Aconteceu… Degustação Casa Flora – Toscana

Idas e Vinhas



A região italiana da
Toscana brilhou na última Quinta-Feira, 25 de Junho de 2015, em noite de
degustação na Casa Flora. Foram 10 rótulos muito bem selecionados que formaram
um belo panorama dessa região onde a Sangiovese reina em plenitude.

A
Toscana, juntamente com o Piemonte e o Vêneto, forma a tríade de ouro do vinho
na Itália. É o berço de algumas das denominações mais famosas do mundo: Chianti
Classico
, Chianti, Brunello de Montalcino, Vino Nobile de Montepulciano, Morellino
di Scansano
, Carmignano, Vernaccia di San Gimignano
E
sem falar dos Supertoscanos, grande vinhos que fogem às regras rígidas de
produção explorando outras castas e que têm como expoentes Solaia, Tignanello,
Felsina

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Em
noite de casa cheia, Abel Mendes iniciou os trabalhos com 2 brancos (pois nem
só de Sangiovese é feita a Toscana!) e uma série tinta de respeito. Os
produtores escolhidos (Poderi del Paradiso, Val delle Rose, Villa Cerna,
Camigliano) confirmaram a fama toscana de produzir grandes vinhos.

Idas e Vinhas

Vamos aos vinhos?

Idas e Vinhas

100% Vernaccia di San Gimignano. 13,5% de álcool. Sem madeira, fresco e
muito aromático!
Idas e Vinhas

Maremma Toscana DOC. 85% Vermentino. 13% de álcool.
Sem madeira, leve e fresco.

Idas e Vinhas

90% Sangiovese. 13,5% de álcool. Corpo médio, aromas
de frutas negras. Passa 5 meses em barricas de carvalho e mais 3 meses em
garrafa antes de ser comercializado.

Idas e Vinhas

Val delle Rose Morellino di Scansano Riserva DOCG 2009
90% Sangiovese. 14% de álcool. Boa estrutura e
acidez, aromas de frutas negras, especiarias e café. Passa 12 meses em barricas
de carvalho e pelo menos mais 10 meses em garrafa antes de ser comercializado.

Idas e Vinhas

95% Sangiovese, 5% Colorino. 13% de álcool. Corpo
médio, aromas florais e frutados. Passa 09 meses em barricas de carvalho e pelo
menos mais 08 meses em garrafa antes de ser comercializado.
Idas e Vinhas

95% Sangiovese, 5% Colorino. 13,5% de álcool. Boa
estrutura, aromas florais, frutados, e de chocolate. Passa 14 meses em barricas
de carvalho e pelo menos mais 10 meses em garrafa antes de ser comercializado.

Idas e Vinhas

100% Sangiovese. 14% de álcool. Taninos macios, aromas
frutados e amadeirados. Passa 06 meses em barricas de carvalho e pelo menos mais
06 meses em garrafa antes de ser comercializado.
Idas e Vinhas

100% Brunello. 14% de álcool. Estruturado, taninos
macios, aromas frutados e amadeirados. Passa 24 meses em barricas de carvalho e
pelo menos mais 24 meses em garrafa antes de ser comercializado.

Idas e Vinhas

100% Brunello. 14% de álcool. Bom corpo, taninos
macios, aromas frutados adocicados, amadeirados e de café. Passa 24 meses em
barricas de carvalho e pelo menos mais 24 meses em garrafa antes de ser
comercializado.

Idas e Vinhas

50% Merlot, 50% Cabernet Sauvignon. 14,7% de
álcool. Encorpado, taninos agradáveis, aromas de frutas maduras, café e tabaco.
Passa 16 meses em barricas de carvalho.

Idas e Vinhas

Ótima noite!!
Nosso
top 3:
Poderi del ParadisoSaxa Calida Rosso IGT Toscana 2005
CamiglianoBrunello di Montalcino DOCG 2005
Val delleRose Morellino di Scansano Riserva DOCG 2009

Idas e Vinhas

Nós
também conduzimos uma degustação muito agradável na Casa Flora com vinhos da
Toscana. Veja como foi aqui.

Enocuriosos… Aqui, abrimos um parêntese – El queque de Pilar


A palavra “queque” é, provavelmente, uma adaptação
hispânica de “cake” (bolo, em inglês) e é comumente usada por nossos
vizinhos de América Latina para se referir a bolo mesmo. Pilar é o nome da
senhora que preparava o café da manhã na 
pousada onde ficamos hospedados
por apenas duas noites, em Santa Cruz. – E o que isso tem a ver com vinhos?

