Confraria Idas e Vinhas… Chardonnay

Idas e Vinhas
No dia 17 de Janeiro
de 2014 a ‘Confraria Idas e Vinhas’
se reuniu para realizar uma degustação às cegas de três vinhos Chardonnay.

Escolhemos
dois produtores do Novo Mundo: Salton (Brasil) e Greywacke (Nova Zelândia) e um
do Velho Mundo: Laurent Tribut (França). 
Vamos a eles?
Laurent Tribut
Chablis Premier Cru 2010 (Bourgogne – França)
Cor
amarelo palha. No nariz apresentou aromas de abacaxi, maçã verde, hortelã,
casca e flor de laranja, mel e funcho. Em boca é macio, com boa acidez (quase
fresco) e corpo leve. Final de boca com boa persistência aromática e retrogosto
levemente tostado e mineral.
Média
grupo: 84
R$130 
Idas e Vinhas

Salton Virtude Chardonnay 2011 (Bento Gonçalves – RS)
Cor
amarelo palha. No nariz, os aromas foram de manteiga, tostado, hortelã, erva
doce, flor de jasmim e agradável mineralidade. Em boca é macio, com boa
acidez e álcool equlibrado. De corpo leve, final de boca de pouca persistência
e retrogosto caramelado.
Média
do grupo: 87,7
R$43 
Idas e Vinhas

Greywacke Chardonnay 2010 (Marlborough – Nova Zelândia)
Cor
amarelo palha indo para ouro. No nariz apresentou uma grande diversidade de
aromas tais como café, manteiga, madeira, cedro, mel, mentolado, pimentão, lima
e tangerina. Em boca, a tangerina e o café são confirmados, boa acidez, bom
corpo e talvez um pouco quente (14,5% de álcool). De final persistente e retrogosto amadeirado.
Média
do grupo: 89,7
WS.
91
R$152 
Idas e Vinhas

Conclusões
A
opção de degustarmos às cegas foi ótima, porque eliminamos a tentação natural
de valorizar o vinho sobre o qual pesavam as expectativas e que teoricamente
seria o melhor da noite, o Chablis Premier Cru.
Três
vinhos feitos a partir da mesma uva, e ao mesmo tempo bastante distintos entre
si. O Chablis, mais leve e refrescante dos três, com toque amadeirado muito
sutil, iniciou bem os trabalhos.
O
Salton surpreendeu a todos pela qualidade dos aromas e o equilíbrio. A madeira
se fez presente sem excessos, um bom pano de fundo para a mineralidade e o agradável
final (embora curto) com notas de caramelo.
O
terceiro vinho fechou muito bem a noite. Uma pena que chegue por aqui com preço
não muito atrativo. Agradou pela complexidade e intensidade dos aromas, além do
final persistente. Foi o vinho onde a madeira mais se destacou, aproximando-se
dos Chardonnay americanos. 

Ao
final, o objetivo foi alcançado. Diferentes formas de vinificar resultaram em
vinhos distintos, revelando a versatilidade da Chardonnay.
Idas e Vinhas

Sauternes 2009 & 2010

Idas e Vinhas

Sauternes é a appellation
francesa lendária pelos sublimes vinhos de sobremesa. Nenhum vinho branco doce
chega perto de alcançar o prestígio dessa região de Bordeaux, do qual o
produtor mais famoso é o Château d’Yquem.

 Idas e Vinhas
Em
Sauternes, nos morros próximos ao rio Ciron forma-se uma névoa que auxilia na
ocorrência das condições perfeitas para que ocorra a podridão nobre (o ataque
do Botrytis) e permita a produção de
vinhos soberbos.
No
entanto, da mesma forma que ocorre para toda denominação de origem, ostentar Sauternes
no rótulo não é garantia de qualidade. Os melhores vinhos que dão fama à região
provêm de vinhedos especialmente bem cuidados e de produtores bastante
empenhados.
A
qualidade da safra também é determinante para o sucesso dos vinhos. Os
especialistas da revista inglesa Decanter conduziram um amplo estudo sobre as
safras mais recentemente lançadas no mercado, 2009 e 2010. De acordo com grande
parte da mídia especializada, 2009 está sendo considerada uma das melhores
safras de todos os tempos para Sauternes. Os especialistas da Decantar vão um pouco
além, e afirmam que 2010 foi igualmente excelente, mas muito diferente, por
isso dependendo da sua preferência por opulência ou elegância, há algo para
todos os gostos.
Uma grande safra para os tintos em Bordeaux não é necessariamente excelente para Sauternes, mas em 2009, foi definitivamente o caso. O calor do verão elevou as uvas à maturação completa, e em meados de Setembro faltava apenas a manifestação da podridão nobre. A chuva prontamente caiu e a propagação do botrytis foi rápida. A colheita foi rápida, e o único problema foi o excesso de açúcar. Teores elevados de açúcar poderiam resultar tanto em vinhos com elevada graduação alcoólica, ou em vinhos com teor alcoólico normal, mas com preocupante elevado teor de açúcar residual (resultando em vinhos pesados e enjoativos). No evento, os produtores foram capazes de misturar lotes diferentes, mantendo, assim, frescor e acidez considerável em vinhos que, no entanto, foram muito doces.
 

