Aconteceu…Batalha do Vinho na cidade de Haro, Espanha

A Batalha do Vinho é uma
festa tradicional que ocorre todo ano no dia de São Pedro (29 de junho) em Haro,
cidade espanhola localizada a 100 km ao sul de Bilbao, região de La Rioja.
A inspiração para a
original Batalha é a vitória na guerra contra a cidade vizinha de Mirande de
Ebro e a conquista dos Montes Obarenes. A história remonta ao século X, e a
Batalha do Vinjuho acontece desde 1906.

Segundo os
organizadores do evento a festa da última sexta de feira reuniu entre 6 a 8 mil
pessoas, que lutaram com cerca de 6000 litros de vinho (embora achemos um
desperdício, pelo menos com certeza alavanca as vendas dos produtores locais!).
As armas são pistolas de plástico, mas também há baldes, canecas…
A batalha tem início após
a passagem do prefeito da cidade montado a cavalo e uma rápida missa celebrada
na capela de San Felices.
Batalha do Vinho na cidade de Haro
As redes sociais como
Facebook e Twitter vêm tornando a festa cada vez mais conhecida, e grande parte
dos frequentadores são turistas holandeses, japoneses e australianos.
O futuro da festa está
garantido, no dia anterior ao festejo principal ocorre a animada batalha
infantil, assegurando a formação dos futuros “guerreiros”…
Batalha do Vinho na cidade de Haro
Fronte para este post:

Agenda … Vem ai a VI Edição do Encontro Mistral

Encontro Mistral 2012
Está chegando a data de
mais um grande evento para os apreciadores de vinho. Trata-se do Encontro Mistral 2012. Serão mais de 80 produtores que escreveram e continuam a escrever a
história do vinho de alta qualidade em seus países e regiões.
No Rio de Janeiro o
evento será realizado no hotel Sofitel em Copacabana no dia 19 de Julho. É uma
ótima oportunidade para degustar os vinhos dos grandes produtores do Velho e
Novo Mundo.

Estarão presentes
produtores como: Casa Lapostolle,
Bollinger, Catena Zapata, Château Musar, D’Amico, Chapoutier, Gaía, Costanti,
Joseph Drouhin, Niepoort, Luis Pato, Altos Las Hormigas
, dentre vários
outros.
Os ingressos estão
sendo vendidos a R$290,00 e poderão ser reservados pelo telefone (11)3372-3400
O evento também será
realizado em São Paulo nos dias 16, 17 e 18 de Julho no hotel Grand Hyatt.

Aconteceu… Decanter Wine Show 2012

Decanter Wine Show 2012
O Decanter Wine Show 2012, que acontece desde 2006, teve início no Rio de Janeiro no dia 25/06/12,
no hotel Othon Palace Copacabana e daqui segue para São Paulo, Porto Alegre e
Belo Horizonte. Pela infraestrutura e qualidade dos vinhos, pode ser
considerado um dos eventos especializados mais aguardados pelos enófilos e
profissionais da área.
Para este ano a
Decanter escolheu 75 produtores de 10 países do Velho Mundo e mais de 400
vinhos para degustação.

A organização foi
bastante eficiente, não houve espera para os associados ABS na entrega das
credenciais, da taça de degustação (em cristal Strauss) e do bloco de
anotações.
Como a maratona seria
longa e não haveria a mínima possibilidade de conhecer e degustar todos os
vinhos sem correr o risco de um coma etílico, a partir de preciosas dicas
selecionei previamente uma amostra dos produtores mais conceituados. Iniciei a
maratona por Champagne, passando aos vinhos brancos, tintos e para finalizar os
de sobremesa. Também provei os vinhos em uma sequência lógica (do mais simples
ao top) para perceber melhor a evolução da estrutura e da complexidade dos
aromas.
Para obter sucesso,
além de um vinho de alta qualidade, o entusiasmo e a dedicação do produtor podem
ser o diferencial. Se destacaram nesse sentido os portugueses Anselmo Mendes (um
dos maiores produtores da região demarcada dos Vinhos Verdes, bastante
simpático e disposto a explicar detalhadamente o processo de fabricação de cada
um dos seus vinhos) e Domingos Alves de Sousa (que produz excelentes tintos no
Douro).
Vamos à degustação, onde
destaco os vinhos que mais gostei…
Champagne