Especificamente com vinhos, assim, diretamente…, nada.
Vista a partir da janela do quarto
Mas se considerarmos que quem gosta de vinho, geralmente, é aquela
pessoa que dá valor ao bem-comer e que, muito provavelmente, aprecia o macarrão
e o pão feitos em casa, a feijoada da mãe servida à mesa, o quitute da tia
raspado do tabuleiro, o bolo da vovó acompanhado de café-com-leite de
tardinha… E se somarmos a essa característica (daqueles que apreciam
vinho) uma outra que é se dispor a viajar para conhecer outras terras, outros
ares, outros vinhos e também as pessoas,
seus sotaques, suas canções e… suas comidas (!), então o queque da
dona Pilar não parecerá um tema tão avesso assim para ser tratado aqui – ainda
que ele seja, de fato, um “pretexto”…
Foi por isso que sentimos a necessidade de abrir um parêntese. Uma
“postagem-parêntese” – para falar de “coisas” que
aparentemente não têm relação direta com o vinho, mas que, certamente, têm relação
com o coração das pessoas (apreciadoras ou não de vinho). Uma postagem para
falar do nosso contentamento com o povo de Santa Cruz antes de voltarmos a
escrever sobre as vinhas de Santiago (seguindo um paralelo cronológico com o
que foi o nosso roteiro no Chile). 
Porque em Santa Cruz fomos surpreendidos pelo carinho e pela gentileza
das pessoas. Do taxista, Sr. Flávio, “figuraça”, que gostava de dar
dicas de outras cidades que devíamos conhecer no Chile e que, embora quisesse
muito falar de futebol naquele setembro pós-copa, conteve-se diante dos
clientes brasileiros…; do simpaticíssimo dono da Queijaria Santa Marta, com quem
proseamos por quase uma hora (ele nos perguntando coisas sobre o Brasil, nós
perguntando a ele coisas sobre o Chile); da doce Romi, nossa amável guia
na Viña
Montes
, que nos sorria com os olhos…; da pacata dona Pilar, que preparava o
café da manhã na pousada e que, perguntada sobre o delicioso bolo à mesa, nos
deu a receita e nos levou até sua cozinha para mostrar as coisas que não
compreendíamos entre os ingredientes (escritos em espanhol)… 
Quando dissemos aqui que o povo de Santa
Cruz é um povo que te acolhe, que te sorri com os olhos e que te dá receita de
bolo, não era uma metáfora.

Santa Cruz representou um momento “família” naquela nossa
primeira ida ao Chile. Após um certo “baque” em Santiago, uma cidade
interessantíssima, com as belezas e as “imbelezas” de uma grande
metrópole e onde a maioria das pessoas é extremamente “fechada”,
chegar em Santa Cruz e perceber a mudança no olhar das pessoas foi como chegar
de supetão na casa daquela tia-avó que você não conhecia… Um acanhamento
inicial seguido de um olhar gentil, uma boa prosa e… um bolo caseiro!

Esta postagem é um parêntese e um pretexto… – para deixar registrados
nosso carinho e nossa gratidão às pessoas que nos acolheram, nos sorriram, nos deram
“um dedo de prosa” (ou uma receita de bolo) em Santa Cruz…
Mas agora, feito o registro (e parafraseando nossos amigos Ana Cristina
e Alexandre Follador)… Vamos ao bolo?
El queque de Pilar (ou… Bolinho integral de avelãs)
O bolo da D. Pilar é de massa integral com
avelãs. Muitíssimo saboroso, leve e quase “esfarelento”. Aqui no Brasil (com os
ingredientes que encontramos aqui) nunca chegamos a conseguir o mesmo aspecto,
textura e sabor que tinha o original. Mas, ainda assim, fica um bolo saboroso.
Pela diferença de ingredientes lá e cá, fizemos algumas adaptações para dar uma
incrementada. (Nossas adaptações estão em
itálico na receita abaixo).
– 2 ovos
– 1 xícara de leite
– 1 colher (sobremesa) de essência de baunilha ou amêndoas
– 1 “xicrinha” (café) de óleo (usamos óleo de coco e enchemos a “xicrinha”
um dedo abaixo da borda)
– 1 xícara de açúcar (usamos demerara, mas pode ser mascavo ou refinado)
– 2 xícaras de farinha de trigo integral (nós peneiramos)
– 1 colher (chá) fermento químico em pó
– Avelãs picadas (a gosto)
– 1 colher (sopa) cheia de creme de cacau com avelãs – para fazer “gotas”
na massa (opcional)
– açúcar de confeiteiro para polvilhar (opcional)
Ligue o forno em temperatura alta.
Numa bacia, bata ligeiramente os ovos e vá
juntando os ingredientes líquidos e o açúcar. Por último a farinha, o fermento
e as avelãs. Misture tudo (não precisa batedeira, é só misturar!). Fica uma pasta
pesada e “grosseirona”. A D. Pilar despeja sobre uma forma pequena de bolo inglês
forrada com papel manteiga (para esta receita, forma de 12x23cm, ou algo
próximo disso). Nós usamos qualquer forma (desde que pequena) untada com
manteiga e polvilhada com farinha branca ou açúcar.
Se você for usar o creme de avelãs e cacau,
deve despejar apenas metade da massa na forma. Com a ajuda de uma colherinha de
café, vá “pingando” grandes “gotas” do creme sobre a massa. Por fim, despeje o
restante da massa e leve ao forno. Diminua a temperatura (aqui em casa fica a
240ºC) e deixe o bolinho assar por cerca de 30 a 40 minutos (ou faça o teste do
palito).
É um bolo simples, facílimo de fazer e muito
gostoso. Combina com dias frios e vai muito bem com um cafezinho!
Versão brasileira: Enocuriosos…
E aí? Alguém se anima a fazer a receita (com ou sem as adaptações, ou criando as
suas próprias) e vir contar aqui o que achou? (Ou teve
quem mais se animasse a ir a Santa Cruz provar do bolinho original em terras
chilenas? – o que não é mau negócio, viu?).
Bom apetite!
Enocuriosos
*Fotos de Dagô e Simone.
Santa Cruz abriga
dezenas de vinícolas e nossos amigos Ana Cristina e Alexandre Follador também
tiveram dias muito bacanas na cidade. Confira as postagens em que eles relatam
suas enoexperiências por lá!

Almoço harmonizado na vinícola Abreu Garcia

Idas e Vinhas
No próximo dia 11 de Julho de 2015 a vinícola Abreu Garcia promove almoço com os chefs Fabricio Kleis, Daniel Lauria e Pedro Soares.

Idas e Vinhas

O evento, que inclui visita, será realizado no espaço receptivo da vinícola, em Campo Belo do Sul – SC.

Idas e Vinhas

O almoço harmonizado ocorrerá logo após a visitação que se inicia às 11h.
Serviço:
Valor para adulto R$ 100,00
Valor para criança acima de 6 anos R$ 50,00
Vendas antecipadas e com reserva mínima de 20 pessoas.
Contato (48) 33223995 – Sandra Rejane S. Feiber
Temos opção de micro ônibus saindo as 07h30 da Rua
Alves de Brito,209 em frente a loja Abreu Garcia – Centro – Florianópolis-SC
Valor do micro ônibus por pessoa R$ 70,00
Veículo:
Micro-Ônibus W9 – Executivo – Climatizado com ar condicionado, poltronas soft
reclináveis, geladeira servida de água mineral em copo, sistema de som e áudio
com uma tela plana, som com CD player, DVD e microfone.
* Informações de responsabilidade dos organizadores do evento

Enocuriosos… Viñas de Chile – Casa Lapostolle


Seguindo nosso roteiro na pequena e aprazível Santa
Cruz, restava-nos metade de um dia para fazermos nossa última “enovisita” a uma
das muitas vinhas que ainda nos faltava conhecer naquele vale. Escolhendo
apenas mais uma (tudo o que o tempo nos permitia) entre tantas vinícolas,
acabaríamos voltando de Santa Cruz sem conhecer sequer 1/5 dos seus produtores.
O que é ótimo, em certo sentido: você já sai de lá com o pretexto para uma próxima
viagem!


Escolhemos a Lapostolle pela
proximidade e praticidade de deslocamento. A apenas 11 km do centro de Santa Cruz (e 13,4 km da pousada onde estávamos hospedados), a
casa é conhecida por produzir vinhos “de alma francesa”. Isso, aliás,
foi outra questão que influenciou nossa escolha. É certo que o melhor lugar
para se conhecer vinhos de alma francesa deve ser mesmo, indubitavelmente, a
França… – mas devemos convir que tal fama provoca certa curiosidade… A enocuriosos, então, nem se fala!
Como em outras vinhas da região,
fizemos o agendamento prévio (neste caso, por telefone e no mesmo dia da
visita!) e seguimos até lá de táxi. Para a volta, soubemos que a viña oferece o transfer gratuito até o centro de Santa Cruz – fizemos a
solicitação e fomos atendidos (economizamos alguns pesos para gastar com vinho).
Como já havia ocorrido em outra ocasião, pagamos por um tour não privado mas acabamos sendo os únicos a curtir o
passeio. 
Fomos recepcionados numa ampla
sala que, em períodos de vindima (no verão, quando se dá a colheita), fica
cheia de caminhonetes com esteiras e outras máquinas a elas acopladas e dezenas
de trabalhadoras (sempre mulheres – segundo nossa guia, mais delicadas para a
função) incumbidas de selecionar e separar uvas boas de uvas prejudicadas,
galhos, folhas etc. Essas caminhonetes são alugadas especificamente para a
ocasião, já que o volume de produção, ali, não justificaria o custo de
comprar e fazer manutenção de maquinário para tal emprego.
Dali, nossa guia, muito simpática
(mas de quem, infelizmente, não lembramos o nome), nos conduziu até o terraço
no alto do “ninho”, como é conhecida a emblemática construção fincada
na rocha, com diversos patamares abaixo do solo, e de onde se tem bela vista
dos parreirais da extensa propriedade.
Vista parcial da propriedade a partir do ninho.

