36 meses.
Temperatura de serviço: 4 a 6ºC
Aguardente vínica de Vinho Verde
São incolores, elaboradas a partir da
destilação do vinho. Podem ser comercializadas apenas após o envelhecimento em
madeira. O estágio em madeira transmitindo certa coloração, aroma e sabor,
dando mais complexidade e suavizando o produto final. Mínimo de 37,5% vol.
Podem ser:
Velha/Reserva: envelhecimento mínimo de 2 anos em madeira.
Velhíssima: envelhecimento mínimo de 3 anos em madeira.
VSOP (Very Superior Old Pale): envelhecimento mínimo de 4 anos em madeira.
XO (Extra Old): envelhecimento mínimo de 6 anos em madeira.
Temperatura de serviço: 15 a 18ºC e 10 a 12º C,
se servida com sobremesas.
Aguardente bagaceira de Vinho Verde
Provém da destilação do bagaço das uvas. Incolor,
apresenta aroma e sabor acentuados, provenientes dos óleos essenciais
existentes nas cascas e grainhas das uvas. Mínimo de 40% vol.
São obtidas pela destilação em alambique de
caldeira ou pote e alambique de coluna.
Podem ser:
Velha:
envelhecimento mínimo de 1 ano em madeira.
Velhíssima: envelhecimento mínimo de 2 anos em madeira.
Temperatura de serviço: 12 a 15ºC e 5 a 7º C,
se servida com sobremesas.
Idas e Vinhas

Fontes consultadas para este post:
Os Segredos do Vinho
Grande Larousse do Vinho
Fotografias retiradas do site Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verde

Provamos e aprovamos… William Fèvre Little Quino Sauvignon Blanc 2012

Idas e Vinhas

Embora distantes geograficamente, quando
se trata de vinho, Chile e França possuem extrema intimidade. Isso só ficou
claro para nós durante nossa maratona enológica pelos vales chilenos, em 2012.

A influência francesa se faz sentir de
várias formas: em joint ventures poderosas como o projeto Almaviva
(Baron Philippe de Rothschild e Concha y Toro), laços familiares (Alexandra
Marnier comandando a grande La Postolle), vinícolas boutique como a Aquitânia, VIK, Lomalarga e William Fèvre Chile. Essa proximidade não é apenas econômica, e se
traduz também na forma de vinificar. As vinícolas com influência francesa que
visitamos se orgulham de produzir vinhos onde a madeira não se sobressai, dando
espaço para a fruta e o terroir mostrarem seu caráter.
Idas e Vinhas

William Fèvre é um renomado produtor
francês que se destaca pelos Premier Cru Chablis, na Borgonha, e o projeto no
Chile iniciou-se há 20 anos em sociedade com Victor Pino Torche cuja família
vem do ramo de mineração e agropecuária.
Idas e Vinhas

Com cuidado e sem pressa, o solo das
propriedades (nas terras altas do Vale do Maipo e ao sul em Malleco) foi
cuidadosamente estudado para que os vinhedos fossem plantados. Foram
necessárias duas décadas para que os resultados aparecessem, mas parece ter
valido a pena. Na versão 2015 do guia Descorchados, os vinhos foram muito bem
avaliados. 
Idas e Vinhas

Hoje a vinícola produz 7 linhas, sendo que
a Quino e Little Quino são dos vinhedos mais frios, em Malleco, a
640 km ao Sul de Santiago. A proposta é produzir vinhos frescos, elegantes que
expressem bem a fruta, o solo e o clima.
O rótulo premium
Quino só é produzido em determinadas safras, quando as uvas alcançam o
padrão de qualidade requerido pelo enólogo.
O Quino Sauvignon
Blanc 2012
será o vinho de abertura da degustação exclusiva que
promoveremos no próximo dia 21 de Julho no Restaurante Ráscal do
Shopping Rio Sul. Inscreva-se logo porque são apenas 12 vagas!
Acesse o formulário de
inscrição AQUI.
Saiba mais sobre a
degustação Estrelas do Chile AQUI.
O vinho que degustamos
hoje foi o Little Quino Sauvignon Blanc.
Vamos a ele?
Little Quino Sauvignon
Blanc 2012
D.O. Traiguén, Malleco Valley.
12,6% de álcool.
Foram produzidas apenas
12.508 garrafas.
Produzido com uvas
colhidas manualmente e transportadas em pequenas caixas de 12 kg. Fermentado
com leveduras nativas e a temperaturas não tão baixas para preservar os aromas
primários da fruta. Passa por estágio em tanques de aço inoxidável para manter
a acidez viva.
Cor amarelo palha com
reflexos verdeais. Aromas delicados e persistentes de flores brancas, maracujá,
lima da pérsia e alecrim, além de mineralidade marcante. Em boca, tem corpo
leve, acidez fresca e álcool equilibrado. O maracujá fresco, os aromas cítricos
e a mineralidade sobressaem. Final de boa intensidade e persistência, com
fundo cítrico e mineral ao melhor estilo Chablis.
Nota IV: 85
Nota Descorchados 2015: 92
Importadora: Domínio Cassis
Vendas no Rio de Janeiro: contato@idasevinhas.com.br

Idas e Vinhas

Agenda… Degustação Idas e Vinhas – Estrelas do Chile


Desde a nossa maratona
enológica pelos vales do Chile em 2012 estamos planejando essa degustação. Concluímos
que chegou o momento e com entusiasmo convidamos vocês para partilharem conosco
essa experiência única: os maiores ícones chilenos reunidos em uma só noite!!



INSCREVA-SE
AQUI
!

Os
vinhos
Quino Sauvignon
Blanc, Riesling 2012, William Fèvre          Descorchados
2015: 93
Borobo
2010, Casa La Postolle                                             WS: 93
Montes Alpha M 2010, Viña
Montes                                      WS: 96
Don Melchor 2009, Concha
y Toro                                        WS: 94
Don Maximiano Founder’s Reserve 2009, Errazuriz           WS:
88
Almaviva 2008, Almaviva                                                       WS: 92
Seña 2007, Seña                                                                     WS: 90 safra 2006
Os
complementos
Mantendo
o caráter informal e acolhedor das nossas degustações, o local escolhido é o Restaurante Ráscal do Shopping Rio Sul.
E
para essa noite única, os receberemos com complementos especiais:
Boas
vindas com o espumante Festividad, da vinícola boutique Abreu Garcia;
Serviço
à francesa de antepastos, massas e 1 opção de carne (mignon ou picanha Red
Angus ou carré de cordeiro)
ao longo da degustação;
Água à
vontade.
Serviço
São
apenas 12 vagas!!
Data:
21 de Julho de 2015
(inscrições até o dia 19 de Julho)
Local:
Restaurante Ráscal do Shopping Rio Sul
As boas vindas aos participantes se iniciam às 19h e a degustação
começa pontualmente às 19h30
.
Investimento:
R$
377,00 por pessoa
R$
358,00 por pessoa para membros do Wine Club
Formas
de pagamento:
1.   
Depósito
identificado ou transferência bancária, em parcela única em conta da
Caixa Econômica (informaremos ao recebermos sua inscrição)
2.   
Cartão de crédito: em
até 2x
por venda digitada segura Cielo.
INSCREVA-SE
AQUI!
Informações importantes:
A confirmação da inscrição ocorre após a identificação da
transferência/DOC (cópia digitalizada do recibo) ou a da compensação
para depósitos em cheque ou dinheiro e compra digitada segura.
As inscrições são confirmadas por ordem de comprovação de
depósito (data e hora), e não por reserva. Daí a importância de informar para
quantas vagas há interesse e a previsão de quando será feito o depósito, para
que possamos administrar uma eventual lista de espera.
É muito importante nos consultar antes de efetuar uma nova
inscrição
, pois as vagas são limitadas e costumam ser preenchidas em curto
espaço de tempo.
Caso a degustação seja cancelada pelo Idas e Vinhas por motivo de
força maior, procederemos à devolução do valor pago pela inscrição.
Em caso de desistência por parte do participante: se ocorrer até o
dia 14/07/2015 haverá o reembolso de 50% do valor pago pela inscrição.
Não haverá reembolso para desistências após esta data.

Provamos e aprovamos… Castello di Magione Grechetto 2012

Idas e Vinhas

A Itália é fascinante sob muitos aspectos, e com o
vinho não podia ser diferente. O país produz vinhos de alta qualidade em
praticamente todo o território (Piemonte, Toscana, Veneto,
Abruzzo, Marche, Umbria…) e possui imensa riqueza em
castas autóctones (Sangiovese, Nebbiolo, Aglianico, Grechetto,
Montepulciano…), o que se traduz em um universo irresistível a ser
explorado.

Por isso dedicamos o nosso Wine Club de Julho inteiramente à
Itália, oferecendo aos nossos associados uma seleção muito interessante de
vinhos que traduzem o charme italiano. Ainda não é membro? Cadastre-se aqui.
O vinho que provamos hoje (e que acompanhou um linguine à Marilyn
Monroe – berinjelas, alcaparras, anchovas…) é um branco da IGT Umbria,
feito com a casta Grechetto e produzido pela Castello di Magione.
A região
A Umbria é uma região histórica localizada na Itália Central, mais especificamente
ao Sul da Toscana, entre Lazio e Marche. O cultivo das vinhas é incrivelmente
antigo (cerca de 60 AC!) e continua intenso até hoje nessa região rica em rios
e lagos, a única de toda a Itália que não possui costa nem fronteiras internacionais.

Idas e Vinhas
A Umbria possui 2 DOCG (Montefalco Sagrantino e Torgiano
Riserva
), 13 DOC (Amelia, Assisi, Colli
Altotiberini
, Colli del Trasimeno ou Trasimeno, Colli
Martani
, Colli Perugini, Lago di Corbara, Montefalco, Orvieto,
Rosso Orvietano ou Orvietano Rosso, Spoleto, Todi, Torgiano)
e pelo menos 6 IGT (Allerona, Bettona, Cannara, Narni,
Spello, Umbria).
As castas locais dominam os vinhedos. Entre as brancas destacam-se TrebbianoDrupeggio, Verdello e Grechetto, enquanto as tintas mais
cultivadas são Sangiovese, Montepulciano e Sagrantino
di Montefalco
.
Mas também se cultivam castas francesas, com ênfase para a Cabernet Sauvignon,
Merlot e Pinot Noir (chamada na Itália de Pinot Nero).
A Umbria não produz vinhos em grande quantidade (são cerca de 1 milhão
de hectolitros/ano, o que a coloca como 4ª menor região produtora da Itália), e
apenas cerca de 20% recebem o status de DOC/DOCG. Entre eles o mais conhecido é
o Orvieto (um blend branco de Grechetto, Trebbiano, Malvasia, Drupeggio ou Canaiolo, Verdello).
A Grechetto é bastante valorizada pelo caráter floral e pelo corpo
que transfere ao vinho.
A denominação IGT (Indicazione Geografica Tipica) Umbria foi
estabelecida em 1992, para permitir certo grau de liberdade tanto quanto às técnicas
quanto às castas utilizadas. Antes da criação da IGT, muitos vinhos não conseguiam
o status de DOC ou DOCG não por falta de qualidade, mas simplesmente por não
serem feitos a partir das variedades ou cortes definidos na legislação. A classificação
IGT é voltada à região, ao terroir, sem tanto enfoque nas castas ou estilos.
A casta
A Grechetto é uma casta autorizada e mesmo requerida na
composição de brancos na região da Umbria, seja em cortes ou varietais. Por exemplo,
no corte do vinho mais famoso da Umbria, o DOC Orvieto, ela entra em uma
proporção de 15 a 25%.
De acordo com Jancis Robinson, a Grechetto é uma casta interessante
com aromas de frutas cítricas e brancas, levemente herbáceos, de amêndoa e uma
textura delicadamente cremosa.
O produtor
A Castello di Magione é uma vinícola jovem, inaugurada em Setembro
de 2009, e é uma das marcas da La Società Agricola e Vitivinícola Italiana.
O nome vem da bela construção que fica no centro da vinícola, o Castello
de Magione, datado do século XII e que servia de abrigo para os peregrinos e
viajantes. Os 32 hectares de vinhedos foram revitalizados e hoje produzem 55%
de castas tintas (Pinot Nero, Merlot, Gamay, Cabernet, Sauvignon, Sangiovese e
Canaiolo) e 45% de brancas (Grechetto – a principal, Chardonnay, Sauvignon
Blanc e Trebbiano).
Idas e Vinhas

Vamos
ao Vinho?
Grechetto Castello di Magione 2012
IGT Umbria. 100% Grechetto. 13% de álcool.
As uvas foram
colhidas mecanicamente e os lotes vinificados em separado. Estagia por certo
tempo (não especificado pelo produtor) em tanques de aço inoxidável para
afinamento.
Cor amarelo
ouro médio, muito transparente e brilhante. Aromas delicados e frescos de
maracujá, damasco, capim limão, camomila e lírio, de intensidade e persistência
médias. Em boca tem textura quase cremosa, corpo leve para médio, boa acidez e
álcool equilibrado. É menos aromático que no nariz e os aromas florais se
destacam. Final médio e agradável.
Vinho bastante
interessante para o dia a dia e uma boa oportunidade de descobrir uma nova
casta e saber mais sobre os vinhos italianos.
Nota
IV: 83
R$62,20
Importadora: Decanter
Idas e Vinhas

Consultamos
para esse post:
Robinson, Jancis; Harding, Julia.; Vouillamoz, José. Wine Grapes.

Almoço harmonizado na vinícola Abreu Garcia

Idas e Vinhas
No próximo dia 11 de Julho de 2015 a vinícola Abreu Garcia promove almoço com os chefs Fabricio KleisDaniel Lauria e Pedro Soares.

Idas e Vinhas

O evento, que inclui visita, será realizado no espaço receptivo da vinícola, em Campo Belo do Sul – SC.

O menu e os vinhos escolhidos são:

– Couvert 
Pães e manteiga aromatizada e seleção de queijos
Harmonizado com Espumante Champenoise Festividad

– Entrada
Pavê de tainha em creme de frutos do mar
Harmonizado com Sauvignon Blanc

– Prato principal
Risoto de tomate com linguiça Maison e basílico – (linguiça de pato ou cordeiro)
Harmonizado com Cabernet Sauvignon/ Merlot

– Sobremesa
Surpresa do Chef Pedro Soares
Harmonizado com o Vinho Rosé

Idas e Vinhas

O almoço harmonizado ocorrerá logo após a visitação que se inicia às 11h.

Serviço:
Valor para adulto R$ 100,00
Valor para criança acima de 6 anos R$ 50,00
Vendas antecipadas e com reserva mínima de 20 pessoas.
Contato (48) 33223995 – Sandra Rejane S. Feiber
Temos opção de micro ônibus saindo as 07h30 da Rua Alves de Brito,209 em frente a loja Abreu Garcia – Centro – Florianópolis-SC
Valor do micro ônibus por pessoa R$ 70,00
Veículo: Micro-Ônibus W9 – Executivo – Climatizado com ar condicionado, poltronas soft reclináveis, geladeira servida de água mineral em copo, sistema de som e áudio com uma tela plana, som com CD player, DVD e microfone.
* Informações de responsabilidade dos organizadores do evento