Destaques para:
– Cuvée Précieuse Brut
Grand Cru: 100% Chardonnay – (R$331,00).
– Cuvée 3A Extra Brut Grand Cru: 50% Chardonnay e 50% Pinot Noir – (R$362,25).
Vinhos brancos
Elena Walch (Alto Adire
– Itália)
Destaques para:
– Müller-Thurgau Alto
Adire 2010 – (R$90,85).
– Gewürztraminer
Kastelaz Alto Adire 2010 – (R$210,30).
Anselmo Mendes (Minho –
Portugal)
 Destaques para:
– Alvarinho Muros
Antigos Vinho Verde 2010 – (R$99,15).
– Alvarinho Muros de
Melgaço Vinho Verde 2010 – (R$142,95).
– Parcela Única Vinho
Verde 2009 – (R$241,85).
Vila Russiz (Itália –
Friuli Venezia Giulia)
Destaque para:
– Pinot Grígio Collio
2009 – (R$109,25).
Pieropan (Itália – Veneto)
Destaques para:
– Calvarino Soave
Classico 2008 – (R$152,50).
– La Rocca Soave
Classico 2008 – (R$211,15).
Franz Künstler (Alemanha – Rheingau)
Destaques para:
– Riesling “Finesse” QbA 2009 – (R$100,10).
– Riesling “Erstes Gewächs” Hölle Trocken 2009 – (R$224,15).
Vinhos tintos
Domingos Alves de Sousa
(Portugal – Douro)
Destaques para:
– Caldas Reserva Douro
2005 – (R$112,85)
– Quinta da Gaivosa
Douro 2005 – (R$218,50)
– Quinta da Gaivosa
Vinha de Lordelo Douro 2007 – (R$368,65)
– Abandonado 2007 –
vinho elaborado a partir de vinhas de mais 80 anos (R$483,00).
– Porto Quinta da
Gaivosa Vintage 2008 – (R$165,45).
Attila Gere (Hungria –
Villány)
Destaques para:
– Portugieser Villány
2009 – (R$66,55).
– Syrah Villány 2007 –
(R$189,75)
Boscarelli (Itália – Toscana –
Montepulciano)
Destaques para:
– De Ferrari Toscana
IGT 2008 – (R$90,60).
– Vino Nobile di
Montepulciano 2008 – (R$149,30).
– Vino Nobile di
Montepulciano Riserva 2006 – (212,55).
Arzuaga Navarro
(Espanha – Ribera del Duero)
Destaques para:
– Pago Florentino 2008 –
(R$120,75)
– Reserva Especial
Ribera del Duero 2004 – (R$494,50)
Caprili (Itália – Toscana – Montalcino)
Destaque para:
– Brunello di
Montalcino 2006 – (R$253,40)
Pio Cesare (Itália – Piemonte)
Destaques para:
– Oltre Langhe 2008 – (R$155,25)
– Barbera d’Alba Fides
2009 – (R$219,90)
– Barbaresco 2006 – (R$375,85)
– Barolo Ornato 2007 –
(R$520,10)
Luis Cañas (Espanha – Rioja)
Destaque para:
– Hiru 3 Racimos Rioja
2006 – (R$588,80)
Gulfi (Itália – Sicilia)
Destaques para:
– Nerojbleo Sicilia IGT
2008 – (R$112,70)
– Nerobufaleffj Sicilia
IGT 2007 – (R$227,70)
– Reseca Sicilia IGT
2006 – (R$207,00)
Vinhos de sobremesa
Cossart Gordon (Portugal – Madeira)
Destaques para:
– Verdelho 5 Years Old Medium Dry – (R$113,85)
– Bual 15 Years Old Medium Rich – (R264,50)
Warre’s
(Portugal – Douro – Porto)
Destaques para:
– Porto Heritage Ruby –
(R$79,20)
– Porto Otima 10 Year
Old Tawny (R$140,00)
– Porto Vintage Quinta
da Cavadinha 1996 (R$212,95)
Delord (França – Armagnac)
Destaque para:
– Bas Armagnac XO – (R$200,65)
Aos participantes do
evento será oferecido desconto de R$250,00 para compras acima de R$1.000,00 com
a apresentação da credencial do evento. O desconto é válido até 31 de Julho de
2012. No Rio de Janeiro a loja Espíritodo Vinho representa a Decanter.