À época da construção, a rocha
foi dinamitada para abrigar “o ninho”, mas parte dela foi preservada
com o intuito de criar um ambiente onde a temperatura se mantivesse sem grandes
variações, sobretudo no verão. Visitamos a Lapostolle
no inverno e lá dentro fazia muito frio. Nossa guia explicou que, independente
da estação do ano, a temperatura lá dentro é praticamente a mesma – sem nenhuma
necessidade de ventilação artificial. 

O fato de a vinícola ter sido
construída em patamares sobrepostos também foi outra questão pensada para
influenciar na qualidade do vinho. Isso porque todo o processo de vinificação,
ali, se dá por gravidade – técnica que
dispensa o uso de máquinas de bombeamento nas diversas etapas da produção e,
com isso, impede que as uvas sofram maceração indevida (o que acarretaria um
amargor no mosto causado pela prensa/rompimento das cascas e sementes,
impactando no “sabor” do produto final). Sem o uso de bombas, as uvas
simplesmente “caem” (por gravidade) nos diversos toneis dispostos e
conectados entre si nos primeiros pavimentos do “ninho”. Já tínhamos
conhecido essa técnica em visita a outra vinha em Santa Cruz (essa é uma
técnica bem comum, aliás), mas o interessante na Lapostolle é o fato de a mesma ser aplicada até o momento da
guarda em barris e de a edificação ter sido totalmente idealizada e
perfeitamente adequada para atender a todo este processo.
Interior
de um dos tonéis de fermentação – destaque para
a serpentina utilizada para
controle da temperatura.
O “ninho” apresenta, ao
todo, seis pavimentos. A visita começa pelos andares superiores, onde
as uvas são despejadas nos tonéis para fermentação, e termina nos andares mais
baixos (incrustados na rocha), onde estão as salas de guarda e envelhecimento,
bem como a adega particular da família.

Foi à mesa que dá acesso à adega
da família (sim, a adega se acessa por uma escada abaixo do tampo de vidro da
mesa) que aconteceu a nossa degustação. Estávamos “mal-acostumados”
a, até então, fazer as degustações sentados e sempre com algum biscoitinho ou
torradinha para ajudar a “limpar o sabor” entre um vinho e outro e
nos causou má impressão o fato de, na Lapostolle,
degustamos de pé (usando a suntuosa mesa como se fosse um balcão) e sem nenhum
“tira-gosto”…
Sala
de envelhecimento e degustações

Infelizmente, também aqui, não temos recordação dos
vinhos servidos na degustação (a gente já teve um lapso de memória parecido aqui… – Se continuarmos nessa toada
vamos acabar perdendo os nossos 3 leitores assíduos!). Por outro lado, lembramo-nos
de duas coisas muito importantes! Primeira coisa: ficamos muito lamentosos por
não termos podido experimentar o Borobo (estávamos realmente muito curiosos a respeito).
Segunda coisa (e surpreendente): pudemos experimentar o
“top-top-ultra-maxi-ícone-plus” (e super premiado) Clos Apalta! (A parte surpreendente é que não nos agradamos
dele!!! – Ficamos surpresos mas, de certa forma, aliviados também, afinal, o
ícone é um dos rótulos mais caros da casa). Outro dado interessante: nos
foi informado que os vinhos degustados passaram um tempo descansando em um decanter e foram reintroduzidos nas
respectivas garrafas para nossa degustação – não tínhamos visto este
procedimento antes mas não sabemos dizer se isso fez grande diferença ao nosso
paladar.

Os vinhos
Dos vinhos degustados, não provamos
nenhum que nos despertasse o desejo de um “quero mais” – será que nossa falta
de maturidade nos privou de aproveitar melhor excelentes vinhos? Suspeitamos
que sim. Mas não podemos mentir: os vinhos não corresponderam à alta
expectativa que criamos. Apesar de não nos empolgarmos na degustação, compramos
o Cuvée Alexandre Merlotpara
não perder a oportunidade e para dar uma última “chance” à Casa Lapostolle
(quanta pretensão a nossa!…) e… Foi a melhor coisa que podíamos ter feito! Adoramos
o vinho! Além de tudo, ainda tem ótimo custo x benefício!
Ah,
e, claro, peça para provar o Borobo e, se conseguir, conte aqui para nós o que
achou!
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
Difícil
responder… Os vinhos (lá) não empolgaram (o que nos agradou foi a “aposta”
que trouxemos pra casa!). A propriedade é linda e a arquitetura – um tanto
quanto futurista – atrai, sem dúvida, a atenção. Achamos, entretanto, que
faltou um pouco mais de contato com o campo e o trabalho com a terra – a sensação
é a de que não estávamos em meio aos vinhedos. Então, se puder se programar
para tal, priorize conhecer a vinícola no período da vindima para ver um pouco
do trato com a terra e sentir o cheiro da uva pelo ar, além de poder ver a sala
de recepção transformada em uma “linha de produção”… Vimos algumas fotos dos
trabalhos ali nesse período e ficamos com vontade de voltar só para ver “o
evento”.
Enocuriosos
*Fotografias
de Dagô e Simone.
Gostou
dessa postagem? Confira o post sobre
a visita anterior desta série
aqui.

