Vinho para festejar – Conhecendo um pouco mais sobre o Prosecco Superiore DOCG

Idas e Vinhas

Nessa
época de festas, Champagne, espumantes e frisantes são as bebidas perfeitas. O
Prosecco em particular é muito apreciado aqui no Brasil, e nesse embalo
exploramos um pouco mais esse universo.

A
edição de Dezembro da revista inglesa Decanter traz um interessante artigo sobre o Prosecco
e foi a base para esse post. Para vivenciarmos a experiência, degustamos o Felice Valdobbiadene Prosecco Superiore
2011 Brut
.
Um
dos vinhos mais conhecidos da Itália, o Prosecco vem ganhando um novo
significado nas regiões de Conegliano e Valdobbiadene. O redesenho do mapa das
zonas de produção do mais popular vinho espumante oferece um novo cenário para
os produtores, mais opções aos consumidores de vinho e, acima de tudo, orienta
enfaticamente o foco na qualidade.
 

Idas e Vinhas
Foto 1
Em
2009 entrou em vigor a legislação cujo objetivo é reorganizar a produção do
Prosecco em uma pirâmide de níveis de qualidade. Claro que diferenças na qualidade dos
vinhos produzidos em diferentes áreas sempre existiram, mas no passado elas nem
sempre estiveram claras para o mundo exterior. As novas regras primam pela
qualidade, oferecendo indicações para os amantes do vinho e dando aos produtores
o incentivo para buscar a excelência.
A pirâmide da
qualidade
Idas e Vinhas
Atualmente
há dois conjuntos distintos de normas para Prosecco, um para os vinhos DOC e
outra para a categoria DOCG, a denominação de qualidade superior da Itália.
A
base da pirâmide de produção é constituída por Prosecco DOC, que vem de uma
área recém-criada que se estende desde Treviso através das planícies do Veneto
e da região vizinha Friuli.

o Conegliano Valdobbiadene Prosecco Superiore – para dar o nome do vinho DOCG
completo – vêm das montanhas pré-alpinas que estão de leste a oeste, entre as
cidades gêmeas cujos nomes aparecem no rótulo.
Os vinhos Prosecco se originaram nas encostas de Conegliano e Valdobbiadene, onde indiscutivelmente, as suas variedades nativas crescem melhor. Dentro da área de produção do Superiore a nova legislação mantém a famosa subzona de Cartizze e acrescenta uma nova categoria para um número limitado de localizações especiais identificadas pelo nome “Rive”. “Rive” significa, em dialeto local, vinhedo em colina ingrime e, no contexto do Veneto, corresponde aproximadamente ao conceito francês dos vinhedos “cru”.
As castas
Antes
das novas normas, Prosecco era o nome dado tanto à variedade da uva como ao
vinho. Pela legislação de 2009, em conformidade com os critérios da União
Europeia, o nome Prosecco passou a referir-se exclusivamente ao vinho. As
castas permitidas permanecem exatamente as mesmas, mas a principal delas não
será mais chamada de Prosecco, e sim pelo nome tradicional local: “Glera“.
Idas e Vinhas
Foto 2
Uma
teoria da origem dessa casta remonta à aldeia de Prosecco, na província de
Trieste. Ela tem sido amplamente cultivada nas colinas de Conegliano e Valdobbiadene
desde o século XVIII.
A
Glera é ideal para a produção de espumante de qualidade, devido ao baixo teor
alcoólico e à acidez fresca. Seus aromas florais e de frutas brancas como pêra
e maçã são a marca registrada do vinho Prosecco.
A
presença mínima de 85% é obrigatório, embora na prática a maioria dos
produtores utilizam um percentual maior. Para os 15% restantes podem ser utilizadas
outras variedades locais como a Verdiso (oferece boa acidez), Perera (aromática)
e a Bianchetta. A DOCG também permite que se adicione pequenas quantidades de
Chardonnay ou Pinot.
O terroir

dois pontos para entender o que faz o Prosecco Superiore diferente e especial:
terroir e tradição. Vinhos DOCG vêm de uma área com condições de crescimento muito
particulares. As colinas de Conegliano e Valdobbiadene são protegidas das
correntes de ar frio vindas do norte pelos Alpes, permitindo um período de
maturação longo, que normalmente se estende até Outubro.
Idas e Vinhas
Foto 3
Voltadas
ao Sul em altitudes que vão de 100 a 400 metros, as vinhas estão sujeitas à
grande exposição à luz solar, o que juntamente com as variações de temperatura entre
noite e dia ajudam a preservar a acidez e desenvolver o aroma.
As
cidades gêmeas de Conegliano e Valdobbiadene, para fazer outro paralelo com a
França, poderiam ser consideradas como as denominações de communes do DOCG. As encostas de Conegliano são geralmente um pouco
mais baixas, e o clima é mais seco e mais quente.
Idas e Vinhas
Foto 4
Os
vinhos de Conegliano são tradicionalmente considerados um pouco mais suaves e
com notas de frutas maduras lembrando pêssegos. Por outro lado, os vinhos de Valdobbiadene
tendem a ser mais leves, com caráter mais cítrico e aromas mais delicados resultantes
das condições climáticas ligeiramente mais frias.
Dentro
destas duas áreas macro, há subzonas importantes. A mais conhecida e
historicamente mais importante delas é Cartizze. As vinhas com mais de 100 anos
(ainda em produção) espalhadas nos terraços são evidências de longas tradições
vitivinícolas da região densamente plantada, com pouco mais de 100ha, localizada
em um dos limites da DOCG Valdobbiadene.
Idas e Vinhas
E
ainda há as seleções “Rive”. Vinhos Rive são elaborados a partir de
vinhedos de baixo rendimento e devem declarar a safra no rótulo. Eles visam
refletir as diferentes nuances de terroir e oferecer vinhos de qualidade
superior com perfis especiais de sabor e aroma.
História
Graças
ao boom de popularidade das últimas décadas, o Prosecco é muitas vezes tido
como sendo uma criação moderna da indústria de vinho do Veneto. Nada mais longe
da verdade. A primeira vez que a Prosecco foi utilizada para denominar a uva foi
no final do século XVIII e a documentação dos biótipos da variedade, datada de meados
do século XIX, indicam que a viticultura já havia atingido um estado avançado naquele
período.
Quando
exatamente o Prosecco surgiu é difícil de determinar, mas a tradição de fazer
“frizzante” ou vinhos “semi-espumante” – ainda que por
métodos artesanais – certamente não é recente na Itália.
O
primeiro homem a fazer uma produção comercial de espumante Prosecco foi o
químico e enólogo do século XIX, Antonio
Carpenè
, que fundou a casa Carpenè-Malvolti em 1868.
Outra
grande contribuição de Carppenè para o desenvolvimento da indústria do vinho
foi a criação, em 1876, da Scuola di
Viticoltura e Enologia di Conegliano
, que formou gerações de agrônomos e
enólogos locais, estabelecendo uma sólida base de conhecimento.
O
Veneto suportou o peso do conflito da frente italiana durante a Primeira Guerra
Mundial, e a agricultura e viticultura, em particular, lutaram para se
recuperar de seus efeitos devastadores no período pós-guerra.
Foi
somente após a Segunda Guerra Mundial, que novamente trouxe destruição
generalizada para a área, que a recuperação gradual começou.
Através
dos anos 1960, inovadores como Bortolomiol
(entre outras coisas, pioneiro do então controverso estilo Brut) levaram a
vinificação em frente. O método de segunda fermentação em cuba foi refinado e houve
um upgrade tecnológico em geral.
O
consórcio dos produtores foi fundado em 1962 e o reconhecimento da DOC Prosecco
di Conegliano e Valdobbiadene chegou em 1969.
O
vinho começou a ganhar apelo internacional durante os anos 80 e 90. No início do
século atual o Prosecco tinha alcançado tanto sucesso comercial que seu estilo começou
a ser copiado na Austrália, América do Sul e Europa Central, chegando ao ponto de
ser embalado em latas de alumínio. 
Idas e Vinhas
No
Brasil temos alguns produtores que produzem espumantes com a uva Prosecco
(lembrem-se que na Itália agora o nome da uva é Glera). Um exemplo é a Salton (veja aqui o post).
A
revisão da legislação em 2009 trouxe um fim à tanta especulação, afirmando os
direitos exclusivos do Veneto e Friuli-Venezia Giulia para a utilização do nome
Prosecco e, ao mesmo tempo, reconhecendo a área histórica da produção de
qualidade, com a instituição da DOCG Conegliano Valdobbiadene Prosecco
Superiore.
Conegliano
Valdobbiadene Prosecco Superiore – Estilos
Os
estilos em nível crescente de doçura: Brut, Extra Dry e Dry.
Brut
(0-12 g/l) representa em torno de 60% do mercado
Extra
Dry (12-17 g/l) representa em torno de 30% do mercado
Dry
(17-32 g/l) representa em torno de 10% do mercado

Como o Prosecco
Superiore é feito

Idas e Vinhas
Copy right: wakawakawinereviews.com
A
grande maioria dos Prosecco é feito pelo método Martinotti-Charmat onde a segunda fermentação acontece em cubas de
aço inoxidável pressurizadas chamadas, as autoclaves.
O
sistema foi patenteado em 1895 pelo então diretor do Oenological Institute em Asti, Martinotti,
e mais tarde adotado por um engenheiro francês chamado Charmat, daí o nome compartilhado. Também ficou conhecido como
“Método Italiano”, devido a sua ampla utilização no país.
Em
termos de textura, a pesquisa demonstrou que a segunda fermentação em autoclave
produz a mesma qualidade de perlage que o da segunda fermentação em garrafa,
utilizada no “Método Clássico”.
A
diferença entre os dois reside na abordagem dos aromas. Enquanto os aromas (casca
de pão, tostado, amêndoas) obtidos pelo “Método Tradicional” são oriundos da
quebra das leveduras, o “Método Italiano” é projetado para preservar os aromas
varietais do vinho base, tornando-o ideal para o caráter frutado e floral do
Prosecco Superiore.
Micro-produções
de Prosecco utilizando o “Método Clássico” começaram a surgir nos últimos anos,
e há também um culto de seguidores para os vinhos frisantes feitos pelo método
artesanal tradicional de engarrafamento com as borras. Infelizmente, não são
fáceis de encontrar fora da Itália.
O Prosecco que
degustamos – Felice Valdobbiadene Prosecco Superiore 2011 Brut
De
cor amarelo ouro, aromas delicados e, embora brut, com perceptível açúcar
residual (sem ser enjoativo). Apresentou bom perlage, com bolhas bem pequenas que formaram um colar fino.
No
nariz, as notas mais marcantes foram de flores brancas, mel, abacaxi e pêssego.
Muito agradáveis, de intensidade e persistência médias. Em boca apresentou
equilíbrio muito bom, acidez fresca e corpo médio. As notas aromáticas
percebidas no nariz foram confirmadas e com mais intensidade e persistência.
No
geral, concluímos que é um Prosecco com a tipicidade descrita na matéria.
Fresco e agradável, com relação custo benefício muito interessante.
Nossa nota IV: 81
Idas e Vinhas
O rótulo
Vinho: Felice Valdobbiadene Prosecco Superiore 2011 Brut
Produtor: C.V.S SPA Vazzola
Casta: mínimo 85% Glera
Safra: 2011
País: Itália
Região: Valdobbiadene DOCG
Graduação: 11,5%
Preço: R$ 32,00 na Deu la Deu Vinhos, Rio de
Janeiro.
* Crédito das fotos 1, 2, 3 e 4: página do Facebook do Consorzio Conegliano Valdobbiadene Prosecco Superiore

Degustação técnica: Prosecco e Vinhos Portugueses
Provamos e aprovamos… Col Vetoraz – Prosecco di Valdobbiadene Superiore di Cartizze DOCG – Extra Dry

Decantar ou não decantar – eis a questão! Parte III: Syrah Rhône & Shiraz Barossa Valley

Idas e Vinhas

Na terceira e última
parte do guia sobre decantação, a edição de Janeiro de 2014 da revista
Decanter relata os efeitos de decantar três safras de um Shyrah
francês da região do Rhône e um Shiraz australiano da região de Barossa Valley.
Será que eles se beneficiaram da aeração?

Nessa
terceira etapa, os especialistas da Decanter analisaram os efeitos da aeração em
vinhos de produtores renomados e que provavelmente apresentariam sedimentos em decorrência
do longo tempo de guarda.
A Metodologia
Os tempos de aeração dos vinhos foram definidos da
seguinte forma: 4 horas, 2 horas, 1 hora e logo após a garrafa ter sido aberta.
Duas garrafas de cada vinho foram abertas em cada um dos tempos citados; uma
foi decantada e a outra não.
Todas as garrafas estavam na mesma temperatura, os
decanters eram da mesma marca e modelo e a degustação não foi às cegas pois a
proposta não era determinar qual vinho ou safra é o/a melhor.
As
três safras escolhidas pelos especialistas para os dois rótulos foram as
seguintes:
M. Chapoutier, Monierde la Sizeranne, Hermitage 2010 (jovem), 2007 (pronto para beber) e 2001 (no auge).
Henschke, Keyneton Estate Euphonium, Barossa
2010 (jovem), 2006 (pronto para beber) e 2002 (no auge).
Idas e Vinhas

Após a degustação dos
vinhos, as conclusões foram as seguintes:
1.
Syrah e Shiraz apresentam maior consistência em se tratando de diferentes
tempos de aeração, quando comparados aos Cabernet Sauvignon da primeira etapa
do estudo (leia aqui). Além disso,
suportam melhor longos tempos de aeração.
2.
No entanto, os vinhos dessa terceira etapa não se beneficiam com tempos muito
longos de aeração.
3.
As diferenças sensoriais entre os vinhos decantados e os não decantados são
pequenas, especialmente se comparados aos Cabernet Sauvignon. A decantação
favorece o nariz, mas em boca pode-se perder o frutado.
4.
Para os Syrahs do Rhône, pode ser melhor não decantar safras menos encorpadas.
5.
Os Shiraz australianos (pelo menos o que foi degustado nesse experimento)
parecem ser resistentes. Decantar ou não é apenas uma questão de escolha.
5.
Lembre-se que o vinho continuará evoluindo
enquanto estiver circulando pela mesa.
6. Como sempre, é mais arriscado decantar muito cedo que mais
tarde.
Leia
as duas primeiras partes sobre os experimentos de decantação realizados pela
revista Decanter:

Decantar ou não decantar – eis a questão!

Decantar ou não decantar – eis a questão! Parte II: vinho do Porto vintage

Leia aqui o outro post que escrevemos a respeito da decantação de vinhos.

Enodicas… Conexão Manhattan – Sofia Wine Bar

Idas e Vinhas

Estamos vivendo uma
ótima fase para os enófilos: encontros de vinho, degustações, jantares
harmonizados, grandes feiras, e, é claro, o florescimento dos Wine Bars (ou
‘bares de vinhos’). São muitas opções de entretenimento.

Nova Iorque é uma das cidades mais vibrantes do mundo, e
também se destaca quando o assunto é Winebar. Durante a semana que passamos na
cidade por conta do New York Wine Experience, conhecemos um excelente wine bar na altura de
Midtown East, indicação do amigo Loris: o Sofia.
Idas e Vinhas

Os nova-iorquinos lotam bares e restaurantes logo que
saem do trabalho. Por isso a dica é chegar cedo, pois o Sofia não aceita
reservas e o ambiente é pequeno. Chegamos um pouco antes das 20h e tivemos que
esperar uns 20 minutos até conseguir uma mesa. Enquanto isso, uma taça de espumante
para passar o tempo…
A proposta de um wine bar geralmente é dar ênfase à carta
de vinhos (como o próprio nome indica) e servir apenas pequenos pratos ou
porções. Mas no Sofia, a comida também é destaque. Pizzas, deliciosas porções e
sobremesas não deixam ninguém com fome e tornam o local ainda mais convidativo.
O ambiente é agradável e o serviço atencioso.
 

Idas e Vinhas
Roberto Rodrigues, Alexandre e Ana
Uma vez à mesa, terminamos o espumante com uma entrada de
azeitonas e as famosas almôndegas (“meatball & fresh sauce”) ao molho.
Idas e Vinhas

A carta de vinhos, renovada constantemente, é enxuta mas
com boa variedade. Optamos pelo Angela State Pinot Noir 2010,
do Oregon. Bastante frutado e de médio corpo, foi uma escolha acertada. Para
acompanhar, pizza Prosciutto Crudo
(feita com o presunto cru San Daniele, maturado por 18 meses). Perfeito!
Idas e Vinhas

Para encerrar, outro destaque da casa: a sobremesa Chocolate Lava Cake with vanilla bean
ice cream.
Idas e Vinhas

Vale a pena ir ao Sofia, principalmente casais e pequenos
grupos. Nossos agradecimentos ao Loris
Araujo
, companheiro de degustações na Casa Flora, pela acertada
indicação. Voltaremos!! 
Idas e Vinhas
Loris Araujo
Serviço:
Sofia Wine Bar
242 East 50th street. NYC
10022
Phone: (212) 888-8660
Fax: (212) 888-8661
Sofiawinebar@gmail.com
Funcionamento:
Segunda – Quarta 4:00pm – 12:00am
Quinta & Sexta 4:00pm – 1:00am
Sábado 5:00pm – 1:00am
*Ultimo pedido: 30 antes de fechar
O Sofia wine bar não faz reservas.

Leia aqui
os posts sobre o New York Wine Experiences e sobre o Anfora,
outro wine bar que visitamos.

Aconteceu… Vinhos do Velho Mundo na Casa Flora – 12 de Dezembro de 2013

Idas e Vinhas

Na quinta-feira
passada fomos convidados a participar de uma degustação de vinhos do velho mundo
na Casa Flora
do Rio de Janeiro.

Idas e vinhas

A
proposta de Abel Mendes foi a de
apresentar (às cegas) seis rótulos, sendo dois por país (Portugal, Itália e
França) e de duas regiões diferentes.
Ao
chegarmos, já estava tudo pronto: azeites de oliva italiano e espanhol, queijo,
pão, biscoitos, geleia de pimenta e o espetacular presunto Pata Negra. A
recepção dos convidados foi feita com o Cava Don Román Brut (muito bom por sinal!).
Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
A
proposta da ocasião era a de degustarmos os vinhos (de forma descompromissada e
não didática) e tentarmos descobrir o país de origem e, quem sabe, a região e o
produtor (tarefa difícil…). Livres para escolher por onde começar, seguimos a
ordem em que as garrafas estavam dispostas à mesa.
Vamos aos vinhos?
A1 – Duorum Colheita 2009
(Portugal – Douro)
Aromas
intensos de ameixa, framboesa e hortelã. Em boca é encorpado, as frutas são
confirmadas, taninos firmes e boa acidez. De final longo e adocicado.
A2 – Reguengos
Garrafeira dos Sócios 2004 (Portugal – Alentejo)
De
cor granada com reflexos alaranjados. Aromas de frutas vermelhas, especiarias,
terra molhada, tabaco e couro. Em boca é frutado, com boa acidez, taninos finos
e final persistente.
Cor
granada. No nariz apresentou aromas de especiarias, frutas vermelhas, café e
louro. Em boca é de corpo médio, mas com personalidade.
B2 – Villa Cerna Chianti Classico Riserva 2005
(Itália – Chianti)
Cor
granada. No nariz sentimos notas de caramelo, frutas negras em compota, café e
madeira. Em boca é encorpado, as frutas são confirmadas, a acidez está perfeita
e os taninos redondos. De final longo e levemente mentolado.
C1 – Chauvot-Labaume
Premier Cru Clos L’Évêque 2009 (França – Bourgogne)
Cor
rubi. No nariz as notas são de baunilha, framboesa, café e grafite. Em boca tem
médio corpo, boa estrutura tânica e acidez. De final longo e levemente amargo.
C2 – Clos Floridene Graves 2008 (França – Bordeaux)
Cor
rubi com aromas de frutas vermelhas, especiarias e tostado. Em boca é de médio
corpo para encorpado, taninos polidos e acidez marcante. O seu final é longo e
adocicado.
Mas
isso não foi tudo, pois havia mais surpresas preparadas. Para encerrar a noite
com chave de ouro, degustamos o cava Gramona Imperial, o alentejano Marquês de Borba 2011 e o perfeito
supertoscano Silicum 2010
(gentilmente oferecido pelo amigo Loris
Araujo
).
Idas e Vinhas
Idas
e Vinhas elegeu o Reguengos Garrafeira dos Sócios 2004 e o Clos Floridene
Graves 2008 as estrelas da noite.
Sem
dúvida em 2013 a Casa Flora propiciou a seus clientes amigos excelentes
momentos, e nos traz muita alegria ter participado de muitos deles.
Idas e Vinhas
Nossos
votos para que 2014 seja pródigo em alegrias, realizações e excelentes vinhos!
Veja abaixo os outros eventos da Casa Flora dos quais participamos em 2013:

Aconteceu…Degustação Casa Flora – 21 de Novembro de 2013

Enodicas… Conexão Manhattan – Anfora Wine Bar

Idas e Vinhas

O Anfora Wine Bar aposta em
uma carta de vinhos nada convencional. Os vinhos laranja fermentados em ânforas
são os destaques desse movimentado winebar localizado no West Village.

Idas e Vinhas

Além de vinhos laranja, anforados, a carta inclui vinhos de países e castas incomuns para muitos enófilos. Mas não se preocupe, nem só de vinhos exóticos é feita a carta do Anfora. Embora o Novo Mundo (Chile, EUA, Argentina, Austrália…) não seja contemplado, a lista é extensa e atende a todos os gostos.

Idas e Vinhas

Aberto em Maio de 2010, o Anfora lota logo cedo e atrai uma clientela jovem e barulhenta. Definitivamente, não é lugar para um encontro a dois.
Uma
vez acomodados, iniciamos a exploração. Estávamos lá para provar os vinhos
laranja anforados. Mas o que é um vinho laranja? E um vinho anforado?
Em
poucas palavras, um vinho laranja é feito com uvas brancas (a Ribolla Gialla é a
mais comum) e que foi macerado com as cascas e sementes e fermentado pelas
leveduras naturalmente presentes nas cascas. Esse método, desenvolvido há
milênios em países como Armênia, Itália e Geórgia, confere mais cor (daí o
‘laranja’), mais aromas e também taninos aos vinhos.
Idas e Vinhas


o vinho anforado é aquele que é macerado e/ou envelhecido em vasos de barro (as
ânforas). Na Antiguidade, as ânforas eram utilizadas para o transporte e
armazenamento de alimentos, especiarias, e azeites. Foram os Romanos que
descobriram que, ao serem enterradas, as ânforas eram mantidas em uma
temperatura baixa, ideal para o armazenamento e envelhecimento dos vinhos.
Idas e Vinhas
Organizando as ânforas antes de serem enterradas (fotos do site The Georgian Wine Society)

Nos
tempos atuais, muitos produtores resgataram essa antiga forma de vinificar
(destaque para o italiano Josko Gravner) e aliaram tecnologia de
ponta a fim de produzir vinhos anforados. Os grandes vasos de cerâmica (de 400
litros no caso da Kabaj), chamados quevris, qwev-ree ou kveris, são moldados e enterrados de forma
alinhada nas cantinas.

Com relação às características sensoriais, os vinhos
anforados possuem um sabor bastante peculiar, que associamos a um certo
oxidado. Há quem goste e há quem não goste.

Os vinhos que provamos
Iniciamos
com o Our Wine Rkatsiteli 2010 (da
região de Kakheti, na Geórgia).
A
Geórgia (ex-república soviética) figura entre as regiões de produção mais
antiga de vinho. Achados arqueológicos indicam que 4000 anos antes de Cristo as
uvas eram fermentadas durante o inverno em quevris
enterrados.
Idas e Vinhas

Seguimos
então com o Amfora 2006, da Kabaj
(Eslovênia). O produtor e enólogo da vinícola, Jean Michel Morel, estava apresentando o vinho e nos explicou como
era feito. Após retirados os cabinhos, as uvas (Ribolla, Malvasia, Sauvignon
Vert) são fermentadas naturalmente e permanecem nos quevris durante 10 meses. Depois desse tempo, o vinho é transferido
para barricas de carvalho nas quais estagia por mais 12 meses.
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Jean Michel Morel
Continuamos a nossa exploração, agora com o italiano Pithos Grecanico 2010 (Azienda Agricola COS, Sicilia).
Idas e Vinhas

Para
finalizar, deixamos as ânforas, mas não os vinhos “diferentes”. O Bura Plavac Fresh 2012, tinto aromático
feito com a casta Plavac Mali, vem da costa da Dalmácia, na Croácia.
Idas e Vinhas

Valeu
a experiência! É sempre muito bom conhecer novos vinhos!
Idas e Vinhas
Além
dos vinhos, o Anfora também oferece uma boa seleção de cervejas, drinks e
pequenos pratos.
Idas e Vinhas
Serviço:
Anfora Wine Bar
38
8th Avenue. NYC
Phone:
(212) 518-2722
events@anforanyc.com
Funcionamento:
Segunda – Sábado 5:00pm – 2:00am
Domingo 3:00pm – 12:00am

Leia aqui os posts sobre o New York Wine Experiences 2013 e o outro wine bar que conhecemos, o Sofia.

Aconteceu… Winebar, 10 de Dezembro de 2013 – Vinícola Salton

Idas e Vinhas

Novamente os vinhos
brasileiros marcam presença no Winebar e, pela segunda vez, a
vinícola Salton apresenta mais rótulos do seu
portfólio.

Degustamos
o Prosecco
da linha Fantasia e os vinhos
da linha Exclusividades.
Idas e Vinhas

Daniel Perches apresentou o Winebar
diretamente da vinícola em Bento Gonçalves, na companhia de Lucindo Copat (diretor técnico da
Salton).
Para
saber um pouco mais sobre a Salton, leia aqui
o post que fizemos no dia 23 de Outubro de 2013.
Vamos
aos vinhos?
Produzido
pelo método Charmat, de cor amarelo palha e com aromas de mel, casca de
laranja, flor, pêssego e abacaxi. O perlage
(os fios de borbulhas que sobem à superfície) não é muito persistente. Em boca
é bastante fresco e frutado. De final longo com agradável retrogosto de mel.
Nossa
nota IV: 75
R$30 
Idas e Vinhas

Espumante
Nature elaborado através do método tradicional. As castas empregadas são Pinot
Noir (50%) e Chardonnay (50%).
De
cor amarelo dourado, apresentou notas de leveduras, damasco, casca de pão, tostado,
amêndoas e manteiga. O perlage é
contínuo e formou um colar fino na superfície da taça. Em boca tem boa
cremosidade, boa acidez e é longo com notas amanteigadas.
Muito
bom espumante e, segundo Lucindo, com boa estrutura para mais 5 anos de guarda.
Nossa
nota IV: 89
R$85 
Idas e Vinhas

Corte
com 40% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 20% Cabernet Franc. Estagia durante 18 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 1 ano em garrafa antes de ser comercializado. É elaborado apenas em safras consideradas excelentes.

Cor
vermelho púrpura. No nariz os aromas foram de frutas negras, hortelã, baunilha,
pimenta do reino, chocolate e alguma nota láctea. Em boca é encorpado, com
taninos, acidez e o álcool em equilíbrio.
Vinho
agradável, de final médio com notas mentoladas.
Nossa
nota IV: 89
R$85 
Idas e Vinhas

A
nossa impressão geral foi bastante positiva. Os da linha Exclusividade são visivelmente
mais complexos que os apresentados pela vinícola no Winebar anterior.

Parabéns
mais uma vez aos organizadores do Winebar!

Aconteceu… Degustação Vins d’Alsace na ABS-RJ – 09 de Dezembro de 2013

Idas e Vinhas

A última segunda-feira foi dia de degustação de vinhos da Alsácia na ABS-RJ. O clima tinha tudo a ver
com a ocasião (já que a Alsácia é famosa por seus vinhos brancos e crémants): estava calor, muito calor!
Mais uma vez, termômetros ultrapassando os 30ºC…

Idas e Vinhas

A
apresentação ficou por conta do embaixador dos vinhos alsacianos no Brasil: o
francês Olivier Bourse.
Olivier
é sommelier formado pela Universidade do Vinho de Suze-la-Rousse (Provence), trabalhou na adega Caves Taillevent em Paris e estabeleceu residência em São Paulo em 2005.
Hoje é consultor de grandes importadoras de vinhos no Brasil.
 

Idas e Vinhas
Olivier Bourse e Caroline Putnoki
A
Alsácia tem grande influência germânica, já que pertenceu à Alemanha em
diferentes momentos da História. Localiza-se às margens do rio Reno, faceando a
região vinícola alemã de Baden. Os nomes das cidades, das pessoas e dos
vinhedos são quase que totalmente de origem alemã, bem como as variedades de
castas cultivadas.
Idas e Vinhas

A
região conta com uma grande variedade de solos, subsolos e micro climas,
levando os produtores alsacianos a cultivar várias cepas: Sylvaner, Pinot
Blanc, Riesling, Muscat d’Alsace, Pinot Gris, Pinot Noir e Gewurztraminer.
Idas e Vinhas

A
altitude dos vinhedos varia entre 170 a 550m. Devido a altitude o clima deveria
ser fresco, mas as cadeias de montanhas (Maciço de Vosges) que atravessam de
Norte a Sul, acabam por proteger os vinhedos dos ventos e das chuvas. Isso faz
com que a região possua um dos menores indíces pluviométricos anuais do país, 500
a 650mm. A exposição solar é de 1.800 horas anuais e durante o período de
maturação das uvas há alternância entre dias quentes e noites frescas. Estes
fatores contribuem para qua os vinhos sejam estruturados, possuam aromas
complexos, grande frescor e acidez equilibrada.
Idas e Vinhas

A
região conta com cerca de 15.500ha de videiras divididas entre 4.500 produtores
e a produção anual é de 1,15 milhões de hectolitros (150 milhoes de garrafas),
sendo 90% de brancos. Desta produção, 75% é comercializada dentro do país e o excedente
exportado.
Idas e Vinhas
AOC Alsace (criada em
1962, representa 72% da produção):
o nome AOC pode ser complementado por uma
denominação geográfica comunal. Essa denominação precisa atender padrões
rigorosos de produção tais como variedade de casta, densidade de plantação,
poda, amadurecimento e rendimento.
São
permitidos 11 nomes de denominações comunais:

Blienschwiller

Saint-Hippolyte
Côtes de Barr
Scherwiller
Côte de Rouffach
Vallée Noble
Klevener
de Heiligenstein
Val
Saint-Grégoire
Ottrott
Wolxheim
Rodern

*
AOC Alsace “lieu-dit” (pequena
localidade): “lieu-dit é o nome dado localmente a um lote de terra ou vinhedo
dentro de uma denominação maior. Também devem seguir regras específicas de
produção que são mais rigorosas quando comparadas às da comunal.
Idas e Vinhas

AOC Alsace Grand Cru (criada em 1975, representa 8% da superfície e 4% da produção): criada para
diferenciar 51 “lieux-dits”. Em 2011 estas localidades foram reconhecidas como
denominações distintas.
Apenas
4 castas são autorizadas: Riesling, Muscat, Pinot Gris e Gewurztraminer.
A
AOC Grands Crus mostram a influência dos diferentes terroirs sobre os vinhos. A
designação é atribuída a vinhos que satisfazem um conjunto de critérios
relacionados à qualidade: limitações estritas sobre terroir, baixo rendimento,
regras específicas de condução das videiras, níveis mínimos de maturação
natural e de sabor.
O
tamanho dos vinhedos Grand Crus pode variar entre 3 e 80ha.
O
rótulo do vinho deve apresentar a safra, o nome de um dos 51 terroirs dentro da
denominação Grand Cru. Não é obrigatório mencionar a casta.
Estes
vinhos estão entre os melhores brancos do mundo. São finos e complexos e
apresentam grande potencial de guarda (10 a 30 anos). São considerados
verdadeiras jóias.
Diferentemente
de outras regiões francesas, a denominação Alsace traz no rótulo o nome da
casta, que deve entrar 100% na composição do vinho. É possível encontrar cortes
de castas brancas recebendo a menção Edelzwicker
ou Gentil no rótulo, porém não é
obrigatório informar as castas utilizadas, a quantidade utilizada nem a safra.
4.    
Brand (Turckheim)

Idas e Vinhas
AOC Crémant d’Alsace
(criada em 1976, representa 22% da produção):
para a elaboração do
Crémant d’Alsace é necessário a utilização do método tradicional. As castas
autorizadas são a Pinot Blanc, a Pinot Gris, Pinot Noir, Riesling e a
Chardonnay.
Vinhos doces
Late Harvest ou
“Vendages Tardives”:

são elaborados com as uvas colhidas quando estão muito maduras e começaram a
ser atacadas pelo Botrytis Cinerea, geralmente várias semanas após o início da
colheita. As castas mais utilizadas são a Gewürztraminer, Pinot Gris, Riesling ou
a Muscat.

Sélecion de Grains
Nobles:

para a elaboração deste vinho, as uvas são colhidas uma a uma e durante
sucessivas passagens pelos vinhedos. Apenas os grãos que apresentam a “Podridão
Nobre” são colhidos. Os vinhos são intensos, com grande complexidade de aromas
e sabores.
Ao
final da apresentação degustamos sete vinhos de renomados produtores
Alsacianos. Vamos a eles? 

No
nariz as notas são de framboesas e morangos. Em boca é cremoso, com bom corpo e
boa acidez. De final levemente amargo.
Importado por: Chez France – R$83
Leves
aromas de mel, pêra, abacaxi e hortelã. Em boca apresentou corpo leve, acidez
viva e refrescância. De final médio e retrogosto de toffee e avelãs tostadas.
Importado
por: Taste Vin – R$64
Aromas
de maçã verde, capim limão, flor e mel. Com boa mineralidade em boca, excelente
acidez e frescor.
Importado
por: Decanter – R$103
AOC Alsace Riesling
2010 “Terroir Alsace”, Zind-Humbrecht
Mostrou
notas minerais e cítricas (limão), maracujá e um leve aroma de
querosene. Em boca a mineralidade e as notas cítricas são confirmadas, elevada
acidez e de final persistente.
Importado
por: Delacroix – R$139
No
nariz os aromas são de rosas, maçã e lichia. Em boca é fresco, com alta acidez
e mineralidade.
Importado
por: Delacroix – R$79
Aromas
florais, capim limão e mel. Em boca apresentou bom corpo, boa acidez e de final
muito longo e doce.
Importado
por: Cellar – R$140
Aromas
intensos de damasco, casca de laranja e caramelo. Em boca apesentou elevada
acidez, bom corpo e final longo.
Importado
por: Cellar – R$140
Idas e Vinhas

Pudemos confirmar o que Olivier declarou logo no início da apresentação: vinhos de alta qualidade, aromáticos e cheios de luz.
Material
pesquisado para este post:
Os
Segredos do Vinho – José Osvaldo Albano do Amarante
Larousse
do Vinho
Vinhos
Franceses – Robert Joseph

Decantar ou não decantar – eis a questão! Parte II: vinho do Porto Vintage

Idas e Vinhas


Dando continuidade ao
controverso assunto, a edição de Dezembro de 2013 da revista inglesa
Decanter traz o
experimento da decantação de três vinhos do Porto vintage – são eles: Quinta Vale Dona Maria 2011, Taylor’s 1997 e Graham’s 1980.

Separar
as borras não é o único motivo para decantar o vinho do Porto. O vinho que ficou
durante muitos anos repousando na garrafa precisa ser ‘despertado’ e respirar.
Já o muito jovem necessita ser aerado para que os taninos amaciem e os aromas
das frutas voltem a se expressar.
A metodologia
Embora
decantar o vinho do Porto vintage seja a prática normal, a metodologia
empregada foi a mesma do estudo publicado na edição de Novembro da revista: foi
feita a comparação entre o vinho decantado com o que é degustado logo após a
garrafa ser aberta. O que está sendo testado é a influência da aeração do vinho
em suas características sensoriais.
Os tempos de aeração foram
definidos da seguinte forma: 4 horas, 2 horas, 1 hora e logo após a garrafa ter
sido aberta. Duas garrafas de cada vinho foram abertas em cada um dos tempos
citados; uma foi decantada e a outra não.
A
degustação dos vinhos não foi às cegas pois a proposta não era determinar qual
vinho ou safra é o/a melhor e sim saber se é melhor ou não decantar um vinho do
Porto vintage.
Os rótulos e as safras escolhidas pelos especialistas foram consideradas como sendo: Quinta do Vale Dona Maria 2011 (muito jovem), Taylor’s 1997 (jovem) e Graham’s 1980
(maduro).
Idas e Vinhas

Após a degustação dos
vinhos, as conclusões foram as seguintes:
1.
Com exceção do muito jovem, é necessário decantar todos os vinhos, devido às
borras.
2.
Os aromas das frutas dos vinhos jovens são realçados quando há pouca aeração.
3.
No geral, 4 horas é muito tempo.
4.
Lembre-se de que o vinho continuará evoluindo enquanto estiver circulando pela
mesa.
5.
Longo período de aeração não é um substituto para o envelhecimento em garrafa:
um vinho jovem decantado por muito tempo continuará sendo jovem porém cansado.
6.
Decantar vinhos do Porto vintage os torna mais aromáticos; os aromas são mais
afetados que o sabor.
7.
A aeração não afeta o caráter fundamental do vinho, apenas como ele se
expressa.
8.
Decantar muito cedo é pior que mais tarde.
Um
conselho dos especialistas: “É melhor deixar que um vinho se abra um pouco na
taça do que arriscar levá-lo à morte no decanter”.

Idas e Vinhas

Clique
aqui para ver um vídeo de como decantar um vinho
do Porto vintage.

Leia
aqui o outro post que escrevemos a respeito da
decantação de vinhos.

Agenda… Degustação de vinhos da Quinta do Pinto

Idas e Vinhas
No dia
05 de dezembro, a partir das 20h, a Porto di Vino Gávea
realizará uma degustação de vinhos com a presença da Rita Pinto, proprietária
da Quinta do Pinto.

O evento, que ocorre em parceria com a Asa Gourmet, é uma
excelente oportunidade de saber mais sobres vinhos produzidos por uma vinícola
familiar conceituada como a Quinta do Pinto.
Situada
na Marceana, em plena região vitivinícola de Lisboa, a Quinta do Pinto
 tem como alicerces a paixão dos proprietários pelo vinho e a sua relação
com a terra, proveniente de um núcleo familiar de cinco gerações ligadas à
agricultura e as condições privilegiadas desses solos para produção de uvas
regionais, e algumas específicas internacionais, de qualidades excepcionais.
Idas e Vinhas
Acarinhar a terra para merecer o que de melhor ela dá, com atenção ao
detalhe e respeito pelas características diferenciadoras, é a base do trabalho
da equipe liderada por Rita Cardoso Pinto. Com vinhos autênticos, aromáticos,
cremosos, encorpados, com textura e final de boca prolongado, os rótulos
inspiram e tornam-se memoráveis aos apreciadores. Uma experiência singular e
agradável.
Serviço:
Local: Espaço de degustação da Porto di
Vino Gávea –  Praça Santos Dumont, 140 – loja A
Data: 05/12/2013
Horário: 20h

Inscrições: 21 2137-4154/ porto@portodivino.com.br
*Texto e informações fornecidas pela organização do evento.