Provamos e aprovamos o Concerto Lambrusco Reggiano DOC 2010

Concerto Lambrusco Reggiano DOC
Concerto Lambrusco Reggiano DOC
Quando
li o post “Veja como foi o evento dos tops italianos” do meu amigo Mario Trano
(MondoVinho), dentre os vários vinhos que me chamaram a atenção foi o Lambrusco
Concerto do produtor Medici Ermete.
 Quando
se fala em Lambrusco no Brasil, estamos acostumados a encontrar vinhos adocicados
e de baixa qualidade. Não é o caso deste vinho, que é oriundo da melhor região
produtora de Lambruscos (Emilia Romagna). A casta utilizada é a Lambrusco
Salamino. O Concerto Lambrusco Reggiano é um tinto seco, frisante e de
fermentação natural.
Devemos
lembrar que todo Lambrusco deve ser bebido enquanto jovem para não perder todo
o seu frescor, aromas e sabores. Não é um vinho de guarda.

Como
sou curioso com relação a este vinho, perguntei ao Mario qual era a importadora
que o representava aqui no Brasil. E assim foi, encomendei e levou 20 longos
dias para a sua chegada. Mas o que importa é que a espera valeu a pena.
O
Concerto mostrou-se surpreendentemente elegante e estruturado para o gênero. Cor
entre violeta e rubi, com boa efervescência e delicados aromas frutados embora
não muito persistentes. Na boca é seco, de médio corpo e frutado.
Um
vinho leve e de verão que harmonizou perfeitamente com camarões flambados e
filé de tilápia com cebola e alho caramelizados em redução do próprio Lambrusco.
Camarões flambados
Camarões flambados
 
A
importadora que traz Concerto Lambrusco Reggiano DOC 2010 ao Brasil é a
Decanter e o seu valor é de R$59,39.

Aconteceu… Apresentação de vinhos da Tasca d’Almerita

Na noite de 24 de Maio de 2012, conferimos a apresentação dos vinhos da
vinícola Tasca d’Almerita que aconteceu na sede da ABS Flamengo.
Estavam
presentes o representante da vinícola, Nicola Massa e o jornalista e crítico de
vinhos Alexandre Lalas.
A
Tasca d’Almerita é uma vinícola tradicional da Itália e proprietária de cinco
vinhedos na Sicília. Em 2012 recebeu o prêmio de “A vinícola do ano” pelo
Gambero Rosso.
Os
vinhos degustados foram os seguintes:

Regaleali Bianco 2010 – Inzolia 40%, Grecanico 30%,
Sauvignon Tasca e Catarratto 30% – R$80,92

Nozze d’Oro 2009 – Inzolia 78% e Sauvignon Tasca 22% –
R$109,00

Sallier de la Tour Syrah 2009 – R$59,96

Regalelali Rosso 2009 – Nero d’Avola

Rosso del Conte 2005 – Nero d’Avola, Perricone e outras – R$272,02

Tenuta Capofaro Malvasia 2008 – R$175,30
Destacamos
o branco Nozze d’Oro por ser bastante refrescante, com notas de abacaxi, lichia
e mel, corpo leve e boa acidez. Ótimo para ser bebido a beira da piscina.

nos tintos o destaque foi o Regaleali Rosso, apresentou aromas de ameixa,
pimenta e tabaco, boa acidez, médio corpo e boa persistência.
Todos
os vinhos são muito bons e honestos no entanto chegam ao Brasil com preço um
tanto quanto caro uma vez que na origem custam a partir de € 8 a € 60.
A
Mistral é a importadora da Tasca d’Almerita.

Tasca d'Almerinta
Tasca d’Almerinta – Vinhos degustados
Tasca d'Almerita na Sicília
Localização da Tasca d’Almerita na Sicília – Clique para ampliar a imagem

Enodicas: Quais vinhos são necessários decantar?

Decante Peugeot
Decanter Peugeot

Hoje
o mercado oferece as mais variadas marcas e modelos de decanters para os
apreciadores do vinho. Desde os mais simples feitos de vidro aos mais
sofisticados feitos do mais puro cristal. Marcas como Strauss, Spieguelau, Riedel e
Peugeot desfilam nas lojas especializadas. Já os modelos são os mais variados e
inusitados possíveis (muitas vezes, ao meu ver, são mais decorativos do que
úteis e práticos).









Ok,
você já tem o seu novo brinquedo em casa e ai eu acredito que você já deva ter
se perguntado:
– E agora?
Quais vinhos devem ser decantados? Ou melhor, a degustação será mesmo mais
agradável?
Bem
amigos, “Idas e vinhas” vai procurar ser o mais objetivo e claro para ajudá-los
a desvendar este “mistério”.

Vamos
lá…
O
decanter tem basicamente três finalidades:
1.    Arejar o vinho: fazer com que os
aromas atinjam um estágio de evolução equivalente ao de alguns anos de
envelhecimento em garrafa. Os aromas se abrirão proporcionando uma melhor
sensação olfativa durante a degustação.

O arejamento do vinho feito com o
decanter é muito mais rápido e eficiente do que simplesmente abrir a garrafa e
deixar o vinho respirar pelo gargalo já que a superfície de contato
do vinho com o ar é um tanto quanto reduzida.

2.    Decantar o vinho: é um processo de
limpeza do vinho. Deve ser feito com os vinhos mais velhos pois estes formam
sedimentos naturais que se depositam no interior da garrafa. Estes sedimentos
nada mais são do que os taninos polimerizados.

3.    A terceira finalidade do decanter pode
ser a mais comum e utilizada por todos: enfeite, afinal de contas, é uma peça
muito bonita, ideal para decorar a adega ou a cristaleira.

Costuma-se
decantar vinhos jovens de muita estrutura, para que possam se abrir e mostrar
as suas melhores qualidades. Neste caso, devem ser decantados com alguma horas
de antecedência, permitindo que o vinho fique um bom tempo em contato com o ar
dentro do decanter.

Tintos
como Bordeaux, Barolo, Hermitage, Brunello, Barbaresco, do Douro e da Bairrada
encorpados, Ribera del Duero e os mais encorpados e potentes do novo mundo, por
exemplo, ou até mesmo os brancos muito encorpados como o Hermitage blanc podem
ser decantados.

Tintos
que apresentam depósito também devem ser decantados cuidadosamente, para evitar
que a borra se misture com o vinho. Se forem vinhos muito envelhecidos, o ideal
seria decantá-lo logo antes de servir, pois o contato prolongado com o ar pode
fazer com que ele perca as suas ricas fragrâncias e a oxidação ocorrerá mais
rapidamente pois estes vinhos já atingiram um equilíbrio mais frágil (neste
caso, a decantação é apenas para separar as borras). Já os vinhos do dia a dia
não necessitam ser decantados pois são feitos para serem bebidos ainda jovens
e dificilmente apresentam algum sedimento.
Ah,
e ao decantar um vinho que contenha sedimentos, jamais jogue fora a borra e o
restinho de vinho. Dê a ele um nobre destino, utilizando-o em um belo molho
para acompanhar massas ou carnes vermelhas. Você não vai se arrepender!
Etienne Meneau decanter
Você pagaria €2000 por qualquer um deste dois modelos?
Fontes consultadas para este post:
Amarante,
José Osvaldo Albano do
Os
Segredos do Vinho para Iniciantes e Iniciados

Notícias da enosfera: Andrea Bocelli espera que seus vinhos também cantem (e encantem!).

Bocelli Family Wines
Linha de vinhos da Familia Bocelli
Nem
todos sabem, mas a família do famoso tenor italiano Andrea Bocelli é muito
tradicional no cultivo de uvas na Toscana, com uma história que data de 1881.
Embora
com tão longa tradição, apenas agora a família Bocelli iniciou a produção de
vinhos com sua própria marca. Em 2012 foram lançados no
mercado norteamericano dois vinhos: Bocelli Family Wines Prosecco e Sangiovese.
Os preços giram em torno de USD 20,00, com produção inicial de cerca de 20.000
caixas.
O
responsável pela iniciativa e pelos projetos de expansão da marca Bocelli no mercado
internacional de vinhos é Alberto Bocelli, irmão e sócio de Andrea.
Fontes:
http://www.bocellifamilywines.com (o site
está em construção, mas já é possível fazer download das fichas técnicas dos
vinhos).

Enfim, sensatez na lei da salvaguarda!

Enfim
um pouco de sensatez no projeto de lei da salvaguarda do vinho nacional. Embora
o processo ainda esteja na fase inicial, o Ministério do Desenvolvimento
descartou a possibilidade de atender ao pedido da indústria vinícola nacional
para que sejam criadas cotas para a importação de vinhos.
Isso
porque estudos preliminares demonstram que o setor vinícola brasileiro voltou a
crescer e a expandir sua presença em mercados emergentes como China e Rússia. Sendo
assim, o governo de Dilma irá no máximo conceder a desoneração de impostos para
o setor.
Fonte:
Revista
Veja, edição 2270, 20/05/2012.

Notícias da enosfera: Pancho Campo deixa o Institute of Wine Masters

crédito da foto: www.decanter.com
Pancho Campo e Jay Miller
O escândalo envolvendo o degustador
Jay Miller (ex The Wine Advocate) e a The Wine Academy of Spain (TWAS) por meio de seu representante Pancho
Campo teve mais um desdobramento. (veja aqui post anterior sobre o
assunto).