Ana
Cristina e Alexandre Follador também visitaram a Lapostolle!
Veja aqui.

Em busca do Torrontés Perfeito… Zuccardi Serie A Torrontés 2012

Idas e Vinhas

Vamos lá,
a mais um exemplar da minha incansável procura pelo Torrontés perfeito! Hoje
foi a vez de provar o vinho de um produtor bastante conhecido no Brasil: Zuccardi.


escrevemos sobre a casta e a região aqui.
A
vinícola foi fundada em 1963 por Alberto Zuccardi. Os primeiros hectares
de vinhedos foram plantados em Maipú, Mendoza. Em 1980, José
Alberto
(filho de Alberto) começou a trabalhar com o pai e juntos decidiram
produzir vinhos. Desde então o crescimento da vinícola e da marca Zuccardi não
parou. Tornou-se referência importante da vitivinicultura Argentina.
Hoje a
vinícola é administrada pela 3ª geração da família, que continua investindo em
pesquisa e desenvolvimento voltados ao estudo do terroir e das variáveis que
afetam a qualidade do vinho.
A
propriedade possui 837 hectares e vinhedos distribuídos em 5 regiões:
Idas e Vinhas
Clique para ampliar
Idas e Vinhas
La Consulta, em San Carlos, Mendoza (Valle de Uco)
Idas e Vinhas
Vista Flores, em Tunuyán, Mendoza (Valle de Uco)
Idas e Vinhas
Altamira, em San Carlos, Mendoza (Valle de Uco)

Idas e Vinhas
Santa Rosa, Mendoza
Idas e Vinhas
Maipú, Mendoza
No
entanto, as uvas Torrontés são compradas de produtores de Cafayate, província
de Salta.
A
linha Zuccardi Serie A
– “Serie Argentina” – tem como proposta revelar a riqueza de
solos e microclimas argentinos valorizando as características da uva. A Serie A
possui 7 rótulos, sendo 6 varietais e um blend branco: Cabernet Sauvignon,
Malbec, Malbec Rosé, Bonarda, Syrah, Chardonnay Viognier e Torrontés.
Vamos ao vinho?
O vinho fica em contato
com as borras por 6 meses. 14% de álcool.

Cor amarelo palha
claro. Com aromas bastante finos, intensos e persistentes de jasmim, flor de
laranjeira, lichia, limão, tangerina e especiaria (gengibre). Em boca é
equilibrado, com acidez viva, macio, de corpo leve e final de boca muito
persistente com retrogosto de mel.
É um bom exemplar de
Torrontés de Salta. As sensações foram melhores no nariz que em boca, o que me
leva a declarar que a busca pelo Torrontés perfeito continua!!
Idas e Vinhas

Nota IV: 86
R$48 (comprado em SC)
Importadora: Ravin
Acompanhe a saga “Em Busca do Torrontés Perfeito” aqui:

Provamos e aprovamos… San Carlos Sud – Cabal Gran Reserva Malbec 2012

Idas e Vinhas
Este é o quarto e último rótulo da San
Carlos Sud
que degustamos. Ele também encerra a seleção de rótulos
argentinos da importadora paulistana Domínio Cassis. Podemos dizer que
nossa impressão geral sobre foi bastante positiva. Vinhos bem feitos e
interessantes.

Já escrevemos sobre a região e a vinícola aqui.
Vamos ao vinho?
Amadurecimento de 18 meses em carvalho francês novo
e mais 10 meses em garrafa antes de ser comercializado. 13,9% de álcool.
De coloração púrpura escuro. Aromas
bastante finos, intensos e muito persistentes de ameixa madura e cassis, tabaco
e baunilha. Em boca é encorpado, com perfeito equilíbrio entre acidez, taninos
(macios) e álcool. A ameixa e a baunilha são confirmadas em boca, o final é
muito persistente, com retrogosto frutado e levemente tostado.
Excelente exemplar de Malbec argentino! Agrada
sem ser enjoativo. Convida a uma segunda taça. Com bom potencial de guarda.
Vale a pena conhecer!

Nota IV: 89

Importadora: Domínio Cassis
Idas e Vinhas
Acompanhe os outros vinhos da Domínio Cassis
que já provamos:

Enocuriosos… Perambulando pelo Brasil: Cristofoli Vinhedos e Vinhos Finos

 

Foto de Valdir Ben, gentilmente cedida por Bruna Cristofoli.