A força do café gourmet brasileiro

O
café brasileiro enfrenta forte concorrência internacional, mas o investimento
em tecnologia vem dando força a uma linha de cafés especiais que vêm
estimulando o mercado nacional. Exemplos disso são as redes de cafeterias
Armazém do Café com excelentes blends e varietais, a qualidade do café Braúna, entre
outros.
Mas
nada como ter o nosso café como parte do sucesso que a marca Nespresso alcançou.
Quando compramos nossa máquina, no final de 2008, a loja de Ipanema tinha pouco
movimento, e agora aos sábados as filas são grandes e a rede já conta com uma
loja no Barra Shopping e várias em São Paulo, além de Brasília e Campinas (veja aqui a relação completa).

A
marca lança duas vezes ao ano edições especiais limitadas, que são tão
aguardadas como o lançamento de filmes blockbusters. Mas pela primeira vez a
Nespresso teve que relançar uma edição limitada, o Kazaar, tamanha a comoção
dos consumidores. E o mais interessante é que o blend tão cobiçado é feito a
partir de grãos considerados “menos nobres” de Coffea Canephora, ou conilon.
Infelizmente
o Kazaar não está mais disponível, mas ainda é possível adquirir no e-Bay, e há
aqueles que fizeram um grande estoque para consumo pessoal (nós ainda temos
alguns sleeves!). Há também um perfil do facebook dedicado ao Kazaar, quem sabe
a Nespresso não o coloca como item regular de seu portfólio?
Nespresso Kazaar
Abaixo
reproduzimos uma interessante matéria intitulada “Outros Grãos” publicada na
revista Gula, edição 229, por Luciana Mastrorosa.
  “No
começo do ano, a Suíça Nespresso chamou a atenção ao relancar o Kazaar, um de
seus cafés “limited edition”. Foi a primeira vez que isso aconteceu
na história da marca e o motivo foi um só: o Kazaar voltou a pedido do público.
Explico: em 2010, quando foi apresentada pela primeira vez, a bebida mostrou-se
um fenômeno mundial: esgotou ern quatro semanas, em vez das 11 habituais para
outras de edição limitada. De lá para cá, os consumidores, cativados pela potência
do café (que quebrou os paradigmas da própria Nespresso,
atingindo nível 12 de intensidade em vez dos 10 convencionais), entraram em
contato com a companhia pedindo o
retorno desse blend especial. Até ai, nada de mais, já que é relativamente
normal que o público se encante por um
ou outro produto de vez em quando.
Conilon Capixaba Kazaar
Conilon Capixaba
O que é realmente curioso nessa história é que o Kazaar só
tem essa incrível intensidade, corpo e amargor — sem aspereza, diga-se — graças
a sua fórmula peculiar: a maior parte do blend é composta por cafés da espécie Coffea
canephora,
popularmente conhecidos como robusta e conilon, variedades em
geral consideradas de qualidade inferior em relação aos arábicas (Coffea
arabica).
E, aqui, mais uma curiosidade: o conilon especial usado no Kazaar
é brasileiro, do Espirito Santo, estado em que, não por acaso, empresas como a
Conilon Brasil (www.conilonbrasil.com.br) vem desenvolvendo projetos que buscam
mudar a imagem dessa variedade. Esse tipo de trabalho é fundamental já que,
infelizmente, a maioria dos robustas e conilons brasileiros ainda é tratada sem
muito preparo e torrada à exaustão, resultando em bebidas de qualidade duvidosa
(ou, por que não dizer, ruins).
No
caso do Kazaar, somam-se ainda um robusta guatemalteco e uma ínfima parte de arábica,
também brasileiro, do Cerrado, para suavizar ligeiramente a potência dos
demais. Usando a técnica conhecida como “split roasting”, a marca
consegue torrar os grãos separadamente, de modo a extrair apenas as melhores
características de cada um.
Café Conilon
Café Conilon
O
sucesso da bebida prova que nem só os arábicas resultam em cafés especiais
agradáveis na xícara. E claro que, comparativamente, os grãos dessa variedade
tem delicadeza e elegância próprias — desde que respeitados os cuidados corn o
grão, do plantio à torra e com a extração. E, em geral, os arábicas são mais
leves, aromáticos (cítricos, achocolatados, florais) e naturalmente doces. Já
os canephoras tendem a ser mais amargos, com menos aromas e grande
adstringência e corpo, o que os torna cafés apropriados para blends que queiram
destacar força, potência e cafeína. Quem prefere delicadeza, acidez agradável e variedade de aromas, vai
continuar escolhendo os arábicas. Mas
o exemplo do Kazaar …. abre um mar de possibilidades para os amantes
de bebidas intensas e de personalidade forte.”