De acordo com a matéria publicada no último
dia 03 de Maio pela The Drink Business, Pancho Campo anunciou sua saída do Institute
of Masters of Wine – IMW. Também em
03 de Maio, o IMW anunciou em sua página (veja aqui) que, em função do pedido
de demissão de Pancho Campo, a investigação interna para averiguar sua conduta,
iniciada em Dezembro de 2011, foi encerrada.
 
O escândalo estourou quando surgiram
denúncias de que Pancho Campo estaria cobrando de vinícolas espanholas quantias
de até 20.000 Euros para garantir uma visita de Jay Miller em nome da The Wine
Advocate.
Durante o desenrolar dos fatos, Jay
Miller foi afastado da The Wine Advocate e Robert Parker iniciou uma
investigação cujos resultados publicamos aqui no Idas e Vinhas…
A
investigação do IMW foi encerrada sem que fossem publicados seus resultados. Na
nossa opinião, além de não esclarecer os fatos, o encerramento das
investigações e as demissões de Campo e Miller só reforçam a ideia de que
realmente houve má conduta. Qual a opinião de vocês?
Fontes consultadas para esse post:

Degustação: Abel Pinchard Pouilly-Fuissé

 

Hoje escolhemos um vinho francês branco e leve, já que o
almoço seria um belo pargo assado.
Região francesa de Mâconnais
Localização da AOC Pouilly-Fuissé
Escolher um vinho entre as centenas de rótulos disponíveis
não é tarefa fácil. E se falamos de vinhos franceses, fica ainda mais difícil, com
a super complexa classificação das inúmeras AOC, os nomes semelhantes de
produtores que podem levar a alguns enganos…enfim, ter uma loja de confiança
e com bons profissionais para nos orientar é fundamental.

créditos da foto: http://www.scottpaul.comFelizmente, o Abel Pinchard produzido na AOC Pouilly-Fuissé,
Borgonha, se revelou uma boa escolha, um vinho simples mas correto. A
appelation de Pouilly-Fuissé é parte do enorme distrito de Mâconnais, e produz
cerca de 6 milhões de garrafas de vinho branco ao ano. Os brancos são feitos
unicamente da casta Chardonnay, e sua qualidade varia de vinhos simples com
pouca ou nenhuma madeira até grandes vinhos envelhecidos em carvalho que fazem
de Pouilly-Fuissé uma das regiões vinícolas mais famosas do mundo. Devido à
grande variedade de terroirs e
técnicas de vinificação, os brancos podem ir do amarelo palha ao amarelo ouro,
com aromas mais ou menos frutados, de minerais, manteiga (nos que passaram pela
fermentação malolática) e mel nos vinhos de guarda.
Abel Pinchard 2009
  
O vinho, leve e refrescante, harmonizou muito bem com o
peixe assado com cebolas, tomate concassé, pouco alho, sal e um pouco de vinho
branco (Santa Carolina). Com a técnica do papillote,
o peixe vai assando lentamente em seu próprio suco….uma delícia!
Muito bem, vamos às nossas impressões sobre o vinho…
Notas de degustação:
Bela cor amarelo ouro, típica de chardonnay. No nariz, muito fragrante, com notas de flores brancas
(jasmim, flor de laranjeira), frutas frescas (abacaxi, maracujá) e um toque de hortelã.
Na boca, agradavelmente fresco, de médio corpo. Bastante equilibrado, com a
sensação de álcool na medida certa, final intenso e persistente. A ausência de
aromas de manteiga e baunilha ou tostados sugerem um vinho que não passou pela
fermentação malolática completa e não passou em madeira. Um vinho já pronto
para ser degustado.
Nota: 84. Bom, um vinho sólido e bem feito.

O Rótulo
Vinho: Abel Pinchard
Tipo: Branco
Casta: Chardonnay
Safra: 2009
País: França
Região: Pouilly-Fuissé
Produtor: Loron & Fils
Graduação:
13%
Preço Médio: R$ 99,95 (achamos caro)
na Planeta Sonho. Importado pela Casa Flora.
Temperatura de Serviço: 13ºC

Enoturismo: Chile II

Miniguia Viagem e Turismo

A
última edição da revista Viagem e Turismo, já disponível nas bancas, traz uma
reportagem e o Miniguia Viagem cujo tema é: Vinícolas do Chile.
Aqui no Idas e
Vinhas…publicamos um post sobre o
Chile (confira), e achamos muito
interessante o Miniguia Viagem. Além das vinícolas que indicamos no post, são citadas várias outras das
quais destacamos a Casa Marin. Essa casa, fundada no ano 2000 pela enóloga Maria
Luz Marin, é famosa por seus excelentes vinhos brancos e pelo atendimento
personalizado. 
 
 
Casa Marin
Casa Marin
A Casa Marin fica no Valle de San Antonio (a cerca de 120 km de Santiago e a 4
km do Oceano Pacífico). Além de interessantes tipos de tour a vinícola oferece o sistema bed &
breakfast
em seu charmoso hotel boutique, a Villa Casa Marin.