Sabe o
valor das coisas pequenas? Daquilo que não medimos, que não contabilizamos e
que, muitas vezes, na correria e no atropelo das demandas “urgentes”
da vida moderna, não percebemos e nem mesmo “valorizamos”? O valor
das coisas simples… Do trabalho, da família, da terra, do sustento… Um
valor já meio antigo e quase esquecido mas que, no fundo, no fundo, nas nossas
reminiscências inconscientes, a maioria de nós, quando em contato com
“isso”, reconhece e se reconforta…

Na Cristofoli tivemos
experiências que fizeram lembrar essa simplicidade das coisas.
Trata-se
de uma vinícola muito pequena, fundada e mantida por uma família de tradição
e descendência italiana.
 Está situada na localidade de Faria
Lemos
 (na Rota das Cantinas Históricas), em Bento Gonçalves, na Serra
Gaúcha
. O acesso pode se dar de duas maneiras, ambas por vias que derivam
da RS-470. O caminho mais curto (se você vem de Bento) se faz
pela Linha Eulália – com um trecho de estrada de terra (mas em bom
estado) a partir da Capela da Eulália (à direita). Já o mais bonito
(e totalmente pavimentado) se dá pela Linha Paulina (RS-431), que oferece linda vista para o
vale sarapintado de parreirais (incluindo um mirante no meio do caminho – o Mirante do Campanário). Visualize o
mapa aqui.
 

Em diversos trechos da estrada o visual é assim…
Foto de Valdir Ben, gentilmente cedida por Bruna Cristofoli.

Nossa
primeira visita à vinícola foi por acaso, em janeiro
de 2014. Estávamos perambulando de carro, “à
toa”, dando um giro na região antes de descer para Porto Alegre, gastando
os instantes que ainda nos restavam ali. Era o nosso último dia de férias e
estávamos “apegados”, sem querer fazer o caminho de volta (sofríamos,
certamente, da “síndrome melancólica de fim de férias” – Alguém aí
conhece os sintomas?… Aposto que sim!). Nesse clima de apego e de “tô na
estrada pra curtir o visual”, chegamos a passar da entrada da vinícola,
que fica praticamente num “curvão”. Sua construção (duas belas
edificações na beira da estrada), nos chamou a atenção pela singela beleza dos
traços e por sua interação com a paisagem. Vimos que se tratava de uma vinícola
familiar e consideramos se seria interessante tentar chegar lá de supetão…
Fizemos um “retorno-quase-bandalha” mais adiante, em local seguro na
estrada, e voltamos para “bater palma” ao pé da porta: “Ô de
casa!”…
A visita
foi rápida. Não tínhamos tanto tempo como gostaríamos. Ademais, havia o
inconveniente de ser um dia de semana e de a vinícola não estar esperando
visitantes. Apesar disso, fomos muito bem recebidos pela jovem Letícia Cristofoli que, àquela hora,
como nos explicou, estava trabalhando no manejo das uvas na adega (e, pelo
visto, “pegava pesado”, pois chegou esbaforida e com manchas da fruta
pela roupa). Letícia nos falou um pouco sobre a história dos fundadores e nos
ofereceu provas de seus vinhos (que apenas um de nós bebeu, já que estávamos de
carro); explicou sobre algumas uvas (sobretudo a Sangiovese) e a produção etc. Foi uma boa prosa. Na ocasião,
compramos um Cabernet Sauvignon, um Moscato de Alexandria e um Sangiovese. Este último foi, então, uma
gratíssima surpresa – que confirmamos juntos ao abrir em casa!
Em
janeiro de 2015 decidimos voltar à vinícola (encantados que havíamos ficado com
a primeira experiência e desejosos de repor algumas garrafas na nossa pequena
“adega”). Dessa vez fizemos tudo certo: agendamos uma visita com
almoço harmonizado! Infelizmente a casa só agenda almoço para grupos de, no
mínimo, 8 pessoas. Éramos apenas 5 (dois casais e mais um menino, filho do
casal amigo) mas, por sorte, um outro grupo pequeno tinha interesse para a
mesma data e a Dona Maria Cristofoli
fez um magnífico almoço para todos nós!
Nesta
recente ocasião fomos recebidos pela enóloga da família, Bruna Cristofoli, que mostrou as parreiras da propriedade e nos
levou até o galpão – a vinícola – com
gigantescos tonéis de inox onde a uva é processada. Ali, explicou
sobre a produção e nos serviu um “mosto de uva”
delicioso. Uma bebida com graduação alcoólica inferior a 1% e que muito se
assemelha a um suco de uva (só que muitíssimo mais saboroso e perfumado) e que,
segundo a Bruna, é um ótimo regulador intestinal (devendo, portanto, conforme
bastante enfatizado por ela, ser apreciado com moderação). A jovem enóloga é
muito espontânea, risonha e à vontade. Entre informações históricas, dados
técnicos e números de produção, falava das galinhas do vizinho, da maneira como
as pessoas convivem ali, contava de viagens feitas à Itália etc… Uma moça
muito carismática!
Dali, o
grupo foi conduzido ao espaço onde o almoço seria servido. Tudo estava
maravilhoso! De se comer rezando! De entrada, salada verde, queijos colônia e
pães caseiros (entre eles, a mais macia e saborosa focaccia de
alecrim que provamos até hoje!), tudo
acompanhado de um espumante da casa, devidamente apresentado pela enóloga e brindado
por todos à mesa. Crianças e motoristas presentes brindaram com
suco de uva. Em seguida foi servido o bigoli (macarrão)
com molho de salame fresco: simplesmente delicioso! De lamber os beiços! Um
prato simples, mas de sabor inigualável! A essa altura também já nos tinham servido
Moscato de Alexandria, leve e delicado, e o Sangiovese!
Por fim o prato que, quando servido à mesa, causou um sonoro “hummmm”
entoado em coro por todos os visitantes: o franguinho com sálvia mergulhado na
polenta mole! Deu água na boca só de lembrar! Tudo muito saboroso! Bebidas à
vontade: quem gostou mais do espumante, repetia o espumante, quem gostou de
tudo bebia e repetia de tudo… De sobremesa, foram servidos o Moscatel
e um sagu ao vinho com morangos. Não cabia mais nada, mas quem poderia
resistir?
Saímos de
lá muito satisfeitos e felizes! De pança e alma nutridas pela simplicidade do
“bem-receber”, do prosear, pela comunhão à mesa, pelos pratos de
causar suspiros profundos, pelos vinhos delicados, pela graça quieta e
tímida no sorriso da Dona Maria Cristofoli, que nos preparou tão maravilhoso
almoço e ficou o tempo todo ali (com ajuda da Letícia) cuidando para que tudo
saísse perfeito!… Uma experiência que desejamos repetir outras muitas vezes!
Os vinhos
Dois
vinhos da Cristofoli nos agradam bastante. Os já citados Sangiovese e Moscato
de Alexandria
.
Este último é um vinho muito leve e delicado. Fresco e
aromático. Ótimo para quem vive em cidades de clima mais quente, como é o nosso
caso…
Já o Sangiovese foi o vinho da casa que mais nos agradou já na
primeira vez que lá estivemos. É um varietal da uva de mesmo nome. Varietal (para
os recém-chegados ao mundo dos vinhos) é aquele vinho feito a partir de um
único tipo de uva. Sem mesclas. Difere de um blend ou corte (ou,
ainda, assemblage) – termos que explicamos sucintamente nesta postagem.
A Sangiovese é uma uva italiana. “De nascença”! Está presente
na composição dos mais famosos e emblemáticos vinhos italianos, como o Brunello
di Montalcino
, os Chianti, e mesmo alguns Super Toscanos,
ou seja, pode-se dizer que é a uva que confere “identidade italiana” aos
vinhos italianos! Pouco comum ainda aqui no Brasil, passou a ser cultivada pela
família Cristofoli por iniciativa de Duílio
Cristofoli¹
(da segunda geração da família já nascida aqui).
Claro,
sabemos que o “sabor” de uma uva e tudo que ela “empresta”
ao vinho que se faz a partir dela será fortemente influenciado pelas
características geológicas e climáticas, pela composição do solo, pelos ventos,
pela incidência de sol, pela umidade do ar, pela proximidade ou não do mar etc,
do local onde ela é cultivada (o famoso terroir!).
Portanto, não podemos esperar que uma Sangiovese cultivada em terras
brasileiras venha a apresentar as mesmas características para a elaboração de
um vinho que uma Sangiovese cultivada na Itália. Da mesma forma que na própria
Itália cepas de Sangiovese cultivadas em regiões distintas apresentarão
características distintas.
Mas, daí,
alguém poderá se perguntar: a Sangiovese cultivada em terras brasileiras,
então, perdeu sua “alma italiana”?
Digamos
que ela, aqui, tenha assimilado certas características do nosso clima, do nosso
chão, sim, mas que, assim como aquelas famílias de imigrantes que chegaram ao
Brasil e aprenderam a falar português sem abandonar sua língua materna, a Sangiovese também preserva o seu sotaque.
Mas… voltando ao nosso tema! Os vinhos da Cristofoli apresentam um fator que
consideramos muito importante, principalmente em se tratando de produção
brasileira: ótimo custo-benefício! A Cristofoli pratica preços muito acessíveis
para vinhos de muito boa qualidade.
Acreditamos
que sejam vinhos simples (na melhor concepção da palavra), jovens, prontos, fáceis de beber e que descem macio… Acompanham bem momentos simples, como uma
comidinha feita em casa num domingo despretensioso com as pessoas que te são
mais caras.
É
“mais vinho” ou é “mais passeio”?
Consideramos
que a Cristofoli é um ótimo “passeio” enogastronômico! Além do almoço
(que foi para nós uma experiência maravilhosa), a casa também oferece lanches
no parreiral, cursos de degustação e jantares (veja mais informações aqui). Não é “mais vinho” e tampouco “mais
passeio” porque sua proposta é ser “mais tradição” e isso é exatamente o que é
oferecido aos visitantes de peito aberto a uma experiência mais do que turística
e mais do que enológica.
É, sem
dúvida alguma, uma ótima oportunidade de fazer um brinde às coisas simples da
vida! Elas costumam ser as melhores! 
Tim-tim!
Enocuriosos
(os
Enocuriosos são Dagô e Simone)
¹ Conheça
a história da família Cristofoli aqui:

Acesse o Facebook da Cristofoli e conheça receitas familiares, programação e eventos da vinícola
e muito mais.

Conheça
outra vinícola que visitamos no sul do Brasil
aqui.

Aconteceu… Winebar com vinhos da vinícola chilena Arboleda – Carmenère 2011

Idas e Vinhas

O vinho que encerrou o Winebar da última quarta feira, 10 de Junho, com a
participação da embaixadora da Viña Arboleda Maria Eugenia Chadwick (veja o
post 
aqui) foi o Arboleda Carmenère 2011.

Idas e Vinhas

Vamos
ao vinho?
Feito com uvas selecionadas e colhidas
manualmente das vinhas plantadas em 1997 no Vale de Colchagua (a 200 km ao Sul de
Santiago). A fermentação foi conduzida em tanques de aço inoxidável, com
temperaturas entre 26°C e 28°C. O mosto permaneceu entre 15 e 30 dias (em
função do desempenho dos diferentes lotes do blend) macerando com as
cascas. O blend final passou por 12 meses em barricas de carvalho
francês, 20% novas. 14,0% de álcool.
Cor
rubi escuro muito intenso e brilhante. Boa variedade de aromas bastante finos, intensos
e de média persistência. Destacam-se especiarias, rosas, cassis, louro,
chocolate, e eucalipto. Em boca é sápido, macio, de corpo médio a encorpado e
teor alcoólico equilibrado. As especiarias se destacam e surge o café. Final é
persistente, muito intenso, com retrogosto picante.
Agradou
bastante!
Nota
IV: 88
R$125
Importadora:
Expand
Idas e Vinhas

Veja aqui os outros vinhos Arboleda
que degustamos no Winebar:

Assista à degustação aqui.

Aconteceu… Winebar com vinhos da vinícola chilena Arboleda – Pinot Noir 2013



O segundo vinho a ser degustado durante o Winebar com a participação da embaixadora
da Viña Arboleda, Maria Eugenia Chadwick (veja o post aqui), foi o Arboleda Pinot Noir 2013.


Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Vamos ao vinho?
As uvas foram desengaçadas e depositadas em tanques
de aço inoxidável onde passaram pela maceração a frio (8ºC) por 7 dias antes da
fermentação alcoólica utilizando leveduras nativas. O mosto permaneceu entre 10
e 15 dias em contato com as cascas. O vinho passou por 12 meses em barricas de
carvalho francês, 25% novas. 13,5% de álcool.
Cor rubi com reflexos granada, de média
intensidade. Aromas bastante finos, de média intensidade e persistência.
Destacam-se as frutas vermelhas (framboesa e cereja), rosas e madeira. Em boca
é sápido, macio, de corpo médio e teor alcoólico equilibrado. As frutas são
confirmadas, seu final é persistente, muito intenso, com retrogosto amadeirado,
frutado, e refrescante.
É um vinho muito bom, mas para nós a madeira
sentida em boca mascarou um pouco a fruta.
Nota IV: 88
R$150
Importadora: Expand
Idas e Vinhas

Leia sobre o vinho que abriu a degustação, o
Chardonnay 2013
.

Assista à
degustação aqui.


Veja aqui os outros vinhos Arboleda que degustamos:
Chardonnay 2013
Carmenère 2011

Aconteceu… Winebar com vinhos da vinícola chilena Arboleda – Chardonnay 2013

Idas e Vinhas

Na última quarta-feira, 10 de junho, Daniel
Perches
recebeu no Winebar a
embaixadora da Viña Arboleda, Maria Eugenia Chadwick (veja o post aqui).
Abrimos os trabalhos com o Arboleda Chardonnay 2013.
 

Idas e Vinhas
Vamos ao vinho?
Mosto fermentado em barris de carvalho de
segundo e terceiro uso utilizando leveduras nativas. O vinho permaneceu em
contato com as borras (sedimentos de leveduras mortas ou residuais da
fermentação alcoólica) por 10 meses e 23% dele foi submetido à fermentação
malolática. 13,5% de álcool.
Cor amarelo ouro de média intensidade, muito
brilhante. Vinho com ampla variedade de aromas. São bastante finos, intensos e
persistentes de flores brancas (flor de laranjeira e jasmim), abacaxi, tangerina,
banana, limão, manga, melão e um leve tostado. Em boca é fresco, picante, macio,
de corpo leve para médio e teor alcoólico equilibrado. As frutas são
confirmadas, seu final é muito persistente, com retrogosto frutado e levemente
tostado.
Excelente vinho, equilibrado e rico.
Nota IV: 90
R$125
Importadora: Expand

Idas e Vinhas

Assista à
degustação aqui.

Veja aqui os outros vinhos Arboleda que degustamos: