Aconteceu… Encontro Mistral 2012

Encontro Mistral 2012
A 6ª edição do Encontro
Mistral teve início em São Paulo nos
dias 16, 17 e 18 de julho e no Rio de Janeiro no dia 19 de julho no Hotel
Sofitel em Copacabana. Neste ano a Mistral trouxe mais de 90 produtores de
vinhos de 15 países do velho e novo mundo. Tivemos a oportunidade de conversar
e trocar idéias diretamente com as estrelas do mundo do vinho, tais como o californiano
Paul Hobbs, o português Luis Pato, o francês Hubert de Billy (da Pol Roger),
dentre outros.

Mistral 2012
Salão do evento

Era 16h50 quando cheguei ao andar do evento e a fila para a entrega das
credenciais já havia sido organizada. Não houve tumulto. A entrega da
credencial e do Guia de Produtores foi rápida e eficiente.

O Guia dos Produtores mostrou-se
bastante prático pois continha informações precisas sobre os vinhos, que
estavam disponíveis para a degustação, bem como as suas safras, preços, informações
sobre os produtores e local para anotações.
Outro detalhe que achei
bastante interessante e útil foi a possibilidade de trocar a taça por uma limpa
e seca durante a degustação evitando assim a mistura de sabores e aromas dos
vários vinhos provados.
A mesa de frios e
comidinhas também estava farta e atraente.
Mistral 2012
Mesa de frios
Previamente fiz uma
lista de todos os produtores que queria visitar bem como os vinhos a serem
degustados. Essa selação resultou em 38 (produtores). Logo no início percebi
que a meta seria difícil de ser atingida mas não desanimei, fui em frente, porém
consegui visitar apenas 19! Chegou um ponto do evento que estava impossível se
aproximar dos produtores devido a quantidade de gente.
Vou destacar quatro
produtores/representantes/diretores que superaram as expectativas no que diz
respeito à disposição, interesse, simpatia e qualidade das explicações quando pedi
detalhes a respeito da produção dos seus vinhos:
Luis Pato (Portugal)
Nicola Massa (Castello
Del Terriccio) – Itália
Alexander Hecht (Alois
Lageder) – Itália
Marc Hoffmann (J.M.
Cazes) – França
Com a minha taça Riedel
e o Guia em mãos comecei a maratona…
Bollinger
(França)
Grande Année Rosé 2002– (US$393,00)
Spécial Cuvée Brut – (US$175,50)
Pol Roger
(França)
Pol Roger Réserve Brut – (US$144,00)
Pol Roger Brut Vintage 2000 – (US$199,90)
Pol Roger Sir Winston ChurchillBrut 1998 – (US$399,50)

Mistral 2012
Pol Roger – clique para ampliar
M. Chapoutier (França)
Ermitage Pavillon 2007 – (US$525,50)
Ermitage Le Méal 2009 – (US$357,00)
Hermitage Mure de Larnage 2005 – (US$159,00)
Mistral 2012
Marc Hoffmann – clique para ampliar

JM Cazes (França)

Estibals Minervois 2007 – (US$49,50)
La Livinière Minervois
2007 – (US$86,90)
Cos d’Estournel Blanc – 2007 – (US$782,50)
Joseph Drouhin
(França)
Chambolle Musigny Premier Cru 2007 – (US$239,90)
Charmes-Chambertin Grand Cru 2008 – (US$321,50)
Cognac Delamain (França)
Très Venerable Cognac –
(R$994,00)
Mistral 2012
Alexander Hecht – clique para ampliar

Alois Lageder (Itália)
Cabernet Sauvignon Riserva
Alto Adige 2006 (US$49,90)
Pinot Grigio Alto Adige
2007 – (US$55,90)
Chianti Classico 2008 –
(US$55,50)
Chianti Classico
Riserva 2007 – (US$97,50)
Brunello di Montalcino
DOCG Riserva 2006 – (US$1.859,00)
Morellino di Scansano Castello di Montepò Riserva 2000 – (US$145,50)
Schidione IGT 2000 – (US$349,50)
Sassoalloro Oro 2005 –
(US$125,50)
Mistral 2012
Nicola Massa – clique para ampliar
Mistral 2012
Castello di Ama – clique para ampliar
Castello di Ama (Itália)

Vigna L’Apparita Merlot 2000 – (US$389,50)
Castello di Ama Chianti Classico – 2007 (US$99,90)

Castello Del Terriccio (Itália)

Lupicaia 2004 – (US$369,50)
Isole e Olena (Itália)
Cepparello IGT 2008 – (US$238,90)
Collezione de Marchi Cabernet 2004 (US$229,50)

Mistral 2012
Vetti – clique para ampliar
Vietti
(Itália)
Barbaresco Masseria 2006 – (US$206,90)
Barbera d’Alba Scarrone 2008 – (US$117,50)
Barolo Castiglione 2008
– (US$149,50)
Nonino (Itália)
Grappa Cru Monovitigno –
(R$256,71)
Dr.Bürklin-Wolf (Alemanha)
Forster Jesuitengarten Grand Cru Fass “63” Riesling 2003
– (US$149,50)
Paul Hobbs
(EUA)
Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Beckstoffer to Kalon Vineyard 2005 – (US$499,50)
Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Beckstoffer Dr. Crane Vineyard 2006 – (US$399,90)
Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2009 – (US$125,50)

Mistral 2012
Luis Pato – clique para ampliar
Luis Pato (Portugal)
Pato Rebel 2010 – (US$55,00)
Pé Francop 2005 – (US$395,00)
Fincas de Ganuza
Reserva 2004 – (US$128,90)
Remírez de Ganuza
Reserva 2004 – (US$221,50)
Trasnocho 2006 – (US$298,50)
Sugestões para a próxima temporada:
1.   
O
mercado de vinhos do Rio de Janeiro merece pelo menos mais um dia de evento, ou
pelo menos que se inicie mais cedo;
2.   
As
condições especiais de venda poderiam ter um prazo maior, a exemplo do DecanterWine Show onde é dado um mês para reverter o valor do ingresso em compras.

Ioga para amantes do vinho

Estresse, ansiedade e dores pelo corpo. Isso tudo faz parte do dia a dia de quem vive nos grandes centros urbanos.

O Ioga (ou Yoga) é altamente recomendado para aqueles que sofrem destes males e, há ainda grandes chances de os sintomas irem embora com a prática frequente. O Ioga – associado às práticas meditativas tanto do budismo quanto do hinduísmo – consiste em uma série de movimentos aliados a práticas de respiração que promovem a paz interior pela diminuição dos pensamentos, de modo a trazer benefícios a saúde.

Pensando nisso, estudiosos do assunto resolveram criar e desenvolver técnicas desta prática milenar para um grupo específico da população “Os Amantes do Vinho”.

Acompanhem no vídeo abaixo a técnica, a sutileza, a graça e coordenação dos movimentos executados por um profissional.

Confesso a vocês que fiquei muito empolgado com a idéia e estou pensando seriamente em praticar tais movimentos.

Qual é a opinião de vocês?

Vinhos do Sul da França – Languedoc-Roussillon

Mapa Sul da França (Languedoc-Roussillon)
Céu
azul, sol ofuscante, ciprestes, pinheiros e oliveiras que se curvam à força do
vento Mistral, terreno rochoso e pequenas vilas, a imagem idílica e tradicional
do Sul da França continua a ser verdadeira. Estendendo-se ao longo de toda a
costa Mediterrânea, das fronteiras com a Itália e com a Espanha, a área é
também uma enorme região vinícola. Sozinho, o Languedoc-Roussillon representa
um terço da área de vinhedos do país.

O
vinho tinto é responsável por quase 90% da produção de vinhos na região. Quase
todo o vinho tinto é produzido com cinco variedades clássicas, e as regras AOC
de modo geral exigem que o corte inclua todas elas (Carignan, Sinsault, Grenache,
Syrah e Mourvèdre).
A
classificação de vin de pays
flexibilizou as rigorosas normas das denominações, permitindo que variedades de
outras regiões, como Merlot e Cabernet Sauvignon, sejam plantadas. O resultado
são vinhos varietais de bom preço, muitos deles rotulados como Vin de Pays
d’Oc.
Embora
a história da produção de vinhos remonte há 2000 anos, quando gregos, fenícios
e mais tarde os romanos estabeleceram suas colônias no Languedoc para produzir
vinhos e azeite, a vinicultura da região só se modernizou a partir das décadas
de 1960 e 1970, quando os produtores do Languedoc passaram a reconhecer a
necessidade de substituir o produto barato, de baixa qualidade e produzido em
massa que deu fama duvidosa à região dos vinhos de qualidade. Foram plantadas
grande quantidades de vinhas novas da cepa então desconhecida Carignan, e, com
investimento crescente e modernas técnicas de vinificação as denominações do
Languedoc-Roussillon, especialmente Coteaux du Languedoc, hoje produzem alguns
dos vinhos jovens considerados os mais interessantes da França. O sucesso fez
com que hoje produtores da Califórnia, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul venham comprando
vinhedos no Languedoc devido ao terroir favorável ao plantio das vinhas.
Languedoc-Roussillon - Minervois
Minervois
A região Languedoc-Roussillon
produz uma vasta gama de vinhos,
incluindo brancos, tintos, rosés, espumantes
e vinhos fortificados naturalmente doces. Com o seu carácter distinto, marcado pelo terroir e o
clima excepcionalmente ensolarado,
os vinhos do Languedoc-Roussillon
notadamente refletem o terroir no qual são produzidos. Representando cerca de 30 denominações, os vinhos do Sul da França têm em comum
os fatos de terem preços acessíveis e serem fiéis às suas características, sendo, portanto, inimitáveis.
As castas Grenache, Syrah, Merlot, Cinsaut, Mourvedre, Sauvignon, Chardonnay
e Viognier são
usadas ​​para produção de vinho junto
com castas tradicionais, como a
Chenin Blanc e Mauzac.
O Languedoc tornou-se
um respeitado produtor de vinhos
de qualidade. Como nos tempos históricos,
a produção de vinhos doces, como o Muscat
de Lunel e Rivesaltes continua ao
longo das planícies costeiras
A região Languedoc-Roussillon
produz principalmente vinhos tintos,
uma boa parte é “Vin de Table” (mais simples e sem indicação de origem) mas a maioria é “Vin
de Pays”.
Classificação dos vinhos:
Encorpado, vinho tinto (Corbières,
Saint Chinian)
Médio corpo,
vinho tinto (Costières)
Rosé leve e seco (Languedoc,
Roussillon)
Vinho branco seco (Costières, Languedoc, Minervois)
Vinho tinto doce (Banyuls, Carthagène, Maury)
Vinho branco doce (Muscat)
Vinho branco espumante (Limoux)
Clima no Languedoc
O
clima no Languedoc é mediterrâneo. Os verões são quentes e secos, os invernos
são chuvosos e as temperaturas na primavera e no outono são moderadas.
Cercado
por montanhas e pelo mar Mediterrâneo, o Languedoc é uma das regiões da França onde
os ventos são mais frequentes. Como dizem os moradores da região, “É a terra do
vento”. No Languedoc, a área onde mais venta é ao longo da costa entre Narbonne
e a fronteira espanhola.
Os
ventos se formam devido as combinações dos fatores topológicos e meteorológicos
da região.
O
vento Mistral, por exemplo, é o mais famoso. É um vento seco e frio. É causado
pelo ar frio do norte que segue pelo vale do Rhône entre os Alpes e o Maciço
Central. Em seguida ele atravessa o litoral do Mediterrâneo.
Os
ventos Tramontano sopram do noroeste do Languedoc e do Roussilon. É a versão
local mais suave do Mistral. É seco, frio e muitas vezes pode ser forte
trazendo o ar frio das regiões polares.
O
Cers sopra do oeste ou sudeste do Languedoc. Muitas vezes anuncia o clima
ensolarado e quente. Em geral é frio no inverno e quente no verão, mas sempre
seco.
O
Marin é um vento quente que vem do mar Mediterrâneo. Sopra das margens sudeste
trazendo umidade. Durante o inverno pode provocar chuvas fortes nas áreas
costeiras.
O
vento Sirocco vem do Sul. Ele traz ar quente e seco da África.
O
vento Autan sopra do sudeste da França. É um vento quente e forte e muitas
vezes é o anúncio de fortes chuvas. O Autan cobre uma área de
Perpignan, no sul, Auch, a oeste,
e Cahors ao
norte.
O Autan pode ocorrer em duas
variedades: L’Autan Blanc e L’Autan
Noir. L’Autan Blanc é um vento que indica que o clima será bom.
É fresco no inverno e quente no verão. Já o L’Autan Noir é quente e traz pancadas
de chuvas fortes. É menos frequente que o L’Autan Blanc.
Languedoc-Roussillon - Minervois
Minervois
Principais
castas
Tintas
Carignan:
variedade de uva tinta mais popular cultivada. Ela é utilizada em blends que
podem representar 60% da composição de um vinho. É de amadurecimento tardio e
bastante resistente às geadas e ao calor intenso. Transmite aos vinhos muita
cor e grande quantidade de taninos. Confere ao vinho aromas de frutas vermelhas
e escuras bem como aromas apimentados.
Cinsault:
casta semelhante a Grenache. Bastante resistente a secas. Os vinhos
que produz tendem a ser leves, macios e, quando muito jovens, mais aromáticos
do que a maior parte dos tintos. É bem adaptada à produção de vinhos rosés. A
Cinsault é utilizada quase que exclusivamente para adicionar maleabilidade, perfume
e frutas aos vinhos. Confere aromas de frutas vermelhas ácidas (morango e
groselha).
Grenache:
no Languedoc, a Grenache tem um papel secundário, mas no Roussillon é
extremamente importante enquanto ingrediente vital em vinhos tão caracteristicamente
fortes e doces como o Banylus, o Riversaltes e o Maury. Mais uma prova de que a
Grenache é capaz de produzir grandes vinhos, mesmo que sejam vinhos de um tipo
muito especial. Confere aromas de frutas vermelhas (cereja e ameixa), compota,
cacau e café.
Syrah:
casta que acrescenta estrutura aos vinhos Coteaux du Languedoc e aos vins de pays. Ela confere ao vinho
taninos elegantes que os tornam aptos ao envelhecimento. É a quinta videira
mais cultivada no Languedoc-Roussillon. Confere aromas florais (violetas,
peônias), alcaçuz, especiarias, frutas vermelhas e com o tempo (evolução),
notas animais.
Mourvèdre:
no sul da França a Mourvédre produz vinhos bastante estruturados, com fruta
intensa e aromas de amoras e mirtilos. O seu êxito maior está em desempenhar um
papel secundário, dado que é mais carnuda que a Syrah, mais rija que a Grenache
e a Cinsault e mais interessante que a Carignan.
Picpoul Noir: produz um vinho alcoólico, rico em aromas e que deve ser bebido enquanto
jovem.

Brancas:
Chenin
Blanc
: é a casta que produz
os melhores vinhos brancos de Anjou e é também empregada no Languedoc-Roussillon para a produção de vinhos secos e doces,
como Blanquette de Limoux. É sujeita à a podridão nobre e por essa razão é
colhida o mais tarde possível, por vezes em Novembro.
Grenache
Blanc: muito cultivada no Roussilon, onde produz vinhos brancos de mesa concentrados,
untuosos e suaves. É também um importante ingrediente nos Rivesaltes mais
claros. Confere aromas de flores brancas e mel.
Macabeo:
marca presença nos vinhos brancos de dominação em muitos dos vinhos doces do
Roussillon. Transmite delicadeza e leveza aos vinhos. No nariz os aromas são de
frutas brancas e amarelas (maçãs, pêssego e pêra) e também de flores brancas
(laranjeira) e mel.
Clairette:
casta usada nos vinhos brancos e rosés. Também usada em alguns muscats e para
os espumantes Blanquette de Limoux. Os vinhos elaborados com esta casta
costumam ser potentes e untuosos. Os aromas são de damasco, pêssego, mel e flor
de laranjeira.

Mauzac Blanc:
Ela é usada principalmente para
fazer vinhos secos, doces e
espumantes. Produz vinhos aromáticos e com sabores de maçã fresca. A Mauzac é
componente principal dos vinhos espumantes chamados Blanquette de Limoux.

Vermentino: casta autorizada em
muitas denominações, incluindo os brancos da Côtes du Russillon. Produz vinhos
vivos, com corpo, acidez e perfume.

Viognier: confere aromas de flor de
laranjeira, damasco e pêssego aos vinhos.
Chardonnay: casta usada no
Blanquette de Limoux. Os vinhos elaborados a partir desta casta costumam ser
untuosos, potentes e complexos. Transmitem aromas de frutas secas, aromas tostados
e amanteigados. Também encontramos as flores brancas como o lírio.

Muscat de Alexandria: casta bastante
presente no Muscat de Rivesaltes, mas também é usada nos vinhos doces e
encorpados como o Banylus e Maury. Aromas adocicados de damasco, pêssego e mel,
apresenta também especiarias doces como cardamomo e noz moscada.
 
A Reforma OCM (Organização Comum do Mercado Vitivinícola)
O novo regulamento comum
europeu publicado em junho de 2008 foi adotado pela França e define a nova OCM.
Dentre as novas medidas a reforma vai proteger as políticas de qualidade tradicionais
e também estabelecer e garantir a proteção ao meio ambiente. A classificação
dos vinhos será mais simples como se pode ver na tabela abaixo. Passam a existir
apenas duas grandes categorias: os vinhos com Denominação de Geográfica (AOP e
IGP) e os sem Denominação Geográfica (sem IG).
Na França os vinhos com
Indicação Geográfica serão distribuídos em dois grupos: os com Appelations
d’Origines Protegées – Denominação de Origem Controlada (AOP) e os de
Indications Geographiques Protegées- Indicação Geográfica Progetida (IGP) e os
sem Indicação Geográfica.
Exemplos de AOP:
Corbières, Fitou, Minervois, Limoux, Maurye Saint Chinian. Um vinho de IGP é o
Vin de Pays d’Oc. O vinho de mesa, vin de table é sem IG.
A Reforma OCM (Organização Comum do Mercado Vitivinícola)
Fontes consultadas para esse post:
Pays d’Oc Indication Géographique Protégée
(24/02/2010)
Robinson, Jancis – Guide to Wine Grapes 
PubliFolha – Top 10 Vinhos da França