em 2010, a chuva caiu um pouco mais tarde, no final de Setembro, e houve focos
de botrytis ao longo de Outubro. A
disseminação da podridão nobre foi mais lenta visto que as temperaturas foram
mais frias. As noites também foram mais frias, e isto em particular preservou a
acidez nas uvas. Os níveis de maturação eram quase tão altos quanto em 2009, enquanto
os de acidez foram maiores, dando aos vinhos maior vivacidade e intensidade. Tal
como em 2009, os rendimentos foram muito generosos – uma dádiva divina em uma
região onde os rendimentos podem ser arduamente limitados.
Barsac
difere dos outros municípios da região, uma vez que é mais plana e tem mais
calcário e consideravelmente menos argila no solo. Isso geralmente resulta em
vinhos de maior requinte e menos potência do que os de Sauternes, mas isso é
uma diferença de estilo e estrutura, não de qualidade.
Qual
safra você prefere é uma questão de gosto. Se opulência e riqueza são
fundamentais, então 2009 pode dar mais prazer. Se a intensidade e elegância
importam mais, então 2010 vai caber na conta. A safra de 2009 é certamente a
que agradará a todos. Alguém poderia supor que 2009 amadurecerá mais rápido do
que 2010, mas de maneira nenhuma isso está correto. Ambas devem envelhecer
muito bem, e haverá alguns vinhos que estarão ainda vivos no meio deste século.
Consistentemente alta
qualidade
Aqueles
que tem longa memória de Sauternes irão testemunhar a imensa melhora na
qualidade nas últimas décadas. Em 1960 e 1970, havia apenas alguns vinhos de
excelente qualidade, enquanto grande parte era simplesmente terrível. Os vinhos
de baixa qualidade praticamente desapareceram: entre os produtores
classificados em Sauternes os de baixa reputação podem ser contados nos dedos
de uma mão.

sempre uma tentação em querer encurtar o caminho em Sauternes: os baixos
rendimentos (metade de um quarto para os vinhos tintos) e a necessidade de
colheitas repetidas para selecionar apenas uvas que foram atacadas pela
podridão nobre, significa que os custos de produção são enormes e que raramente
são recompensados pelo mercado. Ainda assim, hoje não há qualquer evidência de que
a a colheita e a vinificação estejam sendo malfeitas. A grande maioria dos produtores
classificados, e algumas propriedades não classificadas, também estão consistentemente
fazendo vinhos de altíssima qualidade.
É
uma pena que tão poucas pessoas estejam comprando. A qualidade não é o problema,
mas os consumidores ainda estão intrigados sobre quando e como um Sauternes
deve ser bebido. Os produtores estão tentando corajosamente promover os vinhos
como ideais para acompanhar comida asiática, mas, francamente, é um exagero,
especialmente com os níveis de açúcar residual acima de 150 gramas/litro. Sim,
os vinhos são perfeitos com foie gras
ou Roquefort, mas com que frequência as pessoas comem isso? Sauternes permanece
muito mais um nicho de mercado, embora muitos consumidores simplesmente os
descartem por serem vinhos doces e considerados por muitos como fora de moda.
As
propriedades de Sauternes não têm se ajudado, promovendo de forma tímida os
seus vinhos. Eles provavelmente gastam muito dinheiro produzindo os vinhos e há
pouco sobrando para campanhas promocionais efetivas. Mas eles merecem ser
melhor conhecidos e apreciados. Com algumas exceções, eles não são caros e vão durar
por décadas. E a qualidade nunca foi tão boa quanto agora.
Saiba mais sobre as
safras
2012
– Não recomendada. Alguns Châteaus top decidiram não engarrafar o vinho.
2011
– Safra magnífica, com fruta muito concentrada e equilibrada pela boa acidez.
2010
– Pura e ousada, a intensidade sobrepõe a opulência.
2009
– O verão foi quente mas o resultado foram vinhos grandiosos e encorpados,
voluptuosos, mas não fora de equilíbrio.
2008
– Um outono difícil, com baixos rendimentos, provavelmente subestimada. Não está
ao nível da safra de 2007.
2007
– A colheita foi prolongada, mas os vinhos são de alta qualidade, apesar de sua
longevidade ser questionada.
2006
– Um ano leve, com baixos rendimentos e elevada acidez.
Dados sobre Sauternes

5 comunas (Sauternes, Barsac, Fargues, Preignac and Bommes), e Barsac tem o
direito de rotular os vinhos com o nome Barsac ou Sauternes.
Total
de hectares em produção:
Sauternes:
em torno de 2.200ha
Barsac:
em torno de 660ha
Rendimento
máximo: 25hl/ha
Graduação
mínima de álcool: 13%
A
revista Decanter realizou uma
degustação de 39 rótulos de Sauternes das safras de 2009 e 2010.
Os
resultados foram: 2 excelentes, 23 altamente recomendados, 13 recomendados e 1
defeituoso.
Listamos
aqui os 2 excelentes e os 23 altamente recomendados. Se você se deparar com
qualquer um destes rótulos, considere seriamente comprá-lo!!!
Excelentes
Altamente
recomendados
 