La Bordeauxthèque – o templo das jóias de Bordeaux em Paris

arquivo idasevinhas
La Bordeauxthèque – clique para ampliar
 Muitos
apreciadores do vinho se dedicam a viajar pelas regiões vinícolas em agradáveis
visitas guiadas pelos vinhedos e pelas cantinas mais tradicionais. O enoturismo
vem crescendo a taxas impressionantes e existem diversas empresas
especializadas no ramo.
Mas
nem sempre dispomos de orçamento ou tempo para passar algumas semanas por ano
visitando França, Itália, Espanha, Chile, Argentina, Portugal, ….. são tantos
lugares! E com a alta do Dólar e o Euro nada convidativo fica ainda mais
difícil.

Felizmente,
existem diversas lojas que reúnem em um só lugar uma vasta gama de vinhos, e
passear por seus corredores e adegas reservadas nos leva da Borgonha para o
Vale do Loire, e então para Rioja ou para o Douro…como se nos
teletransportássemos durante o transe de analisar rótulos e identificar
produtores e regiões, avaliando que safras já estariam pronta para degustar,
quais seriam de guarda…ou simplesmente qual vinho levar para acompanhar a lasanha
do almoço.
E
foi assim que em uma viagem sem tempo para passeios me deparei com a loja
mais impressionante até agora: La Bordeauxthèque das Galeries Lafayette Paris
Haussmann. Mas antes de chegar até ela, o caminho não é menos emocionante, já
que as Galeries Lafayette são um complexo de 3 prédios com vários andares cada
um (o mais alto, a cúpula, tem 7 andares e um subsolo).

Lafayette Haussmann
Galeries Lafayette Paris Hausssmann – clique para ampliar
No
1º piso do prédio dedicado a artigos masculinos fica a
Ala Gourmet. Na saída da escada rolante à direita fica uma enorme delicatessen. Um paraíso de
especialidades francesas, frutas, chocolates, tudo que se possa imaginar. Mas
como estamos interessados nos vinhos, vire à esquerda assim que sair da escada
rolante.
planta - Galeries Lafayette
Planta da Galeries Lafayette Paris Hausssmann – clique para ampliar
Caminhando
em direção ao fundo, somos recepcionados pelos mais finos champagnes, e depois
vem um desfile das regiões francesas: Rhône, Loire, Provença…No final do
salão, à esquerda, ficam os grandes Borgonha, protegidos em adegas trancadas
(La Tâche, Romanée-Conti…). Nesse ponto é possível ver à direita a entrada
para a Bordeauxthèque.
La Bordeauxthèque – clique para ampliar
São
250 metros quadrados dedicados exclusivamente aos vinhos de Bordeaux. A
disposição, a luz, tudo causa uma forte impressão e uma certa ansiedade, afinal
estamos a poucos passos de ver pela primeira vez, ao alcançe da mão, garrafas
de Chateau Margaux, Lafite-Rothschild, Mouton- Rothschild, La Tour, Petrus,
Yquem….
Depois
de passar por um curto corredor, ao dirigir o olhar para a direita você verá
todos os míticos vinhos de Bordeaux dispostos em volta de um belíssimo círculo
dourado, formado unicamente por garrafas de Chateau D’Yquem. As diversas
safras (a mais antiga que eu identifiquei foi 1945, mas me disseram que há bem
mais antigas) formam um degradê impressionante que vai do amarelo ouro claro
das safras mais recentes até um caramelo escuro.
arquivo idasevinhas
Chateau d’Yquem – clique para ampliar
 São
mais de 1500 produtores, e preços para todos os bolsos: desde 4,90 €, passando
por 450€ uma meia garrafa d’Yquem, 4000 € um Margaux, 8500 € um
Petrus, sem falar de garrafas magnum que chegavam a 31000 €…
Para
quem tiver tempo e disposição para gastar tantos Euros, ou apenas apreciar essas jóias, vale a pena conhecer!

Aconteceu… Apresentação da vinícola italiana Ceretto

Na
noite de 12 de Junho de 2012, a vinícola Ceretto apresentou uma seleção de seus
vinhos na sede da ABS Flamengo. Não conhecia a vinícola, e fiquei surpreendido
com a notável qualidade dos vinhos degustados.
Estavam
presentes o gerente de exportação da vinícola, Gian Luca, e Marcos Pestana,
gerente nacional de vendas da importadora Devinum – que representa a Ceretto no
Brasil.
A família Ceretto é uma das
maiores proprietárias de vinhedos
no Piemonte. Possui mais de 160 hectares de vinhedos,
localizados principalmente na região do Langhe e Roero, inclusive nas
prestigiadas áreas DOCG Barolo e Barbaresco.

O
nome Ceretto é conhecido na Itália por produzir vinhos elegantes que expressam com
pureza o terroir. A família possui quatro
propriedades no Langhe, cada uma
dedicada à produção de vinhos específicos:
– Bricco Rocche
na aldeia de Castiglione Falletto, onde os vinhos de um único vinhedo Barolo
são produzidos.
Ceretto - Bricco Rocche
Bricco Rocche – clique para ampliar
– Bricco Asili na vila de
Barbaresco, que abriga os vinhos de um único vinhedo Barbaresco.
Ceretto - Brico Asili
Bricco Asili – clique para ampliar
– Monsordo Bernardina em Alba,
dedicada à produção de vinhos das áreas de Langhe e
Roero.
Ceretto - Monsordo Bernardina
Monsordo Bernardina – clique para ampliar
– Vignaioli Santo Stefano, na
aldeia de Santo Stefano Belbo inteiramente dedicada à produção de vinhos Moscato.
Ceretto - Santo Stefano
Santo Stefano – clique para ampliar
 As
suas instalações são bastante modernas e inovadoras. O design é bastante
criativo e original. Basta observar ‘O Acino (A Uva)’: uma grande bolha oval posicionada
em uma plataforma suspensa de carvalho, entre as vinhas, uma representação imaginativa de uma baga de uva (localizada em Monsordo Bernardina). Outro exemplo hi-tec é “O Cubo” localizado no alto
da colina Bricco
Rocche em Castiglione
Falletto. A sua idéia de criação foi em torno do vinho Barolo,
uma obra prima da natureza: as bordas do cubo foram projetadas para representar
a juventude e nitidez do jovem Barolo, juntamente com a sua estrutura robusta e
grande resistência.
Ceretto - O cubo
O cubo – clique para ampliar
 
A arte dos belos rótulos da vinícola
foram criadas pelo renomado designer Silvio Coppola, dão um ar de modernidade
às garrafas.
A Ceretto é uma vinícola que se
preocupa com a ecologia e o meio ambiente (hoje a energia necessária para
alimentar o seu máquinário é proveniente de painéis solares) e possui várias
certificações como a “ISO 9001 Sistemas de Gestão para a Qualidade”, “ISO 22000
Sistema de Gestão de Segurança Alimentar” e “ISO 22005 Rastreabilidade na
Cadeia Alimentar”.
Ceretto - Acino
A Uva – clique para ampliar
  
Os
vinhos degustados durante a apresentação na ABS foram os seguintes:

Rossana Dolcetto d’Alba DOC 2010: Elaborado com 100% de uvas Dolcetto,
fermentado e envelhecido (6 meses) em tanques de aço. Vinho muito fresco e um
pouco frisante, de cor vermelho-rubi com notas frutadas com um toque de
amêndoas. Baixa acidez (característica dos vinhos 100% Dolcetto) e 13% de
álcool. Vinho excelente para o dia a dia (R$135,00).

Piana Barbera d’Alba DOC 2010 – 14%: Elaborado com 100% de uvas Barbera,
fermentado e envelhecido (6 meses) em tanques de aço. No nariz, aromas de framboesas,
cerejas e terra molhada. Vinho excelente, vivo, com taninos macios e boa
persistência. Com potencial de guarda de 10 a 12 anos. Harmoniza com salames,
queijos de massa dura e frutos do mar (R$145,00).

Bernardina Nebbiolo d’Alba DOC 2009 – 14%: 100% Nebbiolo, fermentado em tanques
de aço e maturam entre 12 e 15 meses em barricas. Vinhos elaborados de Nebiolo
tem um alto poder de guarda (15 anos). No nariz tabaco, rosas e violetas. Na
boca bom corpo, taninos finos e acidez elevada (R$155,00).

Zonchera Barolo DOCG 2007 – 14%: 100% Nebbiolo, a fermentação ocorre em tanques
de aço durante 15 dias e posteriormente passa por 10 a 15 dias de maceração. Envelhecido
por 1 ano em barricas de carvalho francês (50% novas e 50% 2º uso) mais 1 ano
em garrafa. Vinho de coloração carregada, no nariz muitas especiarias e na boca
taninos bastante presentes e bom equilíbrio entre álcool e acidez e final
longo. Este vinho deve ser decantado para que os seus aromas se abram. É um
vinho robusto com grande potencial de guarda (R$ 310,00).

Moscato d’Asti DOCG 2010: 100% Moscato, a fermentação em tanques de aço é interrompida
quando o volume de álcool chega em 5%, resultando em considerável teor de
açúcar residual. É um agradável vinho de sobremesa de cor amarelo palha, com
aromas intensos de frutas secas e
persistência agradável. Na boca é untuoso, levemente frisante, a acidez e o álcool
estão em equilíbrio. Ideal para acompanhar sobremesas como o panettone, frutas secas,
salada de frutas e panna cotta (R$ 110,00).
Embora
os preços sejam relativamente altos, vale a pena conhecê-los, não apenas pelo
prazer de degustar excelentes vinhos, mas pelo caráter inovador e sustentável
da vinícola.
Ceretto's wines
Rossana Dolcetto / Piana Barbera / Bernardina Nebbiolo / Zonchera Barolo / Moscato – clique para ampliar
 Fontes consultadas para esse post: