Vinhos Herdade do Rocim no Winebar do dia 17 de junho de 2013


Portugal foi pauta do Winebar de hoje (em parceria com a importadora World Wine), um programa dedicado
ao crescente público dos apreciadores de vinho. Apresentado por Daniel Perches,
o Winebar desta segunda feira contou com a presença de
Catarina Vieira, engenheira agrônoma e enóloga responsável pelo projeto
Herdade do Rocim, que produz vinhos na tradicional região do Alentejo.










Idas e Vinhas

O
Alentejo é uma das regiões de desenvolvimento vinícola mais recente em Portugal,
há cerca de 20, 30 anos. Logo seu potencial para produção de vinhos de alta
qualidade foi reconhecido e hoje figura entre as regiões vinícolas mais
importantes do país.

O
clima da região – Mediterrâneo-continental – sem dúvida é um dos fatores de
sucesso dos vinhos Alentejanos. Verões secos e quentes, pouca chuva (e nenhuma
na época da colheita) e alta insolação são os ingredientes para o
desenvolvimento e a maturação perfeita das uvas.

Idas e Vinhas

A
região é repleta de planícies e pequenas serras. Além dos vinhedos, oliveiras e
sobreiros fazem parte da paisagem, trazendo outras riquezas: o azeite
Alentejano é de boa qualidade e o sobreiro é a árvore de onde são fabricadas as
rolhas de cortiça que ainda são a melhor forma de fechar as garrafas de vinho.
Embora
a produção de vinho no Alentejo utilize técnicas bastante modernas, uma
tradição permanece: certos produtores fazem questão de manter a pisa tradicional
na maceração de seus vinhos ícones.
A
Herdade do Rocim é uma propriedade de 120 ha, dos quais 70 ha são vinhas (53
castas tintas e 17 brancas) na região do Baixo Alentejo entre Vidigueira e Cuba.
Idas e Vinhas

O
vinho ícone é o Grande Rocim, um
varietal de Alicante Bouschet (plantada em apenas 10 ha) que ostenta a denominação DOC Alentejo. O Grande Rocim só é lançado em anos nos quais a qualidade da uva é excepcional, e o número de garrafas produzidas é bastante limitado e também varia de acordo com a safra.

Os demais
vinhos denominados Vinhos Regionais Alentejanos são o Olho de Mocho e o Rocim. De acordo com a enóloga, são dois vinhos desenvolvidos para exibirem perfis distintos. O Rocim privilegia o frescor e as características da fruta, e para tal as barricas utilizadas são de segundo ou terceiro uso. Já o Olho de Mocho é um vinho mais concentrado e potente, com 50% de passagem em barricas de carvalho francês novas.

Os
vinhos que recebemos para a degustação foram os seguintes: Herdade do Rocim 2009
e o Herdade do Rocim Olho Mocho Reserva 2009.
Idas e Vinhas

O
Herdade do Rocim 2009 é um
corte de Aragonez, Syrah, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Trincadeira. 65%
do vinho estagiou durante 8 meses em carvalho francês (80%) e carvalho
americano (20%) os outros 35% descansaram em inox. Após o engarrafamento, permaneceu
por mais 6 meses na adega da vinícola.
Idas e Vinhas

De
cor vermelho rubi. No olfato sobressaem as frutas vermelhas, notas minerais e
vegetais e de especiarias. Os taninos estão presentes mas não incomodam, em
equilíbrio com a acidez e o álcool.

Nossa
nota: 88
O
Herdade do Rocim Olho Mocho Reserva 2009 é elaborado com as castas Syrah, Touriga Nacional e Alicante
Bouschet. Passou por 12 meses em carvalho francês (80%) e americano (20%) e
mais 6 meses em garrafa. Elaborado com as melhores uvas da colheita de cada
ano. É considerado uma das melhores apostas da vinícola.
Idas e Vinhas
A
cor é vermelho rubi. Os aromas são finos, intensos e com boa persistência. O
que se destaca é o chocolate, as frutas vermelhas, café menta e tabaco. Em boca
é equilibrado, com bom corpo. Os taninos estão muito presentes, contrapondo-se
à acidez viva, indicativos de boa estrutura e potencial de evolução.

WS. 87
Nossa nota: 89

Caso alguém tenha ficado curioso, o nome Olho de Mocho homenageia uma flor silvestre da região, que se parece com olhos de coruja (Mocho).

Idas e Vinhas

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