Château Sigalas
Rabaud, Sauternes 1CC 2009
Château Sigalas
Rabaud, Sauternes 1CC 2010

Este
post é tradução livre da matéria escrita por Stephen Brook na edição de Janeiro de 2014 da
Decanter.
Material consultado para este post:
Vinhos Franceses – Robert Joseph

Provamos e aprovamos… Cerveja Bourbon County 2012 – Goose Island

Idas e Vinhas
Neste final de semana
que passou (04 de Janeiro de 2014) fazia muito calor (e ainda faz) no Rio de
Janeiro. Resolvemos então deixar o vinho de lado e abrir uma cerveja especial
que trouxemos dos Estados Unidos.

Leia
aqui sobre o local onde compramos a cerveja e também o review que fizemos da cerveja “New World Porter – Avery Brewing Co.
A
cervejaria GooseIsland
está localizada em Chicago, no estado de Illinois, foi fundada em 13 de Maio de
1988 por um grande amante da bebida, John
Hall
. Com o passar do tempo as cervejas artesanais produzidas por John se
tornaram tão populares que em 1995 decidiu abrir a sua primeira fábrica para
poder atender a demanda. Os negócios foram tão bem que em 1999 foi necessário
abrir a primeira filial a poucos metros de distância da matriz.
Idas e Vinhas

Hoje
são produzidas 50 variedades de cervejas artesanais em diferentes épocas do ano,
que são distribuidas para os 50 estados americanos e ainda exportadas para a
Inglaterra.
Vamos a cerveja?
Bourbon County 2012 – Barrel Aged Stout
Cerveja
tipo Imperial Stout envelhecida em barris de bourbon. Safra 2012. 15% de
álcool.
As
cervejas deste estilo são complexas, com variados tipos de cereais maltados, muito
lúpulo e álcool elevado.
A
passagem em barris que antes foram utilizados para envelhecer o bourbon confere
à Imperial Stout aromas e sabores de baunilha e especiarias. Esse tipo de
cerveja surgiu no século 18, na Inglaterra, a fim de ser exportada para a
Rússia, para a corte de Catarina II. Para suportar o transporte, robustez é
fundamental.
No
visual, a Bourbon County apresenta cor bastante escura, e a espuma marrom
clarinha durou muito pouco tempo (nem 1 minuto – o copo estava perfeitamente
limpo).
No
nariz ela impressiona com a complexidade de aromas intensos de caramelo, cacau,
café, baunilha e toffe.
Em
boca é untuosa, encorpada, com boa carbonatação, o cacau e o toffe são
confirmados. Nota-se o amargor do lúpulo e um certo frescor de menta. O álcool (incríveis
15%) está em perfeito equilíbrio com os demais componentes. De final longo,
muito longo e retrogosto delicioso.
As
cervejas do tipo Imperial Stout tem capacidade de envelhecimento e evoluem bem
na garrafa por vários anos (no caso da Bourbon County o fabricante recomenda guardar
até 5 anos).
Não
é para ser bebida todos os dias, muito peso para climas quentes.
Por outro lado, é uma cerveja que “distingue os garotos dos homens”!
Foi
uma das melhores cervejas deste estilo que já provamos. Se encontrar, compre
logo uma caixa para não se arrepender depois. 
Idas e Vinhas

Preço
em dólares: $13
Material pesquisado
para este post

Larousse
da Cerveja – Ronaldo Morado

Borgonha e Champagne: candidatos ao status de Patrimônio Mundial da UNESCO

Idas e Vinhas
Foto do site da Decanter

Ontem, 14 de janeiro,
a revista Decanter publicou em seu
site uma interessante nota a respeito da possível inclusão das regiões da Borgonha e de
Champagne como Patrimônio Mundial da UNESCO.

A
proposta do governo francês tem como objetivo colocar os vinhedos da Borgonha e
todos a estrutura de Champagne na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Os produtores receberam muito
bem essa notícia uma vez que perderam a chance no ano passado.
 
O
ministério da cultura da França propôs que os vinhedos da Borgonha (foto), com
os seus variados e inúmeros tipos de solo façam parte do Patrimônio Mundial da
UNESCO. Para Champagne, a proposta vai além: não apenas os vinhedos, mas também
as casas e caves seriam agraciadas com o título.
O
movimento surgiu após alguns ministros terem desprezado as duas regiões
vinícolas na etapa de indicações para a lista de 2013. Eles optaram por
apresentar pinturas em cavernas com 25.000 anos de idade em Chauvet e os
vulcões de Auvergne.
“Havia
muito tempo que queríamos fazer isso”, disse Claude Chevalier, presidente da BIVB e também da Domaine Chevalier. “Precisamos proteger
o nosso patrimônio. Estamos fazendo isso para os nossos futuros primos em 20 ou
30 anos.”
Ele
acrescentou que a lista da UNESCO
poderia ajudar a prevenir o desenvolvimento da urbanização que vem avançando
sobre os vinhedos. “Nós temos um problema porque todo mundo quer viver na Cote
d’Or”, disse ele.
“Nós
somos diferentes”, disse Florence
Garnier
, diretor de vendas do Château
de Santenay
, que possui 98ha de vinhedos na Borgonha, incluindo 72ha em
Mercurey. “Não é porque somos franceses, é por causa da nossa geologia, clima e
séculos de conhecimento.”
Mas
a indicação ao Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO não deve ocorrer antes de
2015. Se aprovada pelos 21 membros do Comitê, Borgonha e Champagne irão compor
a lista dos representantes do patrimônio vinícola francês juntamente com a região
de Saint-Emilion, incluída em 1999. Confira aqui
a lista completa dos sítios que compõem a Lista do Patrimônio Mundial.
Um
porta voz do conselho do setor de Champagne disse à Decanter que compor a lista
iria “ajudar os consumidores a entender que Champagne – o vinho – só vêm da
região de Champagne.”
Virginie Taittinger, produtora do Virginie-T Champagne e filha de Claude Taittinger, ex-chefe da casa de
Champagne de mesmo nome, declarou: “Espero que Champagne tenha sucesso, mas o
nosso patrimônio não está em perigo – muito pelo contrário. Eu acho que os
melhores defensores do nosso patrimônio de Champagne são os milhões de
consumidores em mais de 120 países e, também, todos os visitantes que chegam de
todo o mundo.”

Este
texto é tradução livre da nota publicada pela revista Decanter no dia 14 de Janeiro
de 2014.

Confraria Idas e Vinhas… Espumantes Nacionais e Champagne

Idas e Vinhas

No dia 09 de Janeiro
a ‘Confraria Idas e Vinhas’ se
reuniu para degustar 2 espumantes nacionais e um Champagne.

Os
rótulos escolhidos foram os seguintes: Cave Geisse Blanc de Blanc 2010, Casa Valduga
130 Brut e Champagne Montaudon Brut.
A
degustação não foi às cegas e definimos a ordem considerando a complexidade
esperada, deixando o Champagne para o final.
Vamos a eles?
Cave Geisse Blanc de Blanc 2010 – Pinto Bandeira – RS
100%
Chardonnay. Método Champenoise. Tempo
de amadurecimento em garrafa de no mínimo 28 meses. Produção de 7000 garrafas.
O degorgement aconteceu em 2013.
12,5% de álcool.
De
cor amarelo palha. O perlage é de boa
persistência e o tamanho das bolhas é muito bom. Formou um belo colar na superfície
da taça. No nariz os aromas foram de abacaxi, mel e flores brancas. Em boca
apresentou boa cremosidade, muito bom equilíbrio entre maciez e acidez e as
notas florais e de mel são confirmadas. O final é de média persistência.
Média
do grupo: 86,2
R$109
Idas e Vinhas
Casa Valduga 130 Brut – Vale
dos Vinhedos – RS
Produzido
com uvas Chardonnay e Pinot Noir. Método Champenoise.
36 meses em contato com as leveduras. 13% de álccol.
Cor
amarelo ouro. O perlage é de boa
persistência e o tamanho das bolhas é bom. Formou um colar razoável na
superfície da taça. Apresentou aromas adocicados de abacaxi em compota e alguma
nota mineral e tostada. Em boca formou média cremosidade, com bom equilíbrio
entre maciez e acidez e o seu final é longo e levemente tostado.
Média
do grupo: 73,7
R$51
Idas e Vinhas
25%
Chardonnay, 45% Pinot Noir, 10% Pinot Meunier e 20% de vinhos reserva de outras
safras. 12% de álcool.
Cor
amarelo ouro. Perlage de boa
persistência, o tamanho das bolhas é bom e a sua quantidade é muito boa. Bastante
complexo no nariz, apresentou aromas de panificação, casca de laranja, alcaçuz
e amêndoas. Em boca apresentou boa cremosidade e mostrou bom equilíbrio entre
maciez e acidez, é de boa persistência e o retrogosto é levemente tostado.
Média
do grupo: 91,5
R$98
Idas e Vinhas
Conclusões
O
Cave Geisse realmente se destaca
quando se trata de espumantes nacionais. Qualidade do perlage, excelente equilíbrio e aromas muito agradáveis chamam a
atenção nesse Blanc de Blanc.
O
Casa Valduga, embora com riqueza de
aromas e bom perlage, deixou a
desejar em termos de qualidade do CO2 (as “agulhas”
estavam excessivamente agressivas).
O
Champagne Montaudon Brut foi o
preferido, embora tenha decepcionado um pouco quanto à formação do perlage. Reuniu complexidade, intensidade
e persistência nos aromas, além de bom equilíbrio e boa qualidade do CO2.
Consideramos um bom custo/benefício.
Idas e Vinhas
Comparativo entre cores e formação do colar – Da esquerda para a direita: Cave Geisse, Casa Valduga e Montaudon

Aconteceu… Vinho e Música com Wines of Argentina

Idas e Vinhas

O último Winebar de
2013 aconteceu no dia 16 de Dezembro e o tema foi voltado a harmonização do
vinho com a música.

Vários
blogs participaram e cada um recebeu duas garrafas de vinho escolhidas pela ‘Wines of Argentina‘, além de uma lista contendo 115 músicas selecionadas pelo
blogueiro e músico Mauricio Tagliari.
Também participou do evento o enólogo da Viña Zorzal, Juan Pablo.
Durante
o programa, Daniel Perches lançou um
desafio aos participantes. Deveríamos propor uma harmonização Vinho x Música
para os vinhos que recebemos. O prêmio é tentador: uma viagem para a Argentina,
a fim de visitar vinícolas.
‘Idas
e Vinhas’ foi atrás de algum estudo científico que comprovasse (ou não) a
harmonização entre vinho e música e que, ao mesmo tempo, facilitasse o entendimento
aos leigos (como nós, até aquele momento!).
Encontramos
um estudo realizado pelo enólogo e músico californiano Clark Smith que há anos realiza pesquisas sobre o assunto.
 

Idas e Vinhas
Enólogo e músico Clark Smith
Relatamos
abaixo alguns fragmentos do estudo:
De
onde vêm as experiências mais marcantes? Tanto os apreciadores de vinhos quanto
os de música podem relatar um momento mágico acontecido quando uma música ou um
vinho marcaram um determinado acontecimento em suas vidas. Uma vez vivenciado
tal momento único, muitos se dedicam a recriá-lo. Naquele momento, não só o
vinho, mas todo o ambiente entrou em perfeita harmonia com o indivíduo.

cada vez mais evidências científicas que demonstram como o cérebro percebe a
música, e através destes estudos, Clark
Smith
investigou extensivamente como a música e o vinho estão intimamente
ligados e um pode complementar o outro. O auge da experiência não está apenas
na música ou no vinho e sim na harmonização de ambos que nos leva à
possibilidade de explorar novas formas de melhorar o nosso prazer e até mesmo
nos ajudar a explorar essas experiências inesquecíveis.
O
mesmo acontece quando harmonizamos a comida com o vinho. A comida pode ficar
ainda melhor quando a escolha do vinho foi correta, e vice versa. Os estudos de
Smith mostraram que a preferência por um vinho pode ser fortemente influenciada
pela música. “Quanto mais exploramos, mais misterioso se torna o vinho. Ele se transforma
na imagem dos nossos sentimentos”, diz Smith. Associamos os diferentes tipos de
vinho com os diferentes estados de espírito, assim como fazemos com a música.
Quando combinam, um melhora o outro. O contrário, é desastroso.
O
quê harmoniza com o quê? Qualquer um pode diferenciar uma música alegre de uma
triste, a nervosa/raivosa da romântica e assim por diante. O mesmo acontece com
o vinho: um Cabernet Sauvignon pode ser considerado “nervoso” por ser encorpado
e ter os taninos pronunciados. Já o Pinot Noir é romântico devido à sua cor, os
aromas são delicados o seu corpo médio e os taninos leves. O Riesling é alegre
por apresentar aromas florais e de frutas brancas. Dessa forma, a escolha
correta do vinho pode equilibrar a potência do Cabernet Sauvignon, acentuar o
romantismo do Pinot Noir, e daí por diante…
Vamos aos vinhos?
Espumante Bianchi
Extra Brut 2006 – Método tradicional
Harmonização sugerida: Our Day Will Come – Amy Winehouse”.
De
cor amarelo ouro e reflexos dourados. O perlage
é de muito boa persistência e formou um leve colar na superfície da taça. No nariz
os aromas são frutados (abacaxi e damasco seco), amêndoas tostadas e alguma
nota de café. Em boca mostrou leve cremosidade, os aromas de tostado e abacaxi
foram confirmados, boa acidez com certa mineralidade. De final agradável mas não
muito persistente.
Nossa
nota IV: 86
Idas e Vinhas

Este
espumante nos fez lembrar um momento maravilhoso que ficou marcado em nossas
memórias em nossa última viagem à França: o passeio aos Jardins de Monet.
Pensamos: finalmente “Chegou o nosso dia”.
Para
nós o Bianchi Extra Brut tem tudo a ver com uma ocasião como essa: uma bela
tarde ensolarada e de temperaturas amenas, em um jardim florido, com árvores
frutíferas carregadas. O espumante é para momentos especiais e alegres como
este. A variedade de aromas que o Bianchi revelou harmonizaria perfeitamente com a diversidade
de flores, frutas e seus perfumes.
A
música que escolhemos para harmonizar com o Bianchi Extra Brut foi “Our Day Will Come – Amy Winehouse”. O título
já diz tudo. O ritmo é agradável, a letra é bonita e de quebra a cantora era
apreciadora de vinhos.
Idas e Vinhas

Finca La Celia – La
Consulta Reserva Chardonnay 2010
Harmonização
sugerida:
Barcarole – Frédéric Chopin
Cor
amarelo-ouro, com reflexos dourados. No nariz apresentou aromas de lima,
abacaxi em compota, manteiga, funcho, mel e madeira. Em boca sobressaem os
aromas de tostado e o de abacaxi. É fresco, equilibrado e de médio corpo. De
final longo e retrogosto com notas de mel. Fácil de beber e pede mais uma taça!
Nossa
nota IV: 85
Idas e Vinhas

Achamos
que esse Chardonnay harmoniza bem com a música para piano solo “Barcarole – Frédéric Chopin” que foi
composta entre o outono de 1845 e o verão de 1846. Para nós, a música é alegre e
fácil de se ouvir tal qual um Chardonnay deve ser. Por estarmos no verão,
harmonizou com o período em que a composição da música foi finalizada. E tanto
em boca quanto no nariz as sensações nos lembram da alegria que a música nos
transmitiu.
Foi
um exercício bastante divertido! Para quem se interessou pelo assunto, já há
muitas fontes de consulta e dicas de harmonização propostas por estudiosos da
matéria.
Sites pesquisados
para este post
Postmodern Winemaking (Clark sugere várias
músicas que harmonizam com diversos vinhos e castas)

SFGate

Champagne Vintage

Idas e Vinhas

Na sua melhor
expressão, Champagne é o expoente dos espumantes, quer seja pela finesse,
complexidade, diversidade e capacidade para envelhecer. No entanto, o Champagne
não está completamente sozinho no setor de espumantes top. O italiano Franciacorta
é provavelmente o rival mais próximo do Champagne pela qualidade e
complexidade, mas é um David lutando contra um Golias – com 2.700ha em vinhedos,
é menos de um décimo do tamanho de Champagne.

Idas e Vinhas
Carneros
e Anderson Valley, na Califórnia, e South Downs na Inglaterra também produzem
alternativas respeitáveis. Muitos outros conseguirão tais níveis de qualidade,
à medida que suas vinhas alcancem mais idade e com os benefícios das mudanças
climáticas. A ironia é que a melhor competição é muitas vezes tão cara, às
vezes até mais, do que o Champagne.
Rumo à melhor
qualidade
Os
produtores de Champagne são realistas e perseverantes, e estão trabalhando duro
para fazer vinhos ainda mais finos. Um novo projeto chamado Champagne 2030,
lançou um debate inovador entre os produtores sobre a forma de fazer cumprir
normas mínimas de maturação em Champagne, tendo como objetivo agradar ainda
mais os clientes mais exigentes. A discussão mais animada vai girar em torno da
proposta de insistir em um período mínimo de três meses de envelhecimento pós-dégorgement. Isso pode soar excessivamente
técnico, mas é uma questão vital de prazer de beber ideal: todos os Champagnes
deveriam descansar após o dégorgement
(processo de remover os sedimentos de leveduras das garrafas), que os
trabalhadores chamam de “l’opération”.
Como qualquer procedimento cirúrgico, a recuperação é essencial. No entanto, a
opinião entre os diretores das grandes casas parece estar dividida, enquanto os
mestres de adega provavelmente apoiarão o período de descanso proposto.
Outro
impulso para uma maior qualidade é a tendência de diminuição no nível de
dosagem (ou licor de expedição: a mistura de açúcar e vinho adicionada antes do
fechamento da garrafa, fundamental para arredondar o Champagne), refletindo
outonos mais quentes e maior amadurecimento das uvas. É o teor de açúcar da
dosagem que classifica o Champagne em Extra Brut, Brut, Extra Dry, Demi-Sec,
etc.
Muitas
casas utilizam em torno de 6 a 8 gramas de dosagem para as suas vintages cuvées, enquanto produtores de
ponta continuam adotando a quantidade de 3 a 6 gramas para a categoria Extra
Brut. Já o Brut Nature / Zéro Champagne com nenhum açúcar adicionado, virou
moda em Paris, mas não deve durar muito visto que são necessários frutos
especialmente finos para torná-lo agradável de beber.
Como
o próprio nome indica, Champagne Vintage é o vinho oriundo de uvas de uma única
safra, considerado de tão alta qualidade que merece ser distintamente
engarrafado. Ele é mantido separado do grande volume non-vintage (NV), que
normalmente é uma mistura do vinho da última safra, mais vinhos reserva das
safras anteriores (de 2 até 12).
Enquanto
o Champagne Vintage revela tudo sobre o caráter de um bom ano, com forte
sentido de terroir, o Non Vintage tem como objetivo manter o equilíbrio e
consistência do estilo de uma determinada casa.
Champagnes
Vintage apresentam diversos estilos. Blanc de Blancs são elaborados utilizando
a Chardonnay, mas há também uma pequena quantidade de Pinot Blanc/Pinot Meslier
no départment de Aube. Blanc de Noirs
são feitos com a Pinot Noir (e por vezes também com Meunier). Mas os melhores
vinhos Vintage são um blend clássico
de Pinot Noir (50%) e Chardonnay (50%), com elevado percentual de uvas provenientes
de vinhedos grand cru.
A
Chardonnay traz vivacidade, frescor e estrutura; com o envelhecimento, desenvolve
notas de noz tostada. A Pinot Noir confere corpo e finesse, enquanto a Meunier oferece aromas de panificação.
Comentário Idas e Vinhas: Ao contrário do que prega o senso comum de que Champagne
é para ser bebido jovem, os Vintage envelhecem muito bem. Além de passarem por
um maior tempo de maturação antes de serem lançados no mercado, ganham muito em
qualidade e complexidade com mais alguns anos em adega. Alguns, considerados
brilhantes, podem ir ainda mais longe (e pudemos comprovar isso: degustamos um Cuvée Dom Perignon 1993 e um Veuve Clicquot La Grande Dame 1989 Brut em 2010, e estavam soberbos!).
Saiba mais sobre as
safras
2009
– O verão quente favoreceu o bom amadurecimento das uvas. O resultado: vinhos
generosos. Beber entre 2014-2020.
2008
– Safra clássica, de longa vida e que precisa mais tempo em garrafa para beber.
Alguns dizem ser tão boa quanto a de 2002. Beber entre 2018-2030.
2007
– Safra magra e para beber cedo. Esta safra foi melhor para a Chardonnay dos
vinhedos grand crus.
2006
– Safra madura e encantadora ao estilo de Borgonha, especialmente para a Pinot
Noir. Prazerosa.
2005
– Esta safra não foi muito boa para a Pinot Noir. Foi melhor para os vinhedos grand crus de Chardonnay.
2004
– Safra clássica com aromas sutis e frescos.
2003
– Período excessivo de calor. A safra foi atípica e com muito pouca acidez. Não
é para guarda. Alguns bons rosés foram produzidos. Tenha cuidado ao comprar.
2002
– A primeira grande safra dos anos 2000: rica, complexa e de longa vida para os
pacientes. Beba até 2025.
2001
– Vinhos sem estrutura. Evitar!
2000
– Safra generosa. Foi melhor do que se pensava; alguns grandes e ricos
Chardonnays.
Dados sobre Champagne
Total
de hectares em produção: 33.580
Quantidade
de garrafas (750ml) produzidas anualmente: 308.840 milhões
Castas
cultivadas: 38% Pinot Noir, 32% Pinot Meunier, 30% Chardonnay e uma pequena
fração de Pinot Blanc e Pinot Meslier.
Produtores
X negociantes: 400 negociantes e 15.000 produtores auto-sustentáveis
Principais
mercados: A Inglaterra é o maior importador de Champagne, em seguida vêm os
Estados Unidos e a Alemanha. Japão, Itália e a Austrália são importantes
mercados para os Champagnes de melhor qualidade.
 

Idas e Vinhas
Foto 1
A
revista Decanter realizou uma
degustação de 79 rótulos de Champagnes Vintage de várias safras e produtores.
 

Idas e Vinhas
Foto 2
Os
resultados foram: 1 excelente, 16 altamente recomendados, 59 recomendados e 3
não indicados.
Listamos
aqui o excelente e os 16 altamente recomendados. Se você se deparar com
qualquer um destes rótulos, considere seriamente comprá-lo!!!
Excelente
Altamente
recomendados
Sainsbury’s Taste the
Difference, 1er Cru 2005
Berry Bros &
Rudd, United Kingdom Cuvée, Grand Cru 2005
Pierre
Vaudon, 1er Cru 2005
P
Brugnon 1er Cru 2008
Este
post é tradução livre da matéria escrita por Michael Edwards na edição
de Janeiro de 2014 da Decanter.
Material consultado
para este post:
Vinhos
Franceses – Robert Joseph
Wine
Grapes – Jancis Robinson
*Crédito das fotos 1 e 2: site Comité Champagne.

Pomerol 2010

Idas e Vinhas

Entender a
complexidade do sistema francês de appellations é um desafio para a grande
maioria dos enófilos. E quando se fala do Pomerol, appellation berço de lendas
como Chateau Pétrus e Lagrange, não podia ser diferente. O terroir é
extremamente variado e não existem grandes propriedades.

Idas e Vinhas
A
maioria dos melhores vinhos tende a vir de uma pequena área plana em torno da Igreja
central da commune de Pomerol. O solo
é composto de argila e cascalho, e à medida que se avança em direção à cidade
de Libourne, o terroir torna-se menos distinto, com uma boa quantidade de
areia.
Idas e Vinhas

Não
há nada no rótulo que indique a origem de um vinho e, como é comum em Bordeaux,
muitos châteaux possuem parcelas de vinhas em diferentes setores, que depois
são misturadas.
Para
complicar ainda mais, não há classificação “cru” ou “grand cru”. Todos os
vinhos trazem no rótulo a AOC Pomerol. Claro que as hierarquias não são
definitivas, já que omitem o fator humano, mas podem ser úteis indicando quais localidades
são mais conceituadas. O preço tende a ser um guia confiável, embora às vezes reflita
a escassez ou o prestígio em vez da qualidade.
Idas e Vinhas

Em
uma boa safra, o Pomerol oferece perfume, charme e estrutura discreta, os taninos
tendem a ser menos “musculosos” do que na vizinha St-Emilion.
De
acordo com especialistas, a safra 2010 foi muito boa, embora com muitas
peculiaridades que desafiaram o talento dos enólogos. O início do verão foi quente
e o mês de Agosto nublado e mais ameno, propiciando o amadurecimento linear das
uvas. Até o início de Setembro, elas apresentaram bons níveis de açúcar e
elevada acidez. Os produtores tiveram que aguardar a queda da acidez e da
agressividade dos taninos. E esperar foi o que eles fizeram, suportando as
noites frias que mantinham a acidez persistentemente elevada.
Quando
a colheita começou, no final de Setembro, os vinhos eram ricos em acidez e
taninos (mas não excessivamente) e tinham níveis anormalmente elevados de
açúcar. Os vinhos resultantes podem ser comparados mais com um Barossa
(Austrália) do que um Bordeaux, e os níveis de álcool de 15% ou acima são comuns.
No entanto, os baixos níveis de pH significam que os vinhos mantiveram a sua vitalidade
e até um certo frescor. Eles não são tão voluptuosos quanto os da excepcional
safra de 2009, mas os melhores são realmente emocionantes.
A qualidade
A
qualidade está longe de ser uniforme. Nunca é no Pomerol, devido ao terroir
variado e a alguns produtores que se contentam em produzir vinhos medíocres, na
esperança de que a brilhante reputação da região como um todo possa também
valorizá-los para o mercado.
Ao
mesmo tempo, tem havido um crescimento em termos de sofisticação e qualidade em
distritos menores da appellation,
onde até mesmo os produtores que possuem um terroir não muito bom ainda se
esforçam para fazer vinhos equilibrados e agradáveis a um preço justo.
Os
produtores não viram razão para baixar os preços das garrafas da safra de 2010.
A safra de 2010 foi diferente da de 2009, mas de modo algum inferior, e muitos
consumidores irão preferir sua estrutura e inquestionável capacidade de
envelhecimento. Esta safra é para guardar na adega, pelo menos os tops.
Os
grandes vinhos do Pomerol nunca são baratos: a produção é muito pequena. Mas
muitas propriedades menos conhecidas ainda produzem excelentes vinhos a um
preço mais do que razoável. Mas seja paciente: com mais idade, a ainda jovem
safra de 2010 vai começar a exibir a sensualidade trufada de um Pomerol maduro.
Saiba mais sobre as
safras
2012
Safra marcada pela grande quantidade de chuvas e doenças. Boa, mas os vinhos
são para consumo imediato. Escolha com cuidado.
2011
Ano difícil. A maturação das uvas foi precoce. Tanto a Cabernet Franc quanto
a Merlot foram boas. Vinhos de qualidade desigual.
2010
A safra produziu vinhos super-maduros, mas equilibrados pela acidez fina e
boa estrutura tânica. Vinhos de longa vida.
2009
Vinhos opulentos e maduros, com baixa acidez. Proporcionarão grande prazer no
médio prazo, embora os melhores vinhos envelhecerão bem.
2008
O verão foi fresco e seco, atrasando a maturação, mas os vinhos mostram frescor,
elegância e equilíbrio. Provavelmente subestimada.
2007
Vinhos para serem bebidos jovens, estão bons agora, mas sem a maturidade e
estrutura de uma grande vintage.
2006
O mês de Setembro foi quente e proporcionou o amadurecimento rápido da uva. A
qualidade dos vinhos foi uma grata surpresa. Vale a pena procurar por rótulos
desta safra.
2005
O verão foi seco mas não tórrido. Os vinhos são soberbos. Foi um ano precoce,
mas os estilos variam de acordo com as datas da colheita: fresco e elegante, ou
rico e estruturado.
Dados sobre a AOC Pomerol
Status
da appellation: desde 1936
Superfície
plantada: 813ha
Produtores
declarados: 138
Castas
cultivadas: aproximadamente 70% Merlot, 25% Cabernet Franc e 5% Cabernet
Sauvignon
Média
anual de produção: 4,3 milhões de garrafas.
A
revista Decanter realizou uma
degustação de 83 rótulos de Pomerol 2010. Foram selecionados vinhos de
produtores renomados e desconhecidos, grandes e pequenos e de diversas faixas de
preços.
Idas e Vinhas

Os
resultados foram: 3 excelentes, 14 altamente recomendados, 63 recomendados e 3
razoáveis.
Listamos
aqui os 3 excelentes e os 14 altamente recomendados. Se você se deparar com
qualquer um destes rótulos, considere seriamente comprá-lo!!!
Excelentes
Château
La Truffe
Clos
Vieux Taillefer
Altamente
recomendados
Château Nénin
Château Vray Croix de
Gay
Château Franc-Maillet
Château Guillot
Clauzel
Château Le Bon
Pasteur
Clos
du Clocher

Este
post é tradução livre da matéria escrita por Stephen Brook na edição
de Dezembro de 2013 da Decanter.
Material
consultado para este post
Vinhos
Franceses – Robert Joseph
Larousse
do Vinho
The Wine Bible – Karen MacNell