Provamos e aprovamos o “Luccarelli Negroamaro IGT 2011”

Luccarelli Negroamaro 2011

Hoje
foi dia de degustarmos um vinho de uma casta que ainda não conhecíamos, que é a
Negroamaro ou Negro Amaro.
Quando
os vinhos elaborados a partir desta casta são vinificados com cuidado, podem
produzir tintos intensos, muito vigorosos e de grande potencial de guarda.

Os
maiores produtores estão localizados na Puglia, sul da Itália.

O
vinho que provamos foi o “Luccarelli Negroamaro  IGT”  do produtor Terre di Sava e foi indicação do nosso
amigo Mario Trano (Mondo Vinho).
Os
primeiros aromas foram adocicados, de frutas em compota e cassis, algum aroma
herbal (capim fresco) e um pouco de terra úmida. Apresentou cor violácea
carregada e bom brilho. Já na boca é bastante agradável, tem bom corpo, os
taninos são macios e o álcool está na medida certa. Fez bonito na harmonização
com um belo filé a Parmegiana!

O Rótulo
Vinho: Luccarelli Negroamaro IGT 2011
Tipo: Tinto
Castas: 100%
Negroamaro
Safra: 2011
País: Itália
Região: Salento, Puglia
Graduação: 13,5%
Preço médio: R$40,00

Sounds of Wine

Sounds of Wine
O
vinho nos proporciona prazer, saúde e bem estar. Ele também aquece os nossos
corações…
O
vinho está presente nos momentos importantes e inesquecíveis das nossas vidas, nas
passagens de ano, nos nascimentos, nas uniões e principalmente nas vitórias.

Normalmente,
o vinho é percebido por todos os sentidos, exceto pela audição. Mas qual seria
o som do vinho? A Tasca d’Almerita nos dá a resposta no vídeo abaixo.
Só para lembrar que já fizemos aqui um post bastante interessante sobre os vinhos da Tasca d’Almerita.
Todos
os anos a revista americana Wine Spectator lança um concurso de vídeos
relacionados ao mundo do vinhos. Este é o vídeo que a vinícola Tasca d’Almerita, localizada na Sicilia lançou para 2012. Na minha opinião é o melhor
de todos.

Aconteceu… Degustando no Espaço – Castas Tintas Símbolos das Américas

Castas Tintas Símbolos das Américas

Dia
24/09 segunda-feira, aconteceu a segunda degustação do Projeto Degustando no
Espaço e o tema foi “Castas Tintas Símbolos das Américas” guiado por
Alexandre Follador.
Os
primeiros participantes começaram a chegar a partir das 18h e logo receberam uma
taça de espumante. O clima estava bastante descontraído e aos poucos todos
foram se entrosando.

Os
participantes tiveram oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as castas
que foram responsáveis por introduzir os seus países no mundo do vinho. O Alexandre abordou  as particularidades das castas, as regiões produtoras, os produtores e
por fim analisamos a parte sensorial do vinho, os seus aromas e sabores. Tudo
de uma forma descontraída.
Foram
degustados 5 excelentes vinhos de grandes produtores (Robert Mondavi, Viña
Koyle, Viña Cobos, Viña Pizzorno e Miolo).
Castas Tintas Símbolos das Américas
As estrelas da noite
A
degustação foi agradável, houve bastante interação entre os participantes e o
palestrante e quando chegamos ao 5º vinho (Lote 43) todos foram surpreendidos
por belas empanadas quentinhas para acompanhar e finalizar a degustação com
chave de ouro.
O
próximo evento acontecerá no dia 08 de Outubro de 2012 e o tema é: Vinhos
Orgânicos e Biodinâmicos na era da Sustentabilidade
(detalhes aqui). A
abordagem será feita de forma objetiva e descontraída por Ana Cristina
Follador.
Gostou?
Então não perca tempo e garanta logo a sua inscrição. Mande um e-mail para espacoidealvinhos@gmail.com

Agenda: Vinhos orgânicos e biodinâmicos no projeto Degustando no Espaço

Clique para ampliar
A oferta de
produtos orgânicos vem se diversificando e está cada vez maior nas prateleiras
dos supermercados. Estávamos acostumados a encontrar apenas legumes, verduras, geléias e sucos caseiros orgânicos, produtos da agricultura familiar. Mas
agora são dezenas de produtos e, entre eles, um muito importante: Vinho!
Para quem se interessa pelo assunto, no próximo dia 08 de Outubro estaremos conduzindo uma degustação sobre o tema no Espaço Ideal Eventos – RJ.

O princípio
da produção orgânica é promover qualidade de vida com proteção ao meio
ambiente. Tem como princípios não utilizar agrotóxicos, adubos químicos ou
substâncias sintéticas que agridam o meio ambiente. Para ser considerado orgânico,
o processo produtivo contempla o uso responsável do solo, da água, do ar e dos
demais recursos naturais, respeitando as relações sociais e culturais.
Selo Orgânico Brasil
No Brasil, os produtos orgânicos devem seguir um esquema de certificação própria que é coordenada pelo Ministério da Agricultura – o Selo Orgânico Brasil .
Também
começamos a nos deparar com a expressão: Vinho Biodinâmico. Mas o que significa
uma produção biodinâmica?
calendário biodinâmicoA
biodinâmica é uma linha filosófica desenvolvida pelo filósofo austro-húngaro
Rudolf Steiner (1861-1925). Seus princípios básicos (são três) consideram a
terra um ser vivo, com um balanço de nutrição natural, e por isso a intervenção
humana deve ser mínima. Também considera os ciclos e ritmos da natureza no
trato das plantações, observando o calendário biodinâmico. 
preparações biodinâmicas. Galeria de fotos www.emiliana.clAs vinhas também são
tratadas com preparações biodinâmicas, insumos naturais que buscam fortalecer o
vínculo entre os reinos vegetal, animal e mineral.
Filosofias
à parte, há um conceito bastante concreto na base das produções orgânicas e
biodinâmicas: a sustentabilidade, e muitas vinícolas começam pelas práticas
sustentáveis e então iniciam o processo de transição para a produção orgânica.

Confiram abaixo os detalhes
para as inscrições, que se encerram no dia 03 de Outubro. 

Clique na imagem abaixo para ampliar:

Agenda … VI Festival Sud de France

Mais
um bom evento relacionado ao vinho está chegando ao Rio de Janeiro. Trata-se do
VI Festival Sud de France que irá de 04 a 18 de Outubro.
 
A
edição de 2012 reune várias ações voltadas a profissionais da área,
restaurantes, hotéis e bares, com o objetivo de promover os vinhos produzidos
no Sud de France (Languedoc-Roussillon). Veja aqui o post que escrevemos sobre
a região.

Confira
as ações e programe-se:
10/10 – Salão de Vinhos Sud de France
Local:
Hotel Sofitel (Av. Atântica, 4240 – Copacabana)
Horário:
15h30 às 19h30
Este
evento é voltado exclusivamente a profissionais do vinho.
Produtores
estarão reunidos para divulgar os vinhos que se pode importar da Região
Languedoc-Roussillon e que estão disponíveis no Brasil.
Além
disso um bufê de queijos selecionados pelo chef Roland Villard será servido para
harmonizar com os vinhos apresentados.
É
necessária a confirmação de presença enviando e-mail para: reboucasmkt-comaude@yahoo.fr
O
ingresso é o cartão de visita profissional.
Dia 4/10 ao 18/10
Ação
voltada às lojas, restaurantes, delicatessens e supermercados participantes,
onde os clientes ganharão brindes ao comprarem os vinhos da promoção.
Dias 4, 8 e 9/10 – III Concurso
Sommelier Expert Sud de France
.
Aberto
apenas a profissionais. O Concurso Sommelier Expert Sud de France tem como
prêmio uma viagem ao Sul da França com tudo pago.
Aula
de revisão: dia 4/10 na ABS Rio, às 15 horas
Prova
escrita: dia 8/10, às 15 horas
Prova
prática: dia 9/10, às 15 horas (uso do uniforme de sommelier é obrigatório)
Resultado
e premiação: dia 10/10 no Salão de Vinhos Sud de France, às 18:00 horas.
Inscrições
e mais informações na ABS-Rio. Secretaria telefax: 2285-0497, Praia do Flamengo
66, Bloco 2 sala 311.

Luca Beso de Dante 2007

créditos: galeria Luca VineyardsOntem à noite jantamos em casa de grandes amigos e
degustamos excelentes vinhos. A nossa contribuição, Luca Beso de Dante 2007,
mostrou-se uma ótima escolha.

O Beso de Dante é um corte de Malbec (55%) e Cabernet
Sauvignon (45%) produzido pela vinícola argentina Luca. A Luca é comandada por
Laura Catena, filha de Nicolas Catena. Laura introduziu novas técnicas de
cultivo, buscando produzir vinhos com maior estrutura e complexidade.

Foram produzidas apenas 500 caixas do Beso de Dante 2007,
com uvas colhidas a mão e selecionadas dentre os vários vinhedos da Luca, de
videiras com média de 27 anos.

créditos: galeria Luca Vineyards
Luca
Beso de Dante 2007
Cor bastante
viva, rubi, bonita e brilhante. No nariz, frutas vermelhas como cassis e
ameixa, e também alguns aromas de evolução, como um leve defumado e algum
chocolate. A madeira (12 meses em carvalho francês, sendo 70% novos e 30% de
segundo uso) conferiu um agradável aroma tostado, sem exageros.
Na boca, encorpado, com taninos muito
agradáveis e um final longo. Um vinho de excelente qualidade. Acreditamos que
ainda tenha vida pela frente, mas  não
necessariamente ficará muito melhor. Pronto para beber já! 
Nota: 91. Excelente. Um vinho com
estilo e características especiais.

 O Rótulo

Vinho: Luca
Beso de Dante
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
55% , Cabernet Sauvignon 45%
Safra: 2007
País: Argentina
Região: Mendoza
Graduação: 14,5%
Preço Médio: USD
60,00, preço em Outubro de 2010.
Temperatura de
Serviço: 16ºC, recomendamos decantar, pois não é filtrado e apresentou
sedimentos.
Os demais
vinhos da noite também foram de alta qualidade, perfeitos para celebrar a
amizade. Foram eles:
– Heartland Shiraz
2008. Austrália.
– Altocedro
Reserva Malbec 2009. Argentina.
– Samos. Vin
de Liqueur Blanc. Grécia.

Miguel Escorihuela Gascón Pequenas Producciones Syrah 2004

Miguel Escorihuela Gascón Syrah 2004 - Pequenas Producciones

 Estivemos em Buenos Aires 2 vezes (2010 e 2012), nenhuma
delas especificamente voltada para os vinhos, mas mesmo assim conhecemos e
trouxemos alguns bem interessantes.

Comprar vinhos em Buenos Aires é muito fácil. Gostamos
bastante dos rótulos e atendimento de duas lojas: a GrandCru
(na Recoleta) e a Ligier
próxima às Galerias Pacífico. Eles são acostumados a embalar os vinhos para os
brasileiros levarem (despachamos sem problemas) e entregam os vinhos no hotel
na hora marcada. Mas vai uma dica: a embalagem da Gran Cru é (na época era de
isopor) mais resistente. Pode ter sido falta de sorte e/ou descuido por parte
da companhia aérea, mas o fato é que em 2011 duas garrafas quebraram na
embalagem da Ligier (ainda bem que não foram os vinhos mais caros!).

Uma impressão comum entre os enófilos sobre os vinhos do
Novo Mundo, e em particular da Argentina, é a de que não são vinhos de guarda.
Pelas características do clima, que permitem um bom amadurecimento das uvas, os
vinhos são liberados para o mercado já prontos para consumo. 
créditos: galeria de fotos da bodega Escorihuela Gascón
Vinhedos da Escorihuela Gascón, em Mendoza.
Isso é em grande
parte verdade, mas há produtores que se dedicam a produzir sim, vinhos de
guarda. Entre os argentinos, o Catena Zapata Estiba Reservada já se firma como
vinho de guarda (temos em nossa adega a célebre edição de 2005), e a bodega Escorihuela Gascón, fundada em 1880, produz o ícone DON e a linha ultra premium Miguel
Escorihuela Gascón Pequenas Producciones.
créditos: galeria Miguel Escorihuela Gascón Pequenas Producciones
Mas, vamos ao vinho que abrimos para o almoço de ontem
(tudo bem, homenageamos a Independência do Brasil com um vinho argentino! Mas um
enófilo não pode se prender a certas convenções, não é?).
Miguel
Escorihuela Gascón Syrah Pequenas Producciones 2004

Bodega Escorihuela Gascón. Créditos: http://vinos.iprofesional.comEmbora já com 8 anos, nos
surpreendeu a cor ainda bastante viva, já rubi muito escura, bonita
e brilhante. No nariz, os aromas mais marcantes, embora pouco intensos, foram
de ameixa, alguma flor e condimentos como pimenta, louro e tomilho, além de um
toque mineral. Não encontramos os aromas de evolução esperados em um vinho de
guarda (chocolate, pelica, etc.). A madeira (60% do vinho passa 12 meses em
barricas de carvalho francês e os outros 40% em carvalho americano) concedeu ao
vinho um agradável aroma tostado.
Na boca, médio corpo, equilibrado e com
taninos maduros. Não demonstrou nenhum traço de decrepitude, mas a nossa
percepção é de que não vai evoluir mais. Um vinho de bastante qualidade, já
maduro. Talvez se bebido mais jovem (uns dois ou três anos atrás) seus aromas
estivessem ainda melhores.
Nota: 89. Um vinho muito bom, com
qualidades especiais.
Miguel Escorihuela Gascón Syrah 2004 - Pequenas Producciones
O Rótulo

Vinho: Miguel
Escorihuela Gascón Pequenas Producciones Syrah
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
100%
Safra: 2004
País: Argentina
Região: Mendoza
Graduação: 13,8%
Preço Médio: aproximadamente
R$ 60,00, preço em Outubro de 2010.
Temperatura de
Serviço: 16ºC, após 40 minutos no decanter.

Curiosidade: o vinho
apresentou bastante sedimento (por isso o uso do decanter foi adequado), entre
eles o bitartarato de potássio, pigmentos e taninos que, também aderidos à rolha, proporcionaram belas imagens:

bitartarato de potássio
bitartarato aderido à rolha

Inspiração Chilena – Koyle Royale Carménère 2009

Koyle Royale Carménère 2009
Os vinhos chilenos alcançaram uma inegável
posição de destaque, resultado do avanço que sua vitivinicultura vem
experimentando mais expressivamente desde a década de 80 (do século passado, é,
realmente o tempo passa muito rápido…). Além da qualidade, a relação
custo-benefício é muito boa, tornando-os ainda mais atraentes.
O vinho que escolhemos hoje foi o Koyle
Royale Carménère 2009, produzido pela Viña Koyle no setor de Los Lingues, no
Vale do Colchagua.

créditos: Casa Silva - galeria de fotosA Carménère é a casta assinatura do Chile,
onde encontrou o terroir perfeito para se desenvolver e resultar em excelentes
vinhos muito fáceis de beber. Ela é muito apropriada para a produção de
varietais e confere ao vinho aromas de frutas vermelhas escuras e especiarias,
além de taninos suaves na medida certa.

créditos: Viña Koyle - galeria de fotos
A
Viña Koyle foi fundada em 2006 pela família Undurraga, que possui tradição
vinícola desde 1885. Outra particularidade é que a Koyle pratica a
vitivinivultura biodinâmica, uma série de técnicas que, além da produção
orgânica, busca métodos sustentáveis em todo o processo de cultivo, produção e
manutenção dos vinhedos, respeitando os ciclos da Natureza.
Vamos ao que
interessa, o vinho!!
Cor púrpura muito escura, bonita e
brilhante, típica da Carménère. No nariz, os aromas mais marcantes foram os de
frutas vermelhas escuras e pimenta. A madeira (o vinho passa 18 meses em
barricas de carvalho francês) não apareceu de forma exagerada, foi mais
percebida na  boca do que no nariz.
Na boca, bom corpo, bastante
equilibrado e com taninos suaves na medida certa. Um vinho de qualidade
superior, fácil e agradável de beber. Pela excelente qualidade consideramos um
vinho de muito bom custo-benefício (a linha Royale é a top da Viña Koyle, R$ 76,50
na Grand Cru).
Nota: 91. Excelente. Um vinho de
estilo superior.

O
Rótulo
Vinho:
Koyle Royale Carménère
Tipo:
Tinto
Castas:
Carménère 85%, Petit Verdot 8%, Malbec 7%
Safra:
2009
País:
Chile
Região:
Les Lingues, no Alto Colchagua.
Graduação:
14,5%
Preço
Médio: R$ 85,00.
Temperatura
de Serviço: 16ºC, após 30 minutos no decanter.
EmpanadasPara
acompanhar o vinho e seguindo o tema Chile, preparamos empanadas de carne.
Ficaram ótimas!
Veja aqui um de nossos posts sobre o Chile.