Aconteceu…Degustação de vinhos portugueses do Dão

Vinhos do DãoSexta-feira passada
(23/11/2012) participei de uma degustação de vinhos da região portuguesa do Dão
destinada a profissionais e promovida pela Revista de Vinhos de Portugal e ABS
Rio.
A breve apresentação
sobre as características da região ficou por conta do diretor da ABS Rio
Euclides Penedo Borges e o responsável por apresentar os vinhos foi o diretor
da Revista de Vinhos de Portugal, Luis Lopes.
 

Foram
apresentados 12 vinhos, sendo 3 brancos 100% da casta Encruzado, um rosé 100%
Touriga Nacional e 8, tintos sendo 4 deles 100% Touriga Nacional e os outros
feitos com cortes de outras castas.
A
famosa região vinícola do Dão foi demarcada em 1908. Concorre com o Douro na
elaboração dos melhores tintos do Norte do país. Situa-se na província de Beira
Alta. Várias serras protegem-na dos ventos marítimos e continentais, dentre as
quais sobressai a Serra da Estrela. O clima tem influências atlânticas. Os
solos são graníticos e acidentados. As videiras situam-se predominantemente em
altitudes que vão dos 400 aos 700 metros.

As
melhores castas e as únicas permitidas nos vinhos da categoria nobre são as
tintas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen e Rufete. As brancas
equivalentes são a Encruzado, Bical, Malvasia Fina, Cercial e Gouveio (ou
Verdelho).
A
grande maioria da produção destina-se aos tintos, que são mais conceituados que
os brancos,  e apresentam tipicamente cor
rubi, são elegantes, aveludados, complexos e muito longevos. Já os brancos são
de cor amarelo palha, leves e frescos, com sabor frutado e aromas suaves.
O
Dão tenta se libertar das amarras que por muito tempo o impediram de demonstrar
todo o seu potencial. Até pouco tempo, quase toda a sua produção provinha de
cooperativas, o que o tornava mediocremente nivelado. Ainda hoje as
cooperativas respondem por 60% da produção. Apenas recentemente começou a
surgir uma série de vinhos de quinta, isto é, de vinhedos específicos, de alta
qualidade.
Vamos
aos vinhos…

Vinhos do Dão
As 12 taças

1. Quinta do Cerrado
– Dão Branco Encruzado 2009 (100% Encruzado)

A
Encruzado é, por excelência, a melhor casta branca da região do Dão. Os vinhos
elaborados a partir da Encruzado necessitam de alguns anos de descanso em
garrafa para melhor expressar as suas características.

Este
exemplar apresentou notas de laranja e limão cristalizados. Excelente
mineralidade e acidez.
Quinta do Cerrado – Dão Branco Encruzado 2009

2. Quinta de Pinhaços
– Dão Branco Encruzado 2010 (100% Encruzado)
Os
vinhedos deste produtor são mais vigorosos e antigos e estão a 600m de
altitude.
Bastante
elegante, com agradáveis frescor e mineralidade. Com final de boca longo.
Quinta de Pinhaços - Dão Branco Encruzado 2010

3. Quinta da Fata –
Dão Branco Encruzado 2010 (100% Encruzado)
Fermentação
exclusiva em inox e bâttonage por 5
meses.

Bastante
floral, (notas de lírios e flor de laranjeira) e um leve toque de lichias. Boa
acidez e muito mineral.
Quinta da Fata - Dão Branco Encruzado 2010

4. Quinta da Giesta
Dão Rosé (100% Touriga Nacional)
Os
rosés feitos da Touriga Nacional costumam ser bastante florais e este exemplar
não foi diferente. Muita violeta, morangos e framboesas. Ligeiramente encorpado
e marcado pelos frutos vermelhos. Boa persistência e leve amargor no final.
Quinta da Giesta – Dão Rosé

5. Vasco da Gama –
Dão tinto 2006 (Touriga Nacional, Jaen, Tinta Roriz e Alfrocheiro)
Ótimo
vinho para o dia a dia. Taninos leves, bom frescor e altamente gastronômico.
Vasco da Gama – Dão tinto 2006

6. Quinta do Carvalhão Torto – Dão Tinto 2005 (Jaen e Alfrocheiro)
A
quinta do Carvalhão Torto fica situada no centro geográfico da Região Demarcada
do Dão. Estando de posse da família há mais de meio século, sempre se dedicando
à viticultura.
A
produção de vinhos próprios teve início em 2004 com o investimento realizado em
uma moderna unidade de vinificação. O início da comercialização teve lugar em
finais de 2006 com a marca “Quinta do Carvalhão Torto”.
Apresenta
cor rubi, aromas de frutas vermelhas, menta e tostado com um ligeiro aroma de
café. Os taninos são suaves e a acidez equilibrada.
Quinta do Carvalhão Torto – Dão Tinto 2005

7. Cabriz – Dão Tinto
Reserva 2008 (Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz)
Estas
3 castas formam o corte tradicional da região do Dão.
A
palavra reserva nos rótulos dos
vinhos tintos do Dão significa que o vinho estagiou por no mínimo 24 meses em barricas
de carvalho. No caso dos brancos, o período em barrica é de 12 meses.

Belo
vermelho granada, aromas de frutas do bosque, flores, e notas defumadas. Na
boca é elegante, fresco, equilibrado, suntuoso e com bom potencial de guarda.
Cabriz – Dão Tinto Reserva 2008

8. Casa de Mouraz
Dão Tinto 2010 (Touriga Nacional 30%, Tinta Roriz 30%, Jaen 20%, Alfrocheiro
10% e Água Santa 10%) – Vinho Orgânico
A
casta Água Santa é uma das castas tintas autorizadas para a VQPRD Bairrada. É
uma casta híbrida resultantes do cruzamento das castas Touriga Nacional e Piriquita.
As
uvas são provenientes de várias parcelas da vinha com idade média de cerca de
30/40 anos, com solos graníticos, orientação privilegiada ao sul e altitudes
médias de 300/400m, situadas na zona de Mouraz, Conselho de Tondela. As vinhas
são cultivadas de acordo com as regras da agricultura biológica desde o início
dos anos 90, sem utilização de herbicidas e agrotóxicos, sendo certificadas
pela ECOCERT PORTUGAL. Desde 2006 que se utiliza também o método de trabalho
biodinâmico, com utilização dos preparados biodinâmicos e demais práticas de
cultivo.
Aromas
intensos de frutos vermelhos maduros, ameixas e alecrim, com notas de
chocolate. Na boca mostra um caráter vivo, com taninos firmes bem maduros e de
longo final.
Casa de Mouraz – Dão Tinto 2010

9. Quinta do Perdigão
– Dão Tinto 2006 (100% Touriga Nacional)
Este
vinho recebeu medalha de ouro no “Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados –
Santarém 2010”.
O
exuberante e aromático Quinta do Perdigão Touriga Nacional foi eleito “O
Grande Tinto do Dão” no prestigiado concurso “Os Melhores Vinhos do
Dão no Produtor”. Esta nova versão é uma das melhores já produzidas,
mostrando excelente complexidade e elegância, além de todo caráter da
emblemática Touriga. Já foi indicado entre os 15 melhores vinhos de Portugal
por João Paulo Martins.
Bela
cor granada. Notas de frutas silvestres, framboesa, morango, vegetal pimenta do
reino e eucalipto. Taninos aveludados, boa acidez e de final longo.
Quinta do Perdigão – Dão Tinto 2006

10. T-Nac’ 08 – Dão
Touriga Nacional 2008 (100% Touriga Nacional)
Aromas
de café, baunilha e tomilho. Encorpado, com boa acidez, taninos polidos, muita
elegância, longo e fresco.
T-Nac’ 08 – Dão Touriga Nacional 2008

11. Quinta dos Roques
– Dão Tinto Touriga Nacional 2008 (100% Touriga Nacional)
Considerado
por muitos como um dos melhores “Touriga” do Dão. E realmente é muito bom mesmo!!

Aromas
característicos da casta. Frutos vermelhos (framboesa e morango), flores
silvestres, um leve tostado, um pouco de menta e louro. Vinho de grande
complexidade e elegância. Na boca sente-se a sua juventude, graças a sua
adstringência. Vinho de guarda. Daqui a 20 ou 30 anos ainda estará melhor.
Quinta dos Roques – Dão Tinto Touriga Nacional 2008

12. Pedra Cancela
Dão Tinto Touriga Nacional 2010 (100% Touriga Nacional)
Para mim, o melhor
vinho da degustação
.
O que melhor representou as características da casta.

No
nariz, um leve toque de madeira e coco queimado, baunilha e frutas maduras e
chocolate. Na boca é macio, com bom corpo, e de final longo.
Pedra Cancela - Dão Tinto Touriga Nacional 2010
Literaturas
pesquisadas para este post:
Os
segredos do Vinho para Iniciantes e Iniciados – José Osvaldo Albano do Amarante
Guia
de Castas – Jancis Robinson
Revista
Vinhos de Portugal

Wine Spectator Top 100 – 2012

Wine Spectator Top 100 2012

Todos
os anos os editores da revista americana Wine Spectator fazem um estudo dos
vinhos avaliados durante os últimos 12 meses e então é feita a seleção dos Top
100 levando-se em consideração a qualidade, o valor, a disponibilidade e o
entusiasmo que cada vinho gerou durante as avaliações.


Vamos
a lista dos 10 mais:
1º. Vinho do Ano – Shafer Vineyards Relentless Napa Valley 2008 (EUA) – 96 pontos / $60

Shafer Vineyards Relentless Napa Valley 2008


2º.
Château de St.Cosme Gigondas 2010 (França) – 95 pontos / $41

Château de St.Cosme Gigondas 2010

3º.
Two Hands Shiraz Barossa Valley Bella’s Garden 2010
(Austrália) – 95 pontos / $69

Two Hands Shiraz Barossa Valley Bella’s Garden 2010

4º.
Clos des Papes Châteauneuf-du-Pape 2010 (França) – 98 pontos
/ $128

Clos des Papes Châteauneuf-du-Pape 2010

5º.
Château Guiraud Sauternes 2009 (França) – 96 pontos / $60

Château Guiraud Sauternes 2009

6º. Château Léoville
Barton
St. Julien 2009 (França) – 95 pontos / $105

Château Léoville Barton St.-Julien 2009

7º. Shea Pinot Noir Willamette Valley Shea Vineyard Estate 2009 (EUA) – 94 pontos
/ $40

Shea Pinot Noir Willamette Valley Shea Vineyard Estate 2009

8º.
Beringer Cabernet Sauvignon Knights Valley
Reserve 2009 (EUA) – 94 pontos / $45

Beringer Cabernet Sauvignon Knights Valley Reserve 2009

9º. Ciacci Piccolominid’Aragona Brunello di Montalcino 2007 (Itália) – 94 pontos /
$60

Ciacci Piccolomini d’Aragona Brunello di Montalcino 2007 (Itália)

10º.
Achával-Ferrer Malbec Mendoza Finca Bella Vista 2010
(Argentina) – 95 pontos / 120

Achával-Ferrer Malbec Mendoza Finca Bella Vista 2010

Sommeliers on Film

Somm
Somm
é um documentário que relata a jornada de quatro candidatos ao título de Master
Sommelier Diploma e estreou esta semana no Napa Valley Film Festival.

O
documentário deixa claro que os candidatos ao titulo de Master Sommelier são mais
do que dedicados à sua profissão. Eles são obcecados.
Somm
relata o dia a dia de estudos de quatro sommeliers que farão as provas para
Master Sommelier, bem como o dia da prova e o resultado final. O diretor Jason
Wise foca na química entre os quatro amigos Brian McClintic, Dustin Wilson,
Proctor Flynn e Ian Cauble.
Até
hoje, menos de 200 pessoas no mundo tem o título de Master Sommelier e a prova
consiste em três etapas: serviço do vinho, prova teórica e degustação às cegas.
Além de conhecimentos sobre vinhos dos 4 cantos do mundo, os candidatos tem que
ter conhecimento sobre cervejas, wiskies, cocktails, saquê e águas do mundo
todo. Ser aprovado significa fazer parte da seleta elite do vinho, um rockstar do vinho mundialmente
reconhecido.
Um
dos momentos mais intensos do filme gira em torno do treinamento para a prova
de degustação às cegas. São os 25 minutos de glória que os candidatos tem para provar
6 vinhos e identificar o país de origem, a safra, a(s) casta(s), a região e a
sua denominação de origem. Qualquer vacilo pode acabar com as chances do
candidato.
Embora
o documentário trate fundamentalmente da ambição em se tornar um Master
Sommelier, não se restringe a isso. Trata também da camaradagem entre os
candidatos, que surge exatamente da situação adversa e cheia de obstáculos que
todos enfrentam. “Durante a jornada esses rapazes se esforçam muito para apoiar
um ao outro”, diz o diretor Jason Wise. “Todos querem muito ser aprovados. Mas
quando se tem apenas 5% de chance de passar, é impossível isso acontecer”.
Somm
Assista ao trailer do filme aqui:

Aprenda a brindar corretamente!

Como brindar
Pois
é pessoal, até isso já tem! Regras de etiqueta para não fazer feio na hora do tim tim, já que as festas de fim de ano se aproximam.

Vamos imaginar a seguinte situação: você está reunido
com os seus melhores amigos para comemorar o Natal ou a chegada do Ano Novo e o auge da noite
chega quando você abre a garrafa de Romanée-Conti 1945 e serve aos amigos nas suas
taças de cristal Baccarat, é claro. Vamos brindar? Todos empolgados para
rapidamente se deleitarem com o nectar, levantam as taças e levam uma de
encontro as outras e… estilhaços de Baccarat para todos os lados e Romanée-Conti
se espalhando pelas mãos, braços e chão. Que situação embaraçosa não é mesmo?
Como brindar
Forma “errada”
Segundo
o livro “Debrett’s A–Z of Modern Manners”, é inapropriado fazer um brinde
tocando as taças umas nas outras. Eles recomendam que você simplesmente levante
a sua taça… mas isso deixa o brinde muito sem graça!
Então qual é a melhor “técnica” para brindar?
A
técnica desenvolvida pelos geeks da
Riedel é chamada de método “Bell to Bell”. A idéia é que apenas a parte mais
arredondada (no meio) das taças se toquem de forma suave, em um ângulo de
inclinação de aproximadamente 30º, e…”DING!”. Parabéns, você virou um
brindador profissional!

Como brindar
Forma correta

Estudo indica que pessoas que bebem com responsabilidade são mais felizes

Conheço muitos que,
após lerem o titulo da matéria, vão falar: “Ah! Disso eu já sabia!”, mas vamos
ver o que diz a matéria publicada recentemente pela revista americana Wine Spectator.

De
acordo com estudos realizados com canadenses de meia idade, consumir bebida
alcoólica regularmente e de forma responsável está diretamente ligado com a
melhoria da saúde e do bem estar. O estudo observou que aqueles que ingeriam
bebidas alcoólicas diariamente se sentiram mais felizes se comparados com os que
bebem socialmente e os abstêmios.
A
pesquisa foi publicada recentemente na edição do Journal of Studies on Alcohol and Drugs.
O estudo foi realizado na universidade americana de Portland com a ajuda de
pesquisadores dos centros de saúde de Quebec e Ontário. 5.400 canadenses participaram
da pesquisa durante 14 anos.
Os
voluntários raramente mudaram seus hábitos de consumo de álcool durante o
período da pesquisa. A quantidade de álcool ingerida foi razoável, sendo de até
21 unidades por semana para homens e 14 para as mulheres (a unidade corresponde
a uma taça de vinho com 150ml). Os pesquisadores acompanharam as questões de
saúde e preencheram questionários a fim de quantificar a disposição geral e emocional
dos voluntários. Por exemplo, os participantes relataram “com que frequência se
sentiram tão tristes a ponto de nada animá-los” e “tudo é muito difícil”. Os
resultados foram convertidos em uma fórmula onde 1,0 é perfeitamente saudável e
0,36 quando há alta incapacidade emocional.
A
média dos bebedores moderados foi de 0,89 pontos, enquanto que os que bebem
socialmente pontuaram 0,74. Os abstêmios 0,78 e os que bebem além da conta
0,86. Nenhum dano a saúde dos consumidores moderados foi constatado durante o experimento.
Os
pesquisadores dizem que os resultados são importantes porque o estudo monitora
o consumo de álcool de pessoas de meia idade em diante, “na verdade, se alguém
consumiu álcool de forma moderada a partir da meia idade em diante se
beneficiou”, acrescentam.
No
entanto, eles dizem que o estudo não foi feito para incentivar o consumo de
álcool em benefício da saúde. Ok, mas para nós é,
no mínimo, uma boa notícia!

Provamos e aprovamos…Haras de Pirque Character Syrah 2009

Viña Haras de Pirque
Sábado
passado (03/11/2012) foi dia de encontro da Confraria Grand Reserva e o tema da
noite foi “Vinhos do Chile”.
Estava
uma noite bastante agradável de comemoração. Celebramos o retorno de Mario
Trano
(Mondo Vinho) de suas férias pela Europa e também o aniversário do nosso
querido Monsieur Martins. A noite prometia!

Cada
um dos confrades selecionou cuidadosamente seus exemplares, e isso assegurou a
qualidade indiscutível dos vinhos ali presentes. Aqui cabe um comentário que o
Monsieur Martins me confidenciou na semana anterior: “Se prepare que eu vou pegar pesado!!”.
Os
vinhos da noite foram os seguintes (na ordem do serviço):
1. Ventisqueiro
Queulat Sauvignon Blanc Single Vineyard 2010
2. Valdivieso Pinot Noir Single Vineyard 2010
3. Ventisquero Grey Glacier Cabernet Sauvignon Single Block 2009
4. Montes Alpha Carmenère 2008
5. Miguel
Torres Cordillera Reserva Privada 2007
6. Haras
de Pirque Character Syrah 2009
7. Montes Alpha Syrah
2007
8. Tabali Reserva
Especial 2008
9. San Pedro Kankana del
Elqui Syrah 2007
10. Château la Bouade
Sauternes 2009 (França)
Chile - as estrelas da noite!!
As estrelas da noite – se vocês notarem as luzes ficaram bem sobre os 2 que mais gostamos
Os
vinhos que mais gostamos foram o Montes Alpha Carmenère 2008 e o Haras de Pirque Character Syrah 2009 (foi o vinho que levamos e ficamos muito contentes
com o resultado).
A
Viña Haras de Pirque só conhecíamos de nome e de algumas matérias em revistas e
na Internet. Também nunca tínhamos provado os vinhos produzidos por ela.
Mapa vitivinícola do Chile
Mapa vitivinícola do Chile
A
Haras de Pirque foi fundada em 1991 pelo empreendedor e engenheiro químico Eduardo
Matte
que adquiriu a propriedade de 600ha na parte sudoeste de Pirque (Maipo –
os tintos dessa região estão entre os melhores do Chile) a apenas 35km da
capital Santiago. Sua intenção era
construir uma grandiosa vinícola e expandir a criação de cavalos puro sangue
existente na região. Foi assim que ele iniciou o plantio das primeiras
videiras, nas proximidades do haras.
O interessante é que Eduardo não conhecia
absolutamente nada sobre criação de cavalos e muito menos sobre
vitivinicultura. Todo o seu conhecimento foi adquirido através de estudos,
visitas a haras (Kentuchy – EUA) e adegas pelo mundo e foram assessorados por
pessoas que tinham o conhecimento técnico para obter sucesso.
A bodega foi construída ao lado de uma colina,
ocupa 5.300 metros quadrados e produz 1,5 milhão de litros de vinho ao ano.
A vinícola está preocupada com o meio ambiente e
procura seguir o cultivo orgânico dos seus vinhedos. Esta é a visão de Eduardo
a respeito:
Nós
produzimos seres vivos, que são os cavalos. Eles têm de comer pastos limpos,
tomar águas puras e ar puro. Assim, já temos um condicionamento neste lugar que
nos obriga a ter um ambiente puro. Por isso, temos de ser limpos, verdes.
Também acreditamos que trabalhando assim a uva expressa realmente o terroir
.”
Haras de Pirque
Desde 2004 60% dos 143ha de vinhedos são
conduzidos de forma orgânica. O projeto é para que até o final de 2014 seja
obtida a certificação para 100% dos vinhedos. (veja aqui o post sobre a
degustação de vinhos orgânicos que promovemos em Outubro).
Em 1994 a vinícola resolveu criar a identidade
visual dos seus rótulos bem como da própria vinícola. Foi quando surgiu a idéia
criativa e inovadora de design em forma de ferradura.
Haras de Pirque
Arquitetura inovadora e moderna

Hoje
a vinícola produz 5 rótulos sendo o Albis o top e o Character o 3º vinho.

A
vinícola também inovou vinificando os seus vinhos tops em tonéis de carvalho de
20 mil litros de capacidade. O vinho se beneficia deste método devido a
oxigenação do sumo em contato com a madeira.
Haras de Pirque
A bela cave subterrânea
O
vinho Albis é resultado de uma bem sucedida joint
venture
entre o Marquês Piero Antinori (Tignanello) e Eduardo que surgiu em 2002 quando Antinori esteve no
Chile e visitou a vinícola e falou “Eduardo,
se quiser fazer um vinho como Almaviva, façamos juntos
”, e assim nasceu o
projeto Albis.
A batuta do vinho fica por conta da enóloga
Cecilia Guzmán (39 anos) que está na vinícola desde 1999.

o Haras de Pirque Character Syrah 2009 que degustamos no sábado teve produção
de 1.200 caixas, foi medalha de ouro no “Catad’ Or Challenge”, Chile – 2010 e
recebeu 91 pontos no guia Descorchados 2012.
Haras Character Syrah 2009
A estrela da noite
De
uma parcela que se eleva sobre a vinícola, a 800m de altitude (2,1ha plantados
em 1999), vem este Syrah que é maduro e encorpado, com boa acidez. Os vinhedos
de onde vêm as uvas para este vinho são mais quentes (por conta de sua maior
exposição ao sol) e por isso são colhidas mais cedo, em Abril.
Este
vinho foi uma grande surpresa a todos e, definitivamente, entrou para a nossa lista
dos melhores do Chile!
Essa
foi mais uma etapa do aquecimento para a viagem enológica que faremos ao País,
e sobre a qual em breve começaremos a postar os detalhes aqui no blog. Não
percam!!
Abaixo 2 vídeos bem bacanas sobre a vinícola:
Por Prende Gonzalo Vergara
Literaturas
pesquisadas para este post:
Viña
Haras de Pirque
Descorchados
2012
Revista
Adega edição nº 35
Os
Segredos do Vinho – José Osvaldo Albano do Amarante

Provamos e aprovamos o “Craggy Range Pinot Noir 2009 Te Muna Road Vineyard”


Havia
aproximadamente um ano que ele estava repousando em nossa adega até chegar a
oportunidade para degustá-lo. E este dia chegou – domingo 27/10/2012.

Mapa do vinho
Mapa do vinho (Clique para ampliar)
A
Nova Zelândia é um país de clima temperado frio, é formado basicamente por duas
grandes e estreitas ilhas: a Ilha Norte e a Ilha Sul. Com fortes influências
oceânicas, os vinhedos situam-se quase todos na costa oriental dessas duas
ilhas, no Pacífico, para protegê-los dos ventos ocidentais vindos do mar da
Tasmânia. As vinhas são aquecidas pela luz solar do dia e resfriadas à noite
pelas brisas marítimas. A exceção é a região de Central Otago, cujo clima é
continental, de verões quentes e invernos bem frios. A Ilha Sul apresenta, de
forma geral, clima mais frio do que o da Ilha Norte. É também a Nova Zelândia o
país vinícola com os vinhedos mais meridionais (ao Sul) do mundo.
As
três maiores regiões são Marlborough, Hawkes Bay e Gisborne, que de acordo com
dados de 2008 totalizam, 78% da superfície vitícola total do país.
Os
vinhedos da Craggy Range estão localizados na Ilha Norte, em Hawkes Bay. E
também há uma parcela de vinhedos localizados em Martinborough chamados de Te
Muna Road Vineyard.
Rio Ngaruroro
Hawkes
Bay é a segunda região que mais produz uvas na Nova Zelândia, depois de
Marlborough, com 4.899 hectares, respondendo por 17% do total. A zona de
vinhedos espalha-se em volta de Napier, a cidade mais importante da Hawkes Bay
Region, na parte centro-leste da Ilha Norte.
Rio Ngaruroro
Em
1876, grandes enchentes varreram a região de Hawke Bay. Quando elas cessaram, o
rio Ngaruroro mudou o seu curso e um rastro de cascalho foi deixado para trás dando
origem a um belo vale ideal para o cultivo de videiras. Craggy Range possui 100ha
de vinhedos neste vale. 
Craggy Range Winery - Créditos PhillipC
Craggy Range Winery from Te Mata Peak, Hawkes Bay, New Zealand – Créditos PhillipC
Craggy Range Pinot Noir 2009 Te Muna Road Vineyard
Vamos
ao vinho…
Cor
muito bonita, vermelho granada e bastante brilhante. No nariz aromas de frutos
do bosque, morangos e cerejas, algum tempero e especiarias como louro e erva
doce, um pouco de musgo e sous bois. Na boca é estruturado e os aromas de
frutos do bosque foram confirmados. Os taninos e a acidez são agradáveis e o
fim de boca é persistente.
Nossa
nota: 92

WS 91
As
principais características dos vinhos neozelandeses estão na intensidade de
sabores de frutas e a refrescante acidez.
É
um excelente exemplar de Pinot Noir do Novo Mundo porém o seu preço não é nada
convidativo (R$212,00).
Craggy Range

Craggy Range

Craggy Range

Craggy Range

Craggy Range

Craggy Range

Craggy Range
Literaturas pesquisadas para este post:
Os
Segredos do Vinho – José Osvaldo Albano do Amarante
Larousse do Vinho