Aconteceu… Winebar 22 de Outubro de 2013 – Vinícola Salton

Idas e Vinhas

Ontem foi a vez do vinho
brasileiro no
Winebar. Foram degustados um espumante e dois tintos da linha Intenso da vinícola Salton,
uma das principais do cenário nacional e que tem mais de 100 anos de história.

Instalada na Serra Gaúcha,
município de Bento Gonçalves, a Salton foi constituída formalmente em 1910,
quando os herdeiros do patriarca Antonio
Domenico Salton
deram ao negócio caráter empresarial. Antes disso, como a
maioria dos imigrantes italianos, a vinificação era feita de forma informal,
para preservação da cultura italiana e consumo das famílias. 103 anos depois a
Salton figura entre as maiores vinícolas do país e ainda permanece familiar (com
a terceira geração no comando).
A vinícola possui vinhedos nas principais regiões
com vocação vitícola do Rio Grande do Sul. Na região da Campanha Gaúcha, foram
adquiridos em 2010 cerca de 450 hectares destinados
para o cultivo de uvas brancas para espumante e vinhos tranquilos, uvas tintas
e tintureiras. Entre as variedades destacam-se Cabernet Franc, Cabernet
Sauvignon, Chardonnay, Gamay, Marselan, Merlot, Pinot Grigio, Pinot Noir,
Sauvignon Blanc, Tannat e Teroldego.
Idas e Vinhas

A diversidade também aparece na linha de produtos são mais de 40
rótulos divididos em categorias: Top, Premium, Fino Superior e Fino.
O Winebar de ontem, contou com a
participação do sommelier da Salton, Vinicius Santiago. Foram
degustados três vinhos da linha Intenso:
Salton
Intenso Malvasia Vinho Branco Espumante Natural Brut, da categoria Fino Superior.
Salton
Intenso Teroldego e Marselan Tinto Seco 2011, da categoria Premium.
Salton
Intenso Merlot e Tannat Tinto Seco 2011, da categoria Premium.
Idas e Vinhas

Vamos aos vinhos?
Produzido
pelo método Charmat, o que chama atenção nesse espumante é a qualidade aromática:
intensos e agradáveis aromas de flor de laranjeira, pêssego, maçã verde, capim
limão e camomila, porém não muito persistentes. Em boca também é equilibrado e agradável.
Embora
de aromas e sabores muito bons, deixou a desejar na efervescência. As bolhinhas
de CO2 apareceram em pouca quantidade e sem persistência.
Nossa
nota IV: 75
Idas e Vinhas

Cor
vermelho púrpura. No nariz os aromas são agradáveis e possuem boa intensidade, mas
não muita persistência. Destacamos frutos vermelhos (cerejas e framboesas) e
ameixa. Em boca é equilibrado, médio corpo, taninos delicados e boa acidez.
Fácil de beber.
Nossa
nota IV: 84
Idas e Vinhas

Cor
vermelho púrpura. No nariz os primeiros aromas foram de frutas vermelhas
maduras. A passagem em madeira acrescentou complexidade, e agitando a taça
surgem notas de tostado e algum vegetal. Embora a Tannat possa assustar o
enófilo iniciante por ser conhecido com uma das castas mais tânicas, nesse
vinho a Merlot suavizou esta característica. Os taninos estão finos e
agradáveis.
Nossa
nota IV: 86
Idas e Vinhas

Nossa
impressão geral foi muito boa. São vinhos corretos, bem feitos e com ótima relação
custo benefício (tema polêmico em relação aos vinhos brasileiros, pois muitos deles são sobrevalorizados). Os preços variam de R$12,50 para a linha Flowers até R$85,00
para o Top Salton Gerações Paulo Salton. Na loja virtual da vinícola, os vinhos
são vendidos em caixas com 6 unidades.
Parabéns
mais uma vez aos organizadores do Winebar!

Provamos e aprovamos… Santa Helena Notas de Guarda Carmenère 2011

Idas e Vinhas

O Notas de Guarda Carmenère faz parte da linha premium
da Santa Helena, juntamente com o ícone Don e o Parras Viejas.
Conhecemos o vinho na visita que fizemos à Santa Helena em Dezembro de 2012
(veja post aqui).
Gostamos e trouxemos um exemplar que degustamos na companhia de amigos.

Para quem só conhece a Santa Helena pelos vinhos básicos,
recomendamos que experimentem os da linha superior. São muito bem feitos e de
custo bastante acessível, pelo menos no Chile.
Vamos ao vinho?
O Notas de Guarda Carmenère é vinificado na bodega
localizada em San Fernando, na sub-região do Valle de Colchagua. Esta bodega é
dedicada à linha superior da Santa Helena.
A seleção das uvas é manual, e o vinho estagia em
barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso por 13 meses. Resultou
em um vinho com aroma amadeirado presente, mas não em excesso.
Cor púrpura muito escuro, com agradáveis aromas de
ameixas secas, rosas, hortelã, pimenta do reino e madeira. Embora finos, os
aromas não apresentaram muita persistência. Em boca, no entanto, os aromas
estavam bem mais persistentes e intensos. Confirmamos as notas que sentimos no
nariz, com maior destaque para a pimenta do reino e a madeira. De taninos finos
e muito agradáveis, de corpo médio a encorpado, vinho equilibrado que representa
bem a tipicidade da Carmenère.
Nossa nota IV: 86
Idas e Vinhas
O rótulo
Vinho: Notas de Guarda Carmenère
Produtor: Santa Helena
Casta: 85% Carmenère, 7% Syrah, 5% Petit Verdot, 3%
Malbec
Safra: 2011
País: Chile
Região: Valle de Colchagua
Graduação: 14,5%

Comprado na vinícola a R$75,00

Provamos e aprovamos… Yealands Way State – Premium Selection Riesling 2011 e Premium Selection Pinot Noir 2010

Idas e Vinhas



Estávamos em uma
degustação de vinhos no dia 10 de Outubro quando encontramos o amigo Barroso e começamos uma agradável
conversa sobre vinhos que apresentam bom custo benefício. Nada melhor para um
enófilo do que trocar dicas sobre vinhos de boa qualidade e preço justo. Sempre
estamos a procura destas preciosidades, principalmente nas prateleiras dos
supermercados, para que possamos divulgar ao nosso público.

Barroso falou de 2 vinhos que havia provado
recentemente e que valiam a pena experimentar. O produtor é da Nova Zelândia (Yealands)
e está localizado na Ilha Sul do país, em uma das melhores regiões
vitivinícolas (Marlborough). Já escrevemos sobre esta região aqui.
Vamos aos vinhos?
Yealands Way State – Premium Selection Riesling 2011
Cor amarelo palha, com reflexos verdeais. No nariz
apresentou aromas de melão, maçã verde, mel e leve toque mineral. Em boca, as
frutas estão presentes, a acidez é viva e convida a uma nova taça. Embora os
aromas não fossem muito persistentes, em boca nos surpreendeu. Fez bonito ao
acompanhar frutos secos (amêndoas, castanha do Pará e macadâmias), queijo
branco, damascos e tâmaras.
Nossa nota IV: 85
Idas e Vinhas

O rótulo
Vinho: Yealands Way
Riesling Premium Selection
Produtor: Yealands
Casta: Riesling
Safra: 2011
País: Nova Zelândia
Região: Marlborough
Graduação: 11,5%
Yealands Way State – Premium Selection Pinot Noir 2010
Cor vermelho rubi brilhante, com reflexos granada. No
nariz é muito agradável, embora não muito persistente. Destacam-se as frutas
vermelhas – morango, framboesa e cereja. Em boca a sensação foi melhor que no
nariz. De corpo médio, às frutas vermelhas somou-se um leve e agradável aroma
amadeirado. Acidez, taninos e álcool em equilíbrio, com final intenso e
persistente, com um leve amargor que não a chega a atrapalhar.
Nossa nota IV: 87
Idas e Vinhas

O rótulo
Vinho: Yealands Way
Pinot Noir Premium Selection
Produtor: Yealands
Casta: Pinot Noir
Safra; 2010
País: Nova Zelândia
Região: Marlborough/Central Otago
Graduação: 13%

Barroso tinha razão! Os vinhos são muito bons e o preço bastante razoável.

Aconteceu… Degustação Casa Flora – Château Villemaurine Saint-Emilion Grand Cru Classé – Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2013

Idas e Vinhas

Na última sexta-feira
degustamos 2 vinhos produzidos pelo
Château Villemaurine: O Les Angelots de Villemaurine 2009 Saint-Emilion Grand
Cru e o Château Villemaurine 2009 Saint-Emilion Grand Cru Classé, ambos
importados pela Casa Flora. Os vinhos foram
apresentados por Cynthia Capelaere, Diretora
Comercial da vinícola.

Idas e Vinhas

O
Château Villemaurine data de 1874 e foi
adquirido em 2005 pelo empresário belga Justin
Onclin
. A propriedade possui 7 hectares, sendo 6 de vinhedos Grand Cru
Classé em Saint-Emilion, uma das apelações de maior prestígio no mundo.
Idas e Vinhas

Os
vinhedos têm mais de 30 anos e as castas cultivadas são apenas duas, Merlot
(80%) e Cabernet Franc (20%).
Vamos
aos vinhos?
A
safra 2009 é considerada espetacular em Bordeaux, fato que não deixou de gerar
certa expectativa! 
Idas e Vinhas
Cynthia Capelaere, Diretora Comercial do Château Villemaurine
Por
serem vinhos jovens, foram decantados por duas horas antes de apresentados.
Idas e Vinhas

A
média da produção anual dos dois vinhos gira em torno de 12 mil garrafas do Château Villemaurine e 18 mil para o Les Angelots de Villemaurine.
Château Villemaurine
2009 Grand Cru Classé
Corte
de Merlot 95% e Cabernet Franc 5%. Passa por carvalho novo (80%) durante 18
meses e, segundo o produtor, tem potencial de envelhecimento entre 15 a 20
anos.
No
nariz os aromas são de frutas vermelhas, baunilha, tostado e leve nota de
tabaco. Em boca é encorpado, tem boa acidez e os taninos são bastante presentes
mas não chegam a encomodar. De final longo e agradável.
WS.
88
Les Angelots de
Villemaurine 2009 Grand Cru
Corte
de Merlot 95% e Cabernet Franc 5%. Passa por carvalho novo (50%) durante 18
meses.
Aromas
de frutas vermelhas (ameixa), menta e café. Em boca é estruturado, tem boa
acidez, os taninos são marcantes e o seu final é longo.
Os
dois vinhos são gastronômicos, acompanham muito bem pratos de carnes vermelhas
com molhos mais elaborados.
Um
Bordeaux de 4 anos é considerado bastante jovem. Sempre ouvimos (em cursos,
palestras e por meio da literatura especializada) que vinhos dessa região só
devem ser degustados depois de muitos anos (10, 15, 20…) quando os taninos
estão maduros e o vinho equilibrado. Em certa medida isso não deixa de ser
verdade para alguns grandes vinhos (Château Margaux, Pétrus) que são cobiçados
por colecionadores. No entanto, nos últimos anos os produtores franceses vêm se
modernizando e se adaptando ao novo mercado do vinho: ágil e ávido por
consumir.
Pudemos
comprovar essa mudança de mentalidade, pois temos degustado muitos Bordeaux com
4, 5 anos, já prontos para beber e bastante agradáveis. Foi o caso da degustação
dos vinhos descritos nesse post. Quem ganha é a comunidade enófila!

Agenda… Wine Dinner – Bar d’Hotel, 29 de Outubro de 2013 – Rio de Janeiro

Idas e Vinhas
No dia 29
deste mês, a partir das 20h, o Bar d’Hôtel
 comemora 13 anos promovendo jantar harmonizado com vinhos portugueses e espanhóis.

O cardápio foi elaborado pela Chef Maria Victoria Oliveira. O vinho Branco Quinta da Fata Encruzado,
importado pela Asa Gourmet, é um dos rótulos que os convidados poderão
apreciar, em conjunto com o menu especial.
O evento acontece no Bar d’Hotel e tem o custo de R$ 180,00 por pessoa (mais 11% da taxa de serviço).
Veja abaixo o menu do evento:
Idas e Vinhas
Serviço
Bar d’Hôtel – Hotel Marina All
Suites
Endereço: Av. Delfim Moreira,
696, 2º andar. Leblon

Reservas:
(21) 2172-1112

Cada convidado tem direito a
125ml de cada vinho, exceto o vinho do porto – 60 ml
*Texto e informações fornecidas pela organização do evento.

Aconteceu… Degustação Viña Santa Carolina na churrascaria Fogo de Chão – Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2013

Idas e Vinhas

Fomos convidados pela
Casa Flora a participar da
degustação das 3 safras (2007, 2008 e 2009) do Herencia, o vinho ícone da Viña Santa Carolina. O Herencia é um
tributo à trajetória da vinícola e tem o propósito de expressar toda a
tipicidade da Carmenère cultivada no Vale de Peumo.

O
local escolhido foi a churrascaria Fogo
de Chão
. O Herencia harmonizou
muito bem com as carnes nobres oferecidas pela casa.
A
apresentação ficou por conta do enólogo chefe da Sanata Carolina: Andrés Caballero.
A
Santa Carolina tem mais de 135 anos de história, é uma das viñas mais antigas
do Chile e faz parte do grupo Carolina Wine Brands de
propriedade da família Larraín (família tradicional do Chile). O portfólio de
vinhos elaborados é bastante extenso e a proposta da vinícola é oferecer vinhos
de excelente qualidade a preços atrativos.
O
projeto Herencia é fruto do trabalho de mais de 150 pessoas lideradas por
Caballero, e a primeira safra lançada foi a de 2007. Aliando tradição e
tecnologia, a proposta desse ícone é ser um vinho de guarda, e pudemos
comprovar que possui estrutura para tal.
Os
vinhos apresentados por Andrés foram os seguintes:
Reserva de Família
Chardonnay 2010.
Aromas
de amêndoas tostadas, manteiga, maçã, flor branca. Em boca apresentou médio
corpo, boa acidez e as notas tostadas estão presentes. Um Chardonnay amadeirado
e aromático.
WS.
84
Herencia 2007
No
nariz as notas são de pimentão, couro, pimenta do reino, cereja e ameixa
maduras, louro e tostado. Em boca é encorpado, tem taninos finos, ótima acidez e
final persistente.
WS.
92
Herencia 2008
Aromas
de especiarias, café, tabaco e frutas vermelhas. Em boca é concentrado, aveludado,
com leve sabor tostado e vegetal. De final longo e levemente amargo.
WS.
93
Herencia 2009
No
nariz os aromas são de frutas vermelhas maduras, especiarias, e um leve tostado.
Em boca é encorpado, os taninos fortes e a boa acidez dão o equilíbrio. Tem
estrutura para evoluir muito bem com mais alguns anos em garrafa.
Idas e Vinhas

Andrés
ainda guardou algumas boas surpresas para o final: um notável Cabernet
Sauvignon safra 1976 e dois vinhos ainda não lançados.
Cabernet Sauvignon
1976
Cor
vermelho alaranjado. Aromas de couro, pele de salame, frutas vermelhas e louro.
Em boca estava perfeito, taninos redondos, boa acidez e de final longo e
picante.
Idas e Vinhas

Luis Pereira Project 2012
Vinificado
a partir de vinhas velhas, com aromas de frutas vermelhas frescas e notas
florais. Em boca apresentou corpo médio, taninos vivos e boa acidez. Tem
potencial ser um rótulo de destaque da vinícola.
Idas e Vinhas
Romano 2013
Vinho
bastante frutado, feito com a casta Romano originária da Borgonha, também
conhecida como César, Gros Noir, Cesar Noir ou Lombard. Muito agradável.
Idas e Vinhas
Foi
uma excelente oportunidade para comprovar que a Santa Carolina vai muito além
do básico Reservado que estamos acostumados a ver nos supermercados. Os vinhos
degustados são de alta qualidade e muito agradáveis de beber. Parabéns!
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas"
Esquerda para a direita: Cristián Benavente (Carolina Wine Brands), Júlio Perez (Enólogo), Humberto Cárcamo (Casa Flora) e Andrés Caballero (Enólogo Viña Santa Carolina) 
Idas e Vinhas
Esquerda para a direita: Andrés Caballero (Enólogo Viña Santa Carolina), Alexandre Follador, Abel Mendes (Casa Flora), Cristián Benavente (Carolina Wine Brands) e Júlio Perez (Enólogo)

Aconteceu… Celebração da 15ª Safra de Almaviva – Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2013

Idas e Vinhas
O
Brasil é um dos mais importantes mercados da Almaviva. Prova disso
é que foi o país da América Latina selecionado para sediar as celebrações do lançamento
da 15ª safra (2010) do vinho produzido pela bem sucedida joint venture entre a Baron Philippe de Rothschild S.A. e a Viña Concha y Toro.

Idas e Vinhas

A
primeira etapa aconteceu em São Paulo, em Março desse ano, e o Rio de Janeiro
encerrou o circuito semana passada, dia 08 de Outubro.
O
Copacabana Palace foi o local escolhido para receber em grande estilo um seleto
grupo de personalidades ligadas ao vinho. Idas
e Vinhas
, representado por Alexandre
Follador
, teve o privilégio de fazer parte desse grupo.
 

Idas e Vinhas
Decoração impecável
O
programa compreendeu uma master class
apresentada pelo enólogo da Almaviva, Michel
Friou
(com a degustação de 7 safras), coquetel e jantar. A produção,
sofisticada e primorosa em todos os detalhes, foi de responsabilidade de Cristina Neves, uma das mais competentes profissionais de eventos de vinho no
Brasil.
A Master Class
Michel Friou tem uma extensa e
bem sucedida carreira na vitivinicultura. Trabalhou em excelentes vinícolas
tais como Cape Mentelle (Austrália), Château Margaux (Bordeaux), Viña Aquitania
(Chile) e Casa Lapostolle (Chile). Em 2004 chegou à casa Baron Philippe de Rothschild Maipo
Chile
e desde Junho de 2007 se tornou o winemaker do Almaviva. A coroação de um grande talento.
Idas e Vinhas
Michel Friou apresentando a Master Class

Degustamos
as seguintes safras: 1998, 1999, 2001, 2005, 2007, 2009 e 2010. Difícil decidir
qual a melhor, pois o Almaviva tanto pode ser bebido assim que é lançado como
demonstrou envelhecer bastante bem. Mas arrisco um palpite e elejo a safra 2005
como a melhor da noite

Idas e Vinhas
Salão da Master Class
Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
Idas e Vinhas

Almaviva 1998
Cabernet
Sauvignon 72%, Carménère 26% e Cabernet Franc 2%. 16 meses em carvalho francês.
13,5% de álcool.
Segundo
Michel, esta safra foi a pior dos últimos 40 anos devido a grande quantidade de
chuva que caiu durante o período da colheita (729 mm). Mesmo assim, conseguiram
produzir excelente vinho.
No
nariz as notas são de frutas vermelhas e negras maduras, tabaco e defumado. Em
boca as frutas são confirmadas, os taninos tem boa estrutura e a acidez está viva.
De final longo e adocicado. O vinho está maduro e elegante.
WS.
89
Almaviva 1999
Cabernet
Sauvignon 78%, Carménère 19% e Cabernet Franc 3%. 16 meses em carvalho francês.
13,5% de álcool.
Apresentou
notas de frutas vermelhas maduras, um leve toque de couro e defumado. Em boca
mostra que tem alguns anos de vida pela frente. Os taninos finos, a boa acidez,
as notas frutadas e o final longo convidam a uma segunda taça.
WS.
91
Almaviva 2001
Cabernet
Sauvignon 70%, Carménère 27% e Cabernet Franc 3%. 17 meses em carvalho francês.
14,2% de álcool.
No
nariz as notas predominantes são de geléia de frutas vermelhas adocicadas (morangos,
cerejas e framboesas), algo de mineral, pimenta, tabaco e café. Em boca é
elegante, complexo e de final muito longo.
WS.
94
Almaviva 2005
Cabernet
Sauvignon 74%, Carménère 21% e Cabernet Franc 5%. 18 meses em carvalho francês.
14,5% de álcool.
Muito
fresco no nariz. Notas de morangos, cerejas e framboesas, um leve toque de tabaco,
chocolate e algo floral. Em boca os taninos impressionaram pela maciez. Boa
acidez, final longo e majestoso.
Para
nós, o melhor da noite!!!
WS.
95
Almaviva 2007
Cabernet
Sauvignon 64%, Carménère 28%, Cabernet Franc 7% e Merlot 1%. 18 meses em
carvalho francês. 14,5% de álcool.
No
nariz os aromas marcantes são das ameixas e cassis, um pouco de pimenta do
reino, louro, café, coco queimado e terra molhada. Em boca a pimenta e as
frutas são confirmadas, os taninos apresentam boa textura e estão em perfeita
harmonia com a acidez.
WS.
93
Almaviva 2009
Cabernet
Sauvignon 73%, Carménère 22%, Cabernet Franc 4% e Merlot 1%. 16 meses em
carvalho francês. 14,5% de álcool.
No
nariz mostra aromas elegantes de cassis, ameixas frescas, tabaco, especiarias
e violetas. Em boca as frutas e as especiarias são confirmadas, os taninos finos,
a acidez é viva e o final longo.
WS.
96
Almaviva 2010
Cabernet
Sauvignon 61%, Carménère 29%, Cabernet Franc 9% e Petit Verdot 1%. 17 meses em
carvalho francês. 14,5% de álcool.
No
nariz notas de frutas vermelhas, tabaco e baunilha. Em boca as frutas são
confirmadas, os taninos são marcantes mas não encomodam. Com boa acidez e de
final longo e adocicado.
Está
pronto para beber, mas 5 anos de garrafa lhes farão bem.
O coquetel
Terminada
a master class seguimos para o coquetel, onde provamos o Champagne Barons de Rothschild Brut e Baron Philippe de Rothschild Maipo Chile
Chardonnay
por Escudo Rojo 2011 ao som de Jazz com Zé Canuto no sax, Jurim Moreira na bateriano baixo acústico Rômulo Gomes e no piano João Carlos Coutinho.
 

Idas e Vinhas
Foto: Roberto Rodrigues
Idas e Vinhas
Zé Canuto no sax, na bateria Jurim Moreira, no baixo acústico Rômulo Gomes e no piano João Carlos Coutinho
Idas e Vinas
Ricardo Farias (Presidente ABS-RJ) e sua esposa Lucilia / Celio Alzer (ABS-RJ)
O jantar
Em
seguida fomos conduzidos ao Salão Nobre, esplendidamente decorado. A riqueza dos
elegantes detalhes impressionou, desde a mise
em place
da mesa, o arranjo de flores ao centro, até os nomes dos
participantes nos seus lugares.
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas

Cada prato foi precedido pelo anúncio do vinho escolhido para a
harmonização. A equipe de serviço subia ao palco e apresentava as garrafas aos
convidados.
Idas e Vinhas

O
menu foi assinado pelo renomado Chef Francesco Carli, Chef Executivo do
Copacabana Palace. Pratos finamente elaborados e de ricos sabores, harmonizando
perfeitamente com os vinhos. 
Concha y Toro Amélia
Chardonnay 2011
Entrada: Dados
de vermelho ao alecrim sobre creme de favas verdes.
Idas e Vinhas

Almaviva 2010

Prato – Galinha D’Angola ao molho de blueberry, risotinho de brócolis e bastonete
de cenoura ao sabor de laranja.
Idas e Vinhas

Almaviva 2003 Magnum (WS.
89)

Prato – Costela de cordeiro ao pistache com batata baroa ao tomilho e purê de
abobrinha.
Idas e Vinhas

Almaviva 1996 Double
Magnum (WS. 89)
Queijos
Eau-de-Vie de Prunes
de Mouton Rothschild nº 55 de 908 (Excelente!!)
Liqueur de Cassis de
Mouton Rothschild nº 20 de 532 (Excelente!!)
Sobremesa
– Assiete de sobremesas
Idas e Vinhas

Ao
final do jantar, Michel Friou subiu
ao palco para agradecer e ressaltar o sucesso do evento. Em seguida convidou o
chef Francesco Carli para comentar sobre
a harmonização dos pratos com as safras do Almaviva e por fim agradeceu a
presença de todos.
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Chef Francesco Carli
Agradecemos
à organizadora desse excepcional evento, Cristina
Neves
, e a Felipe Larraín (gerente geral Viña Almaviva) pelo convite.
Parabéns!
Idas e Vinhas
Alexandre Follador / Cristina Neves e Roberto Rodrigues (ABS-RJ)
Para
saber mais sobre Almaviva, confira aqui
o post que escrevemos quando visitamos a vinícola em Dezembro de 2012.

Agenda… Degustação e Harmonização de Vinhos no restaurante A Propósito Food Service

Idas e Vinhas



Notadamente o carioca vem consumindo mais vinho. Antenados com essa tendência, vários restaurantes vêm promovendo degustações harmonizadas. 

Idas e Vinhas
Pensando nos cariocas que
desejam conhecer mais da harmonização do vinho, inclusive em estações quentes,
o restaurante A Propósito Food Service oferecerá uma
degustação e harmonização de vinhos, no dia 24 de outubro, às 20h.
1. Sanduíche de pastrami,
queijo gruyère, pasta de gorgonzola com nozes no pão australiano harmonizado
com Alamos Malbec;
2. Foccacia de calabresa
com ervas harmonizada com Carmen Cabernet Sauvignon;
3. Bruschetta de parma,
mussarela de búfala e rúcula harmonizada com Carmen Rosé;
4. Cupcake de limão
harmonizado com Gran Feudo
Rosado
.
“A cozinha européia é
voltada para a harmonização com vinho. O cardápio foi pensado na experiência de
conhecer cada um destes países, o carioca verá que a França, a Itália e a
Inglaterra estão a apenas um garfo, e uma taça de distância” – comenta o chefFábio Almeida. Sem dúvida, é um
ótimo programa para quem deseja relaxar após uma semana pesada de trabalho e
ainda, aprofundar os conhecimentos sobre o encantador mundo do vinho.
Serviço:
Realização: A Propósito
Food Service
Data e horário: 24 de
outubro, às 20h.
Local: Rua Felipe Camarão,
96 – Maracanã – Rio de Janeiro – RJ
Telefones: (21) 2278-3072 / 2208-7816
Valor do convite: R$ 95,00

*Texto e informações
fornecidas pela organização do evento.

Enodicas… Coravin, você compraria este novo acessório?

Idas e Vinhas

O mercado do vinho e de acessórios para vinho vem evoluindo bastante.
São centenas de novos rótulos lançados todos os anos, e taças, decantadores e
saca-rolhas vêm ganhando status de objetos de design.

Idas e Vinhas

Quando se trata do consumo propriamente dito, as vendas
de vinhos em taça em restaurantes e de garrafas de 375mL e 187mL vem crescendo
em tempos de famílias menores e Lei Seca.
Para garantir a preservação do vinho vendido em taças, muitos restaurantes possuem Enomatics. Mas o enófilo que possui uma
coleção de vinhos nem sempre pode arcar com o alto custo de uma Enomatic.
Fica-se com a opção das bombinhas do tipo VacuVin, são muito eficientes para
preservar o vinho por vários dias. Há também dispositivos que injetam gás
inerte antes de se recolocar a rolha. Nesses dois exemplos, é obvio que a rolha
precisa ser retirada. 
Enomatic e VacuVin
Mas o que dizer de uma invenção que promete preservar
o vinho por anos, mesmo após seu
consumo ter sido iniciado? É o que promete o Coravin, um dispositivo que
levou 13 anos até chegar a sua versão final e foi desenvolvido por Greg Lambrecht, engenheiro e desenvolvedor
de equipamentos médicos.
O Coravin não pode ser utilizado em garrafas com screwcap. Uma agulha oca é inserida
através da cápsula e da rolha e retira a quantidade desejada de vinho. A
garrafa então é pressurizada com o gás inerte Argônio, enquanto o vinho se desloca
para a taça. Uma vez retirada a agulha, a rolha volta a se fechar sozinha.
O fabricante promete várias vantagens aos
consumidores. Uma que achamos interessante é a possibilidade de fazer em casa
certos tipos de degustação que só fazemos em grupos maiores, onde são avaliados
diversos vinhos.

Sem dúvida a invenção vem dividindo opiniões, e um dos apoiadores é o famoso crítico de vinhos Robert Parker. Os que desdenham o Coravin questionam se seus supostos benefícios valem o investimento (em torno de USD 300,00) e qual seria a real vantagem em se preservar um vinho excepcional após abri-lo, ao invés de apreciá-los com amigos.
Bem, daremos ao Coravin o benefício da dúvida. Se o encontrarmos
em nossa viagem à Nova York (partimos dia 22 de Outubro para o New York Wine Experience) compraremos e faremos o teste.

Para ver o Coravin em ação, acesse o vídeo.

Provamos e aprovamos… Miguel Torres – Mas Rabell Branco 2012

Idas e Vinhas

Miguel Torres é um grande produtor espanhol, talvez o maior, e seus vinhos
estão nas prateleiras de mercados, lojas especializadas e cartas de vinhos de
mais de 150 países.

Miguel
Torres é considerado por muitos um visionário e incansável embaixador dos
vinhos espanhóis. Mudou o mundo do vinho, aprimorando as técnicas de
vinificação e modernização das bodegas não apenas da Espanha como também do Chile. É mundialmente respeitado pela sua
inovação, diligência e liderança no mundo do vinho.
Para
nós, os vinhos produzidos por Miguel Torres, seja na Espanha, Chile ou na Califórnia, são sinônimo de qualidade. Há rótulos para todo tipo de bolso, seja o vinho
para o dia a dia ou para ocasião especial.
Em
04 de Fevereiro de 2013, Miguel Torres foi homenageado pela revista Wine Enthusiast e recebeu o título de “Lifetime Achievement Wine Star Award”
pelas realizações que mencionamos acima.
Hoje
provamos um dos seus vinhos para o dia a dia. Trata-se do “Mas Rabell Branco 2012”, que foi inicialmente produzido exclusivamente para o
restaurante da família.
Vamos ao vinho?
Cor
amarelo ouro claro e brilhante. No nariz, aromas bastante agradáveis e frescos,
mas com pouca persistência. Destaque para maçã verde e capim limão, com notas
de lichia e flores brancas. Em boca, a acidez é viva (proveniente da Parellada),
e os aromas são confirmados. De corpo leve, o álcool equilibra bem a acidez.
Final médio e agradável. Um bom vinho para o dia a dia e com excelente custo
benefício.
Nossa
nota IV: 84
Idas e Vinhas
O rótulo
Vinho:
Mas Rabell Branco
Produtor:
Miguel Torres
Castas:
60% Parellada e 40% Garnacha Branca
Safra:
2012
País:
Espanha
Região
Catalunya
Graduação:
11,5%

Preço: R$28,89 (Zona
Sul)