Encontro de Vinhos Rio de Janeiro 2013

Idas e Vinhas

Vem ai o primeiro evento do ano de 2013 relacionado ao mundo do vinho no Rio de Janeiro.


Estou falando do Encontro de Vinhos Rio de Janeiro 2013.

Será mais uma oportunidade para os amantes da bebida de Baco e para os profissionais do ramo se encontrarem, provar bons vinhos e tirar dúvidas com os importadores e produtores.

Serão mais de vinte expositores que estarão apresentando os seus rótulos ao público.

Neste ano fui convidado a fazer parte da mesa de degustação às cegas que elegerá os 5 melhores rótulos do evento.

O local será o mesmo do ano passado, o Real Astoria, um espaço de eventos que tem uma belíssima vista para a Baía de Guanabara.

Os convites serão vendidos na hora mas poderão ser comprados com antecedência nos pontos de vendas. E lembre-se: se você é associado da SBAV ou da ABS, tem 50% de desconto.

Não perca esse evento. Venha provar vinhos espumantes, brancos, rosés, tintos de dezenas de produtores e importadores.

Encontro de Vinhos Rio de Janeiro 2013
Data: 28 de fevereiro (quinta-feira)
Local: Real Astoria – Av. Repórter Nestor Moreira, 11 – Botafogo
Horário: das 14h as 22h
Convite: R$ 60,00
Venda antecipadamente na Serrado Vinhos – www.serradovinhos.com.br
Mais informações em www.encontrodevinhos.com.br



Idas e Vinhas na Estrada – 12/12/2012 parte II – Santa Helena – Valle de Colchagua

Idas e Vinhas

Nossa
visita à Altaïr (veja aqui) demorou mais do que o previsto, e tivemos que nos dirigir
rapidamente à segunda vinícola do dia, a Santa Helena, no Valle de Colchagua.
Felizmente, as vinícolas são bastante próximas, e em menos de meia hora
estávamos diante da imponente construção estilo colonial desta que é uma das
maiores vinícolas chilenas.

O
Valle de Colchagua é o território chileno que mais recebe investimentos para
plantar parreiras e adegas. Situa-se na zona sul da região da DO Valle de
Rapel, na latitude 34ºS. O clima é mediterrâneo, porém mais frio que o de
Cachapoal, a região norte do Rapel. No Colchagua as plantações são mais orientais, recebendo,
portanto, maior influência marítima. O regime de chuvas é de 450 a 560 mm
anuais. A suplementação de água vem do sistema fluvial Tinguiririca-Rapel.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
Clique para ampliar – A Santa Helena é a de nº 4 em San Fernando

Com
23.368 hectares cultivados, só fica atrás do Maule. Desses, mais de 90% são de
cepas tintas. O destaque é a Cabernet Sauvignon com cerca de metade de todas as
plantações, depois vem a Merlot, a Carmenère, a Syrah e a Malbec.

Para
nós a Santa Helena tem um significado muito especial. Embora aqui no Brasil
muitos enófilos considerem seus vinhos apenas regulares, foi com ela que
começamos a apreciar o mundo do vinho. Tomamos muito dos seus vinhos base
(Reserva e Selección del Directorio), que são bons e honestos. E agora que
tivemos a oportunidade de conhecer seus vinhos super premium, nossa admiração
aumentou. São vinhos realmente excelentes, e de preços muito mais acessíveis
que outros rótulos de nível similar.
Em
2012 a vinícola completou 70 anos e é uma das 10 maiores exportadoras do Chile.
Segundo a tradição cristã, Santa Helena – também conhecida como Helena de
Constantinopla, mãe do imperador Constantino – foi quem descobriu o local de
crucificação de Cristo. Foi ela quem, após uma peregrinação pela Palestina,
teria ordenado a construção de importantes igrejas, como a da Natividade, em
Belém, e a do Santo Sepulcro, em Jerusalé.

na tradição grega, Santa Helena é o nome da mulher mais bela do mundo – filha de
Zeus, esposa de Menelau, rei de Esparta, também conhecida como Helena de Troia
(cuja fuga com Páris deu origem à famosa guerra mitológica). Helena é o símbolo
maior da beleza, do encanto.
A
Viña Santa Helena (que possui como símbolo a imagem de uma mulher, como se
fosse uma deusa) vale-se muito mais da parte grega, apesar do “Santa” no nome,
pois, desde o começo sua vocação foi ir para além dos limites do Chile, já que
foi fundada como uma cooperativa exportadora em 1942. Não à toa, o VSPT Wine
Group (Viña San Pedro Tarapacá) adquiriu-a em 1994, tornando-se a primeira
subsidiária do grupo – que conta com outras 10 vinícolas, constituindo a
segunda maior holding de vinhos do Chile.

Idas e Vinhas

A
vinícola conta com com 334 hectares e o enólogo chefe é o Matías Rivera.
Para
celebrar os 70 anos a vinícola resolveu lançar um vinho especial. Contudo,
diferentemente de outros que lançam séries limitadas de vinhos caríssimos, a
vinícola decidiu abrir um novo campo, algo que não é especialidade do Chile e
que tem requerido muito investimento de quem se aventura por aí: produzir
espumantes.

Idas e Vinhas

Rivera
e sua equipe prepararam o Santa Helena Premium Brut, um Charmat, corte de Pinot
Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc com uvas que vieram do Valle de Casablanca.
A vinícola
A
bodega que visitamos, localizada em San Fernando, sub-região do Valle de Colchagua,
vinifica as linhas superiores da Santa Helena (D.o.n., Parras Viejas, Notas de
Guarda e Vernus). As outras linhas são produzidas na bodega situada em Curicó.
A
beleza da vinícola é ímpar. Da entrada da vinícola até a chegada à adega o percurso
é ladeado por rosas de todas as cores e logo à frente está a bonita adega.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Logo
à frente da vinícola está um vinhedo de aproximadamente 30 hectares, com mais
de 100 anos – próximo à Cordilheira dos Andes – e, segundo Rívera o terroir é tão
excepcional que motivou o lançamento do rótulo Parras Viejas.

Em
San Fernando são 80 hectares somente de Cabernet Sauvignon e dentre os quartéis
há vinhas velhas plantadas em 1910 e em 1960.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Foi
a primeira vinícola que vimos a irrigação sendo feita por inundação.

A
nossa visita foi conduzida pela simpática e experiente Catalina Aubert. Iniciamos
a visita com uma breve caminhada pelo vinhedo, enquanto Catalina nos explicava todo
o processo de fabricação do vinho, desde o manejo sustentável das parreiras até
o envase.
A
colheita é iniciada na segunda semana de Abril e todo o processo de vinificação
termina em Junho. A maceração acontece em 10 dias e então as leveduras são
adicionadas e a fermentação leva entre 10 a 12 dias. A próxima etapa é a 2ª
maceração pós fermentativa – apenas para o Don e o Notas de Guarda. Depois o
vinho realiza a fermentação malolática em barricas durante 30 a 50 dias. Feito
isso o vinho estagia em carvalho por 15 meses e só então é feita a mescla.
Durante
a visita à sala dos tanques tivemos a oportunidade de provar uma amostra de
Cabernet Sauvignon direto do tanque de inox. O vinho é bastante fresco e
frutado mas ainda requer certo acabamento, que será dado pela passagem em
barricas de carvalho.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Feito
isso fomos provar outra amostra, diretamente da barrica de carvalho, de um novo
projeto de Pinot Noir, e o vinho já mostrava muito bom potencial, bom corpo,
aromas agradáveis e as notas características da passagem em madeira.

Idas e Vinhas

A degustação
A
degustação foi excepcional, incluindo exemplares dos rótulos premium e
superpremium da Santa Helena. O local escolhido não poderia ter sido melhor: a
própria sala de barricas, que por sinal é muito bonita.

Idas e Vinhas

Os
vinhos que degustamos foram os seguintes:
Bastante
fresco e levemente mineral. Muito agradável e fácil de tomar. Com notas de abacaxi,
flor de laranjeira e um leve toque de alecrim. Excelente para abrir os
trabalhos!
Do
latim, significa “relacionado com a primavera”, Vernus é uma homenagem da
vinícola aos ciclos naturais da terra, à importância das estações do ano, a
magia de nascer, renascer e se renovar.
Mescla
de Malbec 90% e Petit Verdot 10%. Estagia por 12 meses em barricas de carvalho
de 2º uso.
Bastante
aromático, na boca é adocicado, mas não enjoativo, e fino. Final bastante
agradável.
Carmenère
85%, Syrah 7%, Petit Verdot 5% e Malbec 3%.
Sou
apreciador de Carmenère e ,este para mim, entrou para a lista dos melhores
chilenos.
Bastante
concentrado, as notas picantes do pimentão e da pimenta do reino estão
evidentes, além de um leve toque de canela e tostado.
À
medida que avançamos nessa viagem, percebemos que o enólogo conseguiu produzir
um vinho que representa à perfeição o que se pode chamar de Carmenère do Chile.
As
vinhas foram plantadas em 1910 e o seu rendimento é muito baixo, dando origem a
vinhos concentrados e aromáticos.
O
vinho passa por 14 meses em barricas francesas de 2º uso.
Vinho
equilibrado tanto na acidez quanto nos taninos. De final longo e adocicado. Com
certeza um exuberante exemplar de Cabernet Sauvignon.
O
D.o.n. (De Orígen Noble) é uma mescla de Cabernet Sauvignon 80%, Petit Verdot
15% e Syrah 5%.
Ícone
da vinícola. Estagia durante 15 meses em barricas novas de carvalho francês 70%
e 30% segundo uso.
Vinho
potente e complexo. Ao agitar a taça sobressaem os aromas das frutas vermelhas
e negras maduras e concentradas, algumas notas florais e de especiarias e um
leve mentolado e tostado da madeira.
Na
boca mostra o equiilíbrio entre taninos redondos e acidez e os seus 14,5% de
álcool estão perfeitos. Excelente vinho de guarda.

Vernus Malbec 2009 e Vernus Sauvignon Blanc 2012
D.o.n. 2009 / Notas De Guarda Carmenère 2011 e Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2010
E
assim encerramos uma das visitas que consideramos um dos ponto altos da viagem.
Seguimos então para o almoço na Casa Silva, há apenas alguns minutos de
distância.

Hoje, 20 de Outubro de 2013 abrimos o Notas de Guarda que adquirimos na vinícola. Leiam aqui o post.
Literaturas
consultadas para este post:
Os
Segredos do Vinho
Adega

Idas e Vinhas na Estrada – 12/12/2012 parte I – Altaïr – Valle de Cachapoal

Idas e Vinhas
No
terceiro dia da nossa maratona, Santiago amanheceu fria e parcialmente nublada.
Saímos mais cedo do hotel, pois visitaríamos as regiões dos Valles Cachapoal e
Colchagua, as mais distantes de Santiago previstas no nosso programa, seguindo
a Rota 5 na direção Sul. Seriam 3 vinícolas, com almoço na Casa Silva e o
pernoite na moderna VIK. Estávamos ansiosos, pois este dia prometia grandes
emoções.

A
nossa primeira parada a vinícola Altaïr, a 128 km ao sul de Santiago, no Valle
Cachapoal, na região do Alto Cachapoal. Os vales Cachapoal e Colchagua são duas
regiões que formam a DO Valle de Rapel. O Cachapoal, mais ao norte, sofre muito
pouca influência marítima, e suas três maiores subregiões – Rancagua, Peumo e Alto
Cachapoal – são conhecidas principalmente pela produção de vinhos tintos ricos
(cerca de 85% da produção), com destaque para o Cabernet Sauvignon cujas uvas
crescem próximas aos Andes e o Carmenère oriundo da parte central do vale.
A vinícola
A
Altaïr faz parte do mesmo grupo ao qual pertence a Santa Helena, o VSPT Wine
Group (Viña San Pedro Tarapacá), e seu papel é ser a vinícola boutique do
grupo. E que boutique! Construída em 2001, produz dois rótulos, Altaïr e
Sideral, em uma das localizações mais belas que já vimos.
O nome da vinícola evoca os céus, pois Altaïr é
a estrela mais brilhante da Constelação da Águia. Essa constelação pode ser
vista nos hemisférios Norte e Sul, simbolizando a união entre o Novo e o Velho
Mundo.
Ao
chegarmos nos portões da vinícola, localizados na base da colina onde fica a
bodega, a bandeira do Brasil hasteada indicava que éramos esperados.
Idas e Vinhas
Ao
descermos do carro, a vista era de tirar o fôlego. O dia, antes nublado, estava
ensolarado e o céu muito límpido. Nossa guia, Danitza Olivares, e mais dois
funcionários da vinícola nos aguardavam no terraço em frente à bodega, com
café, água e petitfours. Ali mesmo começamos a conversar sobre a origem da
vinícola, seu conceito de boutique, enquanto admirávamos o vale. De onde
estávamos era possível identificar os quartéis de Cabernet Sauvignon nas áreas
mais baixas, que são as vinhas mais antigas da propriedade de 150 ha (72 ha
compostos pelos vinhedos), enquanto Carmenère, Syrah, Cabernet Franc e Petit
Verdot se distribuem harmoniosamente pelas bases das encostas.
Idas e Vinhas
A recepção com Danitza

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
Idas e Vinhas
Bela vista dos quartéis
Idas e Vinhas
Idas e Vinhas

Idas e VInhas

Idas e Vinhas

Segundo
Danitza, a conformação geológica da propriedade é muito particular. O solo
rochoso compacto mais próximo da Cordilheira dos Andes confere um caráter mais
forte ao vinho Altaïr. À medida que se desce em direção ao vale, o solo
torna-se mais descompactado, e é desse solo que são provenientes as uvas para
compor o Sideral.
Em
seguida passamos à bodega, uma bela construção perfeitamente encaixada na
montanha. Na área de vinificação há cubas de aço inoxidável (onde é vinificado
o Sideral) e carvalho (para o Altair).
Idas e Vinhas
Na
sala das barricas, cada micro unidade de terroir é vinificada em separado. Os
enólogos então vão realizando provas às cegas onde se definem os lotes e as
variedades que irão formar a mescla definitiva para o Altaïr e o Sideral.
Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
Outra
particularidade da vinícola é a enoteca, que guarda todas as safras produzidas
dos dois vinhos. É possível também comprar qualquer uma das safras, pelo mesmo
preço.
A degustação
A
vinícola não distingue seus dois rótulos pela qualidade. Ambos são considerados
ultrapremium com características distintas.
A
mesa de degustação estava preparada com elegância, os vinhos convenientemente
repousando em belos decanters. Vamos a eles!
Idas e Vinhas

Idas e Vinhas
Sideral 2008
Cabernet
Sauvignon 78%, Carmenère 13%, Syrah 5% e Cabernet Franc 4%. Estagia 10 meses em
barricas de carvalho francês de 225 litros (20% novas e 80% de segundo uso).
De bela cor rubi, o Sideral é um vinho complexo, encorpado, com aromas
característicos de frutas vermelhas, violetas e leve amadeirado. Muito
agradável na boca, taninos equilibrados e final longo.
Altaïr 2008
Cabernet
Sauvignon 82%, Syrah 13%, Carmenère 3% e Petit Verdot 2%. Estagia 10 meses em
barricas de carvalho francês de 225 litros (50% novas e 50% de segundo uso).
Se
o Sideral já havia impressionado, o Altaïr elevou o nível da
degustação. Mais encorpado, apresentou maior complexidade de aromas (foi
possível identificar notas de cacau e pimenta, além das frutas vermelhas e
notas florais). Um vinho muito equilibrado.
Idas e Vinhas
Depois
dessa excelente degustação, agradecemos a bela acolhida e seguimos rumo ao
próximo destino: Viña Santa Helena.

Acompanhe a nossa maratona abaixo:

Idas e Vinhas na Estrada – 11/12/2012 parte II – Matetic – Valle de San Antonio

Idas e Vinhas
Saímos da Casa Marín e seguimos
para a Matetic, que fica a 120 km de Santiago e está localizada no Valle del
Rosario, subdivisão do Valle de San Antonio. O que nos chamou logo a atenção
foi o tamanho da propriedade. A Matetic foi fundada em 1999 e possui 9000
hectares, dos quais 168 ha são de parreiras sendo 50% de castas tintas e 50% de
brancas. A sua produção anual está em torno de 300 mil litros de vinho. Os seus vinhos sempre foram bem pontuados pelas revistas  especializadas e no ano de 2012 ela foi eleita a “Winery o the Year” pela revista Wine & Spirits.

A vinícola foi
construída estrategicamente em uma colina, para permitir que todo o processo de
fabricação do vinho seja por gravidade. O recebimento das uvas é realizado na
parte mais alta, a produção no andar abaixo e o envelhecimento acontece no
subsolo. A arquitetura é moderna e clean, construída de forma a prover
uma das mais belas vistas do vale.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

A Matetic segue os princípios
dos cultivos orgânico e biodinâmico (desde 2004) em 100% dos seus vinhedos e,
de acordo com o sommelier, isso faz com que o custo dos vinhos seja cerca de
30% superior ao custo do cultivo tradicional (veja aqui a matéria sobre cultivo biodinâmico). Os seus vinhedos
são certificados como orgânicos pela CERES GmbH da Alemanha. Já o ícone Matetic
(bem mais caro que o EQ e o Corralillo) possui certificação biodinâmica.
Ao passear pelos
vinhedos você poderá se deparar com 300 galinhas e gansos que são responsáveis
pelo exterminío dos insetos e larvas. Cerca de 2000 ovelhas e algumas alpacas ajudam
a manter as vinhas livres das ervas daninhas e também fertilizam a terra.

Idas e Vinhas

A nossa visita foi
conduzida pelo experiente sommelier Ramon Salgado que respondeu a todas as
nossas dúvidas durante o tour pelas belas instalações.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

A vinícola investe
bastante em pesquisas sobre seu terroir, a fim de identificar as variedades que
melhor se adaptam em cada quartel. Isso inclui um detalhado estudo do solo, e
tivemos a oportunidade de ver os recortes dos 4 tipos de solo existentes na
propriedade. Eles variam em relação à profundidade das camadas de granito,
quartzo, argila e areia. Particularmente sempre achei interessante poder
visualizar e assim poder entender como se dividem as várias camadas do solo e
sua influência no produto final.
Idas e Vinhas
Ramon nos explicando sobre as 4 camadas do solo

Para aqueles que
quiserem, a vinícola conta com o elegante hotel “La Casona” e o restaurante “Equilibrio”, bastante conceituado entre os chilenos. Há também opções de passeios
pelos vinhedos, cavalgadas, degustações e cursos.

Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

A
degustação
Os vinhos da Matetic se
dividem em duas linhas “EQ (Equilibrium)” e “Corralillo”.
Na linha EQ são
produzidos Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e Syrah e na Corralillo
Chardonnay, Syrah, Gewürztraminer, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Riesling e um
blend chamado “Winemakers Blend”.
Segundo Ramon, as
linhas EQ e Corralillo não se diferem em qualidade, pois a vinificação é a
mesma para as duas. As diferenças estão apenas no terroir e no estilo de cada
vinho.
A degustação foi
realizada na área externa da vinícola, em uma mesa montada sobre duas barricas
e coberta por uma toalha branca. Simples e elegante.
Os vinhos que nos
esperavam eram quatro exemplares da linha EQ:

Idas e Vinhas
EQ Coastal Sauvignon Blanc 2012 / EQ Chardonnay 2010 / EQ Pinot Noir 2010 / EQ Syrah 2010

EQ
Coastal Sauvignon Blanc 2012

Vinho de tons verdeais.
Ao agitar a taça surgem os aromas de frutas cítricas e tropicais, limão,
lichia, flores brancas e alguma nota herbal. Na boca é bastante refrescante e
mineral, confirmando as notas das frutas. De final agradável e levemente
persistente.
EQ
Chardonnay 2010 (90 pontos na WS)
Amarelo palha com
reflexos verdeais. No nariz é bastante aromático com notas de mel, manteiga,
pêssego, abacaxi e um leve defumado. Mostrou bom volume na boca, boa acidez e
frescor.
É um Chardonnay
bastante elegante.
EQ
Pinot Noir 2010
Aromas intensos de
cerejas e ameixas maduras, especiarias, fumo e menta. Boa estrutura e
equilibrio na boca. Os taninos estão macios e a acidez está na medida.
EQ
Syrah 2010 (91 pontos na WS)
Eu estava esperando ansioso
por este exemplar pois tinha ouvido falar muito bem desta safra.
Vinho com bastante
aromas concentrados e adocicados de frutas vermelas e negras maduras. Um leve
toque de café, chocolate e pimenta do reino. Após agitar a taça novamente
surgem aromas de terra molhada e pele de salame. No paladar é encorpado,
levemente quente, a acidez e os taninos completam a boa estrutura deste belo
Syrah que tem muitos anos de vida pela frente.
Idas e Vinhas

Idas e Vinhas

Nossa impressão da
visita foi muito positiva. A Matetic é uma bela vinícola, seus vinhos são
excelentes e com preços bastante razoáveis, que podem ser adquiridos na própria
loja. Aliás, a loja é uma atração à parte, com vários produtos interessantes.
Retornamos a Santiago pela
Rota 78, cansados mas bastante animados, pois no dia seguinte partiríamos em
direção ao Valle Cachapoal, onde passamos os momentos que se revelariam inesquecíveis…

Acompanhe a nossa maratona abaixo: