Enocuriosos… Viñas de Chile: Montes

Idas e Vinhas

A Viña Montes foi a segunda vinícola que
visitamos no Chile e a primeira em Santa Cruz, cidade que fica a aproximadamente 190 km de Santiago e cujo acesso se
dá facilmente por ônibus. (Para quem sai da capital chilena, ônibus partem
todos os dias do Terminal Alameda) – Aqui
precisamos revelar uma coisa: além de enocuriosos, somos enomochileiros

Como
íamos ficar apenas 2 dias e meio em Santa Cruz, deixamos a maior parte da
bagagem no hotel em Santiago (hotéis oferecem guarda-volumes que você pode
usar, sem constrangimento algum, mesmo após ter feito o checkout).
Levamos conosco somente o necessário – nossas mochilas estavam praticamente
vazias. (Obviamente, tudo isso era parte de um plano premeditado: voltar com
muitas garrafas de vinho!)  
Situada
no Vale do Colchagua, Santa Cruz é uma pequena cidade que
abriga dezenas de vinícolas. Em 2010 sofreu muito com os abalos sísmicos que
devastaram muitas cidades no Chile e, até a ocasião em que lá estivemos (em
setembro de 2014), ainda era possível observar casas que não haviam sido reconstruídas
após a catástrofe. Ainda assim, a cidade tem boa estrutura para receber os
turistas, oferecendo alguns bons restaurantes e pousadas (no centro e em
recantos), um museu muito interessante, cassino
(para quem gosta), pracinha com igreja matriz, supermercado, padaria e umaqueijaria-relíquia… (Inclusive, se você não quiser
gastar uma grana em restaurante bacana todas as noites, estes últimos podem ser
uma boa opção para garimpar uns pães e ótimos queijos para acompanhar aquele
vinho – que você já sabe que não vai conseguir esperar voltar ao Brasil para
abri-lo com os amigos). Além desses “atributos”, Santa Cruz tem um
povo muito gentil e hospitaleiro, principalmente após vencida uma certa timidez
no primeiro contato… É um povo que te acolhe, que te dá receita de bolo e que
sorri com os olhos quando você agradece ou faz algum elogio… 
Mas o que
causa real interesse na maioria das pessoas que visita Santa Cruz são mesmo as
viñas. 
Então, parafraseando os amigos Ana
Cristina
e Alexandre Follador, “vamos à vinha?”
Uma Viña
cercada de Montes…
A Montes
está localizada a cerca de 10 km do centro de Santa Cruz, numa bela
propriedade cercada de morros verdes. Como em outras vinícolas no Chile,
fizemos previamente a reserva do nosso passeio (através dos contatos fornecidos
no sítio virtual) e,
talvez por ser inverno (e época de entressafra), foi muito tranquilo conseguir
agendar esta e outras visitas com pouquíssima antecedência.
Por não
haver transporte coletivo que atendesse aos trajetos e pelo fato de as
distâncias serem relativamente pequenas, todos os nossos deslocamentos
(hotel-vinícolas/vinícolas-hotel) foram feitos de táxi – combinávamos o preço
antes e rumávamos para os nossos passeios…
Chegamos
à viña com pouca antecedência, mas
como não havia necessidade de pagamento prévio ou qualquer outra formalidade,
nos restava apenas aguardar um pouco até que o grupo (pequeno, aliás) estivesse
completo para começar o passeio. A guia que nos conduziria, Romi, era um amor de pessoa: uma moça
muito gentil e simpática que, além disso, demostrou ter bastante conhecimento
sobre tudo o que seria mostrado durante nossa visita.
Começamos
o tour na “caçamba” de uma pequena camionete (adaptada com
bancos e guarda-sol) que fez um aprazível trajeto pelos vinhedos até um mirador de onde se tinha bela vista da
propriedade. 
Lá no
terraço, Romi nos apontou os diversos lotes de terra, identificando cada uma
das espécies ali cultivadas, e nos contou alguns detalhes do tratamento que as
videiras recebem para que se possa extrair delas o melhor. Dentre esses
detalhes, nos falou sobre o processo do stress hídrico ao qual a parreira
é submetida. Recebendo pouca água (de gota em gota e em períodos espaçados), a
planta “poupa energia” para poder gerar um bom fruto. Dessa forma, as
uvas colhidas destes parreirais, segundo nos explicou Romi, serão bem pequenas,
porém com um “sumo” muitíssimo “rico” ou, em outras
palavras, elas vão “concentrar” as características/substâncias ideais para
a produção de um vinho de melhor qualidade. Basicamente (bem basicamente) é
isso. E pelo que pudemos observar depois, esse é um procedimento bem comum
entre produtores de vinhos – no Chile e fora dele.
Depois do
passeio e das explicações na área externa, entramos para conhecer a cava, adega
etc. Logo na entrada, uma grande escultura do anjo que estampa os rótulos da
vinícola dava as boas-vindas aos
visitantes. Romi contou a história daquele anjo e sua relação com um dos fundadores
da Montes.
Há um
certo aspecto “curioso” que permeia algumas coisas na Viña Montes.
Além da história do anjo (que não contaremos aqui para não tirar a graça de
quem ainda vai fazer essa visita), a vinícola lança mão de práticas, digamos,
“incomuns” na busca pela prosperidade do negócio e de um diferencial
na qualidade dos seus vinhos, como a aplicação do Feng Shui nas instalações da propriedade e a execução de um
áudio com cantos gregorianos na sala de envelhecimento onde os vinhos
repousam em barricas de carvalho. Inusitado, não? (Será que funciona?)

A degustação se deu numa ampla sala toda
envidraçada, com bela vista para os montes que circundam a vinícola e, não
sabemos se por “culpa” da belíssima vista ou se por conta do teor de álcool
ingerido (tudo isso drasticamente agravado pela nossa inexperiência), a verdade
é que não lembramos quais foram os vinhos oferecidos naquela ocasião (!!!!!). A
doce Romi se envergonharia de nós… (e ela explicou tudo tão direitinho!)

Idas e Vinhas
Sala de
degustação com vista para os montes e parreirais

Mas,
vejam só: lembramos de duas sensações muito claras e que nos impactaram! Pela
primeira vez, numa prova de vinhos, nós conseguimos identificar os aromas
apontados pelo guia/enólogo! Isso nos deixou muito satisfeitos! A gente lembra
com clareza da alegria sentida ao identificar o cheiro doce e fresco de frutas
tropicais como abacaxi e maracujá no vinho branco servido (provavelmente um
Chardonnay); e ainda o cheiro de pimentão verde que conseguimos identificar no
Carménère da casa. Aliás, só recordarmos tratar-se de um Carménère justamente
porque temos a lembrança de que cheirava forte a pimentão! Acho que, explicado
isso, a Romi até nos absolveria, não?

Depois da
degustação, fomos almoçar no Bistró Alfredo, que tem mesas na área externa,
ao lado dos espelhos d’água e com aquela vista linda dos montes em volta. O dia
estava lindo! Propício para um almoço ao ar livre! Escolhemos um vinho com a
ajuda do garçom que nos serviu. Havíamos pedido um prato à base de peixe com
ervas (fizemos o pedido antes do tour).
Estava muito saboroso! As sobremesas estavam ótimas também (eram várias mini
sobremesas individuais), com destaque para o suspiro limeño – divino!
Idas e Vinhas
Os vinhos

Dos vinhos degustados, (se não me engano…) gostamos mais do branco (provavelmente
um chardonnay). No entanto, compramos um Montes Alpha Cabernet Sauvignon (que não estava na degustação). Nossa
“aposta” viria a ser elogiada por se tratar de um vinho com ótimo
custo-benefício e um diferencial: um vinho mais “sério”, robusto… –
diferente dos usuais chilenos, mais “frutados” e suaves… Ele faria
peso e volume nas nossas mochilas junto a outros vinhos de bodegas que ainda
visitaríamos em Santa Cruz antes de voltar a Santiago… 
É “mais passeio” ou é
“mais vinho”?
Este é um
caso em que os dois quesitos se equivalem: é mais passeio e é mais vinho.
Fizemos o tour convencional, com
degustação de dois vinhos intermediários e dois da linha premium, e tanto o passeio como a degustação superaram nossas
expectativas. Fomos muito bem atendidos e os preços são muito acessíveis. É
realmente um dos passeios imperdíveis no Vale
do Colchagua.
Enocuriosos
*Fotografias
de Dagô e Simone.
Gostou
dessa postagem? Nossa viagem ao Chile começou
aqui.

Ana Cristina e Alexandre Follador também
visitaram a Montes!
Veja aqui.

Volta à França em 40 Vinhos… Borgonha, AOC Chablis, Domaine Corinne et Jean-Pierre Grossot – Chablis Premier Cru Les Forneaux 2011

Idas e Vinhas
A AOC Chablis é conhecida mundialmente pelos
sublimes brancos secos – complexos e frescos – feitos exclusivamente de Chardonnay.
Localiza-se na região noroeste da Borgonha, a apenas 100 km de Paris e bastante
próxima da região de Champagne.

Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Clique para ampliar e localizar Fleys em H7
Já escrevemos sobre a região de Chablis em
duas ocasiões 1
e 2.
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas

O produtor
A vinícola está localizada nas colinas do
município de Fleys, em Chablis e Fontenay. São 18ha de vinhedos distribuídos
em parcelas classificadas como Chablis e Chablis Premier Cru, com
os nomes de: Vaucoupin, Mont de Milieu, Coastal Troëmes, Fourchaume e Les
Forneaux. Os vinhedos possuem entre 5 a 45 anos e a manutenção dos solos é
feita com a utilização de compostos orgânicos elaborados na própria vinícola.
Vamos ao vinho?
13% de álcool
Cor amarelo palha de média intensidade. No
nariz mostrou aromas finos, intensos e persistentes de abacaxi bem maduro,
musgo, madeira, notas minerais e lácticas. Em boca é de corpo leve para médio,
macio, acidez fresca e álcool equilibrado. Ainda se destacam a mineralidade e o
tostado da madeira. Com aroma de boca muito intenso e persistente, com
retrogosto lembrando geleia de abacaxi.
Nota IV: 87
WS: 90
Importadora: Everest
Idas e Vinhas

Fonte pesquisada para este post
Acompanhe a Volta à França em 40
Vinhos

Volta à França em 40 Vinhos… Borgonha, Domaine Jean Fournier – Cuvée Saint-Urbain 2008, Marsannay

Idas e Vinhas

Parafraseando Vinícius, os outros países que
nos perdoem, mas a França é fundamental! Em nossa promissora volta à França
retornamos aos brancos da Borgonha. Foi a vez de um Chardonnay produzido na AOC
Marsannay que, embora não muito conhecida por aqui, destaca-se na produção de
grandes brancos.

Idas e Vinhas

A denominação
A denominação Marsannay abrange as
comunas de Marsannay-la-Côte, Couchey e Chenôve na
sub-região de Côte de Nuits da Borgonha.
Marsannay é a única denominação comunal que
produz vinhos brancos, rosés e tintos. A sua tipicidade é a da Côtes de Nuits,
e seu estilo se assemelha ao das denominações vizinhas, Fixin e Gevrey-Chambertin.
Os tintos de Marsannay tem coloração intensa,
aromas suaves de frutas vermelhas (cereja e morango) e negras (groselha e
mirtilo). Na boca tem bom corpo, são tânicos e de final longo.
Os brancos possuem aromas cítricos e florais (Espinheiro
Santo e Acácia). Em boca são complexos e minerais. Com grande potencial de
envelhecimento.
O terroir
Os vinhedos se estendem de norte a sul ao longo
das partes mais baixas das colinas, em alturas de 255-390 metros acima do nível
do mar. As exposições variam de leste para sul. Os solos variam muito em composição
e derivam do período jurássico médio.
Idas e Vinhas
A vinícola
O Domaine Jean Fournier é considerado um
dos mais antigos da denominação Marsannay.
Documentos escritos durante o reinado de Luís
XIII atestam esta informação!
Idas e Vinhas
Possui 16ha de vinhedos sendo 13ha de Pinot
Noir
3ha de Chardonnay e Pinot Blanc (as 3 castas permitidas
na denominação). Alguns destes vinhedos têm mais de 60 anos de idade. A produção
visa baixos rendimentos por planta, as uvas são colhidas manualmente e o manejo
dos vinhedos é orgânico. Na adega o tempo de fermentação é longo (3
semanas) e a intervenção humana durante todo o processo de vinificação é mínima.
Vamos ao vinho?
Domaine Jean Fournier –
Cuvée Saint-Urbain 2008 Marsannay
100% Chardonnay, 14% de álcool.
Cor amarelo palha de média intensidade. No
nariz apresentou aromas bastante finos, intensos e persistentes de geleia de
abacaxi, maracujá e algumas notas minerais e de madeira. Em boca é de médio
corpo, com acidez fresca, macio e álcool equilibrado. Ainda no paladar sentimos
o abacaxi, a mineralidade e o tostado da madeira. Final de boca de boa
persistência, com retrogosto frutado, levemente tostado e mineral.
Nota IV: 86
Importadora: Everest
Idas e Vinhas
Fonte pesquisada para este post
Acompanhe a Volta à França em 40
Vinhos

Enocuriosos… Viñas de Chile: Concha y Toro

Idas e Vinhas
Com um interesse cada vez maior em fazer passeios e viagens
onde pudéssemos incluir mais experiências e aprendizado no mundo dos vinhos,
pensamos que seria adequado fazer uma travessia um pouco maior e buscar contato
com uma boa referência. Precisávamos escolher um destino que fosse próximo ao
Brasil (por causa do preço das passagens aéreas), com bons produtores e que
tivesse inglês ou espanhol como língua nativa. Com esses atributos ficou fácil
escolher: Chile.

Nossa primeira visita ao Chile aconteceu em setembro de
2014. Ao todo foram nove dias de viagem com planos de muitos passeios
turísticos e a intenção de visitar uma ou outra vinícola. Apesar do nosso crescente
interesse no assunto, o foco realmente não era o vinho tão somente, mas sim
conhecer a “multifacetada” terra natal de Pablo Neruda, aproveitando, claro,
para incluir visitas a algumas vinícolas no nosso roteiro, sempre que possível.
Mas acaba que, para surpresa nossa, visitamos bem mais vinícolas do que
imaginávamos inicialmente e… adoramos! No saldo foram 3 produtores nos
arredores de Santiago e outros 3 em Santa Cruz. Na sequência: Concha y Toro,
Montes, Viu Manent, Casa Lapostolle, Cousino Macul e Undurraga. Falaremos de
todas elas em postagens adiante, mas agora contaremos como foi a nossa visita à
famosa Concha
y Toro
.
(Não. Não vamos falar aqui dos vinhos de supermercado a
preços acessíveis, nem da tão comentada lenda da bodega protegida pelo
“capiroto” ou algo assim. Vamos direto ao ponto: a visita.)
Já havíamos lido em alguns blogs que é muito simples e
viável ir de transporte público para a famosa vinícola, partindo do centro de
Santiago. Foi o que fizemos e, de fato, funciona. Pegamos o metrô na estación Santa Lucia e desembarcamos na estación Las Mercedes, onde tomamos um táxi (há um ponto bem na saída do
metrô e todos os taxistas ali estão acostumados a levar enocuriosos e enófilos
para a vinícola – é um trajeto bem simples, de 15 minutos apenas). Ao todo a
viagem durou 1 hora e o custo foi muito barato. Ainda porque, na saída do
metrô, vimos um casal de brasileiros muito simpáticos que
também estava indo para a vinícola e perguntamos se eles se incomodariam de “dividir”
um táxi conosco. Eles toparam de pronto.
Assim que chegamos à vinícola, fomos conduzidos à portaria
para os procedimentos “burocráticos” (confirmação do agendamento que havíamos
realizado, sem dificuldades, através do sítio virtual; realização do pagamento
e recebimento do adesivo de identificação do tour escolhido – no nosso caso, o “Marques de Casa Concha”, onde
degustaríamos quatro vinhos da linha de mesmo nome). Após esta etapa, nos foi
indicado o ponto inicial da visita guiada e descobrimos que o tour já havia começado (!) – embora
tenhamos nos apresentado com antecedência razoável e houvesse ainda uma fila de
pessoas realizando o pagamento na portaria (incluindo o casal que chegou
conosco). Nossa sugestão é: procure chegar com muita antecedência para não
vivenciar esta atitude…, digamos, deselegante por parte dos anfitriões…
Tivemos que correr bastante para não perder o grupo, que seguia caminhando pela
extensa propriedade.
O tour apresenta
roteiro bem organizado e começa na parte externa, em frente à antiga sede da
propriedade, outrora residência dos fundadores da bodega.  A guia (muito simpática e à vontade) nos
apresentou também um pequeno quarto de terreno onde estão plantados exemplares
de todas as cepas cultivadas pela casa – a título de demonstração. Como
estávamos no fim do inverno, as videiras estavam adormecidas e não foi possível
identificar qualquer diferença entre elas e tampouco admirar a beleza dos
parreirais, que se espalhavam até perder de vista. Foi nesse ambiente que a
guia nos contou também a história da uva Carménère
– a cepa considerada símbolo do Chile.
Idas e Vinhas
Parreiras na dormência do inverno.
A Carménère é uma
cepa europeia que, atacada por uma praga – a filoxera, chegou a ser considerada extinta em
todo o mundo. Até que… percebeu-se que os vinhos feitos no Chile a partir da
uva merlot eram muito “estranhos”.
Análises laboratoriais revelaram que, entre as amostras das uvas utilizadas
para aquele vinho, havia exemplares da “extinta” cepa trazida anos antes por
imigrantes que não sabiam o que tinham em mãos. Hoje o Chile é o único país que
cultiva a carménère “pura”, sem o
emprego de técnicas de enxertia, pois está protegido (pela Cordilheira dos
Andes e pelo Oceano Pacífico) da praga que assola a espécie no resto do mundo.
Depois das apresentações na área externa, das histórias
contadas e de um vinho degustado ali fora mesmo, nossa guia – mais simpática e
mais à vontade a cada vinho degustado (que ela também bebia com indisfarçável
satisfação) nos convidou então a entrar para a cava de envelhecimento e guarda
em cujas paredes foi projetado um filme (animação) ilustrando a lenda do Casillero del Diablo. Ao todo, nesse trajeto, são degustados 3 vinhos,
incluindo o Gravas del Maipo, um dos ícones da
casa (e bem caro). 
Todo esse roteiro até aqui atendia tanto ao tour básico como ao tour “top”. Nossa (já alegre, após a terceira prova de vinho)
anfitriã, então, separou os grupos e nos conduziu até uma grande sala onde
seria realizada a segunda etapa de nosso passeio, agora sim: a degustação
orientada “Marques de Casa Concha”.
Neste momento trocamos a guia por uma enóloga que orientou
a degustação na qual foram servidos quatro exemplares da linha “Marques…”: Chardonnay, Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon (seguindo a já
tradicional ordem de “complexidade” dos vinhos: sempre começando pelos mais
“leves” e terminando pelos mais “encorpados”). Os vinhos foram acompanhados de
queijos igualmente ordenados de forma a harmonizar (ou, como se diz no Chile,
“maridar”) com cada um deles. Durante esta parte da visita foram dadas algumas
informações básicas (mas importantes para enófilos iniciantes – ou enocuriosos
como nós) a respeito de coloração, aromas e sensações na boca, ajudando a
compreender melhor e a expandir nossas percepções a cada gole.
Idas e Vinhas
As taças saíram cortadas mas não foi efeito do vinho!

Gostamos dos vinhos servidos, especialmente o Chardonnay e o Syrah, e apreciamos muito os “maridajes” com os queijos oferecidos
(cabra, mantecoso, brie e pecorino – estavam
deliciosos e “casaram” muito bem).
Quando a enóloga terminou de fazer todas as considerações
sobre o último vinho e o queijo sugerido, pediu a todos que se retirassem da
sala, alegando que haveria outro grupo para ser atendido ali, e informou que
poderíamos sair com a tábua de queijos e apenas com a taça de vidro em que foi
servida a água (as outras eram de cristal). Para que cada um terminasse de
beber o que restava em suas taças, foi necessário escolher qual o vinho
preferido e verter o conteúdo para a taça regalo
– foi preciso beber a água antes. Muito pitoresco, para não dizer
constrangedor, foi ver todos os pagantes do tour ($$$) iniciarem um “vira-vira”
e transbordo de taças, já em pé, e saírem “garbosos” com suas tábuas de queijo
e a taça com a “sobra” escolhida nas mãos. Ah, sim, fomos orientados pela
enóloga a utilizar as mesas do pátio para finalizar o que não pudemos fazer
conforme o esperado. Nova surpresa então: assim que nos sentamos à mesa, um
garçom veio nos trazer o cardápio e anotar o nosso pedido (!?). Explicamos o
que estava acontecendo, que estávamos ali por orientação da enóloga, que
estávamos terminando nossa degustação do tour
etc…, e ele nos informou que aquele espaço era destinado apenas aos clientes
do restaurante mas que poderíamos utilizar as mesas por um breve instante…
Saímos de clientes premium a
solicitantes de um favor.
Após a visita/degustação (e os incidentes desconcertantes)
e ao terminarmos nossa taça de vinho e nossa tábua de queijos na mesa do pátio,
nos restava ir embora. E a saída tem acesso, naturalmente, pela loja. Tínhamos
direito a 10% de desconto por termos pago a degustação, mas descobrimos, só
então, que esse desconto era aplicável apenas aos vinhos da linha Marques de
Casa Concha. Ficamos um pouco decepcionados, pois pretendíamos cometer umas
“ousadias”… 
Acabamos comprando duas garrafas dos vinhos que mais
apreciamos na degustação, o Chardonnay e o Syrah Marques de Casa Concha. Pagamos
um preço razoável, longe de ser uma “pechincha” (contrariando nossa expectativa)
já que estávamos comprando diretamente no produtor. Lojas especializadas em
Santiago praticam preços iguais e até menores para os mesmos produtos. Ficamos,
outra vez, surpresos…
É “mais
passeio” ou é “mais vinho”?
É “mais vinho”. A parte do passeio na área externa da
propriedade e a visita ao “casillero” (com o desenho animado sobre a lenda),
apesar de aprazível e da imensa simpatia da guia que nos conduziu, acrescentaram
pouco. A degustação em si, excetuando-se o final desconcertante, foi muito
proveitosa, prazerosa e valeu o montante pago. Na ocasião em que lá estivemos
não era possível fazer apenas a degustação mas, como é comum em outras
vinícolas, talvez a Concha y Toro também já esteja permitindo o acesso apenas
para fazer provas de vinhos. Não deixe de se informar a respeito quando for
agendar pela internet.
Enocuriosos.
* Fotografias de Dagô e Simone.

Aconteceu… Winebar, 28 de Abril de 2015 – Vinícola Salton

Idas e Vinhas



O último Winebar teve como tema “lançamentos Salton 2015“. Foram três rótulos apresentados pelo enólogo chefe da vinícola, Lucindo Copat, que recebeu Daniel Perches nas instalações da vinícola no Rio Grande do Sul.

Idas e Vinhas

A empresa foi formalmente constituída em 1910, quando os irmãos Paulo,
Ângelo, João, José, Cézar, Luiz e Antônio deram cunho empresarial aos negócios
do pai, o imigrante Antonio Domenico Salton.

Passados mais de 100 anos, a vinícola consolidou uma ampla linha de produtos, conforme pudemos observar (e degustar) tanto em eventos como a Expovinis quanto em edições anteriores do Winebar.

A Salton está situada no Vale do Rio das Antas – Distrito de Tuiuty – município de Bento Gonçalves, em plena rota do vinho.

Idas e Vinhas


Vamos aos vinhos?
Salton Prosecco 2014

100% Prosecco. Fermentado a 17ºC com leveduras
selecionadas durante 1 mês. A segunda fermentação ocorre pelo método Charmat
(autoclaves) durante aproximadamente 1 mês e meio, a uma temperatura de 12ºC.
Amarelo palha, com bom perlage. Aromas florais e frutados, bastante agradáveis. Em boca, é bastante fresco e frutado. Pronto para beber. Muito bom custo benefício.
Preço: R$ 32,00


Salton Lucia Canei
100% Pinot Noir. Permanece 18 meses em contato as leveduras por 18 meses após a fermentação.
Cor goiaba claro, muito bonita. Perlage intenso, com média persistência. Aromas de flores brancas, framboesa, leve tostado e leveduras. Em boca é muito fresco e frutado, tem cremosidade e o final é muito agradável. 
Preço: R$ 150,00
De acordo com o site da vinícola, foram produzidas apenas 5075 garrafas.


Salton Desejo 2011
100%Merlot, a partir de vinhedos com produção limitada a 8.000kg/ha. Estagia por 12 meses em barricas de carvalho novo (norte-americano e francês) de 225 litros, depois mais 12 meses em garrafa.
Cor púrpura, com aromas intensos de frutas negras e vermelhas, especiarias (pimenta do reino) e notas de café. Em boca tem boa estrutura, com taninos de boa qualidade e boa acidez. Final agradável e com boa intensidade.
Preço: R$ 66,00

Idas e Vinhas

Assistam ao vídeo da degustação no site do Winebar.

Vejam aqui como foram os outros eventos do Winebar com a Salton
Winebar, 10 de Dezembro de 2013 – Vinícola Salton
Mais um Winebar com lançamentos da vinícola Salton
Winebar 22 de Outubro de 2013 – Vinícola Salton



Em busca do Torrontés perfeito… San Pedro de Yacochuya Torrontés 2013

Idas e Vinhas

A minha busca pelo Torrontés perfeito não para
e desta vez resolvi escolher um exemplar do qual já havia ouvido falar muito
bem, tanto em eventos como por amigos apreciadores da casta.

Já escrevemos sobre a casta e a região aqui.
 

Idas e Vinhas
Foto de Laura Alvarez
A San Pedro de Yacochuya é
empreendimento da família Etchart e do enólogo francês Michel Rolland.
Localizada no Valle de Cafayate, na província de Salta, possui
pouco mais de 16 ha de vinhedos, sendo 80% cultivados com Malbec (a mais
de 2.000m metros acima do nível do mar) e as outras parcelas de Cabernet
Sauvignon
e Torrontés.
A vinícola divide seus vinhos em 3 linhas: Coquina
(vinhos de entrada e elaborados com uvas compradas de outros produtores da
região); San Pedro (linha premium elaborada com uvas próprias); Yacochuya
(são os vinhos top da vinícola elaborados com castas de parreirais com
idade entre 60 e 100 anos).
Vamos ao vinho?
San Pedro de Yacochuya Torrontés
2013
100% Torrontés, 14,3% de álcool.
Bela cor amarelo verdeal claro. No nariz
mostrou aromas bastante finos, intensos e persistentes de graviola, tangerina,
gengibre, chá de hortelã e notas florais de lírio. De corpo leve, macio, acidez
fresca e álcool equilibrado. Confirmou em boca o frescor da hortelã e do
gengibre. Final de boca muito persistente, com retrogosto mentolado.
Realmente é um vinho muito bom e que vale a
pena ser provado! Mas a busca continua…
Nota IV: 87
R$50 (comprado em SC)
Importadora: Grand Cru
Idas e Vinhas
Acompanhe
a saga “Em Busca do Torrontés Perfeito” aqui:

Provamos e aprovamos… Río Viejo Jerez Oloroso Seco

Idas e Vinhas

Continuando
a série sobre os tipos de Jerez, hoje foi a vez de um Oloroso Seco. A linha La Ina, que inclui o Río Viejo, faz parte do grupo Caballero que foi fundado em 1830 por Don
José Caballero do Lago
. Hoje o grupo é dono de marcas de rum, gin, licores,
brandy e vinícolas localizadas em Jerez, Rioja e Rueda.

O Jerez Oloroso tem
cor âmbar, é encorpado (18% a 20% de álcool) e inicialmente vinificado seco,
podendo tornar-se meio seco ou doce. A flor não se desenvolveu ou desenvolveu-se
pouco permitindo oxidação moderada devido à adição de maior quantidade de
álcool. Com aroma intenso de nozes. Temperatura de serviço: entre
13ºC e 14ºC.
Para
entender um pouco mais sobre esse
vinho tão peculiar leia aqui a matéria completa que fizemos
sobre o Jerez.
Vamos ao
vinho?
100% Palomino Fino. 20%
de álcool. A solera foi fundada em 1918.
Bela cor
amarelo âmbar de média intensidade e com reflexos alaranjados. No olfato
mostrou aromas bastante finos, muito intensos e persistentes de amêndoas,
avelã, figo seco, nozes, uva passa e tabaco. Em boca é bastante seco, com
acidez viva, de médio corpo e álcool em perfeito equilíbrio. Os aromas de boca
são bastante finos, muito intensos e persistentes, com destaque para as
frutas secas e o tostado. Final muito persistente, com retrogosto de tostado e toffee.

Nota
IV: 90
R$122,48
Importadora: Vinci

Provamos
e aprovamos:

Volta à França em 40 Vinhos… Borgonha, Domaine Henri & Gilles Buisson – Saint-Romain Sous Roche 2012

Idas e Vinhas

Continuando o nosso passeio pela Borgonha,
dessa vez provamos um tinto de um produtor que está localizado em uma das regiões
conhecidas pelos grandes vinhos a partir da rainha Pinot Noir, Côte
de Beune
.

Idas e Vinhas
Entre Ladoix-Serrigny e as encostas da Maranges
está a região vitivinícola Côte de Beaune, que abrange 20 quilômetros de
norte a sul. De frente para o sol nascente, ficam os vinhedos que possuem
apenas algumas centenas de metros de largura. No entanto, produzem tintos e
brancos de renome internacional. Sua reputação também se estende para a cidade
de Beaune, um centro histórico onde estão estabelecidos os melhores
comerciantes de vinho da região, como os famosos Joseph Drouhin, Bouchard
Père et Fils
e Louis Jadot. A appellation de Beaune é
fonte do mais delicado e atraente dos borgonhas tintos. 
Idas e Vinhas

Terroir perfeito para tintos e brancos
Ao redor da cidade de Beaune, os vinhedos são
principalmente de Pinot Noir (Volnay, Pommard, Ladoix,
etc.), embora a branca Chardonnay produza algumas maravilhas na colina Corton
(Corton, Corton-Charlemagne). De Meursault em diante, a
Chardonnay domina, produzindo vinhos que são muito diferentes no seu perfil
aromático, entre as denominaçãoes lendárias como Bâtard-Montrachet e outras menos conhecidas, como Saint-Aubin e Santenay
Idas e Vinhas

Denominações Grands Crus
Corton, Corton-Charlemagne,
Montrachet, Bâtard-Montrachet, Chevalier-Montrachet, Criots-Bâtard-Montrachet,
Bienvenue-Bâtard-Montrachet.
Appellations Villages
alguns dos quais classificados como Climats Premiers Crus
Aloxe-Corton,
Auxey-Duresses, Beaune, Blagny, Chassagne-Montrachet, Chorey-les-Beaune, Côte
de Beaune, Côte de Beaune-Villages, Ladoix, Maranges, Meursault, Monthelie,
Pernand-Vergelesses, Pommard, Puligny-Montrachet, Saint-Aubin, Saint-Romain,
Santenay, Savigny-les-Beaune, Volnay.
Denominações Régionales
Bourgogne, Bourgogne
Aligote, Bourgogne Passe-tout-grains, Coteaux Bourguignons e Crémant de
Bourgogne. 
Idas e Vinhas

A vinícola
O Domaine Henri & Gilles Buisson é
uma das propriedades emblemáticas da appellation Saint-Romain, na
Côte de Beaune, na Borgonha. A vinícola foi passada de pai para
filho há 8 gerações, desde 1758. A primeira safra a ser engarrafada data de
1947.
A propriedade possui cerca de 19 hectares de
vinhedos sendo 11,5 ha de Pinot Noir, 0,5ha de Gamay, 6,5ha de Chardonnay
e 0,4ha de Aligoté. Três destes vinhedos são Grand Cru (Corton),
Le Rognet & Corton, Les Renardes e Charlemagne e dois Premier
Cru
: Chanlin (Volnay) e Les Ecusseaux (Auxey
Duresses
).
O modo de condução das videiras visa baixos
rendimentos, não é utilizado nenhum tipo de produto químico no manejo dos solos
e na adega a vinificação é tradicional, com leveduras indígenas e mínima intervenção
humana. 
Idas e Vinhas

Vamos ao vinho?
Vinhedos com mais de 50 anos de idade.
Amadurecimento por 12 meses em carvalho francês sendo 10% novo, utilização de
leveduras indígenas, 13% de álcool.
Coloração vermelho rubi de média intensidade.
No nariz as primeiras notas que se destacam é a de madeira, seguidas pelas
frutas vermelhas (amoras, morangos, cerejas e cassis), alguns traços de
chocolate e cravo. Em boca é de médio corpo, tem boa acidez, taninos
equilibrados e álcool na medida certa, mas novamente a madeira ofusca a fruta.
Seu final é de boa persistência, com retrogosto levemente amargo.
Nota IV: 83
Importadora: Everest 

Idas e Vinhas

Fonte pesquisada para este post
Bourgognes


Acompanhe a Volta à França em 40
Vinhos

Volta à França em 40 Vinhos… Borgonha, AOC Village Nuits-Saint-Georges, Crémant De Perrière – Blanc de Blancs Brut

Idas e Vinhas

Continuamos na Borgonha, deixando Chablis
e partindo em direção sudeste rumo a Nuits-Saint Georges.

Idas e Vinhas

A Apelação
Esta AOC é dividida em duas partes pela cidade
de mesmo nome, Nuits-Saint Georges, a apenas 28 km ao Sul de Dijon.
A parcela do norte se estende até a fronteira de Vosne-Romanée, e a parte
do sul encontra-se parcialmente em Nuits-Saint-Georges e parcialmente em
Premeaux.
Embora não haja vinhedos Grands Crus,
são mais de 30 Premiers Crus considerados excelentes. 
Idas e Vinhas

O forte da AOC é a produção de tintos, o que
nos trouxe curiosidade a respeito desse espumante feito exclusivamente de casta
brancas.
Área de produção:
Tintos: 299,03 ha (incluindo 141,62 ha Premier
Cru)
Brancos: 7,30 ha (incluindo 4,30 ha Premier
Cru)
Idas e Vinhas

Características dos vinhos
A maior parte da produção é mesmo de tintos, e
a Pinot Noir reina quase absoluta. Sua cor é intensa e apresenta
frequentemente aromas de rosa e alcaçuz. O vinho tinto jovem tem aromas de
cereja, morango e groselha, e quando amadurecido, couro, trufa e pelica. Notas
de frutas maceradas (ameixa) completam o quadro. Em boca costuma ser encorpado,
tânico e persistente. Com grande potencial de guarda, ganha bastante em maciez
e equilíbrio quando envelhecido.
Os (raros) brancos, predominantemente Chardonnay,
têm cor dourada forte. São firmes e com aromas intensos que lembram brioche, mel
e flores brancas.
A Borgonha também é conhecida pela produção de
espumante, o Crémant de Bourgogne. Quase todas as castas borgonhesas (Pinot
Noir
, Chardonnay, Gamay, Aligoté, Melon, Sacy,
etc.) são permitidas na fabricação do crémant, que são frescos e
aromáticos.
Abaixo está um vídeo muito interessante onde mostra todas as etapas da elaboração dos Crémants. 

Vamos ao vinho?
Crémant De Perrière – Blanc de
Blancs Brut
35% Chardonnay, 35% Ugni Blanc e 30% Colombard,
elaborado pelo método Champenoise, 11,6% de álcool.
Cor palha com reflexos dourados. Excelente perlage!
Persistente, bolhas diminutas e em grande quantidade, formando um colar bonito
e duradouro. No nariz apresentou aromas ligeiros
de tostado, levedura, mel, pera, damasco e algo de vegetal. Em boca apresentou ótima
qualidade de CO2, cremoso e com agulhas na medida. Bom equilíbrio
entre maciez e acidez, com notas minerais e mel e boa persistência aromática.
Nota IV: 81
Importadora: Everest
Idas e Vinhas

Fonte pesquisada para este post



Acompanhe a Volta
à França em 40 Vinhos

Volta à França em 40 Vinhos… Borgonha, AOC Chablis, Domaine Vrignaud Chablis Premier Cru Fourchaume 2010

Idas e Vinhas


Continuando a nossa jornada francesa,
degustamos mais um Chablis do Domaine Vrignaud. Já escrevemos sobre o
produtor aqui
.

Idas e Vinhas
Esse vinho traz a denominação Chablis Premier
Cru
, enquanto o outro Domaine Vrignaud que degustamos era apenas Chablis.
No entanto, não percebemos diferença significativa entre eles. Ambos são bons
vinhos, frescos e minerais.
Vamos ao vinho?
100% Chardonnay, utilização de leveduras
indígenas. Não estagia em madeira e descansa em garrafa durante 15 meses antes
da comercialização. 13% de álcool.
Cor amarelo palha com reflexos dourados. No nariz
apresentou aromas bastante finos, muito intensos e persistentes de geleia de
abacaxi, hortelã, flor de laranjeira, jasmim e notas minerais. Em boca é de
corpo leve, macio, com acidez fresca e álcool equilibrado. As notas florais e a
mineralidade se destacam e o final é muito persistente, refrescante e mineral.
Nota IV: 87
Importadora: Everest
Idas e Vinhas