Aconteceu… Noite de lançamento de vinhos californianos na Casa Flora – RJ: La Crema Winery e Edmeades

Idas e Vinhas

No dia 25 de Fevereiro
fomos convidados pela Casa Flora
a participar da noite de lançamento dos novos vinhos californianos que passaram
a fazer parte do vasto portfólio de vinhos da importadora.

Idas e VInhas
Além da vinícola Ironstone,
agora estão presentes a La Crema Winery e a Edmeades. Ambas
fazem parte do grupo Jackson Family Vineyards, que possui ao todo 36 vinícolas boutiques espalhadas
pelos Estados Unidos, Chile, França, Itália e Austrália. 
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Vinícola familiar fundada
em 1979 pelo advogado e enólogo Jess Jackson (falecido em 2011) e hoje administrada
por Barbara Banke, sua esposa. Produz vinhos há mais de 30 anos e se
especializou na elaboração de Chardonnay e Pinot Noir. Possui
vinhedos nas AVAs Russian River Valley, Los Carneros, Sonoma
Coast
, Monterey (são cultivadas a Pinot Noir e a Chardonnay) e Anderson
Valley
(Pinot Noir). 
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Somente os melhores
frutos são utilizados, a colheita é totalmente manual, a fermentação do Chardonnay
é feita em tonéis de carvalho francês e o mosto permanece em contato com as
leveduras por mais tempo dando mais estrutura aos vinhos.
Carvalho francês é
usado para o amadurecimento do Pinot Noir e do Chardonnay. Em alguns casos o
carvalho americano também é empregado.
A produção dos vinhos é
de responsabilidade da jovem enóloga Elizabeth Grant-Douglas que entrou
na vinícola em 2001 e em 2010 foi nomeada Winemaker.
A vinícola possui um sólido
plano de sustentabilidade no manejo da terra, da água, da energia e do controle
de pragas.
Hoje a La Crema é reconhecida
como vinícola de qualidade pela mídia e crítica especializadas.
Os vinhos que provamos:
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Os dois exemplares de
Chardonnay são interessantes, possuem boa complexidade, acidez equilibrada, corpo
médio e sem exagero na madeira. O mesmo acontece com os Pinot Noir, muito equilibrados,
com boa acidez, taninos finos, aromas de frutas vermelhas frescas e maduras,
álcool e madeira bem integrados.
A história da Edmeades
começou em 1963 com a compra de 9 hectares de vinhedos em Mendocino, na
Califórnia, pelo Dr. Edmeades. A vinícola foi fundada e a marca lançada
em 1972. Em 1988 foi comprada pela família Jackson
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Photo by George Rose
O Winemaker Bem Salazar
define o seu processo de elaboração dos vinhos como sendo low tech, vinificação
feita com a menor interferência possível: as leveduras são nativas, o vinho não
é clarificado e nem filtrado antes do engarrafamento.
A Edmeads é mais
conhecida pelos Zinfadel single Vineyard produzidos em edições limitadas
a partir de alguns dos vinhedos mais altos e antigos de Mendocino County: Perli
(plantado no final de 1800), Piffero (plantado em 1930), Shamrock
(a 850 metros acima do nível do mar), Ciapusci (plantado em 1878 e
localizado a 550 metros acima do nível do mar), Zeni (plantado em 1917)
e Gianoli (plantado por volta de 1880).
Os vinhos que provamos:
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Os três exemplares
apresentados confirmam a tipicidade da Zinfandel. De cor profunda aromas
intensos de frutas negras e maduras, especiarias, chocolate, café e tabaco. Em
boca mostraram bom corpo, taninos firmes e agradáveis, boa acidez e álcool
integrado, final longo e adocicado. 
Idas e Vinhas
Foi uma bela noite!!!
Idas e VInhas
Idas e Vinhas

Em busca do Torrontés perfeito – Luigi Bosca – Finca La Linda Torrontés 2013

Idas e Vinhas

Na busca pelo melhor Torrontés que degustei,
elegi o Finca La Linda 2013 como o próximo desafio.

A Luigi Bosca foi fundada em 1908,
possui 415 hectares de vinhedos em Mendoza e produz anualmente 8 milhões de
garrafas de vinho das quais 60% são exportadas aos Estados Unidos, Canadá e
Brasil
.

Para entender um pouco mais sobre a região, o
clima, os solos e a casta Torrontés acesse aqui
Idas e Vinhas

A bodega pertence à família Arizu, que
possui mais de 100 anos de tradição na produção de vinhos finos. Atualmente a
direção da vinícola é feita pelas terceira e quarta geração da família. Seus
vinhos são mundialmente famosos e estão presentes nos cinco continentes e em
mais de 50 países.
A vinícola possui 7 fincas (fazendas)
localizadas em Mendoza. A La Linda possui 17 hectares de vinhedos com as cepas
Malbec, Tannat e Chardonnay.
O vinho que provamos faz parte da linha Finca La Linda (com vinhedos de mais de 50 anos) – vinhos de
entrada – para serem consumidos jovens.
É interessante notar que no rótulo do vinho e
na ficha técnica há referência a vinhedos de Torrontés de 30 anos de idade, localizados
na região de Salta, Cafayate, a 1.700m de altitude. O site não
menciona a produção de Torrontés nesta região. Concluímos que a Luigi
Bosca compra essas uvas de terceiros. Assim que confirmarmos a informação
atualizaremos o post.
Vamos ao vinho?
100% Torrontés. 13,7% de álcool.
Cor amarelo palha claro com reflexos dourados. No
nariz, aromas de boa qualidade e razoável persistência de flores brancas
(Jasmim e flor de laranjeira) e frutas (limão e pêssego). De corpo leve no
paladar, sápido, macio e álcool em equilíbrio. Os aromas de boca são bastante
finos e de boa persistência, destacando-se os florais.
Vinho correto e sem grandes pretensões. Ou
seja, que venham os próximos candidatos ao Torrontés perfeito!
Nota IV: 82
R$ 48,30
Importadora: Decanter
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Champanhe e espumante: da entrada à sobremesa.

Idas e Vinhas
As temperaturas podem estar mais amenas comparando-se ao começo do ano, o horário de verão acabou, mas o outono ainda demora a começar e os termômetros chegam aos 30 graus fácil pelo Brasil inteiro. Pensamos então em sugerir algumas maneiras para você passar bons momentos se refrescando à mesa. Para essas ocasiões, nada melhor que champanhe ou espumante na temperatura correta, vinhos que acompanham uma refeição da entrada à sobremesa e que vão muito além de festas ou comemorações.

“São vinhos que podem e devem acompanhar um almoço ou um jantar do começo ao fim. Em sua grande maioria, os pratos que vão bem com vinhos brancos combinam com champanhe e espumantes brut. A acidez de um prato como ceviche, por exemplo, vai de encontro a acidez desse estilo de vinho e a combinação é perfeita”, explica o enófilo e consultor de vinhos da Porto a Porto, Flávio Bin.
Basicamente pratos com sabor mais acentuado pedem champanhes e espumantes mais encorpados e com estrutura firme; receitas mais leves e aromáticas, pedem opções mais leves e frescas. Entre as sugestões de harmonização estão ostras, caranguejo (temporada só até março), siri, bolinho de bacalhau, culinária japonesa quente ou fria, receitas apimentadas em geral e queijos brancos não muito maturados.
“Se a opção for uma refeição mais robusta, como leitão assado ou a pururuca, escolha um espumante mais encorpado. Nossa dica é o português 3B da Filipa Pato, pois esse é um prato típico da região da Bairrada e a harmonização clássica é justamente com espumante rosé. A acidez do vinho limpa o palato de toda a gordura”, ensina o enófilo. 
Vai bem com o que?
Os espumantes Nieto Senetiner Brut e Veuve du Vernay Brut, argentino e francês, respectivamente, possuem acidez elevada e combinam com receitas à base de peixes e frutos do mar. Para acompanhar ostras nada melhor que um belo champanhe Deutz Brut Classic. Essa dupla funciona tão bem porque o solo da região de Champanhe é composto de giz e calcário, o que transmite à bebida um toque mineral que combina com o molusco. 
Se o prato do dia for um ceviche, a escolha pode ser o Cava Don Román Brut Rosé, pois ele é um pouco mais encorpado que os vinhos de sua categoria e harmoniza à perfeição. Esse cava também vai bem com receitas mais condimentadas. Para sobremesas à base de frutas, escolha o Cava Don Román Demi Sec.
Dicas 
• Para gelar um champanhe ou espumante que estava fora da geladeira em meia hora basta colocá-lo em um balde com água gelada e pedras de gelo – não precisa nem sal, nem álcool. No Brasil, serve-se o champanhe a 8ºC e o espumante entre 6 e 7ºC;
• Bom saber que se o gargalo estiver gelado também será um pouco mais difícil retirar a rolha. Quem deixou horas na geladeira, por exemplo, vai ter mais dificuldade para abrir do que os optaram pelo balde com água e gelo.
• Tente não espumar demais a bebida, pois quando ela perde gás, perde qualidade. A não ser que você vença um campeonato de Fórmula 1, não chacoalhe a garrafa.
• A taça e o vinho estão em temperatura diferentes. Então, sirva dois dedinhos em cada taça para que o copo comece a gelar. Em seguida, complete com o líquido até a altura desejada. Isso vai evitar a espuma e preservará a qualidade.
Confira algumas dicas de espumantes e champanhe distribuídos no Brasil pelas importadoras Porto a Porto e Casa Flora.
3B Filipa Pato
Da região da Bairrada, em Portugal, o espumante é feito das uvas Baga e Bical pela produtora Filipa Pato. Apresenta aromas de morango, framboesa, fermento de pão e algum toque tostado. No paladar é seco, com grande cremosidade e muita fruta. 12,5% de álcool.
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Espumante Nieto Senetiner Brut
Feito em Mendoza, na Argentina, 100% com a uva Pinot Noir, possui cor levemente salmonado e aromas de flores brancas, frutas maduras, toques minerais e de brioche. Possui acidez equilibrada, é seco e elegante. 12,5% de álcool. 
Veuve du Vernay Brut
Trata-se de um espumante francês produzido na região de Bordeaux com as uvas Chardonnay, Ugni Blanc, Colombard e Gros Manseng. É um vinho levemente espumante com delicados sabores de maçã e pera. Paladar macio e longo. 11% de álcool.
Cava Don Román Brut
O espumante espanhol é feito das uvas Xarel-lo, Macabeo e Parellada, elaborado pelo método tradicional, ou seja, a segunda fermentação acontece na garrafa. A cor desse Cava é amarela palha com leves reflexos dourados. Os aromas lembram mel. Em boca, é fresco e equilibrado. 12% de álcool.
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Deutz Brut Classic 
O premiado champanhe Deutz (90 pontos tanto no Robert Parker quanto na Wine Spectator) é feito na sub-região de Aÿ. Trata-se de um assemblage das uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay. A cor é dourada e profunda. Os aromas, muito expressivos com notas florais, brioches, amêndoas e frutos maduros, como peras. No paladar é frutado e muito persistente. Um champanhe de alta classe.
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Importadora Porto a Porto
www.portoaporto.com.br
www.facebook.com/portoaporto
http://twitter.com/portoaporto
http://instagram.com/portoaporto
Informações para imprensa:
Porto a Porto – Marketing
Melissa Crocetti
melissa@portoaporto.com.br
55 41 3090-7341
* Texto e informações fornecidas pela Porto a Porto

Idas e Vinhas na estrada – Napa Valley Parte II – Carter Cellars (21/10/2014)

Idas e Vinhas

A Califórnia nos recebeu bem. O dia de abertura
do nosso passeio pelo Napa Valley começou lindo. Céu azul e manhã
fresca, que acabaram sendo a tônica da semana. GPS configurado e mapa na mão,
seguimos para nosso primeiro compromisso: Carter Cellars, em Calistoga.

Embora à primeira vista no mapa Calistoga
pareça distante (fica a nordeste da cidade de Napa, após passar por Yountville,
Oakville, Rutherford e Santa Helena), são apenas
cerca de 40 km do nosso hotel em Napa.
Foi só virar à esquerda na Califórnia 29,
seguir direto até Calistoga e virar à direita na Tubbs Lane. Em menos de 40
minutos chegamos à Carter.
 

Idas e Vinhas
Recepção da Carter
Acabamos por descobrir que a Carter não produz
suas próprias uvas, apenas vinifica os famosos Cabernet Sauvignon nessa
propriedade. Os 11 acres de vinhedos de Calistoga são destinados a outro
projeto de Mark Carter, a Envy Estate Winery (parceria com o experiente Nils Venge e que também conta
com o enólogo Robin Akhurst). As castas cultivadas são: Cabernet
Sauvignon
, Petit Shiraz, Merlot, e Sauvignon Blanc.
Além disso, a Envy produz vinhos por encomenda para outros produtores. Foram
processadas cerca de 400 toneladas de uvas em 2014.
A Envy pode utilizar a termo “Estate” em seus rótulos, uma vez que 100% das uvas que compõem os vinhos são cultivados na propriedade e que todo o processo de produção (da prensagem até o
engarrafamento) também é feito na mesma propriedade. Tanto o vinhedo quanto a
vinícola devem estar localizados na AVA especificada no rótulo. No caso
da Envy, “Calistoga Estate”.
A Carter Cellars adquire as uvas de vinhedos em
diversas regiões da Califórnia, escolhidos pelo próprio Mark Carter e
pertencentes a diferentes empresas/proprietários. Essa prática, bastante comum
por lá, gera uma certa competição entre as vinícolas, e até mesmo casos de
discórdia na disputa pelos vinhedos mais renomados. Durante a semana ouvimos
algumas queixas!
A vinícola
A relação de Mark Carter com o vinho iniciou-se
nos anos 80, quando inaugurou o bed and breakfast Carter House. O
sucesso foi tanto que levou à construção de um hotel e do restaurante Restaurant
301
.
A premiada carta de vinhos elaborada por Carter
atraiu conceituados enólogos e profissionais do ramo, entre os quais Nils
Venge
. E da amizade com Venge, renomado enólogo, surgiu a Carter Cellars.
Em 1998 foi lançada a primeira safra, de uvas
procedentes do quartel (block) Coliseum do vinhedo Hossfeld,
localizado em Soda Canion nas colinas da região sudeste do Vale de Napa.
Alguns anos depois o experiente Mike Smith junta-se ao grupo e hoje é o
enólogo responsável pelos rótulos da Carter.
De lá para cá, a Carter consolidou seu nome na
produção de Cabernet Sauvignon encorpados de alta gama, teor alcoólico
elevado, altamente pontuados e elogiados pela crítica especializada. O rótulo
apresentado na New York Wine Experience em 2014 recebeu nota 93 (Beckstoffer To Kalon ‘The
Grand Daddy’ Cabernet Sauvignon 2010
).
Segundo Mark, a vinificação segue a filosofia
de mínima intervenção possível. Os pequenos lotes de uva chegam à vinícola e é
feita uma seleção manual dos melhores frutos. As uvas são então prensadas e,
após a fermentação, passam 22 meses em barricas novas de carvalho francês.
Hoje a Carter utiliza uvas de porções
específicas de 4 excepcionais vinhedos do Napa Valley: Beckstoffer To Kalon
Vineyard
, em Oakville; Hossfeld Coliseum Block, em Soda
Canion
; Turnbull Weitz Vineyard em Oakville; e Beckstoffer
Las Piedras
em Santa Helena.
A visita e os vinhos
Fomos recepcionados pela simpática Barbie.
A sala de degustação, recém inaugurada, já estava preparada. Segundo Barbie,
fomos os primeiros brasileiros a serem recebidos nela!
Idas e Vinhas
Tudo pronto para a nossa degustação
Idas e Vinhas
Barbie

Algum tempo depois Mark Carter se juntou a nós.
O entusiasmo com que ele fala de cada projeto e o orgulho de produzir vinhos de
alta gama são evidentes, e já havíamos percebido isso quando conversamos
brevemente na semana anterior, durante a New York Wine Experience. 
Idas e Vinhas
Ana & Alexandre at Carter Cellars Winery
Degustamos, além de vinhos da Carter, um rótulo
da Ancillary Cellars (um
projeto de Mark Carter e o enólogo Mike Smith) e dois da Envy (projeto
de Mark Carter e Nils Venge). 

100% Pinot Noir, sendo 75% clone Dijon 115 e
25% pommard. 14,5% de álcool.
Estagia por 10 meses nas próprias borras em
barris de carvalho de 1º uso.
Esta é a segunda safra lançada. Cor rubi, com aromas
intensos de frutas vermelhas, especiarias (pimenta do reino) e madeira. Corpo
médio, as especiarias se destacaram no aroma de boca. Bom equilíbrio (mesmo com
o alto teor alcoólico) e taninos finos. De caráter muito diferente do Pinot
Noir da Borgonha, obviamente, mas é um bom vinho.
Preço no site: USD 50 
Idas e Vinhas

80% Merlot e 20% Cabernet Sauvignon. 14,9% de
álcool.
Único blend da Carter, de cor púrpura e com
aromas muito intensos de frutas negras maduras e especiarias. De corpo médio,
taninos marcantes mas muito agradáveis conferidos pela Merlot.
Preço no site: USD 85 
14,8% de álcool.
Cor púrpura muito escura, com aromas muito
intensos de flores, tabaco, frutas negras, pimenta do reino e notas de tostado.
Mais encorpado que os anteriores, a pimenta e as frutas negras se sobressaem
nos aromas de boca. Taninos firmes e bom equilíbrio.
Preço no site: USD 125
14,8% de álcool.
Cor púrpura, com aromas de frutas vermelhas,
especiarias e notas minerais e terrosas. De corpo médio para encorpado, em boca
tem acidez bastante perceptível, mas ainda em equilíbrio com o álcool e os
taninos firmes. O aroma de boca é complexo, apimentado, com frutas negras,
notas florais e baunilha.
Preço no site: USD 150 
Idas e Vinhas

14,9% de álcool.
Cor púrpura profundo, as frutas negras aparecem
como aroma predominante e muita intensidade. Em seguida percebem-se flores, tabaco
e baunilha. Encorpado, com taninos finos e muito marcantes. Final adocicado.
Preço no site: USD 150 
Idas e Vinhas

15,1% de álcool.
Cor púrpura profundo, com aromas muito intensos
de frutas negras, flores, tabaco, baunilha, notas terrosas e vegetais.
Encorpado, com taninos marcantes e finos. Final adocicado.
Preço no site: USD 150
Após essa série impressionante, ainda
permanecemos um pouco na recepção tirando fotos e Barbie nos ofereceu taças do Sauvignon
Blanc
da Envy. Uma característica interessante desses vinhos é que
10% do lote passam 6 meses em madeira. De acordo com a Barbie, a intensão é
conferir mais equilíbrio e elegância ao vinho. Não resistimos!
Envy Sauvignon Blanc 2012 Napa Valley
Amarelo palha com reflexos dourados. Aromas
frescos de maracujá e damasco doce. Muito boa acidez e corpo leve.
Indisponível para venda. 
Idas e Vinhas

Amarelo palha com reflexos dourados. Aromas
mais vibrantes que a safra anterior. Maracujá e damasco, além de notas
vegetais. Corpo leve e com acidez bastante viva.
Preço no site: USD 24 (USD 20 para membros do wine
club
Idas e Vinhas
E para finalizar, Mark Carter nos levou para
uma visita às instalações da vinícola.
Idas e Vinhos

Idas e Vinhas
 A visita foi excelente, gostamos muito dos
vinhos. Mas dificilmente se encontra um Carter em lojas ou restaurantes. A
produção é praticamente toda vendida (e rapidamente) on line para
clientes cadastrados.
Idas e Vinhas
Alexandre e Mark Carter

Idas e Vinhas na estrada – Napa Valley Parte I – O Roteiro

Idas e Vinhas

Pode-se dizer que o Napa Valley
é a Disney do Vinho! E deixemos de lado qualquer preconceito, pois o vinho
californiano vai muito além do Carbernet Sauvignon e do Chardonnay
amanteigado. Vinícolas de todos os tamanhos produzem desde espumantes a
belíssimos Pinot Noir em uma paisagem de tirar o fôlego.

Em 6 dias visitamos 7 vinícolas e
fomos a uma feira dedicada à Pinot Noir.
A
logística:
Decidimos visitar Napa para
aproveitar a oportunidade de já estarmos nos Estados Unidos para a edição de
2014 da Wine Spectator’s New York Wine Experience (veja aqui e aqui os dois dias de evento). Com a
facilidade trazida pela Internet, fizemos tudo aqui mesmo no Brasil e a viagem
transcorreu sem qualquer imprevisto.
Idas e Vinhas
Por questões de preços de tarifas,
uso de milhas, etc., organizamos da seguinte forma:
Chegamos e voltamos ao Brasil por
Nova Iorque (chegamos dia 14 de Outubro pela manhã e retornamos no dia 31 à
noite). Ficamos em Nova Iorque de 14 a 20 de Outubro na primeira etapa (as
degustações da NY Wine Experience foram no dia 16 e 17). No dia 20 voamos para
São Francisco e seguimos direto para Napa, retornando a São Francisco no
Domingo, dia 26. Passamos mais 2 dias em São Francisco e retornamos a Nova
Iorque dia 29. Finalmente, voltamos ao Brasil no dia 31 de Outubro.
Na 1ª etapa de Nova Iorque, ficamos
no próprio hotel do evento, o New York Marriot Marquis na Times
Square
. Longe de ser a opção mais econômica, mas ficamos lá também em 2013
e para nós a comodidade acaba falando mais alto. Depois de degustar mais de 40
vinhos por noite, achamos melhor estarmos perto do quarto! E o hotel é
excelente. Embora muito grande e movimentado, os quartos são espaçosos e
confortáveis e o atendimento é muito bom.
Daqui mesmo do Brasil fizemos a
reserva do carro que utilizaríamos no passeio pelo Napa. Imprescindível ter
GPS! As estradas são bem sinalizadas e foi muito fácil encontrar as vinícolas.
Alugamos no site Happy Tours, que faz uma comparação entre as locadoras e você
pode escolher a que tem o carro desejado, melhor preço, etc. Funcionou muito
bem, optamos por pegar e entregar o carro no próprio aeroporto de São
Francisco.
De Nova Iorque para São Francisco
são aproximadamente 6 horas de voo (voamos pela American Airlines). Mas com o
fuso horário, na época a diferença era de 3 horas. Assim, deixamos Nova Iorque
às 15h30 e pousamos em São Francisco quase 19h. Os stands das locadoras de
carro ficam um pouco afastados, mas é só seguir as placas que não há erro.
Idas e Vinhas
Mesmo já estando de noite, não
tivemos dificuldade em nos localizarmos e, em pouco mais de 1 hora chegamos ao
hotel em Napa (são cerca de 80 km), o Best Western Premier Ivy Napa Valley. Preços na média da região (nada
muito barato), com quartos confortáveis e bom atendimento. Apenas o café da
manhã, incluído na diária, era sofrível. Mas a localização é ótima, ao lado da Rodovia
29 (Santa Helena Highway), a principal rota para as vinícolas.
Nós escolhemos visitar vinícolas
que não fossem tão óbvias e que se destacassem pela qualidade dos vinhos.
Consultamos a revista inglesa Decanter, a própria Wine Spectator,
além de outras fontes especializadas. Encaminhamos a nossa solicitação de
visitas por e-mail. Não recebemos resposta de todas, mas as que responderam
foram muito solícitas e as visitas se comprovaram excelentes.
Importante dizer que o enófilo
iniciante, ou mesmo o turista médio, não encontrará nenhuma dificuldade em se
divertir muito pelas vinícolas. Muitas delas oferecem degustações abertas ao
público, com preços para todos os bolsos. De posse do mapa que todos os hotéis
têm a disposição, é possível seguir pela Route 29 e visitar as
vinícolas marcadas com os cachos verdes. Simples assim, desde que observado o
horário de visitas.
Idas e Vinhas
Foi esse o nosso roteiro:
Dia 21/10:
Carter Cellars, com seus 11 Cabernets elaborados
com uvas de 6 vinhedos diferentes
Idas e Vinhas
Dia 22/10
Domaine Carneros, com seus espumantes reputados;
Idas e Vinhas
Peter Michael, Sir Peter Michael é internacionalmente
conhecido pelos seus brancos (Chardonnay e Sauvignon Blanc) longevos;
Idas e Vinhas
Dia 23/10
Bevan Cellars, famosa pelos vinhos Shyrah, Merlot e
Cabernet Sauvignon. Vinifica seus vinhos nas instalações do Chateau Boswell;
Idas e Vinhas
Dia 24/10
Hess Collection, com grande variedade de rótulos e
a ótima linha Collection;
Idas e Vinhas
Caymus, com seus esplêndidos Cabernet Sauvignon;
Idas e Vinhas
Dia 25/10
Black Kite, famosa pelos seus Pinot Noir
frescos e frutados.
Idas e Vinha
Dia 26/10
Pinot on the River
– feira anual na cidade de Healdsburg
Idas e Vinhas
Para percorrer esse roteiro,
passamos, além da cidade de Napa, pelas belas cidadezinhas de Santa Helena,
Yountville, Calistoga e Healdsburg.
Dia 26, após a feira em Healdsburg,
voltamos a São Francisco. Mas antes, uma parada em Sausalito, logo antes da
Golden Gate, para os famosos pratos com caranguejo. No dia 28 aproveitamos para visitar a Ilha de Alcatraz (passeio que vale a pena). Ficamos no excelente Best Western Plus The Tuscan,
que recepciona os hóspedes todo final de tarde com vinhos e petiscos, além de
outros mimos.
Idas e Vinhas
Deixamos São Francisco dia 29 rumo
à Nova Iorque e então de volta ao Rio de Janeiro no dia 31.
Nesses últimos dois dias ficamos em
outro hotel, o The Tuscany, não muito longe da Grand
Central Station
. Esse foi o único hotel que não ficaríamos de novo. Caro,
com atendimento displicente e a limpeza do quarto deixou a desejar. 
Todas as reservas de hotel fizemos
pelo site Hoteis.com. Tudo funcionou muito
bem, inclusive a política de reembolso em caso de encontrarmos tarifas mais
baixas. Até 24h antes do check in, se você perceber uma tarifa mais baixa
(mesmo no próprio Hoteis.com) eles devolvem a diferença. 

Idas e Vinhas na estrada – Napa Valley Parte II –– Carter Cellars (21/10/2014)

Idas e Vinhas na estrada – Napa Valley Parte III – Domaine Carneros (22/10/2014)

Em busca do Torrontés perfeito – Finca Quara – Viña La Esperanza Single Vineyard Torrontés 2011

Idas e Vinhas

O Torrontés é um vinho que me agrada. Seus
aromas intensos de flores e frutas sempre trazem algo mais, tornando-o distinto
dos onipresentes Chardonnay e Sauvignon Blanc. Se não tratado com respeito,
pode se tornar muito adocicado e alcoólico.

Mas, mesmo tendo degustado excelentes
exemplares, hoje escrevo a primeira nota aqui no blog. E a partir de agora,
sempre que me deparar com um rótulo que julgue que me levará mais perto daquele
que será o melhor Torrontés que já provei, vocês saberão aqui pelo Idas e
Vinhas
. Estou aberto a sugestões!!
A casta
A hipótese mais aceita afirma que a Torrontés seja
de origem espanhola (região de Galiza) e tenha sido introduzida na Argentina
pelos colonizadores. E foi na Argentina que três variedades desenvolveram todo
seu potencial, sendo responsáveis pelo vinho branco que é a assinatura do país.
As três variedades, chamadas por alguns autores
de “Argentine Torrontés Somethings”, em tradução livre algo como “As Notáveis
Torrontés da Argentina” são: Torrontés Sanjuanino, Torrontés
Mendocino
e a mais valorizada e amplamente plantada, a Torrontés Riojano.
Os vinhos costumam ser ricamente aromáticos e florais, se destacando dentre as
demais castas brancas.
Há produtores que estão sendo bem sucedidos produzindo
bons exemplares no Valle de Uco, em Mendoza e na região de Chilecito
em La Rioja.
A região
A casta melhor se adaptou nas regiões
localizadas ao norte da Argentina, nas províncias de Salta (70% da
produção), Tucumán e Catamarca, em altas altitudes, entre 1.600m
a 2.350m (San Pedro de Yacochuya).

O Vale Calchaqui, em Salta, bem ao norte do país, é o que está ganhando uma forte reputação no mundo graças ao cultivo desta variedade. Nessa região há um micro-clima especial, os vinhedos estão a uma altitude de 3.100 metros acima do nível do mar e a chuva é muito escassa, o que permite um desenvolvimento excepcional da videira. A famosa Bodega Colomé está localizada nesta região.

Idas e Vinhas
O clima
Temperado, com grandes amplitudes térmicas e
temperatura média de 15ºC. Pluviosidade média anual de 150mm.
Os solos
Solos podem ser neutros, franco-arenosos (compostos
por areia, limo e argila) ou arenosos, profundos, com subsolo pedregoso.
O produtor
A Finca Quara está localizada no coração do Valle Calchaquí e pertence à
família libanesa Lavaque, que chegou à Argentina no final do século XIX
e logo estabeleceu a sua produção de vinho em Cafayate, na província de Salta
Idas e Vinhas
Copyright: Finca Quara
A vinícola prosperou a partir dos anos 80
quando Rodolfo Lavaque (quarta geração) ficou à frente da produção.
Alguns anos mais tarde, a família adquiriu a Finca
El Recreo
, que durante os séculos XVII e XVIII pertenceu à família Peñalva
Frías
, e depois a Michel Torino. Hoje a vinícola está aos cuidados
da quinta geração.
Quara é uma espécie
de lhama de pelo curto nativa criada e domesticada pelos povos andinos e usada
como animal de carga.
O vinhedo de Torrontés tem idade entre 60 e 80
anos e o cultivo segue o sistema de Pérgola.
Vamos ao vinho?
100% Torrontés. Fermentado em barricas novas de
carvalho francês por 30 a 40 dias, depois é mantido em contato com as borras
por mais 6 a 8 meses. 14% de álcool.
Cor amarelo ouro claro com reflexos dourados. No
nariz os aromas são bastante intensos e finos de lichia, maracujá, pera,
tangerina, flores brancas (jasmim, laranjeira), mel e notas de baunilha e
madeira. Apresentou médio corpo em boca e bom equilíbrio entre acidez, açúcar
residual e álcool. A lichia, o maracujá e a madeira são confirmadas em boca. De
final persistente com retrogosto de lichia.
Embora tenha sido fermentado e ainda estagiado
em carvalho novo a madeira está em perfeita harmonia e conferiu maior complexidade
e estrutura ao vinho.
Nota IV: 87
R$58 (comprado em SC)
Idas e Vinhas

Provamos e aprovamos… Errazuriz The Blend Collection 2011

Idas e Vinhas

Após termos degustado a safra 2008 do vinho Errazuriz
The Blend Collection 2008
provamos a safra 2011 que está sendo
comercializada atualmente e recebeu 96 pontos do Guia Descorchados 2014
e 94 pontos do Robert Parker.

Veja aqui
o que achamos da safra 2008 e aqui
o post sobre a visita que fizemos à Errazuriz em 2012.
Para a safra 2011 as castas escolhidas pelo
enólogo Francisco Baettig para elaborar o The Blend foram: 55% Garnacha,
28% Mouvedre, 10% Syrah, 5% Carignan e 2% Marsane.
Parte da fermentação foi feita em tanques de
aço inoxidável e parte em tanques de carvalho. Depois o vinho amadureceu
durante 16 meses em carvalho francês de 2º e 3º usos.
Vamos ao vinho?
14% de álcool.
Cor vermelho púrpura com reflexos violáceos. No
nariz entregou notas bastante finas, intensas e persistentes de frutas vermelhas
e negras frescas: ameixa, morango, cassis e framboesa. Algo de vegetal, tabaco,
especiarias (pimenta do reino e canela) e um frescor de hortelã. No paladar é de médio corpo, com muito bom equilíbrio entre acidez, taninos (aveludados) e álcool.
As frutas a pimenta e a hortelã são confirmadas e o seu final de boca é muito
persistente e com retrogosto frutado e refrescante.
É um vinho que vale a pena provar. A comparação
de safras foi muito interessante e comprovou o seu potencial de guarda. A safra
2011 ainda jovem com caráter marcante de frutas e frescor e a safra 2008
evoluindo muito bem, com frutas ainda presentes, embora maduras, e notas mais
acentuadas de especiarias e tabaco.
Nota IV: 90
R$181
Importadora: Vinci
Idas e Vinhas

Notícias da enosfera… O boom das exportações do vinho brasileiro

Idas e Vinhas

A
reputação do vinho brasileiro é um assunto controverso entre enófilos,
blogueiros e profissionais do ramo. Não apenas no que se refere à qualidade em
si, mas a política de preços (sim, também consideramos abusiva na grande
maioria dos casos), desconfiança nas práticas de produção empregadas, o
ufanismo exagerado…

Mas
não se pode negar que a qualidade do produto nacional vem melhorando
sensivelmente. A criação de denominações de origem, o engajamento de
produtores sérios, a maior inserção na mídia especializada e a quebra de
alguns preconceitos são alguns dos fatores que trazem mais atenção ao produto
nacional.
Nós
mesmos temos provado alguns vinhos nacionais muito bons. Sim, discordamos
muitas vezes dos preços praticados mas ainda acreditamos que esse mercado
poderá ser mais racional assim que a histeria coletiva que aceita preços
estratosféricos passe. E sim, ela vai passar.
Alguns
blogs e outras mídias já relataram sobre o aumento expressivo das exportações de
vinho brasileiro. E agora foi a vez da revista inglesa Decanter
dedicar um artigo ao assunto, já que o Reino
Unido
é o nosso principal mercado importador.
A
revista em artigo publicado na segunda feira, 16/02/2015, assim como o Ibravin
(Instituto Brasileiro do Vinho), também credita esse aumento à visibilidade
conferida ao Brasil pela Copa do Mundo de Futebol de
2014
.
De
acordo com a matéria, as exportações cresceram cerca de 75% em comparação a
2013. O total exportado alcançou 2,65 milhões de litros, o equivalente a 3,53
milhões de garrafas, totalizando algo em torno de 9,5 milhões de dólares.
As
exportações para o Reino Unido aumentaram 400% em relação a 2013, cerca de 583
mil garrafas.
As
vinícolas maiores e mais conhecidas ainda são responsáveis pela maior parte das
exportações. Miolo, Aurora, Salton e Casa Valduga, de acordo com a representante da agência inglesa
de marketing e importação Wines of Brazil (um
projeto em parceria com o Ibravin), Judy Kendrick.
Mas, segundo ela, ainda há espaço para novos produtores.
A Go Brazil Wines & Spirits é
uma companhia que importa exclusivamente vinho brasileiro. Conferimos o site e
atualmente eles trabalham com: Campos de Cima, Casa Valduga, Cave Geisse, Lidio
Carraro
, Miolo, Pizzato/Fausto, Rio Sol, Sanjo e Aurora.
Seu
diretor comercial, Nicolas Corfe,
declarou que a Copa de Mundo sem dúvida contribuiu para o aumento do consumo,
mas a sensível melhora na qualidade dos vinhos brasileiros também é um
importante fator.
Agora
todos os atores do setor aguardam o que pode ser o próximo boom para a vinicultura nacional, as Olimpíadas
de 2016
no Rio de Janeiro.
Hoje
as regiões de cultivo no Brasil totalizam algo em torno de 83.700 hectares,
divididos em 6 regiões distribuídas pelo Sul e Nordeste do País:

Rio Grande do Sul: Serra Gaúcha, Campanha, Serra do Sudeste e Campos de Cima da
Serra;

Santa Catarina: Planalto Catarinense;

Bahia: Vale do São Francisco
Projetos
da Embrapa em conjunto com associações de produtores vêm
contribuindo não apenas para a melhoria do produto em si, mas para a criação de
uma identidade para o vinho nacional. A criação das denominações de origem é um
dos frutos desse trabalho. São as seguintes (dados de 2012):
Indicação de
Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO) para Vinhos no Brasil, 2002, 2010
e 2012.
Ano
IP
DO
2002
Vale dos Vinhedos (RS)
2010
Vinhos Pinto Bandeira (RS)
2012
Vales da Uva Goethe
(SC)
Vale dos Vinhedos (RS)
2012
Vinho Altos Montes (RS)
Fonte: Sato, Geni
Satiko, 18/03/2013. Indicação Geográfica (IG) para vinhos no Brasil.IEA.
Idas e Vinhas
Mapa das regiões produtoras de vinho no Brasil (fonte: Ibravin)
Fontes consultadas para
esse post:

http://www.iea.sp.gov.br/

Provamos e aprovamos… Hijos Rainera Perez Marin Jerez Manzanilla La Guita

Idas e Vinhas

A Bodega Hijos de Rainera Pérez Marín foi fundada em 1852 e está localizada em Sanlúcar
de Barrameda
. Há mais de 150 anos ela produz e envelhece o La Guita
Manzanilla
.

Em 1993 o produtor adquiriu a atual adega de
envelhecimento em Pagor de Sanlúcar Viejo, com mais de 11 mil metros
quadrados, com capacidade de armazenar 14 mil barris destinados ao
envelhecimento do La Guita Manzanilla.
Em 2007, a adega de envelhecimento passou a
fazer parte do Grupo Estévez,
unindo-se com as vinícolas de envelhecimento, Valdespino e Marqués
del Real Tesoro
.
 

Idas e Vinhas
A Flor e as Criaderas do La Guita
Para entender um pouco mais sobre Jerez leia aqui o post que escrevemos.
Vamos ao vinho?
Jerez Manzanilla La Guita
100% Palomino Fino. 15% de álcool.
Cor amarelo palha. No nariz apresentou aromas
bastante finos, intensos e persistentes de grama cortada, amêndoas, azeitonas,
leves notas minerais e toques tostados. Em boca é extremamente seco, acidez
viva, de corpo leve e álcool muito equilibrado. As notas tostadas também estão
presentes em boca, bem como a mineralidade (remetendo a sal). De final muito
persistente e retrogosto com fundo amendoado. Excelente. Ótima opção como aperitivo e/ou acompanhar entradas.
Temperatura de serviço entre 7ºC a 9ºC.
Nota IV: 90
WS 92
R$109
Importadora: Zahil
Idas e Vinhas

O subestimado Jerez

Idas e Vinhas

O Jerez
é um vinho fortificado elaborado com castas brancas, e que resulta de uma
fermentação peculiar, que ocorre unicamente nessa região devido às
características das leveduras locais. As leveduras, após a fermentação
alcoólica, formam um véu na superfície do vinho, chamado de flor, protegendo-o
do oxigênio. A flor transmite ao vinho aromas e sabores ímpares e inigualáveis.
O vinho base é sempre seco, podendo posteriormente ser meio seco, meio doce ou
doce, em função do produto desejado.

A
região de Jerez
A
região de Jerez está localizada a Nordeste da província de Cadiz,
no extremo sul da península Ibérica. Na costa do Atlântico, e ladeada pelos
rios Guadalquivir (Norte) e Guadalete (Sul), é um local
privilegiado, onde a mais pura essência do que é conhecido como a baixa Andalucia
é encontrada na sua forma mais concentrada: luz, mar, plantações de trigo,
girassóis e, como não poderia deixar de ser, videiras.
Idas e Vinhas
Ao
norte está o rio Guadalquivir e do outro lado do estuário reside a reserva
natural Coto de Doñana. Para o sul as vinhas se misturam com as salinas e pinheiros.
Mais para o interior da encosta estão as belas montanhas da Sierra Cádiz.
A Oeste
está o oceano Atlântico, cuja costa se estende a partir de Sanlucar até Chiclana.
A costa possuí extensas praias de areia branca presidida pela cidade milenar de
Cádiz.
Idas e Vinhas
O clima
O Clima
é mediterrâneo moderadamente quente influenciado pelo oceano, que traz ventos
úmidos e ameniza os meses quentes e secos do verão.
As
Denominações de Origem
As
denominações de origem (DO) “JerezXérèsSherry” e “Manzanilla
Sanlúcar de Barrameda” estão localizadas no extremo sul da Península
Ibérica. Somente os vinhedos localizados dentro dos limites municipais de Jerez
de la Frontera
, El Puerto de Santa María, Sanlúcar de Barrameda,
Trebujena, Chipiona, Rota, Puerto Real, Chiclana
de la Frontera
e Lebrija (pertence à província de Sevilha), e
situadas em solo que o Conselho Regulador considera adequado, pode cultivar
uvas para a produção de Sherry e Manzanilla. A zona de produção atualmente
ocupa uma área de pouco mais de 10.000 hectares.
A área
tradicionalmente conhecida como “Jerez Superior” é uma
subdivisão dentro da Zona de Produção formada por vinhedos plantados em solos
de albariza
, cujas localização geográfica e condições climáticas os tornam
ideais para a produção de vinhos de qualidade superior. Atualmente 80% dos
vinhedos dentro da Zona de Produção são classificados como pertencentes à
região de Jerez Superior.
Outra
delimitação geográfica importante é conhecida como o “Zona de Envelhecimento
e Amadurecimento
” – também conhecida como o Triângulo do Sherry.
O envelhecimento dos vinhos protegidos pela Denominação de Origem “Jerez –
Xérès – Sherry” só pode ocorrer nas cidades de Jerez de la Frontera, El
Puerto de Santa María e Sanlúcar de Barrameda e as bodegas de envelhecimento estão
todas localizadas nestas cidades.
No caso
da Denominação de Origem “Manzanilla – Sanlúcar de Barrameda”, a Zona
de Envelhecimento correspondente é limitada exclusivamente à própria cidade.
Embora a matéria-prima (uvas e/ou vinho base) para Manzanilla possa ter origem
em qualquer lugar dentro da Zona de Produção, o processo de envelhecimento deve
acontecer em Sanlúcar de Barrameda.
Os
solos
Existem
três tipos de solos em Jerez de la Frontera: argiloso, arenoso e
o mais importante, o de albariza (solo calcário, muito branco, rico em
carbonato de cálcio, argila e sílica), com boa drenagem, retenção de umidade e
reflexão dos raios solares. 
Idas e Vinhas
Os 3 tipos de solo: arenoso, albariza e argiloso
As
Castas
São
permitidas 3 castas brancas em Jerez.
 

Idas e Vinhas
Palomino Fino e o solo de Albariza
Palomino
Fino
:
com 95% dos parreirais, empregada sozinha nos vinhos secos e meio doces.

Idas e Vinhas
Palomino Fino
Moscatel
de Alexandria
:
colocada em esteiras ao sol por no mínimo 2 a 20 dias para que os açúcares e aromas
se concentrem (passificação). É empregada pura nos adocicados do tipo Moscatel
ou cortadas com outras cepas no Cream.
Idas e Vinhas
Moscatel de Alexandria
Idas e Vinhas
Processo de passificação da Moscatel de Alexandria
Pedro
Ximénez (PX)
:
também costumam ser colocadas em esteiras ao sol. É utilizada no tipo Pedro
Ximénez ou PX, o mais doce de todos, ou mesclada no Cream.
 

Idas e Vinhas
Pedro Ximénez (PX)
Vinificação
Apenas
o mosto de primeira prensa é utilizado. O mosto da prensagem subsequente é
destilado.
O mosto
recém extraído deve estar limpo antes da fermentação, a fim de evitar a
oxidação e contaminação bacteriana e melhorar a finesse aromática do mosto
uma vez fermentado. Após a clarificação e filtragem, o mosto é submetido a um
processo de correção do pH pela adição de ácido tartárico. Isto ajuda a evitar
a contaminação bacteriana durante a fermentação e a obtenção de vinhos
equilibrados, saudáveis e adequados para envelhecimento.
Uma vez
que o pH foi corrigido é adicionada uma leve quantidade de dióxido de enxofre
ao mosto para evitar a oxidação e contaminação bacteriana.
A fermentação
é realizada em cubas de aço inoxidável com temperatura controlada entre 23ºC e
25ºC. O resultado é um vinho muito seco, de baixa acidez, com teor alcoólico
entre 11% e 12%, que será a base para a posterior produção do Sherry. Estes
vinhos descansam em vasos até Janeiro, após a colheita, quando são
selecionados. Esse teor final de álcool é um dos fatores que permite a formação
da flor pelas leveduras remanescentes.
Uma vez
que as borras tenham sido removidas, surge uma característica muito especial do
vinho base: durante o processo de decantação um filme de levedura começa a
formar sobre a superfície do vinho, um tipo de creme que se expande
gradualmente até cobrir completamente toda a superfície: isto é conhecido como
a flor.
 

Idas e Vinhas
Formação da Flor na superfície do vinho
A
reprodução gradual destes microrganismos produz uma cultura semelhante a uma
película que cobre toda a superfície do vinho, de modo a evitar o contato direto
do ar. O vinho é, portanto, totalmente protegido da oxidação.
Esta
película não é inerte, está em constante interação com o vinho. As leveduras que
compõem a flor consomem permanentemente componentes específicos encontrados no
vinho, especialmente o álcool, mas também qualquer resíduo de açúcar não
transformado, glicerina e o oxigênio dissolvido.
A
existência de flor no vinho só é possível dentro de um determinado intervalo de
teores alcoólicos, o que tem consequências muito interessantes quando chega o
momento do enólogo decidir qual tipo de vinho Jerez ele deseja produzir.
Classificação
e Fortificação
No
final de Setembro, os novos vinhos já foram submetidos ao processo de extração off,
isto é, os sólidos foram separados após a fermentação e estão prontos para a
primeira classificação.
Em
função de fatores tais como condições da colheita, origem das uvas e a pressão
da extração do suco, os lotes de vinho base apresentam características
sensoriais e químicas distintas. São então tomadas amostras de cada lote e os
vinhos são classificados em dois grandes grupos:
* Vinhos com cor mais pálida e finesse, geralmente oriundos de
mosto obtido com aplicação de pouca ou nenhuma pressão, serão envelhecidos como
Finos ou Manzanillas. Seus tanques são marcados com o sinal “/” conhecido como Palo.
* Vinhos mais estruturados serão destinados para a produção de
Olorosos, criados em contato com o ar. Seus tanques são marcados com um
círculo.
Fortificação
Uma das
mais conhecidas características do Jerez é que ele é um vinho fortificado. Isto
é, certa quantidade de aguardente vínica é adicionada ao vinho base a fim de
aumentar o teor alcóolico final.
Se no
passado essa técnica tinha como objetivo estabilizar os vinhos para que
pudessem ser transportados por longas distâncias, hoje essa prática é mantida
por questões puramente enológicas.
Uma vez
classificado (destinado a ser Fino, Manzanilla ou Oloroso), o teor alcoólico do
vinho base (que possui entre 11 e 12,5% de álcool) é aumentado até o valor
desejado:
– os vinhos destinados a Fino e
Manzanilla são fortificados até 15,5%;
– os destinados a Olorosos são
fortificados até pelo menos 17%.
A
fortificação é utilizada pelo enólogo para decidir a qual tipo de
envelhecimento cada vinho será submetido. Dependendo do teor alcoólico final, o
vinho irá estagiar nos barris de acordo com um dos dois sistemas utilizados na
produção do Jerez: Biológico e Oxidativo.
Sistema
de envelhecimento biológico (para Fino e Manzanilla):

trazendo o teor alcoólico para 15%, permite-se que as leveduras formem a flor
ao mesmo tempo que se eliminam os microrganismos indesejáveis. A flor então irá
cobrir a superfície do vinho e prevenir sua oxidação, facilitando uma série de
modificações em sua composição.
Sistema
de envelhecimento oxidativo (para Oloroso):
teores alcóolicos acima de 17% tornam
impraticável a atividade biológica. Nem mesmo as leveduras formadoras da flor,
especialmente resistentes, sobrevivem sob tais condições. O vinho perde a flor
e entra em contato direto com o ar, iniciando o processo oxidativo. Esse
processo confere ao vinho gradual escurecimento.
Cada
sistema de envelhecimento produz um tipo diferente de Jerez, sendo um dos
fatores chave para que se entenda a sua grande diversidade.
A
segunda classificação
Após a
fortificação, os vinhos jovens estão prontos para serem retirados dos tanques e
seguirem para a etapa de envelhecimento em barris de carvalho (chamadas
“botas”). As botas cujo vinho é destinado a se tornar Oloroso são identificadas
logo no primeiro dia, já que não envelhecerão sob a flor.
O
estágio intermediário entre a primeira classificação e o início do
envelhecimento nas botas é essencial para os vinhos fortificados a 15%, cuja
flor deve ser preservada. Essa etapa é chamada sobretablas
A etapa
de sobretablas é extremamente importante, pois é durante os primeiros
meses de vida que o vinho gradualmente desenvolve aspectos distintos que
definirão a que tipo final de Jerez ele se destina. Cabe lembrar que a primeira
classificação foi realizada quando o vinho tinha apenas algumas semanas. Após
um período que pode oscilar entre 6 meses e um ano, os degustadores analisam
novamente cada bota a fim de conduzir a segunda classificação.

As
botas nas quais a flor ainda está presente e se expandindo após os primeiros
meses, protegendo ativamente o vinho da oxidação, são marcadas com o sinal “/”
para indicar o grau de finesse alcançado pelo vinho. São vinhos
destinados a envelhecer sob a flor, e cuja cor pálida inicial se manteve ou
mesmo se intensificou, e que estão começando a desenvolver a acidez típica
fornecida pela flor.

Algumas
das botas onde a flor ainda permanece são marcadas com o clássico símbolo “palo
cortado”. Esse símbolo indica que tais vinhos, embora finos e com potencial
para envelhecer no sistema biológico, serão redirecionados para o sistema
oxidativo. Esses vinhos são muito especiais, classificados de acordo com
critérios de cada produtor e que, após o período de sobretablas, são
fortificados a 17% para que percam a flor e iniciem o processo oxidativo.

Em
outros casos após o estágio de sobretablas ter sido cumprido, e apesar de
terem sido inicialmente classificados como aptos a seguirem o envelhecimento
biológico, a condição da flor na superfície do vinho é menos vigorosa,
apresenta falhas ou mesmo desapareceu. Tais vinhos são então redirecionados
para se tornarem Olorosos. São fortificados a 17% e seguirão o envelhecimento
oxidativo.

Finalmente,
há os casos nos quais, por diferentes razões, os vinhos não desenvolveram as
características necessárias para produção do Jerez. São então classificados
como inadequados. Aqueles que apresentam altos níveis de acidez volátil são
destinados à fabricação do vinagre de Jerez.
Depois
da segunda classificação, os vinhos estão prontos para serem transferidos para
as “criaderas” dos diferentes sistemas de envelhecimento.
Envelhecimento
O envelhecimento
é o estágio decisivo na produção de Jerez. É a etapa mais longa e na qual se
desenvolvem características que irão resultar em uma ampla gama de diferentes
Jerez.
Como já
vimos, dois tipos de envelhecimento são conduzidos na região de Jerez: biológico
e oxidativo. De acordo com a legislação, o Jerez deve ser envelhecido por no
mínimo 3 anos. No entanto, frequentemente esse tempo é muito maior, para que se
permita que os vinhos desenvolvam plenamente as características de cada tipo.
Embora
no sistema oxidativo seja possível conduzir o envelhecimento de modo estático,
sem a mistura de vinhos de diferentes idades, o sistema tradicional adotado é o
sistema dinâmico de “Criaderas e Soleras”. Esse sistema é o único que
possibilita o envelhecimento biológico.
Sistema
“Criaderas e Soleras”
É um
sistema dinâmico onde vinhos em diferentes estágios de envelhecimento são
misturados a fim de perpetuar as características específicas do vinho
finalmente comercializado, o qual é resultado da combinação de diferentes
safras.
Idas e Vinhas
Sistema de Criaderas e Soleras
O
método requer um arranjo bastante preciso das barricas na bodega, de acordo com
os diferentes graus de envelhecimento dos vinhos. Esse processo ocorre no que
se chamam de “criaderas”.
Idas e Vinhas
Sistema de Solera
Veja aqui o vídeo de como funciona o Sistema de Solera.
Cada solera
é feita por várias fileiras, cada uma composta de um certo número de barricas.
A fileira que contém o vinho mais antigo fica no nível inferior (o termo solera
deriva da palavra espanhola “suelo”, solo). As fileiras posicionadas acima da
primeira contêm, progressivamente, vinhos mais jovens a cada nova fileira, e
são chamadas “criaderas”. As criaderas são numeradas de acordo com a
proximidade da idade do vinho que contêm com a idade do vinho da solera
(sendo a mais próxima marcada como 1ª criadera, a seguinte 2ª criadera,
etc.).
A solera
produz o vinho pronto para ser engarrafado. Periodicamente uma quantidade
específica do vinho de cada barrica da solera é extraída, deixando-as
parcialmente vazias (mas com pelo menos 2 terços do volume). Essa operação chama-se
saca”, ou retirada. O espaço criado nas barricas da solera é
então preenchido com vinho proveniente da próxima fileira mais antiga, a 1ª criadera.
Analogamente, o espaço gerado na 1ª criadera é preenchido com o retirado
da 2ª criadera, e assim por diante. As barricas da criadera mais
jovem são completadas pelos vinhos que chegam da etapa de sobretablas.
Esse preenchimento entre criaderas é chamado “rocio”.
Quantas
vezes são realizadas essas operações e que quantidade de vinho é extraída de
cada fileira são definidas em função das características desenvolvidas pelo
vinho, e influenciam a duração da etapa de envelhecimento. O período médio é
obtido dividindo-se o volume total de vinho contido no sistema pelo volume
extraído anualmente da solera. De acordo com as regras do Conselho
Regulador, nenhum Jerez deve ser comercializado antes de 3 anos. Por isso, o
resultado da divisão deve ser maior que 3.
O
sistema “Criadera e solera” imprime uma dinâmica muito especial ao processo de
envelhecimento. Ele mantém a regularidade das características do vinho de solera
enquanto elimina as variações que ocorrem entre uma safra e outra.
É esse
sistema que possibilita o envelhecimento biológico que origina o Jerez Fino e o
Manzanilla. Uma vez que manter as leveduras ativas é fundamental, a adição de
vinho mais jovem fornece micronutrientes essenciais para manutenção e
desenvolvimento da flor.
Tipos
de Jerez
Os
processos de sobretablas e envelhecimento são determinantes para a
geração de uma ampla gama de distintos Jerez. São eles:
Manzanilla
ou Manzanilla Fino:
Claro, muito seco, bem leve e de teor alcoólico entre 15% e
17,5%. Produzido em Sanlúcar de Barrameda, domina o mercado interno.
Fino ou
Pale Dry:

destinado à exportação, é claro, seco, menos ácido e leve. Teor alcoólico entre
15 e 17,5%. Para ser bebido jovem e consumido tão logo a garrafa seja aberta.
Temperatura
de serviço: entre 7ºC e 9ºC.
Manzanilla
Pasada
:
cor âmbar, seco e de corpo médio. Teor alcoólico entre 15,5 e 18%. É um Manzanilla
maturado alguns anos em barris.
Amontillado: cor
âmbar, seco e de corpo médio. Teor alcoólico entre 16 e 18%. É um Fino
que recebeu mais aguardente vínica ou foi mais envelhecido, sem
rejuvenescimento com vinhos mais jovens. Os mais envelhecidos são considerados
os melhores, são mais caros e levam o termo Viejo.
O que torna o Amontillado
distinto dos demais Jerez é o fato ser produto da fusão dos dois processos de
envelhecimento: biológico e oxidativo. O primeiro estágio é o mesmo pelo qual
passam o Fino e o Manzanilla: a proteção da flor e os anos passados nas criaderas
conferem ao Amontillado acidez pungente e intensificam a secura no palato. À
medida que a flor desaparece, tem início o estágio de envelhecimento oxidativo
que vai gradualmente escurecendo o vinho e aumentando a concentração e
complexidade.
Temperatura de serviço: entre 13ºC e 14ºC.

Ótimo para acompanhar pratos que levam aspargos e alcachofras e que são de difícil harmonização.

Medium
Dry
:
um Amontillado meio seco e mais barato.
Palo
Cortado
:
cor de mogno, seco e encorpado. Teor alcoólico entre 18 e 20%. É mais raro e
possui aromas finos, de avelã, próximos do Amontillado.
Temperatura
de serviço: entre 13ºC e 14ºC.
Oloroso: cor
âmbar, inicialmente seco, podendo tornar-se meio seco ou doce e encorpado (18%
a 20% de álcool). Neste caso a flor desenvolveu-se pouco permitindo oxidação
moderada devido à adição de maior quantidade de álcool. Com aroma intenso de
nozes.
Temperatura
de serviço: entre 13ºC e 14ºC.

Pale
Cream:
pálido,
doce e meio encorpado (17,5% a 20% de álcool). É um fino que foi adocicado com dulce
apagado
, vinho feito com a adição de aguardente antes do final da
fermentação, para deixá-lo doce. Temperatura de serviço: entre 10ºC.
Cream:
escuro, muito doce e encorpado (17% a 20% de álcool). É um Oloroso que foi
adocicado com vinho doce de Pedro Ximénez ou Moscatel passificado.
Moscatel:
adocicado, monovarietal da zona de Chipiona
Temperatura
de serviço: entre 12ºC e 14ºC.
Pedro
Ximénez:

âmbar escuro, o mais adocicado e encorpado de todos (17% a 20% de álcool), com
aromas de passificação. É elaborado apenas de uvas Pedro Ximénez.
Temperatura
de serviço: entre 12ºC e 14ºC.
Jerez
com indicação de idade
Apenas
os vinhos Amontillado, Palo Cortado, Oloroso e Pedro Ximénez podem ter a
indicação de idade no rótulo.
20 Years
Old “VOS”:

Vinum Optimum Signaturum – Vinho de Ótima Designação.
30
Years Old “VORS”:
Vinum Optimum Rare Signaturum – Vinho de Ótima e Rara
Designação.
* Todas as fotos deste post são de Copyright do site Consejo Regulador de las Denominaciones de Origen “Jerez-Xérès-Sherry” – “Manzanilla-Sanlúcar de Barrameda” – “Vinagre de Jerez”

Segundo o renomado escritor Hugh Johnson (parceiro de Jancis Robson em vários livros), nenhum vinho combina melhor que o Jerez com ostras, salmão defumado, camarões, enguia defumada (!) ou salada de caranguejo.

Provamos e aprovamos:
– Hijos Rainera Perez Marin Jerez Manzanilla La Guita
– Botaina Jerez Amontillado Seco Viejo
– Río Viejo Jerez Oloroso Seco

Fontes
consultadas para este post:
Amarante,
José Osvaldo Albano
. Os segredos do Vinho para iniciantes e iniciados. Mescla Editorial. 2010.
Larousse
do Vinho.
São
Paulo. Larousse do Brasil. 2004.